lembra daquela derrota retumbante que tive terça-feira no trabalho? é essa mesma que ontem ganhou um remédio bem efetivo, e que, soube hoje, já vai ter um reforço. agora é torcer para que ele seja ministrado da melhor forma possível, na próxima quarta-feira… acendam uma vela por mim.
Archives mensuelles: mai 2009
façanha
uma salva de palmas para o Thiago: hoje, durante o almoço, ele pediu uma Heineken, aquela cerveja de origem holandesa que eu experimentei em três oportunidades da minha vida e nunca consegui gostar. na quarta chance, agora há pouco, finalmente gostei – e até me sinto um pouco melhor por isso, já que a garrafa dela é bonita demais para ter um conteúdo supostamente tão ruim.
it’s a girl
e vai se chamar Lorena, a minha irmãzinha que nasce no final de setembro. papai me contou meia hora atrás.
beleza
lâmpada
apelou? apelou. mas eu achei engraçado.
distopia
sei que não sou à prova de balas. mas mesmo assim tem horas em que me sinto invencível, a ponto de nada conseguir me destruir ou sequer me arranhar, tipo hoje. porque tudo correu bem, inclusive com umas surpresas gostosas, e porque nem a maior desorganização do mundo era capaz de destruir-me o humor.
fui aceito na pós-graduação (começo em agosto), um remédio para o problema de terça surgiu de onde já não se esperava, vi algumas previsões se concretizarem na manhã e vi também que tenho muita sorte de estar onde estou no trabalho. hoje foi aquele dia em que o açaí tinha mais gosto, a guitarra da música tinha mais textura, as pessoas sorriam mais e, por mais que eu tenha um quilo de trabalho pendente para amanhã (eu tenho!), a calma não me abandonou.
pode ser que amanhã tudo se quebre, as más notícias se acumulem, a ressaca derreta explosiva nas pedras. não tem problema: por agora o meu sorriso se garantiu. então boa noite e até amanhã.
nota
melhor colocar aqui a agenda dos próximos dias, para me preparar pra tudo o que aparecer:
quinta-feira
- entrevista na UnB
- levar os sapatos pro conserto
- fisioterapia (20h)
- comprar os produtos de limpeza que faltam aqui em casa
sexta-feira
- almoçar com o Thiago
- comprar o novo remédio prescrito para a perna (e tomá-lo assim que esse aqui acabar), bem como mais um xampu
- deixar o carro pra lavar
pink Martini
uma passada na dentista pela manhã, e o anúncio: vou precisar de tratamento. a conta é estendida, eu não reclamo, e ganho uma variável a mais para equacionar no orçamento. vamos lá, vamos lá, isso vai me fazer sorrir…
*
passo rapidamente em casa para deixar o dinheiro pra dods, e peço para que ela tome cuidado ao lavar os colarinhos das camisas: mês que vem, inexoravelmente, será mês de conseguir mais camisas para usar em trabalho. e de procurar um novo lugar para cortar os cabelos, e de ir até o Wal-Mart comprar aquele chocolate belga vendido a preço de brasileiro.
*
no final da tarde, uma bomba na Telerj: aconteceu algo que exigia uma ação de nossa parte, e nem ficamos sabendo. aviso a chefe e os colegas, e começa uma pequena maratona para entender o que houve. saio correndo rumo ao Senado, tento levantar umas informações, volto, desço e subo dois andares. a coisa já está feita mas, embora não seja um dano muito extenso, é de se preocupar. tentando me consolar, a chefe diz que também fez double check no ponto em questão, e que as coisas vêm sendo feitas na surdina sobre o assunto.
a culpa pode não ser nossa, mas nessas horas é o que menos importa.
*
na volta do Senado, o trânsito engessado denuncia que é fim de expediente. mas denuncia também que mais um grupo está tomando a Esplanada para protestar, e vejo que é um bando de sem-terra que quer terra.
pela primeira vez na minha vida, fico comovido com aquilo e fico com vontade de dar-lhes um pouco de terra, suficiente para encherem-lhe a boca e tapar as vias respiratórias. como já pregava o Roberto Campos, eu não tenho um banco ou uma fabricante de automóveis e nem por isso estou enchendo o saco do governo pra conseguir uma. e lembro do que diz meu tio, sobre movimentos de massa: “a massa nunca vai a lugar nenhum”. assim espero, mas espero também que liberem as vias de Brasília para que eu possa pelo menos voltar pra casa.
*
estaciono o carro embaixo do bloco e ouço gritos, vindo da direção do posto policial, a uns cem metros. não identifico os gritos como sendo dos polícias, mas como a única coisa que quero é estar longe dali, subo logo pra casa e não quero saber do que diabos está acontecendo ali embaixo. mas, apesar disso, ligo a tevê para ver se tem alguém transmitindo a coisa toda ao vivo (não, não tinha).
*
montando todos os fragmentos do dia, agora, tenho a suave impressão de que está todo mundo doido… o que você acha? também sentiu isso durante o dia?
maionese
tá aí um negócio que eu gostaria de fazer em Brasília, com meus amigos. bora, galera?
cobertor
As cartas estão em vias de extinção? Semanas atrás, escrevi que sim. Trocamos e-mails, “torpedos” e outras formas de comunicação que não deixam rastro. Mas a velha carta, redigida e enviada com tempo e dedicação, faz parte do passado. Hoje, quando muito, recebemos cartas do banco. Impessoais. Maquinais. E, no meu caso, nem essas: com a internet e suas infinitas possibilidades, passam-se meses sem correspondência pela manhã.
Pois bem: leitores desta Folha leram o meu texto e decidiram desmentir o cronista. Ou, no mínimo, consolá-lo. Até ao momento, recebi 73 cartas de todas as formas e feitios: sérias, divertidas, ternurentas, lacrimejantes, coloridas, perfumadas. E três pedidos de casamento, que irei ponderar com seriedade assim que a legislação portuguesa (ou brasileira) permitir a poligamia. Prometo responder a cada uma delas pelo meu próprio punho. Amor com amor se paga.
João Pereira Coutinho, na Folha de hoje.
rancho
foi falar em música country e em Wilco e aparece aqui: o Jay Bennett morreu. é uma daquelas perdas que podem não parecer grandes, mas basta lembrar que, enquanto ele esteve na banda, foram quatro obras-primas; assim que saiu, o Wilco virou uma banda bem menos interessante e bem mais disposta a fazer rock progressivo do que aquele pop com capim no canto da boca que eu tanto gosto.
e tem uma outra coisa: uma das músicas mais bonitas da banda, “My darling”, foi ele quem escreveu. só por essa ele já não precisava ter feito mais nada.
yee-ha!
eu sou um cara da roça. só falta a camisa xadrez vermelha e a Rural Willys embaixo do bloco. vira e mexe, estou procurando vídeos de congada no Youtube, passeando pela zona rural do Lago Norte, ou com vontade de comer o pernil lá do Trem da Serra.
mas meu deus, olhem que coisa insana uma versão bluegrass do Snoop Dogg:
como tudo no universo acaba se explicando, uma coisa: a banda aí, uma tal The Gourds, é o atual projeto do Max Johnston, que foi do Wilco no “AM” e no “Being there”. e se o simples fato de haver uma versão bluegrass do Snoop Dogg já não é insano, vejam só a mesma música tocada pelos Gourds em um casamento. yee-ha!
Asia miles
ontem à noite rolou uma entrevista do meu ídolo Eike Batista no programa da Marília Gabriela, e foi estranha: ele não parecia muito à vontade, embora não tenha se furtado a responder nada, e fazia digressões muito longas no meio das perguntas. do outro lado da bancada, a apresentadora, que é sensacional, estava irreconhecível: interrompia, fazia perguntas vãs, parecia que estava doida para levar o entrevistado para a cama. foi muito, muito bizarro.
mas se eu queria um incentivo para manter meu estilo de investimentos inalterado, consegui. agora é só levar a fórmula ao extremo.
oval
o Grande Prêmio de Mônaco, hoje cedo, foi legalzinho. mas as 500 milhas de Indianápolis, que acabaram agora há pouco, com mais uma vitória do Homem-Aranha, foram de arrupiar. assisti as últimas cem voltas, e as últimas cinquenta foram de uma tensão que só. e além do Hélio Castro Neves, quem merece uma salva de palmas é a Danica Patrick, que largou em décimo e chegou em terceiro lugar. confesso que estava torcendo pra ela, mas logo ela leva uma Indy 500 pra casa também.
genética
quer coisa mais gostosa do que ir pra roça ouvindo Neil Young, domingo de manhã? aô, trem bão!
faixa
estou no meio de um corredor
com uma mochila cheia de coisas nas costas
e vou deixando algumas delas no caminho à medida que ando
enquanto aparecem portas dos dois lados
e eu começo a salivar pensando em quais entrar.
inexplicável
ainda não engoli essa história da Lucy Gordon, de verdade. e por mais banal que possa parecer agora que o tempo vai passando, é a coisa mais triste do mundo.
*
mas nem todas as inexplicações da vida são ruins: hoje, na hora do almoço, aconteceu algo que não pode ser descrito aqui, e que provavelmente não há de ser nada. mas duas horas depois vieram me contar uma outra versão, inexplicável, para o ocorrido, e eu me senti bem. ainda que no final das contas não seja nada.
*
descobri um jeito mais fácil de sair do trabalho em dias de maior trânsito: fugir pela L2, se o balão que dá acesso ao Eixinho estiver congestionado. saio por lá, ganho velocidade a partir da 403 e vou mais rápido por mais quatro ou cinco quadras. é uma volta maior, mas a sensação cinética compensa plenamente. e nesses dias de temperatura mais baixa, ouvindo música calma e dirigindo como se o mundo estivesse acabando a cinco metros atrás do meu carro, tem sido delicioso.
*
esse é o post mais polêmico do ano. e não é qualquer polêmica besta não: quem assina é o Bob Sharp, o único jornalista automotivo que admiro além do Jeremy Clarkson. e ele está coberto de razão em apontar essa história da película escura no acidente. coberto de razão.
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alguém me belisca, por favor?
tucano
(ao som de “Lights & music”, do Cut Copy)
Aécio Neves é o cara mais liso do Brasil. leiam a notícia e se impressionem com a quiabeza das palavras dele. sério. falou tudo o que queria sem se comprometer, satisfez os jornalistas e vai garantir a pauta deles até amanhã.
eletrochoque
tô chocado: acabei de ver que a Lucy Gordon morreu. ou melhor dizendo, se matou. ela fez o “Bonecas russas”, um dos filmes com que mais me identifico, quatro anos atrás; nele, a moça coloca um enorme ponto de interrogação na cabeça do protagonista, em uma das cenas mais bonitas que já vi – e não só pelo visual da garota, que era linda.
eu tinha prometido pra mim mesmo nunca escrever nada sobre esse filme, mas diante de uma notícia dessas, não teve jeito. é sempre assustador quando alguém da sua idade morre (a menos que você tenha mais de setenta anos), e ainda mais quando essa pessoa era linda mesmo e, assim como fez com o protagonista, também te deixou com um ponto de interrogação na cabeça.
e agora, lendo as notícias que vão aparecendo sobre o fim de Lucy Gordon, eu fico me perguntando “por quê?”, mas sei que não tem resposta.
supersônico
(piada que o Galli me enviou)
An Israeli arrives at London’s Heathrow airport.
As he fills out the entry form the immigration officer asks him – “Occupation?”
And the Israeli promptly replies – “No, no, just visiting…”
Vilna
essa semana colocaram na porta do elevador do prédio: minha quadra foi tombada. ela e as três outras ao redor, que são as quatro primeiras quadras construídas em Brasília, entre 1959 e 1960. apesar de isso acabar se tornando apenas um pretexto para que os imóveis das quatro quadras se valorizem, acho justo que reconheçam a beleza desse pedacinho da cidade.
dom andra
às vezes aparece um sentimento antigo que diz apenas “é, não deu”. isso não muda, já aconteceu antes, e quando você quebra a cara ele está lá para te dizer isso. não deu, mas de certa forma é confortante e alivia sua dor.
e se alivia a sua dor, já é o suficiente.
colágeno
uma semana sem grandes movimentações vai se desenhando aqui no trabalho. e se não há muito para se preocupar com isso, vou aproveitar e mudar um plano feito para a maior prioridade do ano e investigar mais a fundo aquela ideia sensacional que me ocupou a cabeça na semana passada. a primeira é uma preocupação de curto prazo e as chances de me dar bem são muito boas; a segunda é uma incógnita.
mas é aí que mora a grande diversão da coisa.
manganês
quase 110% de lucro com a LLX desde que a comprei, dois meses atrás. e pensar que meu pai fala que a bolsa de valores é suicídio…
brinde
boa notícia: mais uma forma de gastar dinheiro com classe pode chegar ao Brasil. o meu será azul por fora, com couro cinza-claro e madeira cinza-escura por dentro, câmbio automático e comandos de tudo no volante. e só vai andar acima dos 70 km/h nos finais de semana.