nervoso

assisti ontem a um filme muito ruim chamado “My sassy girl”, que, se o título em inglês já parece coisa de pornô, como disse a Carmela, o título em português é ainda mais constrangedor, mas em outro sentido. nele, a Elisha Cuthbert se faz de louca-doida-desequilibrada durante a maior parte dos acontecimentos, e no final descobrimos de súbito que ela tinha motivo para tudo. mas a vida não é assim: as mulheres doidas são desse jeito porque sim, não existe um motivador racional que as deixe doidas. dito isso, vale dizer que o filme é nota 1, já que os belos cenários de Nova Iorque e a protagonista gata não o deixam zerar nos meus critérios.

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a coluna do Álvaro Pereira Júnior na Folha de hoje é imperdível: um festival indie em Nagaland, no extremo leste da Índia, área de fronteira com a Birmânia. um lugar no qual 90% dos habitantes são cristãos, os traços deles são parecidos com os de asiáticos do leste (japoneses e coreanos, principalmente), ninguém fala hindi… e rola uma guerra civil parecida com a dos terroristas das Farc na Colômbia. o texto que deu origem à coluna de hoje é aberto e está aqui, falando de gente vestida de índio, com colares de ossos de inimigos mortos no pescoço, mandando SMS adoidados enquanto o rock corre solto no palco. na prática não deve ser muito emocionante, mas foi o suficiente para me deixar interessado. parece que tem outra edição no começo de dezembro, alguém se habilita?

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enquanto isso, o mais rock and roll que temos por aqui é a fantástica seção “Boletim de Ocorrência” do Maskate, cada vez mais engraçada.

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um carro movido a Mentos e Coca Light. uma ideia muito mais genial do que o Toyota Prius, sem comparação. por outro lado, e o medo de ficar sem refrigerante para beber?

terceiro

comecei hoje o terceiro estágio da minha dieta, depois de me consultar com o doutor Clayton na quinta-feira. o primeiro estágio, entre fevereiro e março, me tirou quatro quilos, enquanto o segundo, de abril a maio, podou-me outros três. para esta fase, ganhei um pouco de calorias de segunda a sexta-feira e mantive o dia livre no sábado. em compensação, o domingo passou a ser meu grande suplício – e, veja só, hoje é domingo.

e o que há de tão ruim no domingo? tudo. passo o dia à base de sucos esquisitos e chá verde, com um almoço que não faz jus nem a este substantivo: alface e pepino, sem que possa derramar um fio de azeite para temperar esse verde todo. serão quatro domingos assim, isso se a coisa não for postergada. segundo o doutor, trata-se de uma desintoxicação, embora eu nem soubesse que estava contaminado.

sobre o alimento que ele quis introduzir na minha dieta e eu não deixei: é papinha de bebê. apresentei-lhe nada menos que 33 argumentos que fizeram com que ele afastasse essa humilhação da minha rotina ao longo desse mês de junho. no caso, a minha honra e cada um dos meus 32 dentes. e pensem: se papinha fosse tão bom assim, por que é que não continuamos a comer depois dos dois anos?

descapotável

hoje à tarde parou embaixo do meu bloco uma belíssima Mercedes-Benz SL 450 do meio da década de 1970, conversível, chassi R107. ela foi o topo de linha da marca alemã durante um bom tempo, e o exemplar que veio até aqui era beige por fora, com o interior caramelo (caramelo mesmo, da cor de uma bala toffee). o tipo do carro que trinta e cinco anos depois, continua arrancando suspiros – sem custar o preço de um Aston Martin DB5 ou de uma Ferrari 250 GT. devo ter passado uns vinte minutos admirando. pena que não encontrei o proprietário para cumprimentá-lo, até mesmo por manter o carro tão novo.

irado

So there you go gentlemen. “It’s complicated.” Commit it to memory and deploy liberally. With some field practice, I’ve discovered that “it’s complicated” can serve as a useful stand-in for all sorts of scenarios you may find yourself in with a girl. It’s a go-to answer for all kinds of questions, not just the ones pertaining to your relationship status.

GIRL: So are you dating anyone right now?
YOU: It’s complicated.

***

GIRL: Just how many girls have you been with?
YOU: It’s complicated.

***

GIRL: What are you looking for?
YOU: It’s complicated.

***

GIRL: Will you buy me a drink?
YOU: It’s complicated.

***

GIRL: You’re not going to try to stick it in my ass tonight, are you?
YOU: It’s complicated.
GIRL: *swoon*

Roissy, ensinando como se faz. hahahahahaha…

bolsos

oi, tudo bem? não passei por aqui ontem, né? desculpe. mesmo. você sabe o quanto gosto de escrever aqui, e o quanto isso me faz bem, por isso deve imaginar que não foi intencional. por aqui as coisas continuam bem, com algumas pequenas mudanças:

- pintaram as faixas do estacionamento do meu bloco, que não tem garagem subterrânea, e com isso ganhamos algumas vagas. o lado bom é que não preciso mais parar o carro com o freio de estacionamento desacoplado, e o lado ruim é que algumas das novas vagas exigem baliza, o que pode ser um complicador para caso eu chegue bêbado de madrugada;
- meu amado nutricionista mudou novamente os termos da minha dieta. ele quis colocar nela um alimento constrangedor, mas bati o pé de forma convincente e não vou ter que engolir. não sei nem que gosto essa coisa tem, mas não posso comê-la, em nome da honra. ele ainda tentou argumentar com o fato de que ninguém vai me ver comendo isso, e eu ganhei retrucando que eu me veria comendo isso, e já seria demais;
- tive uma conversa legal com o João Paulo ontem, sobre umas coisas que andam nos afetando. se conseguir lembrar o suficiente, escrevo aqui sobre isso… esse é um post que quero muito fazer.

cargas

aí saio da Telerj hoje, passo pela 202 sul (que um dia ganhará um post à parte), pego o metrô na estação da 102 sul e desço na 108. quando saí da Telerj fazia um calor de rachar, e quando coloco a cabeça para fora da estação da 108, quem é que vejo? A CHUVA!

eu gosto, eu gosto, eu adoro essa tal de chuva. que bom que, pela segunda vez desde o início da estação seca, há um mês e meio, ela deu as caras. claro que não fiquei aguardando e caminhei até meu bloco enquanto a água caía, enquanto rolava um dEUS nos fones de ouvido. e a Asa Sul naquela lindeza de costume…

almidón

do Glamurama:

Ponto sem nó

Esta só Glamurama sabe: quem deverá desembarcar no Brasil nas próximas semanas é o megaempresário Jorge Paulo Lemann. O brasileiro, que vive na Suíça, vem ao país para tratar de negócios. Até aí, nada de mais. O que chama a atenção é o fato de que, aos amigos, Lemann tem dito que está se preparando para criar “uma nova multinacional verde e amarela”.

* Pra quem não sabe, Lemann foi o grande responsável pela fusão da Brahma com a Antarctica, que resultou na criação da Ambev, e hoje é o maior acionista individual da gigante AB Inbev – a maior cervejaria do planeta – dono de uma fortuna calculada em US$ 11,5 bilhões. Ou seja: não se trata de alguém que tem o costume de jogar conversa fora.

alguém aí faz ideia do que possa ser?

sétimo andar

oi, tudo bem? estou um pouco mais leve hoje, já que ontem rolou a entrega de dois trabalhos da escola de lobistas. um deles, do professor mais cricri de todos os tempos, e o outro, em grupo, com um certo desespero por parte das minhas colegas. como já disse aqui, não vejo a hora de entrar em férias da pós, ter as noites livres, poder dormir decentemente. acho que as pessoas que mais invejo ultimamente são aquelas que conseguem dormir pelo menos oito horas por dia e que acordam no outro dia cheias de disposição.

mas talvez um pouco de Adriana Lima ajude a acordar.

móvel

a farmácia da parte de cima da comercial da 105 sul fechou, e as reformas no ponto estão em ritmo acelerado para que no local seja inaugurada… uma casa de kebab. acho que foi o Craudio quem falou que “kebab é o novo temaki”, e ele está certo: o do posto da torre, o da 103 sul, o da 208 sul (que é o melhor até agora), esse que está em obras… quantos mais ainda virão? o Sky’s que se cuide, já que o novo é quase ali na frente e, se tiver um preço bom, vai querer a mesma clientela.

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eu deveria estar aliviado de os dois trabalhos que tenho de entregar amanhã estarem virtualmente prontos, mas eu estou é cansado: a noite de hoje foi a primeira que dormi bem em todo o mês, e mesmo assim preciso de mais sono. será que minha chefe pega mal se eu chegar mais tarde na Telerj amanhã?

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I have a similar sense of loyalty to my iPhone. I did not design it, and I have no shares in the company. But I get extremely angry when people say their Raspberry is better. It isn’t better. It has no touchscreen and no facility for playing paper toss and it’s for businessmen anyway. The iPhone is cool. I am an iPhone man.

I am also a Sony man, a Peroni man, a Diet Coke man — Pepsi is filth — a Sun reader, a Virgin frequent flyer, a Fulham boy and a Chelsea fan and I have a weird loyalty to Channel 4 News, even though all it does is read The Guardian out every night.

Jeremy Clarkson, falando de lealdade a marcas.

esquadrão

João Paulo says: (19:10:24)
paulinho, munha e eu voltamos a atacar com a falange pichorra
João Paulo says: (19:10:39)
fizemos um blitzkrieg em umas gatas
João Paulo says: (19:10:42)
eu mandei um
João Paulo says: (19:11:12)
“acho que você tá cheiradaça”
João Paulo says: (19:11:28)
ela: “eu não uso drogas”
João Paulo says: (19:11:29)
“não ? e esse revlon sinistro aí na tua cabeça é o que?”

kocovina

Dupla celebra 82 anos de ‘bebedeira’ no mesmo pub

Os britânicos Les Perkins, de 98 anos, e Chris Parfitt, 95, bebem juntos no mesmo bar de Somerset, na Inglaterra, há 82 anos. A dupla é o exemplo vivo do conceito “cliente fiel” para o pub Waggon and Horses. Eles se conheceram naquele bar quando ainda tinham 13 anos e estavam com seus pais. À época, eles estudavam em escolas diferentes e não tinham nada em comum.

Com o passar dos anos, Perkins e Parfitt tomaram gosto pela bebida e fizeram do pub seu ponto de encontro semanal. E lá se vão mais de oito décadas. Recentemente, a dupla foi fotografada no balcão do bar, onde brindou a amizade ea bebedeira.

“Os novos donos são muito bons e a comida daqui é excelente”, contou Parfitt ao tabloide “The Sun”. Ele e o amigo já acompanharam muitas mudanças no pub, como a passagem de quatro diferentes administrações. “Já vimos muitas pessoas passarem por aqui. Gostamos de algumas e nem ligamos para outras. Mas todas passam e nós ficamos”, brincou Perkins.

Aquitânia

sei bem como é isso…

Jovem cria página no Facebook para localizar ‘garota misteriosa do trem’

Um webdesigner de 26 anos criou uma página no Facebook para tentar localizar uma “garota misteriosa” que viu em um trem na Inglaterra no começo do mês. Ao perceber a mobilização de centenas de pessoas, o inglês Keir Moffatt quis dar um “sentido positivo” à busca e pediu que seus contatos fizessem doações em dinheiro para uma instituição que ajuda pessoas com câncer.

Apesar de não ter encontrado a menina, o jovem conseguiu o apoio de mais de 13 mil pessoas e a doação já passava de 880 libras no começo da tarde desta segunda-feira (17).

No site, Moffatt conta que viu uma garota com uma faixa azul no cabelo quando ia de Cardiff para Bristol no dia 6 de maio. Encantado pela beleza da menina, o jovem ficou chateado de não ter ido falar com ela. Ao ver que sua busca havia mobilizado quase 2 mil pessoas, ele decidiu pedir doações para o Marie Curie Cancer Care.

Agora, sem grandes esperanças de encontrar sua musa inspiradora, o jovem diz que quer chegar a mil libras em doações. “Se ela chegou a este grupo, eu quero pedir desculpas se causei algum incômodo, porque nunca foi minha intenção – eu só queria uma chance de levá-la para sair. De qualquer modo, a busca terminou e é hora de respeitar seu desejo de se manter um mistério”, escreveu Moffatt.

Calábria

de hoje até 1º de julho são quarenta e três dias que quero que passem rápido. como talvez nunca quis que nada passasse tão veloz pela minha vida. não é nada de mais, apenas um certo cansaço e um pedido para organizar a casa, botar tudo no seu devido lugar, dormir direito e não perder tempo com aquilo que não vale a pena. estou quase a ponto de começar uma contagem regressiva pela sexta-feira, dia 2 de julho, mas não vou perder mais tempo ainda com isso.