Glenn O’Brien, o style guy da GQ, teve um momento Cláudio Chad e pôs-se a reclamar das coisas que o irritaram em 2009, em um texto delicioso. nele, o colunista protesta contra:

- o tratamento dispensado pelo funcionalismo público americano
- prendedores de gravata
- brincos nas duas orelhas dos homens
- a falta de senso estético de quem faz uma tatuagem
- chinelos
- o efeito devastador da Starbucks sobre as cafeterias americanas
- a falta de espírito esportivo
- a horrorosa mania dos adultos falarem fofinho com bebês

e ele também fala de algumas outras coisas, sendo difícil discordar. melhor texto que li esse ano?

1919

Chegamos a um ponto em que se tornou mais difícil definir com precisão o que é arte. Há quem acredite que não tem mais nada a ver com a velha imagem dos Antigos Mestres, ainda muito jovens, indo a museus para copiar os ídolos e, assim, adquirir a técnica necessária com o pincel, para enfim trabalhar em busca de uma linguagem pessoal. Hoje a técnica perdeu o lugar (…) Trigo escreve: “se eu amarrar uma tartaruga num aspirador de pó, na sala da minha casa, e tacar fogo, não será arte, mas se um artista apresentar algo idêntico e ele for assimilado pelos museus, será”

falando do nothing’s shocking da arte moderna, o Jonas acabou de mandar o melhor post dele em muito tempo, e isso não é pouco.

valeu

a pena ter ficado acordado até agora. depois de rever “Porky’s” (um clássico, nota 9), rolou uma sessão dupla do Jim Jarmusch no TC Cult. primeiro foi “Sobre café e cigarros”, uma porcaria nota 3,5 que ganharia nota 2 se não fossem alguns dos diálogos finais. mas teve o “Flores partidas”, um filmaço que acabou de acabar. é a música do Mulatu Astatke, a caracterização das personagens, a iluminação beirando o estourado nas partes campestres, a tensão da falta de palavras… é tudo. nota 9 ou 9,5, espetacular.

água gelada

lembrar disso dá uma dor na alma…

Liberalismo econômico ainda é tabu no Brasil, diz ‘Economist’

Um artigo publicado na edição desta quinta-feira da revista britânica The Economist afirma que o liberalismo econômico ainda é tabu no Brasil.

“Liberalistas econômicos são tão escassos no Brasil como flocos de neve”, diz o texto, intitulado “The almost-lost cause of freedom” (“A causa quase perdida da liberdade”, em tradução livre).

O artigo afirma que a “mudez” dos liberalistas no país ocorre, em parte, porque o voto é compulsório, o que faz com que os eleitores pobres “ajudem a empurrar os partidos na direção de um Estado maior”.

De acordo com a Economist, “a escassez dos liberalistas é ainda mais estranha dada a história do país”. Nesse sentido, a revista oferece ainda outra explicação para essa falta – o fato de que muitos dos políticos brasileiros participaram da oposição durante o regime militar (1964-1985).

O texto cita, por exemplo, que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva era um líder sindicalista, e o pré-candidato nas próximas eleições José Serra, um ex-líder estudantil exilado. Apesar disso, o artigo afirma que muitos dos políticos que faziam parte dessa oposição esquerdista “provaram ser pragmáticos no governo”.

A revista afirma, por exemplo, que nenhum dos candidatos nas próximas eleições fala em cortar impostos, apesar do aumento da porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) destinada ao governo, que chegou a um patamar próximo dos países europeus.

Avanços

De acordo com a Economist, os liberalistas brasileiros enfrentam ainda outro problema para se manifestarem: “a falta de um partido onde suas ideias sejam bem-vindas”.

Mas, se a tônica do texto trata da falta de liberalistas no país, a revista oferece um contraponto e afirma que as instituições responsáveis pela política econômica estão mais liberais, no sentido de que estão mais livres da interferência do governo do que jamais estiveram.

A revista afirma ainda que a abertura econômica trazida pelo governo de Fernando Collor de Melo impulsionou os liberalistas a “fazer mais barulho” e cita os grupos voltados a essa doutrina, como o Fórum da Liberdade e o Movimento por um Brasil Competitivo.

Apesar dos avanços, a Economist afirma que “por enquanto, no entanto, as pessoas que queiram praticar o liberalismo econômico são aconselhadas a fazê-lo em particular”.

(o texto original da Economist está aqui – valeu, Jonas)

coqueiro

no início da semana descobri mais um blógue sensacional: trata-se do Embracing Brazilian Poetry, uma página que verte para a língua de Shakespeare alguns dos mais famosos poemas feitos no Brazil dos últimos tempos. tem “Only in the little shoe”, “Wire-haired black woman”, “Gym class” e “Drool baby”, dentre outros. nota dez, tomara que continue sendo atualizado.

trás

segunda-feira volto à Telerj, depois de vinte e tantos dias de férias. estou arrumando algumas coisas desde hoje, para não correr o risco de esquecer, mas o difícil vai ser voltar a dormir sete horas por dia e acordar antes das sete da manhã. estou gostando dessa coisa de dormir a meio da madrugada e só acordar perto da hora do almoço: não me lembro de ter feito isso desde 2006. mas o dever chama, e há todo um setor a ser salvo de gente com poder e sem discernimento.

espero que fazer isso em 2010 seja tão divertido quanto foi ano passado.

fruit loops

comprei um sabonete glicerinado, daqueles de embalagens que não mudam há setenta anos e que continuam a vir embrulhados em uma palha (???) dentro da caixinha de papelão. tem cara de velho, desenho de velho, mas gosto muito do cheiro. se alguém souber se isso é um sintoma de velhice, favor informar nos comentários.

tabela

hoje o Scream & Yell publicou os resultados da eleição dos “Melhores do Ano” em 2009. e é aquela coisa de sempre: o mau gosto predomina, a minha lista, a do Boca e a do Jonas são as que prestam – a do Lúcio é boa, mas muito minimalista. só uma observação: o disco do Amado Batista é “Acústico” mesmo, mas preferi grafar unplugged pra causar mais impacto, embora a essa altura do campeonato o goiano já cause o bastante.

nulla tenaci invia est via

a frase em latim que batiza esse post quer dizer “para os persistentes nenhum caminho é impossível”. é o lema da Spyker, uma empresa holandesa que fabrica carros artesanalmente. pelo que sei, são cerca de cinquenta veículos por ano, todos feitos segundo algumas regras: as folhas de alumínio que formam a carroceria são moldadas à mão, o couro dos bancos é cortado à mão, os mínimos detalhes são possíveis de personalização. e o lema da empresa, em latim, vai gravado nas rodas do veículo. como é um carro artesanal e feito à moda antiga, a Spyker quer que eles sejam dirigidos à moda antiga: não há controle eletrônico de estabilidade, não há profusão de airbags e, salvo engano, não há nem direção hidráulica; o que tem, vá lá, são os freios ABS e o ar-condicionado – porque não ficaria bem ver rodas tão bonitas travando e você suando para tentar controlar o carro. mesmo assim, a preocupação com o luxo é tão grande que até virou um caso no MBA do Luxo na Faap.

mas “nulla tenaci invia est via” ganhou um novo significado hoje, quando o dono da Spyker, Victor Muller, anunciou que sua empresa adquiriu a Saab. a Saab é uma fabricante sueca de carros que pertencia à Saab Aero, essa que disputa a licitação da Força Aérea Brasileira com os caças Gripen. a divisão automotiva surgiu logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando a empresa percebeu que teria de fabricar outra coisa nos tempos de paz, ou não sobreviveria. dezesseis funcionários, todos suecos, foram encarregados de criar a Saab Automobile em 1946; curiosamente, 14 deles não tinham carteira de habilitação.

e você sabe como são os suecos: especialistas em filtrar o melhor da França (no desenho) e da Alemanha (na técnica), misturar os dois e colocar um toque especial escandinavo, ou ainda uma loucura qualquer. para desenhar os primeiros carros, chamaram um gênio de nome Sixten Sason, o maior desenhista industrial do país em sua época: todas as grandes indústrias da Suécia de então tiveram uma criação de Sason. bicicletas Monark (sim, elas são suecas), eletrodomésticos Electrolux, câmaras fotográficas Hasselblad… e a lista segue. Sason desenhou os carros da marca por quase vinte anos, até o fim de sua vida.

mesmo depois da morte de seu estilista, os veículos da Saab foram acrescentando uma loucura/inovação atrás da outra: foram os primeiros a ter cinto de segurança de série, os primeiros faróis com limpadores e lavadores, os primeiros com para-choques capazes de absorver impactos e serem reparáveis, os primeiros a terem motor turbo a serem produzidos em larga escala. e em todos eles, até hoje, você gira a chave entre os bancos do carro, e não na coluna de direção. por quê? porque sim, oras.

em 1990, provavelmente depois de seus diretores terem dado cabo de nove gramas de cocaína cada um, a General Motors achou que seria uma boa ideia adquirir a Saab Automobile e assim o fez; de lá para cá, encarregou-se de deixar os Saabs cada vez mais parecidos com os Opels, tirando o temperamento sueco e a capacidade de inovação da marca. dois anos atrás, surpreendida (ahã…) pela recessão e socorrida com mais de US$ 30 bilhões do governo dos EUA, a GM decidiu fechar algumas de suas marcas, Saab no meio.

durante doze meses, os fãs da marca tiveram de aguentar a ameaça. em junho do ano passado, o barão Christian von Koenigsegg, que é dono de uma marca de supercarros que leva seu sobrenome, anunciou a compra da Saab, e todos ficaram mais aliviados. mas diante de uma série de restrições dos cretinos da GM, ele deu para trás em novembro, e os americanos anunciaram que a marca seria encerrada.

só que eles não contavam com uma coisa: existem marcas com compradores, e existem marcas com devotos. não só nos carros, já que você vê gente doente por Apple, Coca-Cola, Louis Vuitton… e até uns indies com mania de Adidas. entre novembro e o início desse ano, os devotos da Saab organizaram diversas carreatas, compuseram músicas e até lançaram uma página dizendo que, se a GM matasse a marca sueca, nunca mais comprariam carros de outras marcas do grupo (Chevrolet, Cadillac, Opel etc). ao mesmo tempo, vários interessados em levar a Saab apareceram: o grupo de investimentos Merbanco, derrotado pela Koenigsegg; um ex-primeiro-ministro sueco, bancado por investidores locais; o Genii, fundo de Luxemburgo, em parceria com o Bernie Ecclestone, proprietário da Fórmula 1; e a Spyker, mencionada no começo do texto.

pois hoje a novela acabou, e a Spyker adquiriu a Saab. a marca não será fechada, e aos poucos se desvencilhará da GM, podendo fazer seus carros da maneira que quiserem, do início ao fim. nos primeiros cinco anos ainda serão Opels, mas depois a tendência é que sejam “apenas” Saabs, apenas a manifestação de individualidade da marca.

no Brasil, a fabricante sueca é pouco conhecida: pelo que sei, existem vinte e dois carros deles no país da mandioca. um lote de 20 Saabs 9000 1991/92, trazidos pela Chevrolet para testar a receptividade do consumidor brasileiro (que gosta de lixo, por isso não deu certo) e dois Saabs 900, da mesma época: um vermelho, conversível, foi exposto no Salão do Automóvel de 1990; um preto, cupê, também roda por aí.

e por que estou falando da Saab aqui? primeiro, porque gosto de carros, como se sabe. segundo, porque tenho minha fixação por produtos suecos, geralmente menos ostensivos que os alemães mas tão bons quanto eles. terceiro, porque adoro a Volvo, principal rival da Saab e que a Ford quer vender a um grupo chinês – o que é tão ruim quanto a morte.

mas também por um quarto motivo: gosto de fabricantes de carros em que os engenheiros mandam nos contadores, e vão temperando os carros com suas loucuras. deu muito certo antes de a GM entrar, e eu gostaria muito que desse certo agora, mais uma vez. e que, diferente de antes, a Saab entrasse no mercado brasileiro e criasse raízes por aqui. para mim, que adoro a qualidade de construção da Mercedes-Benz, seria interessante ver uma marca com padrões semelhantes, mas desconhecida, chegar por aqui. e eu poder ter um 9-3 liftback, azul-escuro, com interior em couro cinza-claro.

o negócio de hoje merece registro porque não é todo dia que um fabricante de carros é salvo; também não é todo dia em que o presidente de uma empresa liga para o dono do maior blog sobre os produtos da marca, um minuto depois de assinar o contrato e cinco antes de anunciar ao mundo, dizendo “a Saab foi vendida”. e porque, se você não trabalha com paixão, não compensa.

boletim

estou um pouco melhor… mas a gripe continua. tomar Naldecon noite e o genérico do Resfenol fez bem, mas o melhor foi dormir treze horas hoje. treze. fiquei mais tempo away do que acordado, um absurdo. como não sentia gosto de nada na hora de almoçar, aproveitei para comer salada: se bobear, eu comeria beterraba, palmito, molho branco e outras coisas que habitualmente não como.

fiquei com uma música do Portishead, “Humming”, na cabeça. mas ouvi-a uma vez e ela saiu, então botei o “Vanishing point”, do Primal Scream, nos fones de ouvido. ô disco delicioso. mas enfim, sem grandes novidades hoje, a não ser o fato de que amanhã cedo esta gripe já terá virado história.

whatever

oi, tudo bem? transferi o quartel-general da sala para o meu quarto, depois que a gripe me pegou. estou sentado na cama, embaixo das cobertas, ouvindo Oasis e enrolando um pouco antes de levantar e tomar meu remédio. minha cabeça está pesada, mas eu tentei dormir três vezes e não consegui, então pensei “bem, vou matar tempo na internet até conseguir”.

hoje retomei um texto que estava parado desde agosto, e que ainda está longe de acabar. era para tê-lo feito durante esse tempo que fiquei em férias, mas sempre arrumava coisa melhor para fazer ou a preguiça me vencia. mas agora entro na última semana antes de voltar com o terno e a gravata, e pelo menos metade do texto tem que estar pronta até domingo que vem. estará.

quatorze

um amigo do Guilherme disse que vai pro Haiti fazer turismo sexual com uma caixa de Bono, o biscoito. enquanto isso, o Pedro achou um posto de gasolina em Brasília que está ajudando o país caribenho.

não dizem por aí que o que vale é a intenção?

*

sim, o que vale é a intenção. tanto que, quando uma modelo emplaca sua primeira capa de revista, sua agência costuma fazer um bolo com a estampa da capa por cima. mas imagino que as agências façam isso contando que as meninas fiquem só na intenção de comer, sem consumar o fato.

*

intenção por intenção, não entendi a dessa “carreata” de smarts no Rio. alguém me explica?

paisagem

no Formspring do Alexandre Soares Silva:

Gostaria de saber o que você acha da cidade de São Paulo e de viver nela. Dá para levar uma vida, digamos, civilizada? Ou o ideal é fugir o quanto antes do Brasil?

Dá, se você não sair muito de casa, ou puder escolher bem os caminhos pelos quais o seu carro vai passar. É muito estranho ler Proust durante duas horas, sair, passar pelo lado de baixo do Minhocão, ou pela Marginal do Tietê, ver o concreto quebrado e sujo na sua mais hedionda quiddity, voltar pra casa e ler mais um pouco de Proust. Não é à toa que as pessoas preferem ler porcarias – há menos dissonância cognitiva.

(…)

O que você acha dos indies?

Acho engraçado que existam, mas precisavam todos de um pouco de testosterona.

vocação

Aline says: (20:33:36)
to pensando em me arriscar a definir meu próprio grau nas lentes de contato
Aline says: (20:34:18)
tô sentindo que eu podia subir 0,25 no direito.
Aline says: (20:38:47)
bicho
Aline says: (20:38:50)
vou mandar ver
Aline says: (20:38:51)
foda-se.
Aline says: (20:39:08)
eu gosto de me auto medicar. é hora de dar um passo mais largo
Aline says: (20:39:29)
em dois anos estarei tirando meu próprio apendice.

Copenhague

ontem à noite rolou a segunda edição da Toranja, festinha no Balaio Café promovida pelos ilustres Ricardo Henrique e Ivan Bicudo. na semana passada me bateu uma leseira, mas ir à edição desta semana era algo que se impunha: chamei o Thiago e fomos para lá nos divertir um pouco. vamos aos destaques da noite:

- tinha bastante gente no lugar, mas não era aquela sobrelotação de uma festinha em casa de neguinho, como a da 307 norte duas semanas atrás. na real, ontem tava o equilíbrio perfeito entre gente e espaço para transitar;
- uma das coisas mais legais do Balaio é a diversidade de cervejas: são quatro ou cinco opções de sucos de cevada a quem frequenta. sem vontade de ficar doidão, tomei apenas uma Heineken e completei a noite com água mineral, enquanto meus amigos tomavam tanto a holandesa quanto a Kaiser Gold, em promoção;
- falando em amigos, estavam quase todos lá: além do Thiago e dos promotores, estavam lá Márcio, Bruno, Pedro Ivo, Aline, João Paulo e mais uma galera. e pude rever o Marcelo Arantes, que em quinze minutos me expôs umas teorias sociológicas de Brasília, bastante verdadeiras. saí de lá com a impressão (sem ironia) de que estava falando com o Alain de Botton da 403 sul. ele tá se mudando para o Rio, já que tocar música clássica por aqui é algo virtualmente impossível… e lá existem ouvidos suficientes para se formar um mercado. em Brasília, para quando?
- na hora em que fui apresentar o Ricardo Henrique ao Thiago, falei “sou fã dele, tento imitá-lo há dez anos” e ele, sem graça, tentou se esquivar dizendo que faz o possível, ou algo assim. nisso passou uma dona, e o Ricardo deu uma olhada no derrière dela, fazendo uma cara que quase me matou de rir. por isso é que eu acredito quando ele diz que acha que um close no Lúcio Mauro vale por cinquenta tiradas do Woody Allen;
- como é tradição do Balaio, rola uma mesa de pingue-pongue para os presentes mostrarem sua ginga desportiva, especialmente depois de embriagados. o Bruno ficou, pelas minhas contas, trinta e seis partidas seguidas lá, tirando todo mundo que o ousasse desafiar. mentira, não fiz contas, mas ele ficou uma era jogando;
- lá embaixo, Ivan e Ricardo mandavam de instrumentais da trilha do “Flores partidas” a Beck, de XX a Marina Lima tocando “Fullgás”. nesta última a galera fez um trenzinho, e eu fui junto, feliz da vida, e adorando ouvir essa coisa tão inesperada;
- em cima, o público não chegou a invadir a pista da comercial, conforme testemunhado e documentado por A Pira em janeiro passado, tampouco rolou blitz policial pra pegar gente doida ao volante. mas era bom demais ver tanta gente desconhecida, ainda mais para quem, como eu, vê Brasília como uma cidade em que todo mundo está a no máximo dois graus e meio de separação;
- tinha uma garota alemã com uns amigos do Thiago, e ela estava dançando com um cara. ficamos os dois observando a dancinha do casal, ela dando em cima dele descaradamente… e nada. chamava ele, passava os braços em torno do pescoço, bebia, soltinha como você não espera de uma alemã… e o cara nada. fomos descobrir, no final da noite, que o cara é boiola – e não havia nenhum poliglota para explicar isso à moça.

a festa acabou às três, conforme a Lei Arruda, mas acabou que ficamos conversando do lado de fora do Balaio até três e meia, quando voltei para casa, a tempo de acompanhar o jogo da Venus Williams no Aberto da Austrália. foi uma p*** noite, e espero que a da semana que vem esteja no mínimo nesse nível. VIVA A NOITE!