Paraibuna 1

(post censurado por alguns dias, finalmente liberado depois que vi que era inofensivo)

geograficamente, a minha maior paixão é Brasília, não tem jeito. mas existem alguns outros lugares que moram no meu coração. um deles é Paraibuna, uma cidade de quinze mil habitantes no interior de São Paulo, e terra da minha família por parte de pai: se eu saio do DF para passar o Natal nesse estado frívolo, meu único prazer que não se relaciona às pessoas queridas e a alguns detalhes culinários pontuais é caminhar pelas ruas de Paraibuna.

 

minha avó mora lá, e eu lhe havia prometido uma visita antes do dia de Natal, já que nesse dia a casa dela chega a ter quarenta pessoas, entre os filhos, netos, bisnetos e agregados que por lá aparecem. sendo assim, peguei o carro da minha irmã e percorri cento e dez quilômetros até Paraibuna, a partir de Deprelândia.

 

felizmente, minha irmã deixara sua coletânea dos Smashing Pumpkins no carro, e ela duraria o tempo da viagem, mesmo pulando “Disarm”. quando cheguei à rodovia Presidente Dutra, vi que o carro dela, que tem o mesmo motor do meu mas uns 250 quilos a menos, era perfeito para testar uns limites. e, na reta entre Roseira e Pindamonhangaba, bati meu antigo recorde de velocidade (163 km/h, a bordo do Polo Classic em que aprendi a dirigir), cravando 168 km/h.

 

ao sair da Dutra e entrar na Carvalho Pinto, já era hora das músicas do “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, aquele disco que todo mundo tem – e quem não tem deveria comprar um ainda hoje; aumentei a velocidade de cruzeiro dos 120 km/h permitidos para algo entre 130 e 140, e a cada descida ou reta sem outros carros ia esticando a 150, 160. quando “Bullet with butterfly wings” começou, lembrei de quão boa é essa música, e de quão importante ela foi (e é) na minha vida. a cada vez que o Billy Corgan gritava a última palavra do refrão, eu ia junto: “despite all my rage, I’m still just a rat in a CAAAAAAAAAAGE”.

 

eu precisava desabafar já há coisa de vários meses, e berrar junto com os Smashing Pumpkins a 150 km/h era a melhor forma de fazer isso. em “1979″, fui acompanhando a letra, cantando alto, and we don’t even care, just restless as we are. comecei a chorar, e a lembrar como essa música me faz sonhar e me avisa que não há limites para onde posso chegar. veio “Zero” e seu pessimismo metaleiro, e eu não me abati, apenas para voltar a chorar em “Tonight, tonight” e seu aviso: believe, believe that life will change, that you’re not stuck in vain. e que termina com uma das “coisas que eu nunca te disse”: acredite em mim como eu acredito em você.

 

quando “Tonight, tonight” acabava, apareceu, bem atrás de mim, um dos carros com que ando sonhando, um Volvo C30. faróis de xenônio acesos (era meio-dia), ele vinha em disparada. como eu estava num estado de daydreaming, achei que era o caso de perseguir o meu sonho, literalmente, e acelerei o 206 da minha irmã para acompanhá-lo. 130, 140, 150… e ele ia se distanciando. 160, 170, um novo recorde pessoal de velocidade… e ele ainda abrindo espaço.

 

foi só a 180 km/h que ele parou de ficar mais longe de mim. mas fiquei apenas dez segundos nessa velocidade, para ver se o C30 não fugiria mais: ele ficou à mesma distância. estava ouvindo “Tonight, tonight” mais uma vez, e meu sonho estava ali, sem fugir de mim. e quando chegaram as duas do “Adore”, o melhor disco da história, eu já me aproximava da Tamoios, aquela estradinha horrorosa que leva ao litoral. mas eu não estava ali… estava nas nuvens. foi questão de descer cantando junto de novo, lovely girl you’re the beauty in my world e todas aquelas coisas lindas, strangers down the street, lovers while we sleep.

 

eu havia ganho meu dia, e olha que nem havia chegado à parte que imaginava que seria a mais legal dele.

palma

ano passado, quando eu trabalhava em uma área da Telerj que se caracterizava por não trabalhar, tinha muito tempo para vasculhar a internet atrás de coisas absurdas. em uma das minhas pesquisas, para achar algum lanche bizarro de um McDonalds estrangeiro, achei um sanduíche, no braço finlandês da rede, que era delicioso: pão-folha, frango, alface, tomate, queijo e molho. ele levava o nome de Kanatortilla, e foi produzido entre 2005 e 2007, pelo que entendi com meus poucos conhecimentos de finlandês. pela foto, achei tão gostoso que mandei um email para o McDonalds brasileiro, com o link e tudo mais, sugerindo que o lanche fosse vendido cá no Brasil.

muito atenciosos e impessoais, os respondedores de mensagens da rede me mandaram uma resposta padrão, dizendo que a sugestão seria estudada. e agora, ano e meio depois, criaram o Chicken Wrap, que por ora nem está na página oficial do McDonalds brasileiro e só não é uma cópia fiel da Kanatortilla da terra do Mika Hakkinen porque é menor e não leva tomate. mas é delicioso, e tem duas opções de molho: limão e maionese, sendo que esse último é o melhor. e mesmo com o molho mais engordativo, é o primeiro sanduíche realmente light do McDonalds no Brasil, tanto é que, se você pegar um, mais uma salada de copinho no lugar das fritas e uma Coca Light, vai engolir menos de quatrocentas calorias, podendo até se permitir uma casquinha (195 calorias) ou um frozen iogurte com frutas e cereais (183 calorias). não é legal? eu só espero que o Chicken Wrap dure além do verão e vire uma opção permanente.

p.s.: meu próximo passo vai ser sugerir a adoção da Salada Midi Mediterranea que servem nos McDonalds da Moldávia e da Romênia. os ingredientes dela são: pepino (castraveti), cebola (ceapa), tomate (rosie), queijo feta (branza Feta), azeitona preta (masline negre), cenoura ralada (morcov ras), nabo (varza) e alface (salata Eisberg). yummm!

tirolesa

ando viciado em algumas músicas. nada novo, nada alternativo, nada de mais. mas elas ficam tocando o dia inteiro:

- “Linger”, dos Cranberries: essa eu gosto desde 1994, quando ouvi pela primeira vez. na época eu não entendia a letra e também nunca fui ler; isso até agora, quando li e fiquei impressionado com coisas como “you got me wrapped around your finger, do you have to let it linger?”, por mais banais que sejam;
- “All good things (come to an end)”, da Nelly Furtado: tava ouvindo a Antena 1, voltando para casa, quando ouvi uma voz feminina bem doce dizendo “flames to dust, lovers to friends, why do all good things come to an end?”, e a forma como ela encaixava a última frase era apaixonante. a versão ouvida tinha um rap em italiano que se intercalava com os versos, cantado por um cara. quando cheguei em casa, digitei o refrão no Google e deu que a canção, de 2006, tem inúmeras versões locais, e que a brasileira é com… o NXZero cantando com a senhorita Furtado. prefira a original, sem más companhias;
- “The real thing”, da Lisa Stansfield: uma paixão de colegial… desde 1997 é uma das minhas pop songs preferidas (do Rogério também, que eu me lembre). clichê pra caramba, não? mas é muito boa;
- “Astronomy domine”, do Pink Floyd: na semana passada rolou o amigo secreto da família, e minha tia Zezé fez de mim o cara mais feliz do mundo quando me deu a edição remasterizada do “The piper at the gates of dawn”, primeiro disco do Pink Floyd. em dois discos (mono e estéreo), libreto com fotos da época, e aquele som delicioso. eu ouço a música de abertura desse disco – que é, aliás, onde o Blur plagiou se inspirou para fazer “Far out” – e penso em como o Pink Floyd seria uma banda muito melhor se o Syd Barrett não tivesse surtado logo depois desse disco, que saiu em 1967;
- “1979″, dos Smashing Pumpkins: essa era assunto de um outro post, sobre a viagem. ele já está escrito, mas eu censurei inteirinho porque não ia agüentar as conseqüências de me expor assim. de toda forma, aproveitei a ida a Deprelândia para trazer minha caixa “The aeroplane flies high” para casa, e agora ela está ali, tão linda na minha estante…

armada

CIA obtém colaboração de chefes afegãos em troca de Viagra, diz jornal

Washington, 26 dez (EFE) – A CIA (agência de inteligência americana) usa uma variedade de incentivos para obter a colaboração de chefes tribais afegãos na luta contra o Talibã, incluindo a distribuição de pílulas de Viagra, informou hoje o jornal “The Washington Post”.

O jornal indicou que seus informantes, funcionários dos serviços de inteligência não identificados, explicaram que os agentes da CIA “usaram uma variedade de serviços pessoais para ganhar o favor dos chefes e caudilhos guerreiros, cujas lealdades mudam notoriamente”.

O artigo descreve o caso de “um chefe afegão que parecia muito mais velho que seus 60 anos, cujo rosto barbudo mostrava os sulcos de um homem cheio de obrigações como patriarca tribal e esposo de quatro mulheres mais jovens”.

“Seu visitante, um agente da CIA, viu uma oportunidade e buscou em sua mochila um pequeno presente”, acrescentou o artigo. “Quatro pílulas azuis. Viagra”.

“Tome uma destas. Ficará encantado”, disse o agente ao chefe tribal, segundo o jornal.

“O agente que descreveu o encontro retornou quatro dias depois e teve uma recepção entusiasmada”, continuou. “O chefe, sorridente, ofereceu muitas informações sobre os movimentos e rotas de abastecimento dos talibãs, e pediu mais pílulas”.

Entre outros presentes que a CIA distribui em troca de informação – segundo o jornal – estão facas de bolso, remédios, instrumentos cirúrgicos, brinquedos e objetos escolares, extrações de dentes e vistos para viagens.

ou não

Adoro Radiohead. Thom Yorke canta muito e a banda é boníssima. Não creio que Milton se entusiasmasse com eles, mas há algo de Minas ali sim. Como sou baiano, muitas vezes prefiro até Arctic Monkeys, pela linhagem mais seca, que vem de Sex Pistols, Nirvana, Strokes – e o eterno disco dos Pixies na BBC. Radiohead é muito líquido. O som é muita água e o texto é muito obscuro, muito “não quero que você me entenda”. Mas é um grupo refinado e caprichado. Lindo de se ouvir. Acho que não vou ao show da Madonna, mas ao do Radiohead eu quero ir.

(Caetano Veloso, mandando ver em seu blog. aliás, este é o primeiro post que escrevo no meu direto de Paraibuna)

Voronezh

aí uma amiga, em crise com o namorado, me pergunta “cadê as pessoas que se imaginam juntas?”, diz que se sente sozinha por não achar alguém assim e que não entende como se mete com pessoas que “nem sonhar um pouquinho sonham”.

não tive uma boa resposta para ela, mas por algum motivo achei que fosse o caso de colocar aqui.

sabonete

o tédio é a conduta que se impõe: chove na maior parte do tempo, espirra-se com facilidade por conta de como tudo ficou, os dias se acumulam sem novidades. e eu fico feliz pela efemeridade da data e pelo desprendimento meu a esse lugar no resto do ano. e se tive, um dia, algum remorso por tratar isso aqui como “Deprelândia”, o vulgo se justifica plenamente: basta vir para lembrar.

*

leio, enfim, o “Abaixo de zero”, romance de estréia do Bret Easton Ellis, e já estou a trinta páginas de seu fim. o que dá para adiantar é que o livro é um tratado sobre o vazio, o tédio alienado e a cocaína, e que é muito bom. mal posso esperar para comprar a continuação dele, o “Regras da atração”, e ver como tudo é do outro lado dos EUA, na faculdade em que o Clay estuda.

o mais curioso é que li o livro na época certa: a personagem principal volta para férias de fim de ano com a família, e vai engatando uma festinha de pó na outra, uma carreira na outra, sem que não haja nenhuma autoridade (familiar, policial, reverencial etc) para controlar isso: é apenas a alienação dele e de todos que vivem ali no meio, tratando a cheiração, o hedonismo e umas coisas inconcebíveis como se nada fossem. descontada a parte do glamour, quem sabe poderia ser ambientado por aqui.

*

enquanto isso, vou pensando em coisas para o ano que vem: aprender a falar, passar mais tempo na escola, comprar uma luminária para deixar do lado da cama, ter um pulôver preto, assistir o Kraftwerk no Rio, mudar o horário da academia, (parte final desse parágrafo censurada).

mas a parte mais legal pode ser o que mencionei por aqui uns tempos atrás: guardar mais segredos.

realidade

em uma resenha do Jetta, descrito como “so boring you want to die”, Jeremy Clarkson conta a seguinte história:

Once, when I was working on a local newspaper, I came home at night and told my girlfriend that we’d had some new office furniture delivered to the office. Moments later, when I realised what I’d said, and how deeply uninteresting this was, I left her, the job and moved to London.

sentado aqui, com a Duda no colo, percebi que isso aconteceu comigo. quer dizer, a primeira parte; nesse exato momento eu acabo de perceber o que falei, e o quão profundamente desinteressante isso era. eu tenho consciência do que aconteceu, e já é um bom começo, mas agora falta tomar uma atitude, e eu vou tomá-la.

etiqueta

oi, tudo bem? estou aqui em Deprelândia, interior de São Paulo, terra da minha família – a deprê não é pela família, como sabem, mas pelo ambiente de gentinha e de tédio que por aqui se abate desde pelo menos 1981, quando comecei a perceber que viver nesse estado me dava sono. fico aqui até o dia 28, então é um teste de sobrevivência por mais oito dias, no qual espero não falhar.

pensando bem, falhar mesmo é ficar aqui para sempre.

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nada parece ter mudado aqui: as pessoas continuam feias, a economia continua sem um centavo a mais, o sotaque carregadíssimo me faz pensar “nossa, eu já falei assim” e, mais do que isso, me inspira consultas a um profissional em fonoaudiologia, no próximo ano, para podar o que sobrou desse período deprelandense e, quem sabe, adotar o tal “sotaque zero” pregado pela Globo. nada contra quem puxa o “r” (oi, Paula), eu só acho que preciso melhorar minha oratória e que isso passa por um sotaque neutro, tão suscetível a mudanças quanto a elaboração de um Big Mac, por exemplo.

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mas Deprelândia também tem seus pontos positivos: a culinária, os meus amigos (quem tinha que sair já saiu, agora ficaram aqueles que estarão aqui para sempre), a possibilidade de dormir doze horas por noite e de colocar em dia a leitura. e tem a Duda, a gata vira-lata de três cores que minhas irmãs trouxeram para casa e que, mesmo só tendo me visto uma vez na vida, já está deitada no meu colo, se equilibrando enquanto escrevo esse post.

falta só colocar um capim no canto da boca e pegar a Dodge Ram, né?

balística

a semana está acabando, o ano está acabando: que bom. assim fico mais leve, livre de maiores emoções, ganho um pouco de tempo para respirar – o que é tudo o que tenho desejado ultimamente.

quer dizer, isso e que a lâmpada do meu quarto fosse consertada por software, já que detesto trocar lâmpadas.

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ontem decidi que minha vida precisa de mais Neil Young, então decidi ir atrás; provavelmente não vou descansar até colocar minhas mãos naquela coletânea dupla, “Decade”, depois em mais uns dois ou três álbuns – só tenho o “Sleeps with angels” e o “After the gold rush”. nesse último, inclusive, tem uma música maravilhosa chamada “Southern man”, que só esses dias eu fui descobrir que era sobre racismo e escravidão no sul dos EUA. mas o mais importante de ouvir o senhor Young, que faz anos no mesmo dia que eu, é o fato de que eu preciso tomar umas porradas sonoras no aparelho de som, até mesmo para evitar umas por outros meios.

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dois DVDs, duas revistas, três livros, o ABCD dos remédios (Aspirina, Benegrip, Centrum, Dramin): estou pronto para fazer a viagem que menos quero fazer esse ano. cadê a máscara de oxigênio?

Nevinnomyssk

ontem, em meio a diversos problemas de comunicação, algumas fraquezas biológicas, a explicação oficial e a extra-oficial se confrontando, a perda de pressão em um lugar e o aumento da pressão em outro, aconteceu uma coisa inesperada: eu ganhei um abraço. efusivo e inesperado, como não ganhava há muito tempo. e foi muito bom, eu estava precisando de um e não sabia.

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já hoje cedo, enquanto passava o clipe de "Creep", do melhor disco do Radiohead, aconteceu uma cena que, se um dia a minha vida virasse filme, teria que ser incluída de alguma forma. ela resumiu bem o que foi o ano, e durou não mais do que três minutos. mas mais que isso eu não posso contar, uma pena. tudo o que posso dizer é que logo depois de "Creep" a MTV passou o clipe de "Linger", aquela deliciosa balada watersugar do primeiro do Cranberries, e uma música na qual eu estava pensando ontem à noite.

se a pessoa responsável pela programação do canal estivesse por aqui, eu lhe daria um abraço, efusivo e inesperado.

primeiros socorros

tem uma seqüência no “Casino Royale” em que o James Bond é envenenado; sabendo disso, ele corre até o toilette quando a pressão começa a cair, e lá faz um paliativo para se manter lúcido, depois vai cambaleando até o Aston Martin para acionar o desfibrilador, já que estava tendo uma parada cardíaca.

guardadas as devidas proporções (bem distantes, diga-se), hoje aconteceu algo parecido, quando eu me intoxiquei de farinha branca (literalmente: eram carboidratos refinados, não uma overdose de Brizola) e sabia disso… comecei a me sentir mal e sabia que meu organismo não reagiria bem. começou pelo meu humor: quando vi que ficar seria insuportável, peguei o carro e saí do trabalho, com a gravata desatada e o ar-condicionado jogando um vento frio na minha cara. ao mesmo tempo, eu, que tenho dores de cabeça uma ou duas vezes por ano, estava com uma que era absurdamente forte e, pior de tudo, do lado direito do cérebro – digo que é pior porque eu sinceramente não me lembro de ter tido uma dor desse lado em toda a minha vida.

chegando em casa, uma surpresa: minhas aspirinas haviam sumido. sabendo que era preciso fazer alguma coisa, decidi tomar um longo copo de água e correr para a academia, onde achei que estivesse a melhor cura: uma descarga de adrenalina suficiente para levar qualquer coisa de ruim para longe de moi. e deu certo, saí de lá quase sem dor alguma na cabeça, liquidando-a com um pouco de chocolate intravenoso, bem pouquinho.

espero que agora eu tenha aprendido a lição e não faça mas isso, haha. mas é difícil…

Izhevsk

tentando salvar a paulistada…

Bruno diz:
acabei de receber uma possivel proposta de trabalho ai em bsb
Bruno diz:
sera que devo aceitar?
palandi diz:
huuummmm
palandi diz:
se pagar bem, aceite na hora
palandi diz:
se pagar mal, aceite na hora também, porque aí pelo menos você vai viver numa cidade bonita

é meu

tudo bem, eu já devia ter comprado esse disco há quatro anos, que foi quando a versão “somada” saiu: é o “Love is hell”, quinto disco do Ryan Adams e seu melhor trabalho até hoje. infelizmente não é a versão japonesa, que tem uma porrada chamada “Fuck the universe” como faixa-bônus, mas ainda assim vale muito a pena, especialmente pela segunda metade do disco.

não que a primeira parte seja ruim, já que tem “Avalanche” e a versão despojada de “Wonderwall”, mas a segunda é de uma beleza indescritível. de “My blue Manhattan” até a destruição sonora de “Hotel Chelsea nights” (pense em “Purple rain”, do Prince, possuída pelo diabo). é um daqueles discos que eu só não digo que gostaria de ter feito porque o senhor Adams deve ter sofrido à beça. mas parece ter valido a pena: foi na época das gravações de “Love is hell” que ele começou a namorar a Parker Posey

genética

coisas para a semana:

- ler mais sobre o Buckminster Fuller
- torcer para a bolsa dar uma leve despencada
- procurar apartamentos no começo da Asa Sul
- comprar o presente de Natal da minha avó (alguém aí sabe onde vende pantufas, por favor? é urgente)
- juntar a documentação da pós
- torcer para que minha encomenda chegue a tempo
- levar o “Head music” pro carro e ouvir se fizer sol; se chover, fico com o “Adore”.

trevo

com essa redução no imposto sobre produtos industrializados, anunciada pelo governo brasileiro para tentar nos convencer a comprar mais carros, eu fiquei tentado a trocar o meu em um Impreza ou em um C30. mas ainda tá caro demais.