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como o Gabriel lembrou, prometi que ia falar do Corrientes 348, que ele acha o melhor restaurante argentino fora da Argentina – e ele tem razão.

na verdade, tenho que falar da Restaurant Week. normalmente é como dizem por aí: longas filas, gente feia, porções ridiculamente pequenas e mau atendimento. a daqui de Brasília durou quatorze dias, e tive duas experiências dentro dela.

*

a primeira foi no Unanimità, um bom restaurante, se não fantástico. quem conhece os pratos de lá, mesmo com os cupons de desconto distribuídos em páginas da internet, sabe de duas coisas: a comida é boa e farta. boa, não ótima, porque não tem ousadia. aquilo é feito na intenção de agradar, e não de te fazer sentir algo diferente, te provocar etc. como detesto o funcionalismo público, costumo dizer que é comida feita para esse tipo de gente, que ainda sai de lá se achando gourmet (tá aí uma palavra que eu também detesto).

pois bem: JP e eu fomos lá na Restaurant Week e foi uma decepção. de entrada, dois aglomeradinhos de carne moída envoltos em fatias de berinjela. gostosos, mas muito pequenos e mais frios do que poderiam ser. e, confirmando minha tese de que os restaurantes do Dudu Camargo fazem “comida para servidores”, não comentamos entre nós o gosto do prato.

pouco depois, já que o rango era produzido a toque de caixa na cozinha, já veio o prato principal: ravióli de ossobuco. um ossobuco no meio (olá) e cinco (CINCO!) raviólis em volta. bem-recheados, é verdade… mas era absurdo de tão pequeno. deu raiva, comi com raiva. e o gosto, para variar… sem muito gosto.

de sobremesa, um “salame” de chocolate com sorvete, duas vezes maior que a entrada – o que não era muito grande, claro. foi a melhor parte do almoço, e o único momento em que não me senti violado em R$ 30.

*

uma semana depois, ainda na zorra com esse almoço caído na Restaurant Week, Márcio (sim, o mesmo Márcio que anos atrás dizia “eu não gosto de comer”) disse que o Corrientes 348 também estava na promoção, com um jantar a R$ 40. escaldado, aceitei o convite mas me preparei para o pior.

no dia, os casais Zé Maria e Lauren, Dirceu e Amanda, Otto e Carol mais Lucas, Márcio e eu rumamos para a casa e pedimos o prato. no meu caso, optei pelo bife à milanesa com salada, com uma empanada de queijo com cebola de entrada. como não queria correr o risco de encarar uma porção à passarinho como a do Unanimità, sugeri a Otto e Carol pedirmos uma porção de fritas separado.

a empanada da entrada veio num tamanho razoável, e tinha um gosto excelente: gosto dessa combinação e o salgado portenho estava no ponto. mas o melhor estava por vir… primeiro, sob a forma de uma grande travessa de salada, bem simples, mas deliciosamente temperada. depois, com um bife de miolo de alcatra de proporções épicas, e uma cumbuca de fritas que acompanhava a grandeza da carne.

respirei fundo: era a vingança da primeira incursão na Restaurant Week. e eu, que nunca tinha visto nada de espetacular em bife à milanesa, mordi o danado e vi que o do Corrientes é ótimo. que a crosta empanada pressiona a carne a cada mordida é normal, mas não é normal que ela libere mais sabor quando isso acontece – e foi o que rolou. as fritas, tão salgadas quanto douradas, crocantes e gostosas, completavam o cenário.

foi um jantar e tanto, e nem o fato de o doce de leite não estar à altura do prato principal tirou o brilho. não é à toa que o Gabriel acha o Corrientes o melhor restaurante argentino do país. e não é à toa que vou levar minha mãe lá, daqui a duas semanas, quando ela vier me visitar. só é pena que, ao contrário da matriz em São Paulo, a unidade brasiliense do Corrientes 348 não adote o conceito de garçonetes tatuadas gatas

mofo

na semana passada a Telerj lançou um concurso interno para preencher uma vaga de alta burocracia num andar de cima, na qual o cidadão, se aprovado, ganha mais responsabilidades e uma quase-certeza de que nunca será remunerado a mais para tanto, tampouco terá como sair. com medo de virar bolor na minha área atual, eu me candidatei, só para ver no que dava. na sexta-feira me ligaram e agendaram uma entrevista para hoje, como fizeram com os demais postulantes ao inferno.

cheguei alguns minutos antes e me chamaram à sala do número 1 da área de recursos humanos, que não estava presente. durante meia hora, três subordinados dele e a chefe da área demandante me fizeram uma série de perguntas que a mim parecia uma avaliação da segunda série do primário.

respondi com calma e frieza a todas as perguntas, à exceção de uma questão técnica que não sabia – e que logo de cara falei “não sei”. quando me perguntaram o porque de eu ter me candidatado à vaga, mandei na lata: “porque não há perspectiva nenhuma na minha área”, e quando quiseram saber minha relação com a principal atividade do novo setor, disse sem dó que detesto aquilo, mas se me permitir ascender profissionalmente eu estou dentro.

então fui indagado sobre como me imaginava na Telerj daqui a cinco ou dez anos. “eu não me imagino aqui em dez anos, eu quero sair. quero voltar para a iniciativa privada”. mais no final, perguntaram como eu achava que deveria ser o perfil do profissional desta área, e eu respondi que ele tinha de ser como o James Bond no “Casino Royale”. eles ficaram surpresos, e pediram para que eu esmiuçasse a resposta.

“não pode errar. se errar, tem de assumir o erro e resolver sozinho, ter responsabilidade. tem que ser discreto, porque vai lidar com informações sigilosas das quais dependem investimentos e que afetarão a sociedade, e tem que se vestir bem porque é uma área visível”.

quando terminei de dizer isso, senti como se cada um ali tivesse levado de mim um soco no estômago – e eles gostaram da surra.

no final, a principal condutora da entrevista me disse que eu tinha ido muito bem, apesar do meu pessimismo com a minha própria situação profissional. quis dizer a ela que eu fui bem justamente pelo meu pessimismo, porque sei que a vida lá em cima não será um mar de rosas e porque não há nenhuma formalização de que a maior responsabilidade implicará em alguma forma de ascensão profissional – e não estou só falando de dinheiro. mas ao invés disso ela quis tentar fazer de mim uma pessoa menos pessimista com o trabalho, e eu disse para ela desencanar porque não há como.

ela insistiu, e eu disse para ela perder as esperanças.

ketchup

se perdi a apresentação do Sérgio Mallandro na Star Night, no meio da semana, não deixei passar o outro concerto antológico que Brasília recebe por esses dias: acompanhado de Thiago et caterva, fui assistir André Abujamra e seu Mafaro. foi fantástico: a bizarrice inesperada que eu estava esperando para dar uma chacoalhada nas coisas.

sério, foi muito bom. agora estou assistindo “Gatinhas e gatões”, com um cachorro-quente que fiz, Pringles de queijo com pimenta… e daqui a pouco tem festinha no Lago Norte. não preciso de mais nada…

chill-out

ontem à noite, voltando para casa depois de ir com os amigos ao Corrientes 348 (já vou falar disso), coloquei o “Bryter layter”, do Nick Drake, desci os vidros do carro e dirigi bem devagar.

senti uma calma enorme, absoluta, como que se dissesse que vai dar tudo certo. tudo. cheguei em casa, bebi um pouco de uísque e fiquei com esse sentimento até a hora de dormir.

foi ótimo.

passaporte

depois da extinção do voo Brasília-Washington operado pela Transbrasil, em meados dos anos 1990, a capital federal ficou sem voos para o exterior durante cerca de uma década.

timidamente, há coisa de cinco anos, a Gol lançou um voo sem escalas daqui para Buenos Aires. depois as coisas foram só aumentando rumo ao exterior: a TAP já tem uma linha direta daqui a Lisboa, a TAM e a American Airlines têm voos regulares para Miami, a Delta para Atlanta, a LAN Perú e a Taca para Lima.

agora vem a Copa Airlines nos levar para o Panamá. que delírio.

saca só

no Wall Street Journal de hoje, dois artigos que valem a leitura: um do Bruce Palling sobre como as viagens expandiram o gosto gastronômico dele, e um do escritor norte-americano J. S. Marcus, que, morando em Berlim, um dia resolveu sair de casa sem destino e foi parar no extremo norte da Dinamarca, completamente longe de sua vida anterior – ainda que tenha voltado para a capital alemã logo depois.

e tem ainda matérias sobre a Sardenha e a Provença. é de matar, não?

garoupa

estou com tanto assunto, mas tanto assunto, que não consigo me lembrar de nada. vou escrevendo e tentando rememorar tudo:

- comecei hoje minhas vendas de opções de OGXP3 e me saí assustadoramente bem. nem eu imaginava um resultado como o que obtive. estou ciente de que nem sempre as coisas sairão desta maneira, mas enquanto puder ser desse jeito está ótimo;
- fui pego de surpresa por uma reunião, e tive de participar dela vestido com a roupa que estava – e que mais parecia um maloqueiro. tento minimizar os riscos saindo sempre arrumado de casa, mas essa de hoje era de uma imprevisibilidade que beirava o insano;
- parece que a Demon Records vai relançar todos os discos do Suede, remasterizados e com faixas-bônus; meu American Express já está à postos;
- falando em Suede, hoje comprei uma camiseta deles, laranja, escrito “EUROPE IS OUR PLAYGROUND” à frente e com as datas da digressão europeia atrás. é linda, tem na página oficial. com isso, minha banda preferida passa a ser a segunda banda que vou envergar em camisetas – a primeira foi o Ladytron. mas obviamente eu só uso essas camisetas em lugares apropriados, como restaurantes frequentados por playboys (eu quero ser um), dias de trabalho mais tranquilos, viagens a cidades do interior etc. em festinhas do rock, o negócio é ir vestido de playboy;
- algumas sensações gostosas me acompanhando pela semana, e que bateram mais forte lá pelas duas da tarde. é bom estar assim, ainda que por razões que não se compreenda. mais não posso falar :)

atentado

ontem assisti “O grupo Baader-Meinhof”, filme de 2008 que conta a história da organização terrorista. era um filme que queria ter visto dois anos atrás, quando estava em cartaz no saudoso Cine Academia: sempre via seu pôster por lá, mas acabava escolhendo outro. não me arrependi de ter ficado até meia-noite e meia acordado (até cheguei um pouco atrasado na Telerj hoje cedo, de tanto sono), e o filme me deu, por alguns momentos, a sensação de que a década de 1970 é que foi boa.

não quero dizer boa em termos de atos terroristas, pelo amor de Deus: não. mas que pelo menos na época ainda se preocupavam em uma discussão ideológica razoável, enquanto hoje os países desenvolvidos se renderam ao pragmatismo e o comunismo tomou conta dos subdesenvolvidos, Brasil incluído. de quebra, o filme tem um grande número de Mercedes-Benz clássicas (boa parte delas é infelizmente batida), algumas BMW 1500 e 2000 e uns tantos Porsches, o que o transforma em boa atração para quem gosta de carros. a trilha sonora não é má, tem Who e Janis Joplin, e a película te joga uma coisa na cara: a Baader-Meinhof tinha altas gatas em sua formação.

e não estou só me referindo às atrizes, incluindo aí a linda Alexandra Maria Lara. busquei no Google uns cartazes de “procura-se” da época e constatei que várias integrantes do grupo eram bem bonitas. não à toa, “O grupo Baader-Meinhof” tem uns momentos de tensão sexual entre os terroristas, razão pela qual o filme foi criticado na época de seu lançamento… foi acusado de dar algum glamour à coisa. o problema é que isso realmente rolou e dava uma certa empatia aos desgraçados junto à população, o que também é mostrado. fora que isso é mais uma face daquele velho clichê esquerdista surgido com Jean-Paul Sartre de que é cool se importar, é cool “pensar no social”, é cool ser rebelde, existencialista, subversivo.

com tudo isso, não é um filme fácil como parece. não sei se é bom como cinema, mas é bem instigante no que diz respeito a política e coisas conexas.

reforma

depois de vender CSN no início do mês, descrente sobre os rumos do papel, aproveitei a segunda-feira para mexer um pouco na minha carteira. depois da acentuada queda da OGX em dois pregões consecutivos, achei que era hora de comprar mais (já tinha um pouco, e meu preço médio é ainda mais baixo do que o nível em que ela chegou). e já pensei numa estratégia de venda de opções do papel.

daí o Guedes ainda me convenceu a participar de duas ofertas públicas iniciais em fevereiro. ótimo: tava precisando de um pouco de mobilidade, essa coisa de buy and hold tem hora que cansa.

Camões

do Universo Sertanejo:

As rimas mais utilizadas

Em 2007, o aluno de jornalismo Gustavo Martins fez um trabalho de conclusão de curso chamado “É o amor – Lugares-comuns na música brasileira por suas rimas”.

Nesse trabalho, Martins selecionou, entre as 100 músicas mais tocadas no Brasil de 2001 até 2004, as rimas mais utilizadas.

A pesquisa passou por todos os estilos musicais.

Quem tem um repertório bom de música sertaneja na cabeça, com certeza vai se lembrar de pelo menos uma música com as rimas citadas.

1. assim/mim (58)
2. coração/paixão (38)
3. dizer/você (27)
4. fim/mim (24)
5. esquecer/você (22)
6. coração/solidão (18)
7. ver/você (18)
8. amor/dor (15)
9. assim/fim (14)
10. carinho/sozinho (12)

Ainda nessa pesquisa, há os termos e os verbos mais citados. Abaixo, a lista dos verbos:

1. Amar
2. Encontrar
3. Ver
4. Esquecer
5. Falar
6. Dizer
7. Chorar
8. Sonhar
9. Voltar
10. Chegar

Como é possível ver em ambas as listas, as letras continuam com o vocabulário bastante parecido, apesar de a pesquisa já ter alguns anos.

temor

li esse post do Hipster Runoff e tentei imaginar a cena dos atuais indies e hipsters daqui a uns trinta anos, quando a magreza e o cabelo rarearem.

pensei nos rednecks do interior dos EUA e tentei traçar um paralelo com a galera daqui. também lembrei do que o Pedro observou sobre a decadência das indies de dez anos atrás, que assistiam ao Planeta Terra cobertas por um quilo de maquiagem e dez de depressão.

cara, vai ser bizarro.

longa vida

vir para a Telerj, às cinco para as oito da manhã, ouvindo o Primal Scream tocando o tema de “Trainspotting”, é legal demais.

no entanto, ao contrário da turma do filme, não estou fazendo nada ilegal.

mas em ambos os casos é capaz de dar m****…

sousplat

na sexta-feira de manhã – quando eu ainda ia para a Rússia, portanto -, entrei no Webmotors e procurei uma Mercedes-Benz W210 para chamar de minha. os preços de um exemplar bem cuidado, entre os anos de 1997 e 1999, giram em torno de R$ 38 mil.

mas havia uma, com motor V6 3,2, por R$ 30 mil. da cor certa. e ainda estava numa concessionária Mercedes-Benz, o que é raríssimo – a pouca liquidez leva as lojas a não aceitá-las na troca. fora que, quando você vê uma, imagina que esteja revisada pela concessionária, o que implica em peças originais e um histórico de manutenção.

fiz uma conta mental e constatei que essa belezinha se encaixava no meu orçamento e que poderia tê-la… AGORA! passei a mão no telefone e liguei para a concessionária, em São Paulo, para saber detalhes.

uma consultora vendedora me atendeu e disse que o carro havia chegado um dia antes, e que precisaria falar com alguém da oficina para saber do status mecânico do carro – mas o responsável por essa parte estava almoçando. ela anotou meu telefone e disse que retornaria assim que tivesse uma palavra a respeito dessa W210.

uma hora, duas horas, três horas depois… e nada de contato. pouco depois das cinco da tarde, já sabendo do que tinha acontecido com as passagens russas do Otto e preparando-me para o momento em que me cancelariam o tíquete, liguei de volta para a concessionária Mercedes-Benz. a mesma vendedora atendeu e, com um sotaque paulistano equivalente a cinquenta Panizzas (haha, brincadeira), começou com a frase “entããão… ela é bliiinnndaaaada…”

essa informação de blindagem não consta do anúncio do Webmotors, o que costuma ser praxe. e todos sabemos que carro blindado usado é um rabanete de proporções épicas… simplesmente não rola. agradeci pela informação e desliguei.

e assim essa foi a semana em que não comprei uma Mercedes-Benz e não fui para a Rússia.

ionização

depois de um mês fora da academia, por conta das férias do treinador, voltei a malhar na sexta-feira.

minha massa muscular foi bem perdida nesse período, e provavelmente só voltará depois de três ou quatro meses. mas voltará.

é impressionante como faz falta alguém para motivar, dizer o que fazer e te livrar das burocracias acadêmicas.

pregos

tenho tomado um queimador de gordura, com receita médica e respaldo do nutricionista, antes de todas as refeições.

só que ele deve ser ingerido vinte minutos antes delas, e a cada vez que tomo as duas cápsulas prescritas o meu estômago vira um vulcão. mas cheio de ácido muriático, e que me deixa morrendo de dor.

na quarta-feira, quando fui almoçar com o JP, tomei os comprimidos antes de sair do trabalho. e assim que o busquei no trabalho dele, dentro do carro a coisa começou. achei até que não conseguiria dirigir do Eixo Monumental até a 408 sul, foi a morte.

não foi o único episódio: em 80% das vezes tem acontecido isso. vou relatar o caso e, se nada mudar, suspender a medicação.

maracas

oi, tudo bem? essa semana foi um tanto agitada, dentro dos meus padrões. especialmente depois da entrega da monografia, na quarta-feira. aconteceu o seguinte:

na manhã de quinta-feira o Otto me puxa no Gtalk para informar que a S7 Airlines (antiga Siberian Airlines) estava com uma promoção insana de passagens São Paulo-Moscou, ida e volta, por R$ 700.

gente, isso é preço para ir daqui a Recife.

como uma promoção dessas é um cavalo selado que passa mui raramente e galopa em alta velocidade, era óbvio que duraria pouco. de uma forma bem pensa rápido, fui ligando para os meus amigos e perguntando quem é que estava a fim de desbravar aquele lado, e logo cheguei ao Thiago, que por sua vez disse que o Hideki também estava querendo.

pensa: três caras solteiros indo para o Leste Europeu? só pode dar em uma coisa. ri dessa possibilidade, lembrei do Hermitage, do desenho industrial finlandês… e falei para fecharmos logo. enquanto isso, Otto e Carol compravam os tíquetes deles, para julho. do meu lado, maturamos a ideia por mais algumas horas e, às quatro da tarde de quinta-feira, compramos as passagens.

só faltou tocar “We are the champions”, já que era o negócio do ano – ainda que estivéssemos apenas no vigésimo dia de 2011. o roteiro já estava até pré-aprovado: duas semanas entre Moscou, São Petersburgo, Helsínquia, Riga e Tallinn. depois o Hideki teria de voltar ao Brasil, enquanto Thiago e eu iríamos a Paris – para depois voltarmos a Moscou e, de lá, ao país da mandioca.

no entanto jogaram água na vodca já na sexta: Otto recebeu um email dizendo que suas passagens haviam sido canceladas porque a Iberia, parceira da S7 na promoção, não tinha lugares disponíveis para o voo de ida até Madri, que seria por eles operado. Thiago recebeu o dele no início da noite, e eu por volta das nove.

fiquei sinceramente na zorra, com motivos, e nem pensei em insistir. soube, depois, que um Brasil teve o mesmo problema, e a S7 ia sistematicamente derrubando as reservas feitas a este preço – uma prova de que esses russos não valem nada. não todos os russos… mas bem, isso é uma longa discussão.

dito isto, as férias deste ano permanecem em aberto.