ando viciado em algumas músicas. nada novo, nada alternativo, nada de mais. mas elas ficam tocando o dia inteiro:
- “Linger”, dos Cranberries: essa eu gosto desde 1994, quando ouvi pela primeira vez. na época eu não entendia a letra e também nunca fui ler; isso até agora, quando li e fiquei impressionado com coisas como “you got me wrapped around your finger, do you have to let it linger?”, por mais banais que sejam;
- “All good things (come to an end)”, da Nelly Furtado: tava ouvindo a Antena 1, voltando para casa, quando ouvi uma voz feminina bem doce dizendo “flames to dust, lovers to friends, why do all good things come to an end?”, e a forma como ela encaixava a última frase era apaixonante. a versão ouvida tinha um rap em italiano que se intercalava com os versos, cantado por um cara. quando cheguei em casa, digitei o refrão no Google e deu que a canção, de 2006, tem inúmeras versões locais, e que a brasileira é com… o NXZero cantando com a senhorita Furtado. prefira a original, sem más companhias;
- “The real thing”, da Lisa Stansfield: uma paixão de colegial… desde 1997 é uma das minhas pop songs preferidas (do Rogério também, que eu me lembre). clichê pra caramba, não? mas é muito boa;
- “Astronomy domine”, do Pink Floyd: na semana passada rolou o amigo secreto da família, e minha tia Zezé fez de mim o cara mais feliz do mundo quando me deu a edição remasterizada do “The piper at the gates of dawn”, primeiro disco do Pink Floyd. em dois discos (mono e estéreo), libreto com fotos da época, e aquele som delicioso. eu ouço a música de abertura desse disco – que é, aliás, onde o Blur plagiou se inspirou para fazer “Far out” – e penso em como o Pink Floyd seria uma banda muito melhor se o Syd Barrett não tivesse surtado logo depois desse disco, que saiu em 1967;
- “1979″, dos Smashing Pumpkins: essa era assunto de um outro post, sobre a viagem. ele já está escrito, mas eu censurei inteirinho porque não ia agüentar as conseqüências de me expor assim. de toda forma, aproveitei a ida a Deprelândia para trazer minha caixa “The aeroplane flies high” para casa, e agora ela está ali, tão linda na minha estante…