antítese

em meio às compras de hoje à tarde, a Sabrina viu os meus esforços para acertar a postura e, antes de me irritar falando de como preciso desesperadamente de um personal trainer, apontou que eu andava chutando para fora, e que por isso a minha pisada seria invariavelmente torta e prejudicial à postura. então ela me falou para andar com a pisada reta para frente, para que a musculatura posterior das pernas se acostumasse e se endireitasse.

isso, somado ao fato de sempre ter de olhar reto, com o peito estufado, os ombros relaxados e a barriga contraída, é muito complicado, e ainda estou andando muito duro, tipo o David Byrne com o figurino Talking Heads. mas, de tão complicado e de tão artificial que a boa postura me soa, eu me sinto a Gisa quando estou andando assim, pelo menos por enquanto.

injeção

essa moça deve ser fã da Dido…

*

Chinesa ‘aluga’ a própria vida pela internet
do G1, em São Paulo

Cansada de tomar decisões, a jovem chinesa Chen Xiao resolveu oferecer sua vida para quem estiver disposto a pagar. Pela internet, ela deixa que as pessoas escolham o que ela fará a cada dia, em uma loja virtual aberta para os milhões de internautas chineses.

“É seu direito escolher o que Chen Xiao fará, e é minha obrigação atendê-lo”, afirma a jovem em sua página na rede. A loja virtual foi aberta em dezembro, depois que Chen chegou à conclusão de que sua vida em 2008 havia sido “um desastre”. Sua cidade natal foi devastada por uma tempestade, seus amigos se divorciaram e a loja de roupas que ela possuía foi à falência.

“Sempre que eu tinha um plano, ele não se concretizava. Então decidi que se deixasse as pessoas tomarem as decisões por mim, talvez eu encontrasse algo interessante”, afirmou a moradora de Pequim à rede americana CNN.

Ela cobra o equivalente a cerca de R$ 7 por hora para quem quiser alugar sua vida, e já foi obrigada a realizar tarefas como entregar ração para cães e gatos e almoçar com um mendigo. “Algumas tarefas simples me deixaram muito feliz.”

A jovem não sabe até quando vai atender os pedidos cibernéticos, mas afirma que, no momento, a solução cai como uma luva nos tempos de crise financeira.

BDSM

na quarta sessão de judiaria RPG, a coisa ficou tão feia pro meu lado que fiquei com vontade de que a instrutora tivesse um chicote e outros instrumentos de tortura, já que eu olhava para minhas pernas suspensas e não via muita diferença pra um bondage anunciado.

mas é bom esclarecer que nem por isso fiquei eufórico, tampouco observei qualquer agitação hormonal de duplo sentido.

estilo

(para o Jonas)

O pseudo-estudante (galeroso) Ronilson Moraes Rodrigues, 19, foi totalmente ticado por uma galera nada amistosa que não estava se amarrando muito no jeito dele. A bronca toda aconteceu na noite de ontem no bairro do Zumbi 2. Ronilson estava na santa paz de Cristo, fumando sua pasta-base de cocaína e planejando um pequeno roubo, seguido de estupro, enfim, um dia normal, quando foi perseguido pela horda demoníaca. Encurralado, Ronilson implorou pela misericórdia divina, mas não teve brecha, porque Deus não tinha intimidade com o vagabundo. Ele foi bater no [pronto-socorro] João Lúcio.

que eu sou fã do Maskate, um tablóide manauara que jorra sangue quando é espremido, todo mundo sabe. mas olha essa frase sublinhada, que primor de jornalismo literário…

vontade

abri ficha na Loc Vídeo, na 104 sul. apesar do nome medonho, é a melhor locadora de Brasília, com uma boa seção de filmes antigos, uns lançamentos que fogem do óbvio e várias caixas de séries legais. hoje foi só para abrir a conta mesmo, mas devo voltar lá no final de semana, aí conto de coisas legais que por lá achei.

só achei estranho que a loja mantém uma geladeira da Coca-Cola para vender refrigerantes. até aí tudo bem, mas o impressionante é que só tinha Fanta Uva. não tinha nada de nada de nenhum outro refrigerante, e de repente umas vinte latas do detergente da bebida. não sei se é uma preferência dos cinéfilos ou um enorme encalhe, mas seria bom que o Craudio providenciasse umas latas do guaraná Jesus para combinar com um filminho.

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chegou meu ingresso pro Radiohead. achei a entrega demorada, parece que é por uma empresa de entregas bem underground, mas pelo menos chegou, e inteirinha. obviamente, meus colegas de trabalho que curtem esse tipo de música me sacanearam, dizendo que eu só estava indo por causa do Loser Manos, um disparate sem tamanho. apenas ri, e qualquer dia conto a eles o real motivo – que não é o Radiohead, por supuesto.

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fazia tempo que não via o Failblog, também, e esta semana eles estão especialmente inspirados. só não ri mais porque já tinha tido um ataque de riso no início da tarde, por um motivo bizarro… tão bizarro que ninguém riu comigo, uma pena.

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comecei a ler “A serviço do povo”, mais um livro que o Marcio me deu. quatro capítulos até agora, e é bem legal. mais um daqueles livros descompromissados e leves feitos para o meu cérebro retomar o ritmo da leitura, que andava tão perdido e que agora tem que voltar, e back for good. vamos ver quanto tempo levo até mandar literatura mais pesada para ele digerir…

2205

no médico, hoje:

“- você está trabalhando normalmente?”
“- estou.”
“- acho que quero você de atestado.”
“- acho que não vai dar.”
“- por quê?”
“- porque acho que não quero estar de atestado.”

*

no trabalho, mais tarde:

“- ué, você está aqui?”
“- acho que sim.”
“- você não viajou no Carnaval?”
“- não, não consegui quem me arrumasse um lança. pra falar a verdade, nem bêbado fiquei.”

capitania

a partir de daqui a pouco:

- fazer a barba
- levar os ternos pra lavanderia
- ir até o banco com um comprovante de residência novo e solicitar mudança de endereço
- fazer a mesma coisa no Detran (provavelmente vai ficar pra amanhã, conheço aquilo)
- retorno no médico, dez pras duas
- almoçar
- atualizar o Geólogo
- procurar algum projeto que precise de um parecer mais detalhado e aproveitar a paciência da semana para fazê-lo
- aproveitar que estou com o comprovante de residência e abrir conta na locadora da 104 sul (pode ser à noite)

o condomínio está pago, acabei o “31 canções” agora cedo. não posso esquecer que, graças aos problemas na coluna, é melhor deixar os Adidas de lado e usar os tênis com amortecimento que só uso na academia. e é de bom tom arrumar uma boa história pra contar nesse blógue, ao invés de usá-lo como uma listinha de coisas a se fazer :)

numa só

hoje o dia foi simples, as coisas eram todas simples. tanto eram que acabei de pensar se não tive um momento Alberto Caeiro. li cem páginas do “31 canções” e só parei porque dormi, naturalmente. amanhã cedo dou conta das outras 50. quando acordei, nunca tive tanta certeza do que fazer: buscar um milk-shake de Ovomaltine, certeiro.

todos os problemas – as dores físicas, as contas por vencer, a falta de coisas legais para assistir etc – eram tão pequenos, tão ínfimos. senti até que, se quisesse dominar o mundo, bastaria eu estender a mão e, hélas, eu conseguiria. mas tudo que eu quero hoje é um beijo seu, e ouvir uma boa notícia qualquer, por menor que seja. é que hoje as coisas foram todas simples, então quero manter tudo assim.

trote

uns anos atrás o Gomez lançou uma compilação de raridades chamada “Abandoned shopping trolley hotline”. tanto quanto o conteúdo do disco, que tem aquela belezinha chamada “Flavors”, me chamou a atenção o nome do disco: “disque-carrinhos de compras abandonados”. pelo visto, não chamou apenas a minha atenção: o Rogério me escreve pra dizer que a British Waterways acabou de lançar um serviço telefônico pelo qual você pode informar se algum desses tróleis caiu em sua malha aquática.

gostei tanto da ideia que gostaria de sugerir à Caesb que faça algo semelhante em Brasília.

morcego

já ouviu alguma musiquinha dark e pra cima ao mesmo tempo? eu já: “Lovesong”, do Cure, mas é de vinte anos atrás. mas acabei de descobrir uma menina que fez uma música assim. o nome da banda dela é Bat for Lashes, e a música se chama “What’s a girl to do”, é de 2007.

mas ouvindo essa música também aparece a impressão de que um zumbi abduziu a Lulu (a do “To sir with love”). não?

aloha

armei de improviso uma reuniãozinha da galera aqui em casa, pra que eles conhecessem o apartamento e que a gente assistisse a uma das sazonalidades da noite de domingo. podia ser o Carnaval, mas por unanimidade decidimos que seria o Oscar, e sem o Rubens Ewald Filho com suas boiolagens. não prestei muita atenção nos prêmios, preferindo me concentrar em sacanear o Tiago e seu gosto por “O senhor dos anéis”, que como todos sabem é o “Sítio do Pica-pau Amarelo” anglo-saxão, com o Frodo sendo a Emília local.

além disso, desandamos a falar mal de tudo: a possibilidade de catfight entre a Jennifer Aniston e a Angelina Jolie, que infelizmente não se concretizou; o lobby sodomita ainda na ativa em Tinseltown, com o “Milk” levando uns prêmios no sistema de cotas; o porre que é assistir a tantas categorias técnicas, a nota zero para o indiano que compôs a trilha do “Slumdog millionaire” etc. tudo com duas pizzas da Baco por cima.

foi uma delícia, e tão gostoso quanto foi ler o texto do João Pereira Coutinho sobre a cerimônia.

*

mais tarde, quebro o voto de ficar em casa e, depois de almoçar no restaurante chinês da 114 sul (cuja análise fica para outro dia), pego o carro e dou um longo rolê pelo Lago Sul, descobrindo mais uma obsessão: as quadras de 4 a 8 no SMDB. gente, o que é aquilo? pode deixar, eu mesmo respondo… aquele trecho ali é um pedaço do estado de Vermont dentro do Lago Sul. tem as folhas cor-de-rútilo no chão, tem umas casas com inspiração da arquitetura colonial da Nova Inglaterra, tem vastos espaços pra criançada correr e jogar bete… tem uma vista linda pro Lago Champlain Paranoá… é sensacional. tão sensacional que daqui a uns dias vou dedicar duas horas para procurar terrenos e casas por lá e pensar na minha vida daqui a dez anos.

e depois que as duas horas acabarem, de volta pro trabalho, pra conseguir tudo isso em menos tempo ainda.

*

a ideia de férias na Croácia continua de pé, mas ganhou uma forte contendora: alugar uma casa de campo na Nova Zelândia com os amigos, percorrer vinhedos, ir a praias desertas, jogar golfe nos campos locais, estalando de novos. meu passaporte novo fica pronto em alguns dias, e já há uma viagem programada para antes. mas a segunda vai ser do jeito que quero: atípica, real (no sentido de realeza) e bem longe daqui.

disque-sexo

por não ter um microfone externo, nunca havia utilizado o Skype aqui no meu notebook. mas hoje eis que a Aline me adiciona no Gtalk e puxa uma conversa telefônica, para testar o iChat dela. olhando para a TV bem na hora em que o Cagliari chuta contra o gol do Milan, mando um “uh, quase!” e ela escuta.

pronto, depois de dois anos eu tenho um computador com microfone integrado. valeu Apple, te amo.

ecologia

oi, tudo bem? ainda estou aqui, apesar de dois dias sem escrever nada. estou aproveitando o Carnaval para descansar o corpo, ando precisando demais. como alguns aqui sabem, estou fazendo RPG e tomando painkillers para a coluna, na esperança de tratá-la de forma definitiva. ontem fiz uma sessão de acupuntura, eletrochoques e lâmpadas de calor na Academia da Coluna, e vou fazendo alguns exercícios também.

mas perdi alguns dias da minha vida quando comecei a tomar um remédio chamado Feldene: ele me foi receitado pela médica da Telerj, e me causou todos os efeitos colaterais possíveis. sorte que a coisa foi identificada quando tinha tomado apenas quatro comprimidos, ou o estrago poderia ser ainda maior. agora, tomando uma medicação mais específica e tratando-me dos efeitos colaterais, além das dores originais, espero encerrar o feriado sem a mesma dor. é só uma pena que eu tenha atrasado os textos do Portal do Geólogo e perdido o churrasco do Pipe, além do meu próprio open house… maldito Feldene.

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bom, nem tudo é ruim:

- estou pensando em férias em Korcula, na Croácia, só falta convencer os amigos a alugar uma villa comigo;
- meu relógio biológico está se adaptando ao horário de inverno, depois de passar uma semana ainda acreditando estamos a apenas duas horas de Portugal;
- o Flamengo tomou um chocolate do Resende, numa das piores partidas do Obina em toda a história, e estou rindo disso. só uma pena que o Corinthians tenha ganho do Guaratinguetá, mas era o tipo do jogo que eu gostaria que terminasse com derrota dos dois lados;
- revi “Amor ou amizade” na sexta-feira. nem lembrava que já tinha visto esse filme… só voltou à memória pelo fato de que o personagem do Freddie Prinze Jr. tinha mania de ficar pensando na vida enquanto olhava a ponte Golden Gate, em São Francisco – mais ou menos como eu faço com o lago Paranoá;
- concluí que se as ruas de Taguatinga fossem menos estreitas, eu teria a impressão de estar no Kentucky, ou em algum outro estado do interior dos EUA – o que, para qualquer efeito, é maravilhoso.

agora com licença, vou ali arrumar a casa. já falei da minha vontade de estar hoje na praia?

pai, mãe, quero ser popstar

tenho a impressão de que o painkiller que estou tomando para a lesão está acabando com o meu senso de humor. que ele me deixa com sono o dia inteiro não é segredo, mas o humor só fui perceber hoje. mesmo assim, enquanto voltava pra casa ouvindo a Executiva FM (o cd player do carro engoliu meu cd do Super Furry Animals, vou ter que levá-lo numa oficina aqui pra liberar), tocou uma música que diz tudo que queria pra minha vida agora:

 Joao Penca e seus Miquinhos Amestrados – Popstar

(…)

acho que ninguém me entende.
me dizem que eu sou new wave demais.
eu vou na onda que mais longe me levar, me levar
me levar…

a sua mãe diz que eu sou vagabundo
e o seu pai é tão esnobe:
“esse garoto não combina contigo,
a gente arranja pra você bom partido.”
mas, quando eu virar um astro,
com a minha guitarra e uma prancha do lado,
eu quero ver na hora do jantar,
o seu pai sentado à mesa ao lado de um pop star.

e o neto dele também vai ser new wave,
filho de popstar, popstar é.
e vamos todos morar no Hawaii,
tocar guitarra às três da manhã.
e a vizinhança de cabelo em pé.
e da maneira que a gente quiser.

*

pois é, “Popstar”, João Penca & seus Miquinhos Amestrados safra 1986, a música com o instrumental mais Talking Heads do mundo (ouça e chore, Pedruxo). liguei pro Alexandre e falei pra ele “cara, me salva, cansei de ser funcionário público, quero ser popstar“. talvez isso passe depois que a dor na perna passar, ou quando o trabalho ficar ainda mais emocionante do que está agora. mas se hoje à noite eu estivesse lá fora tocando guitarra até não poder mais, era tudo que queria.

e te encontrar depois do show, pra gente comer a melhor pizza da cidade e ir dormir às três da manhã, honey.

cranberry

então chega de batizar posts com o nome da mesma fruta em línguas diferentes. hora de escrever um pouco, não?

só que eu tenho escrito no mínimo dez textos por dia, entre notícias do Portal do Geólogo, relatórios pra Telerj e outras coisas. estou trabalhando muito? não. apenas fico com menos a escrever em outros lugares, mas prometo reverter a situação.

*

enquanto isso, um pouco das coisas que andam rolando: fui com a chefe ao posto avançado de batalha, para fazer uma média com os aliados de primeira hora e saber de fofocas; assinei na última sexta-feira a minha transferência de área, mas não, não troquei de setor outra vez… é que eu fiquei nove meses como “provisório”, numa gambiarra sinistra; voltei a caminhar, assim que chego do trabalho, e me faço andar oito quilômetros, saindo da minha quadra e indo até a 316 sul, aquela obra de arte.

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alguém ensine o time do Fluminense a chutar a gol, por favor?

fenberge

tenho a impressão de que esta semana inspira cuidados. não, não tem nenhuma ameaça por perto – muito pelo contrário -, mas a partir de sexta-feira a ordem é descansar um pouco e voltar à força total depois do feriado.

canneberge

sobrevivi às duas primeiras sessões de rpg. meu corpo aguentou bem o tranco de cada exercício, o problema maior foi com o meu cérebro: como cada manobra exige atenção em cinco, seis pontos de uma só vez, tornava-se virtualmente impossível de executá-las de forma perfeita, sempre faltava alguma coisa. aí a fisioterapeuta me catracava pelo detalhe faltante e, lá pela décima vez, tive um ataque de riso – isso tanto na primeira sessão quanto na segunda. vou pedir às responsáveis pelas sessões para que me mostrem, de preferência no Youtube, um vídeo de alguém fazendo esses exercícios de forma perfeita, porque é impossível que isso exista.

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ontem o Gabriel, paulistano da gema, veio me contar que graças à insistência de um muy amigo que mora em Deprelândia ele se arrastou até lá – na companhia do mané, claro – para o Baile do Havaí, mas não sei se é do Itaguará, do Gordo ou do Três Garças. tivesse ele me contatado primeiro, eu diria para fugir; na impossibilidade, para que adotasse a tática de ficar num canto comendo abacaxi e sem dirigir palavra aos locais. mas agora ele já sabe porque o lugar se chama Deprelândia: uma cidade onde seus habitantes chamam "festa" de "baile" é caso para Prozac.

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já hoje a Lisa me veio com o casal do ano: Ryan Adams e Mandy Moore. olha só que dois fofos. sério, uma ex-adolescente-prodígio e o cara que escreveu "Enemy fire", vocês não têm noção do quanto isso é maneiro, sem ironia. parece que os dois já se pegavam desde o ano passado, o que deve explicar a altíssima qualidade do "Cardinology", último disco do rapaz… a cada vez que ele se enrosca com uma famosa dá algo bom. faço votos de que o casal seja muito feliz mas que uma vez por ano quebre o pau de forma violenta, por mais ou menos uma semana, para que seis meses depois saia mais uma obra-prima.

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além do "I’m your man", assisti "The republic of love" nesse final de semana. é um filme canadense beeeeem watersugar, baseado num livro de 1992. achei o roteiro bem fraco: falta conflito aos protagonistas, mas aí o filme tem uma proposta tão anódina que você nem se irrita com isso, assiste até o final e esquece dele antes de chegar no carro. mas, para um domingo de manhã, caiu bem, e não nos esqueçamos que o nome do canal em que ele passou é Telecine Light.

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comprei um risoto desses de saquinho por 5 reais, dia desses, absolutamente descrente de seus dotes gastronômicos. mas fi-lo ontem no almoço e o danado ficou bom, embora nenhuma obra-prima. não havia queijo ralado em casa, mas o resultado final, acompanhado de um filé de frango, ficou bem gostoso. olha só, já sei cozinhar, que beleza… e se não souber cozinhar alguma coisa, também já sei onde encomendar uma comida maneiríssima. bora?

Moosbeeren

ontem à noite passou o “I’m your man”, documentário sobre o Leonard Cohen gravado há alguns anos. apesar de as performances, em especial as do Rufus Wainwright, serem muito boas, obviamente os grandes atrativos são as falas do homenageado, as histórias a seu respeito, os depoimentos de cada participante do tributo. até porque as músicas do senhor Leo Conha são todas em formato de história. uma pena que nenhuma palavra tenha sido pronunciada a respeito do meu disco preferido dele, o “New skin for the old ceremony”, nem da minha música preferida, “Diamonds in the mine“, a do vocal mais cheio de ódio da história.

pensando bem, pra que falar de ódio mesmo? fizeram foi bem de não falarem.

bicoine

aproveitando uma dica antiga do Thales, fui até a Livraria Cultura e comprei um “Extraordinary machine”, da Fiona Apple, por 14,90 dólares brasileiros. como desgraça pouca é bobagem, acabei achando outros dois discos bem interessantes por um preço ainda mais interessante (13,90 cada): o “Born in the USA”, do Bruce Springsteen, e o “Tropicália”, o disco-manifesto regido pelo Rogério Duprat que é tão bom que até mesmo as músicas do nosso ex-ministro da Cultura prestam.

bem que eu queria parar de comprar cds, mas tá difícil.