estou ouvindo Nick Drake. liguei para o Pedro. gostei dessas fotos. por hoje é só. até.
Archives mensuelles: août 2010
xampu
Anne Hathaway de cabelos curtos: o que já era muito bom ficou ainda melhor.
coisas que eu nunca te disse #77
living up a hollow treehole
making secret documents
taking pictures of the suburbs
(Ed Harcourt, “Ghost writer”, 2003)
mágico
cheguei em casa da academia, acabado,
tomei meu whey protein
tomei um banho
coloquei meu pijama limpinho
peguei o maior copo que tenho em casa e uma garrafa de H2OH!
levei o som do quarto para a sala
coloquei um cd do Chet Baker (e deixei o “Bitches brew”, do Miles Davis, pronto para entrar na sequência)
acendi uma vela aromática sabor pitanga
aumentei o brilho da tela do computador
respirei fundo
e resolvi todas as notícias de hoje daqui, editando, traduzindo e publicando.
foi legal, foi rápido, a coisa fluiu e eu esqueci o cansaço.
notícias do dia
- no Japão, arrumaram um uso para o iPad, coisa que até então não existia (não aceito contestações);
- na Itália, tem uma galera morrendo enquanto vai catar cogumelo. e não é nem por fazer chá dos referidos, é por violar a lei. veja bem, na Itália é proibido apanhar cogú à noite;
- no Rio de Janeiro, um policial podia estar trabalhando, podia estar extorquindo dinheiro… mas ele se contenta com outro tipo de propina.
oba, firme?
setembro tem que passar rápido, pelo bem da minha saúde. tanto a física quanto a psicológica. mas ainda estamos em agosto, não? tem chão pela frente…
laringe
hoje parece que é o dia nacional de combate ao fumo, ou dia nacional sem tabaco, algo assim.
tô indo ali na janela carburar um Marlboro Lights, já volto.
tutu
meu brimo Paulo Maluf declarou ter quase 40 milhas. no meio de seu patrimônio, um Porsche 911 1979 e um Mitsubishi 3000 GT 1994. yeah!
acossado
vai e volta
escrever não está sendo coisa constante, ultimamente. tem dias em que dá vontade, mas tem dias, como hoje, em que dormir onze horas parece mais interessante. e quando se acorda, qualquer outra coisa para fazer fica melhor… não?
bom, eu devia parar de dar desculpas e apenas escrever. na minha vida as coisas andam assim:
- terça-feira comecei a passar mal por uma mistura da gripe com a baixa umidade do ar que afeta Brasília por esses tempos. em cinco anos de cidade, eu nunca tinha sentido algo tão ruim com a seca, mas agora foi péssimo, e ainda não estou cem por cento;
- livrei-me de uma prova na quinta-feira, para a qual me preparei lendo quatro dos cinco textos cobrados, em um total de 101 páginas. não foi tarefa simples, e agora tenho de entregar umas resenhas, para outra matéria, até o meio desta semana – o que implica em ler mais textos, formar mais opiniões, escrever mais coisas fora deste blógue etc;
- esta semana minha chefe volta de férias e a nossa quitanda na Telerj vai ficar mais fácil de administrar. mas de qualquer forma o movimento até o final do ano é bem controlável, tudo está em compasso de espera até o começo do ano que vem;
- acabei de ver uma propaganda do iPhone 4 na televisão, no Discovery Travel & Living. eu estava sem vontade de ter um… e agora ela brotou;
- parte da semana foi passada ao som da nona sinfonia do Mahler, outra parte com o “604″, do Ladytron. ouvi umas músicas da banda da filha do Sting e achei assustadora a semelhança do vocal dela, Coco Sumner, com o pai – se eu fosse o cara, dava uma surra, quando chegasse em casa, para ela ter vergonha na cara… hahahahaha…
será?
farol
Estou numa esplanada junto a um semáforo e imagino o que aconteceria se passasses no teu carro e me visses aqui. Mas não aconteceria nada: se estivesse verde seguias em frente, se estivesse vermelho paravas e arrancavas mal viesse o verde. É tudo o que nos resta: o código da estrada.
Pedro Mexia, ele, mais uma vez.
Águas Claras
psicografia
ninguém te entende? bateu um vazio?
tá a fim de empatar tempo e dinheiro em um ano – ou mais – de terapia? quer se analisar mesmo?
tenho uma sugestão mais barata. anote:
1. o Alexandre hoje transcreveu um texto do Antônio Prata no “Estadão”, sobre completar 33 anos. não tem nada de novo, mas é extremamente verdadeiro e foi a leitura certa na hora certa – ainda que eu, por exemplo, tenha 28.
2. mais ou menos meia hora depois, começou a passar “Alta fidelidade” na TNT. tenho o DVD do filme, que hoje em dia você acha barato por aí, e em qualquer locadora que não tenha fechado ou liquidado seu acervo – esse foi o caso da antiga dona da minha cópia.
3. depois é só abrir uma garrafa de cerveja de 1 litro. pode ser a Stella Artois, a Schneider, a Isenbeck ou aquelas uruguaias; na falta, podem ser três latinhas de qualquer uma. mas a de 1 litro é especial porque tomar uma é, à primeira vista, uma façanha. aí depois você se lembra que, ao contrário, é completamente banal – mas pelo amor de Deus, não vá entornar um barrilete de 5 litros de Heineken. no meu caso, a dieta só permite álcool no sábado… pode parecer estranho, mas sei que a dica dada hoje vai continuar eficaz até lá.
depois você volta aqui e me diz como foi, mas te garanto que vai economizar tempo, dinheiro e paciência.
esquece
Jonas says: (21:41:54)
a patroa mencionou pro editor dela que tinha um conhecido trabalhando na Telerj e tals
Jonas says: (21:42:08)
ele: “poxa, ele daria um bom personagem pra revista!”
palandi says: (21:42:26)
cacete, vai ser a revista MAIS DESINTERESSANTE de todos os tempos
dissolvendo-se
Desenha-se, enfim, um cenário sombrio em que a política se limitaria aos jogos de poder, com os sórdidos lances habituais, dentro da coalizão hegemônica. Estarão criadas as condições para o surgimento de uma versão brasileira – com duas faces, a do PT e a do PMDB – da “ditadura perfeita” vivida pelo México décadas a fio sob o controle do PRI, o Partido Revolucionário Institucional.
é… dá até medo de pensar nessas coisas projetadas por um editorial do “Estadão” de hoje. (via Jonas)
how I made my millions 2
how I made my millions
fato relevante: ganhei na Sena.
é, é verdade, ganhei na Mega Sena. o bolão aqui do trabalho acertou… a quadra. deu R$ 22 (e mais alguns centavos) para cada um.
eu posso investir o meu quinhão em gado, comprando um quilo de alcatra. posso aplicá-lo na Bovespa, comprando um lote de SANB4. posso especular com imóveis, comprando um tabuleiro de Banco Imobiliário usando essa bolada como entrada. ou quem sabe em petróleo, colocando oito litros de gasolina V-Power no meu carro.
neon
belo texto do André Barcinski sobre o caos a partir de uma simples viagem entre as duas maiores cidades do país. concordo com quase tudo, mas de toda forma vale dar uma lida. (via Filipe)
skate
Eu vi muita coisa nesta vida acontecer em apresentações guiadas pelo grande Josh Homme. Já vi “enfrentarem” milhões de metaleiros com um show espetacular no Rock in Rio 2001. Já vi o tímido brasiliense Eduardo Palandi perder a compostura na frente do palco do Reading Festival em meio à inglesada maluca com o concerto do QOTSA. Já vi o maior número de mulheres da história fazer surf-crowd diante de um show deles num Lollapalooza destes.
pera aí: eu perdi a compostura num show do QOTSA e acabei de dizer ali embaixo que o Josh Homme não tem talento?
é, é verdade. se não tenho paciência para ouvi-los em disco, tenho que dizer que o Queens of the Stone Age fezi um dos melhores shows que vi na minha vida, em 2001. eu me lembro que a abertura do “Rated R”, com “Feel good hit of the summer” e “The lost art of keeping a secret”, era maravilhosa, mas que o resto do disco era caído. só que ao vivo não tem descanso, é pé embaixo. com a banda estourada na Inglaterra, então, foi uma experiência fantástica que durou cerca de uma hora, todo mundo ensandecido. o Lúcio ficou do meu lado durante boa parte da apresentação, de bermudão e casaco amarrado na cintura.
não era nem um dia muito quente, mas com a multidão aquilo ali parecia um forno. para diminuir esta sensação de inferno na Terra, os seguranças que ficavam entre a grade da plateia e o palco atiravam copos de papel cheios de água, e com sorte você conseguia um para matar a sede. e nesse dia, não vi que um dos copos estava vindo na minha direção. ele acertou os meus lábios, e foi uma porrada que só. não cortou, mas na hora doeu e eu fiquei com a boca inchada pelo resto do dia, pulando no meio da galera. fera demais.
mercadoria
depois de passar um tempo sem comprar cds (especialmente porque o toca-cds do meu carro tem uma certa gula e vez ou outra os retém), faz uns meses que voltei a encher as prateleiras de casa. abaixo, uma lista dos que recentemente passaram a integrar o acervo:
“Contra”, do Vampire Weekend. passei a simpatizar com a banda esse ano, quando o hype diminuiu e deu para ver que o primeiro disco, o de 2008, é um belo trabalho de world music de burguês, com umas guitarras por cima. como o “Contra”, saído este ano, estava mais barato que o primeiro, foi ele mesmo que levei. 21 reais, frete incluso, no eBay.
velho conhecido de quem me conhece ou lê este blógue, esse é o “Velocifero”, quarto disco do Ladytron. safra 2008, já falei bastante dele aqui. o que tenho a acrescentar é o que todo mundo sabe: a Helen Marnie é a mulher mais charmosa do mundo. coincidentemente, também paguei 21 reais por ele, frete incluso, no eBay.
esse é o “West ryder pauper lunatic asylum”, terceiro LP do Kasabian, que veio para comprovar uma tese que eu tinha desde o primeiro disco: a de que a banda é ótima, mas faltava acertar a mão. as duas primeiras são de provocar uns palavrões de tanta energia, enquanto o final do disco, em especial a dobradinha “Secret alphabets” e “Fire”, pegam mais leve no ácido em nome de um pop de primeira, pouco ouvido fora da Grã-Bretanha quando saiu, em 2009. e essa capa estilo Mutantes, então? saiu por 15 reais na página da Fnac.
quinze reais no Kasabian tá barato? paguei 12 no “Tonight: Franz Ferdinand”, em que o quarteto de Glasgow se recupera depois de um segundo disco com três músicas boas e um monte de bobagens. as vibrações desse aqui são muito melhores, como deu para perceber no concerto deles em Brasília, no começo do ano. arrisco até a dizer que esse disco, de 2009, perde por pouco para o de estreia. também comprado na página da Fnac.
OBRA-PRIMA. em maiúsculas, porque vale a pena: “Humbug” do Arctic Monkeys, só não entrou na minha lista de melhores da década porque só o ouvi em 2010, também fugindo do hype. é tão bom que chega a ser inacreditável que tenha sido produzido, em sua maioria, por um cara sem talento chamado Josh Homme. no final do ano devo escrever um texto sobre ele, inclusive destacando a melhora do Arctic Monkeys do primeiro disco para este, que é de chorar. outro do bonde da Fnac, saiu por R$ 25.
último disco comprado no pacote da Fnac, esse é outra obra-prima: “Rubber soul”, meu disco preferido dos Beatles, recheado de clássicos e começo da transição do ié-ié-ié do começo da carreira dos bizorros para a psicodelia – o processo iria um passo além, no “Revolver”. como disco dos Beatles NUNCA entra em promoção, achei justo pagar trinta reais num exemplar da mais recente remasterização, com embalagem caprichada.
ressonância magnética barata é isso aqui: 21 reais pelo “IRM”, da Charlotte Gainsbourg, em uma loja de cds em Palermo, Buenos Aires. só as duas primeiras já valem a aquisição do trabalho, mas ainda tem “Trick pony” e “Heaven can wait”. não bate o primeiro álbum da moça, mas se aproxima. e a foto da Charlotte na página 7 é de converter qualquer boiola…
ao contrário do Brasil, ir à Argentina e não comprar nada de bandas locais seria um desperdício. e qual não foi minha surpresa ao ver, por apenas R$ 9,50 em uma Musimundo da Calle Florida, “El templo del pop”, coletânea prematura da Miranda!, grupo argentino que faz pop eletrônico de primeira. imagine se o Human League torcesse pelo Racing. imaginou? agora veja isso tornado realidade.
o último cd desse post é o “Hu hu hu”, da mexicana Natalia Lafourcade, o melhor disco do ano passado que você não ouviu. achei-o quando já não tinha nenhuma esperança, e sem ter nenhuma referência mais concreta da obra da moça – e me surpreendi com o conteúdo desse aqui. apesar do estilo pessoal dela ser algo do tipo “Lily Allen com roupas comportadas”, ela compõe e toca quase todos os instrumentos, levando seu pop à fronteira com o experimental. “Hu hu hu” tem mudanças de andamento, texturas, arranjos de cordas… e é tudo embalado de forma bem leve. como a senhorita Lafourcade quer ganhar o mercado anglófono, o disco tem três músicas em inglês, que se misturam muito bem a seu castelhano. saiu por 21 reais… e abaixo vai o vídeo de “No viniste”, minha música preferida:
coisas que eu nunca te disse #76
eu só vou falar
na hora de falar
então eu escuto
fala
(Secos e Molhados, “Fala”, 1973)
lapiseira
mas uma casa verdadeiramente sueca também não iria nada mal, certo?
rascunho
tô aqui
é, oi, eu tô aqui. só não estou com vontade de escrever, ou então estou mesmo é sem assunto. mas um dia eu volto.











