em casa, ligo a tevê e a MTV está passando o clipe de “Walking after you”, do Foo Fighters (que não tem como ser colocado aqui embaixo, só botando o link mesmo). parei tudo pra ver.
sou só eu ou tem mais alguém aí que é apaixonado por essa música?
em casa, ligo a tevê e a MTV está passando o clipe de “Walking after you”, do Foo Fighters (que não tem como ser colocado aqui embaixo, só botando o link mesmo). parei tudo pra ver.
sou só eu ou tem mais alguém aí que é apaixonado por essa música?
(Rooney, “I’m a terrible person”)
encontrei um antigo desafeto no elevador da Telerj. ele tenta levar a coisa de forma profissional e me cumprimenta, enquanto eu finjo que não conheço. o cara é tão perdedor que, com medo de não conseguir vaga no elevador para subir, pega-o pra descer e fica nele até começar a subir.
sinceramente, fico preocupado com a presença de gente assim na Telerj. dia desses ele estava envolvido em um projeto com a área aqui do lado, e minha amiga que trabalha nesta área falou que a toda hora o departamento do loser queria fazer alterações na coisa. sugeri que ela o deixasse falando sozinho, e a situação melhorou: agora ele manda dez emails por dia e ela só lê o décimo, que é o que a cabecinha dele produziu depois de tanto dar voltas – e que inequivocamente vai dar em nada.
mas voltando ao elevador, ele sempre fica sem graça quando me vê já que, quando o cara usou de ironia pra tirar um sarro da minha cara, eu respondi com ódio. então ele fica todo constrangido e me cumprimenta discretamente, parecendo aquela galera que te adiciona no Orkut só pra ter mais um amigo. nem olhei na cara dele, apertei o botão do segundo andar e esperei a viagem acabar. saí do elevador pensando na vidinha fuleira que esse cara deve levar e fui cuidar da minha: já havia gasto tempo demais (40 segundos) filosofando sobre o perdedor. mas por que, então, dedicar um post a falar disso? creio que seja a falta de assunto… :)
depois de quatro semanas andando em sexta marcha, parece que de hoje até o final desta semana o trabalho engata uma quarta ou quinta, dependendo apenas de uma pauta ainda por ser divulgada. de qualquer forma, um breve refresco da neurose em que as coisas estavam nos últimos tempos.
neurose? sim, e eu tava adorando, vai… :)
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terminei ontem “Nosso homem em Havana”, do Graham Greene, um dia depois de começar o livro. é gostoso de ler, apesar de haver um momento no começo da quarta parte em que as coisas começam a acontecer emboladas e isso pode confundir quem está lendo, como aconteceu comigo – tive que reler o trecho para saber do que é que estavam falando e, principalmente, quem estava falando o quê. mas é ágil, interessante e bem divertido, muito bom mesmo.
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boa notícia na “Folha de São Paulo” de hoje: a Juicy Couture negocia a abertura de uma loja própria no país, ainda para 2009. o problema é saber, quando ela for aberta, quanto cada peça deles custará.
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e aí, vamos fazer compras para a casa?
e essa corrida de hoje, hein? acordar às três da manhã foi plenamente justificado, quero mais Fórmula 1 desse jeito.
essa foi uma semana atípica, que vai chegando ao final hoje com um largo sorriso aberto em meu rosto, graças a três dias de arrepiar: o domingo, com o show do Radiohead e a companhia; a terça, quando o chefe da chefe rasgou elogios à nossa equipe; e a sexta, que teve um convite irresistível pela manhã e uns elogios rasgados da chefe ao meu trabalho pela tarde.
nessas horas eu me lembro daquele texto do Alexandre em que ele fala que, todos os dias quando acorda, está perdendo de dois a zero, e nos melhores dias da vida dele vai dormir achando que arrancou um empate. comigo também é assim, mas essa semana, veja só, arranquei duas vitórias… incrível.
“- por que foi que você pôs fogo em Earl?”
“- fui tentada pelo demônio.”
“- Milly, por favor, seja sensata.”
“- os santos também foram tentados pelo demônio.”
“- mas você não é uma santa.”
“- exatamente. é por isso que caí.”
(Graham Greene, “Nosso homem em Havana”, 1958, p. 17)
atendendo a pedidos (e colocando um título bem chamativo pra bombar no Google), eis aqui meu ringtone do Paulo Francis cantando “Vamos fazer reforma agrária“, naquele tom de deboche típico do maior jornalista que o país da mandioca já conheceu. é só clicar com o botão direito, salvar no seu computador e passar pro seu celular, ou então usar no esquema de sons do seu micro. o arquivo não é pesado (173 kbytes, em formato wave), e foi editado, processado e equalizado por mim num domingo de puro tédio, ano passado. divirta-se!
p.s.: se você o baixou, deixe um comentário aqui, dizendo o que achou da ideia e da execução.
aniversário do Ricardo Henrique hoje, então mandem seus parabéns ao maconheiro e peçam para que ele retome A Pira, que tinha tudo pra ser o melhor blog de 2009 e foi interrompido com um mês de brincadeira.
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aproveitem depois e assinem a petição indicada por O Indivíduo, contra o protecionismo para o G20. não é porque você é subdesenvolvido que você tem que necessariamente prestigiar a indústria local, e (ainda) nem estou falando do Tata Nano.
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encontrei o Danilo Gentili, do CQC, no Congresso. ele estava aguardando o término da mesma reunião em que eu estava. como sou curioso, fui até ele e perguntei se iriam abordar o presidente, ao que ele respondeu que talvez, já que não tinha ainda um alvo definido. aproveitei e sugeri para abordarem um outro parlamentar ali presente, de senso de humor mais joselito e que vez ou outra nos contempla com pérolas da ausência de noção. se ele topou a parada ou não, nós vamos ver na segunda-feira que vem.
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ainda falta falar um pouco do trabalho e fazer o post dos milkshakes de Brasília, mas prometo que libero tudo até o final de semana. você vai voltar pra ler, meu amor?
quer saber o que rolou no show do The Doors, domingo passado? fiz um texto sobre ele pro Madrugada Vanguarda, para ser lido ao som de “How do you”.
tá na hora de mudar meu ringtone. não que ouvir o Paulo Francis cantando “vamos fazer reforma agrária” tenha perdido a graça ou que eu tenha mudado minha posição sobre o assunto, mas um ano com o mesmo toque já é o bastante. aceito sugestões, nos comentários, para ser a trilha sonora do celular.
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a despensa da nossa casa bem que podia se regenerar automaticamente, não? como isso não é possível, incorporei Felipe Chad e fui para o supermercado ontem, disposto a fazer compras como se fosse o executivo da XP Investimentos. não sei o que me ocorreu na hora, mas acabei fazendo uma compra bem maior. pelo menos agora a casa tem sorvete e biscoitos, além de taças para vinho, amaciante e Guaraná Antarctica Zero, já que não tinha Coca-Cola Light. foi legal, mas foi bem demorado… ainda bem que não é sempre.
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uma salva de palmas para o doutor Marcio Porto, cujo foco nos estudos foi recompensado e ainda o será mais algumas vezes ao longo dos próximos meses. estamos torcendo, chefe.
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você já viu o The Doors? eu vi, no domingo. pelo menos o flanelinha jurou de pés juntos que eram eles quem tocariam na Chácara do Jockey. se eu não me engano, o flanelinha era jornalista musical e trabalhava na Rolling Stone brasileira… ou então ele só tinha cara mesmo :)
terça-feira para se passar ouvindo “High rising”, do Suede, colocando o trabalho em dia e pensando em formas de enriquecer. era para passar o dia só pensando no que o Brett Anderson quer dizer com “stop making me older, stop making me new” mas, minutos atrás, passei por uma situação que gostaria de não passar mais pelo resto da minha vida – e o único jeito de me livrar disso é dando o fora daqui para uma melhor.
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uns anos atrás o Ricardo Henrique me falou da dieta do sono: “tá com fome? dorme”, ensinou o maconheiro. e chegando em casa ontem, às sete da noite, não aguentei de sono e fui dormir, logo depois de ter tomado um banho e antes de comer qualquer coisa.
onze horas depois, acordei ainda sentindo algum sono (coisa para se recuperar em mais uma noite) e sem fome, apesar de já estar sem comer desde o almoço de ontem. impressionante, hein?
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abro a caixa de mensagens e vejo a mensagem de um colega de trabalho, analisando o desempenho do Bruce Willis em “O sexto sentido”:
p****, aquele Bruce Williams é foda, como o cara não sabia que estava morto? ele falava com as pessoas e ninguém respondia, ninguém o escutava e ninguém tocava nele. p****, ele só podia estar em 2 lugares: ou morto ou em Brasília!
essa mensagem foi enviada ontem à noite e eu só a li hoje cedo. e enquanto saía de casa, agora pela manhã, uma vizinha do prédio, já de idade, me perguntou o que estava achando do apartamento, quis puxar papo, perguntou se eu era daqui mesmo – coisa que não lembro de ter-me acontecido no tempo em que estou aqui. eu, hein…
as coisas continuam legais no trabalho.
hoje, em um terreno extra-oficial, conseguimos a terceira vitória da guerra em que nos metemos. maior que as duas primeiras, aliás bem maior – mas ainda muito pequena face ao desafio que temos. um dia ainda gostaria de falar sobre isso aqui, ou quem sabe em um livro que, claro, contará com um final feliz.
assim acaba a terceira semana consecutiva em que trabalho em sexta marcha. sei que tem gente que trabalha a vida toda em quinta, e que tem casos em que a sexta dura um bom tempo. se eu não gostasse tanto desse trabalho, provavelmente já teria caído da cama. mas que nada, a cada dia volto para minha mesa, meus corredores, meus textos, com vontade de fazer mais coisas, de fazê-las ainda melhor.
e quando essa pequena grande vitória foi anunciada pela minha chefe, depois de uma reunião no fim do dia, a minha esperança de ver a coisa resolvida para o nosso lado me deixou feliz. e olha que hoje ainda não é amanhã…
às vezes sinto falta de uma cidade mais espontânea, menos planejada, e penso em me mudar daqui. mas essa cidade não existe em território brasileiro: resta-me o resto do mundo para escolher. ou não, já que não consigo me imaginar falando diariamente uma outra língua que não o português. iria para Lisboa, então, e me tornaria um alfacinha. mas em que trabalharia em Portugal? não sei se por lá fazem o que sei fazer, e talvez tivesse que reaprender tudo, já que não é ciência exata.
então pensaria: será tão custoso assim falar outro idioma todo dia? difícil eu sei que não é, mas talvez cansativo. todo dia passo cerca de uma hora tentando pensar bilíngue por conta do trabalho, e por mais gostoso e educativo que seja, quando acabo é como se meu cérebro processasse uma fissão nuclear, e perco mais ou menos meia hora me readaptando. talvez eu precise de um tempo mais extenso morando fora do país e falando inglês ou eslovaco todo dia, para ver no que dá.
enquanto isso, Brasília segue sendo a cidade perfeita, a despeito da espontaneidade, dos congestionamentos, do desamor dos brasilienses casuístas. mas é aquela perfeição em que sabemos dos defeitos e amamos o todo acima de todos eles.
liguei ontem pro Jurandir, fazia uns meses que a gente não se falava. é engraçado como sempre surge assunto, apesar de a vida em Deprelândia ser tão carente de novidades. acho uma pena que ele tenha ficado por lá. não precisava ter vindo para cá também, mas sei lá, esse mundo é grande demais para ficar ali para sempre. e sempre que ligo para algum dos meus amigos de lá eles perguntam quando volto, ao que respondo a verdade, que só volto no Natal. invariavelmente eles reclamam, mas aí digo que vou mais para lá do que eles vêm a Brasília, e me dão razão.
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hoje, conversando com a chefe sobre nossas pequenas grandes vitórias nas últimas batalhas, tive a impressão de que ela também acredita na nossa vitória ao final dessa guerra – e olha que ela é uma pessoa bem realista. eu já me sinto vitorioso por nossa área ter tirado a Telerj da letargia, ao menos por um instante, mas claro que quero que isso continue pelo tempo em que estiver lá, e mesmo depois.
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e agora, como é que eu termino esse post?
estou com vontade de dar uns tiros curtos na Bolsa, enquanto o final de semana não chega. tô vendo uma realização amanhã, depois das 15h30, ou então na sexta…
se rolasse esse tipo de mendigo em Brasília eu daria uma graninha.
semana passada falei aqui de uma pequena vitória que a Telerj teve no Congresso, por obra e graça diretas da minha área. hoje ela se repetiu, mas um pouco maior: durante a segunda batalha, pesquei um argumento alheio que será utilizado para o nosso ataque, no momento correto. ganhamos um prazo maior até o terceiro round, e nesse caso o tempo é essencial, parecendo até aquele jargão médico que diz que, passadas as primeiras horas de um caso complexo, as chances do paciente sobreviver aumentam: é bem assim.
na segunda-feira a equipe estará completa de novo, com a volta de um de nossos chefes, um cara sensacional: rápido, com boas ideias e capaz de mobilizar todo mundo, seja pelo entusiasmo, seja pelo poder hierárquico. se no início da semana passada a coisa parecia uma causa perdida, essas duas pequenas vitórias estão tendo um efeito muito bom em mim e em toda a galera, e sinto que vamos conseguir.
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ainda sobre o Congresso: uma pena que o Clodovil morreu. eu gostava muito dele, tanto pelo senso de humor quanto pela proposta de emenda constitucional que reduz o número de deputados a menos da metade, mas principalmente pelo elitismo e por dizer na lata aquilo que pensava. gente assim sempre vai fazer falta.
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tinha mais uma coisa sobre o Congresso a dizer, mas esqueci. qualquer hora isso me volta à cabeça e eu escrevo aqui, tá? lembrei: hoje o Senado destituiu todos os seus diretores. beleza. aí chega a informação de que são cento e trinta e um. e depois ainda perguntam porque é que tenho vergonha do fato de trabalhar para o governo…
quer saber o que a Madonna vai fazer musicalmente daqui a dez anos? então ouça “The girl and the robot”, do novo disco do Röyksopp, que já é o álbum a ser batido em 2009. suave, cinético, rico pra caramba. e é um dos poucos discos de música eletrônica que podem ser ouvidos às sete e quarenta da manhã, a caminho do trabalho.
más notícias podem vir acompanhadas. abro a página do UOL e me deparo com isso aqui:

só porque senti dores nas costas hoje cedo? não, pura coincidência. aliás, qual é a minha idade mesmo? hahahaha…
mais um reforço para a coleção de cds: meu primeiro disco com um mouro na capa.

esse é o “New wave”, primeiro dos Auteurs, saído em 1993. comprei porque dia desses o Lúcio falou da biografia do Luke Haines e eu fiquei com vontade de ter esse disco, e não vamos nos esquecer que qualquer banda de britpop com um violoncelista fixo merece nossos aplausos incondicionais. 19 reais no eBay, frete incluso.
aconteceu algo curioso quando fui pagar pelo disco: o vendedor me encaminhou uma cobrança de £ 5,18, o que incluía as £ 3,20 que paguei pelo disco mais £ 1,98 de frete… para a Europa, conforme se lia no anúncio. mandei uma mensagem para ele perguntando se o certo não era pagar £ 5,57, que era o valor com o frete para cá. ele me respondeu dizendo que estava mandando uma nova cobrança, no valor correto, e mandou um “thanks for being so honest”. quando li aquilo, pensei “essa é a minha parte para compensar a Paula Oliveira”.
tem um monte de coisas que inexplicavelmente estou deixando de escrever aqui, e já está na hora de começar a botar ordem nas palavras e alinhá-las neste blog. vamos ver:
- quarta-feira passada foi aniversário do Eliandro. não conhece o Eliandro? é, acho que nunca o mencionei por aqui. ele é um dos melhores amigos que fiz em Deprelândia, nos conhecemos na 1ª série (ê, 1988) e estudamos junto durante uns dez anos, inclusive nos três do colegial. do nada eu lembrei do dia do aniversário, liguei na casa dele e liguei no Rio, onde ele mora atualmente, para lhe felicitar. e no dia ele estava de plantão no hospital, que coisa;
- finalmente o Santos jogou bem ontem: o gol do Neymar, que provavelmente será a coisa mais celebrada dos 3×0 sobre o Mogi-Mirim, foi apenas um detalhe. e o fato de que o Roni marcou gol nos três últimos jogos é assustador: esse cara tá aprontando alguma, ainda vou descobrir o que é;
- umas duas ou três semanas atrás, durante cinco dias, eu troquei uma refeição por um milkshake. fiz isso depois de constatar que o consumo da bebida aqui no país deve ser bem baixo, se comparado ao dos europeus e principalmente o dos americanos, o que é uma pena: um milkshake bem feito é uma experiência espetacular. tirei fotos de quase todos eles, e vou fazer um post sobre cada um em breve. mas adianto que encontrei dois destaques: o milkshake de maracujá do Bob’s (nota 9,5) e o de banana com granola do Wrap & Roll, na QI 11 do Lago Sul (nota 9). devo fazer uma outra rodada dessas mais para a frente, alguém me acompanha?
- Mini Cooper? Beetle? Smart Fortwo? todos são legais, e agora eu decidi que também quero um carro posh, mas vai ser um Volvo C30, em azul Barents por fora, cinza-claro com branco por dentro… e com rodas Cursa. só não sei se vai ter o bodykit, por medo de ficar raspando em tudo que é lugar, dado o triste estado do asfalto no país da mandioca.
- „Mehr Licht!“, pediu o Goethe à beira da morte. antes que me encontrasse numa situação assim, passei ali na 110 sul e comprei lâmpadas mais potentes (todas fluorescentes) para a sala e pedi a visita de um eletricista para resolver as lâmpadas da cozinha e da área de serviço. chega de ficar à meia-luz. isto é, chega de ficar à meia-luz além das horas em que isso convém… :)
como o futebol não estava muito interessante neste domingo, assim como o Telecine, aproveitei para ler “Prosa do observatório“, do Júlio Cortázar. é um livro bem rápido, porque das 116 páginas só há texto mesmo em umas 50 – nenhuma do lado esquerdo tem escritos e ainda rolam umas fotos que não acrescentam nada ao conteúdo do que se diz.
já tinha lido um livro do Cortázar antes, “De todos os fogos o fogo”, e gostado. mas essa “Prosa do observatório” é concretista demais pra mim. se eu a tivesse lido no colegial, ou então até o terceiro ano da faculdade, era capaz de ter gostado. só que depois disso cresci e parei de ter paciência com esses períodos longos e essa metalinguagem toda, querendo mais conteúdo e menos estética de vanguarda. em suma, a única coisa boa é que o livro tem a sensação cinética de que gosto nas coisas, o que lhe rende 4 pontos – e o livro realmente só merece uma nota 4 e mais nada. já posso devolver o livro ao Buff e dizer que, ao contrário daquele do Arthur Schnitzler que ele também me emprestou, não deu.
… de ler o “Amsterdã blues”, do Arnon Grunberg. faltava só a terceira parte do livro, coisa de cinquenta páginas – as outras 220 eu li no final de semana passado. tenho umas impressões sobre ele, e não são conexas:
- é excelente
- tem umas histórias que poderiam ter acontecido comigo
- é pesado e pode não fazer bem a quem se preocupa demais com certas coisas. sabe a desesperança do Meursault em “O estrangeiro”? a personagem do “Amsterdã blues”, que é o próprio Arnon, tem também.
as histórias do livro não são exatamente conexas, embora ele lembre uma história em outra mais à frente, por exemplo. não sei quanto o livro custa numa livraria por aí, mas paguei 20 reais no meu na Estante Virtual e foi ótimo. se alguém quiser, empresto com o maior prazer.
a revolução está a caminho: até quinta-feira tenho que dar um jeito na minha vida. vejamos:
- a lanterna traseira esquerda do carro queimou. preciso lembrar disso na segunda pela manhã, assim que sair do RPG, para passar no setor de oficinas do Sudoeste e providenciar a troca;
- também queimou uma lâmpada da minha sala, que já estava escura, e agora tenho de correr atrás de quatro lâmpadas fluorescentes amarelas. vou procurá-las em alguma loja de ferragens por aqui na segunda;
- senti um pouco de dor na perna hoje, sinal de que fiz algo de errado. segunda-feira é dia de reparar isso também, enquanto isso fico na medicação – que também não pode ser esquecida;
- é hora de remanejar um dos meus investimentos e canalizá-lo para algo mais de curto prazo;
- li hoje cedo a GQ Portugal de outubro, que chegou aqui no mês passado. agora preciso ler a de novembro, que chegou em março, e ainda preciso terminar o livro esse final de semana;
- supermercado amanhã: parece que é preciso.
a melhor música para ficar dançando no quarto?