e então na semana passada eu me vi no elevador do Senado, junto com o meu chefe imediato, o chefe máximo e o braço-direito deste. este o meu nome completo no crachá, tomou impulso e o falou em voz alta, antes de concluir: “isso é nome de diplomata”. eu sorri, embora ache que nomes de diplomata tenham que ser mais objetivos.
mas é nessas horas que o meu deslumbramento interiorano ainda aparece, já que não consigo agir com muita naturalidade quando me dirigem a palavra. naquele dia me haviam confiado uma missão um pouco mais importante, e não tremi diante dela – só mesmo depois, quando me falaram que tudo havia corrido bem.
*
se a vida profissional é um jogo de xadrez, tenho a leve impressão de que descobri apenas agora que tenho duas torres e dois bispos, e que estava jogando com apenas um de cada. e que o adversário tem apenas seis peças, duas delas peões, prontas para serem destruídas pelo meu plantel quase completo. isso é bom. dá a impressão de que guardei alguma coisa durante um bom tempo… mas sem saber que estava guardando isso. mesmo assim, posso conseguir mais… e assim será.
*
já decidi o que quero fazer nas próximas férias. para variar, nada de paz para a minha cabeça… do jeito que tem que ser mesmo… hahahahaha…