mola

algumas impressões sobre “Day & age”, novo dos Killers:

- tem que ser comprado hoje e ouvido hoje. porque é delicioso hoje, mas já sei que daqui a um ano vai ser uma porcaria;
- parece uma coletânea “Back to the 80s”: cada momento lembra alguma coisa tipo Styx, Sade, Pet Shop Boys, Foreigner, “A night like this” do Cure… e até “La vie en rose”, da Grace Jones;
- a segunda música, “Human”, vai ser o centro do debate filosófico em 2009: centenas de filósofos de balada vão se perguntar, em ambientes escuros e movimentados: “are we human or are we dancer?”. desnecessário dizer que, quanto mais bêbados estiverem, menos human serão.

enfim, o disco é bem legal, merece uma nota 8 ou 9. mas tem prazo de validade e eu duvido que daqui a dois anos ele seja levado a sério…

go, trasher

passei ali na Livraria Cultura, atrás de um pouco de cultura (duh). voltei para casa com o disco do Last Shadow Puppets e com o DVD do “Ano passado em Marienbad“. o primeiro, como já disse aqui, era uma necessidade, já que algo tão doce e orquestrado não podia ficar de fora da minha coleção. o segundo, que alguns devem conhecer apenas como inspiração para o belo clipe de “To the end”, do Blur, é um filme que, confesso, me dava um certo medo de assistir.

mas medo por quê? bem, metade dos meus amigos odeiam o filme, que é francês e data de 1961. a outra metade mantém com ele uma relação de ódio… e amor. as duas coisas na mesma medida, e as duas coisas em grande medida. com um retrospecto desse, é de se assustar. pois levei-o e coloquei-o no tocador de DVD para saber logo qual era a do filme.

e agora, pouco depois de tê-lo visto, posso dizer: “Ano passado em Marienbad” tornou-se um dos meus filmes favoritos. à medida em que sua ação nada linear, sua chatice cênica e sua paranóia fazem com que se sinta vontade de abandoná-lo pela metade, as surpresas em cada corte, o belo trabalho de figurino e cenografia e a paranóia fazem com que você se apaixone, na mesma medida em que se quer largá-lo. e é aí que surge o divisor das coisas: todo mundo vê o lado ruim, e apenas alguns enxergam o lado bom junto. isso faz com que metade das pessoas o odeie e metade o ame, ainda que essas pessoas que o amam não saibam explicar o motivo.

para complicar ainda mais as coisas, percebe-se que o filme traz ligações com as idéias do movimento surrealista, por você não saber até que ponto aquilo é um sonho – se é que é um sonho – e a partir de onde aquilo é realidade. e com essa mistura do real com o surreal, “Ano passado em Marienbad” torna-se qualquer coisa de apaixonante. lindo mesmo. entrou para o meu top 10 de filmes em todos os tempos, e se alguém me perguntasse o motivo eu não saberia explicar.

a lamentar, apenas uma coisa: a edição brasileira do filme é muito mal-feita, com uma capa horrorosa, erros grosseiros de concordância na sinopse, uma breguice nos menus, enfim, triste mesmo. o problema é que um filme desse precisa ser visto com legendas em português, já que não é tão digerível de imediato.

Ingolstadt

já faz um tempo que repito aos meus amigos que a Audi no Brasil se tornou um grande fracasso. a “Exame” desta semana constatou isso e fez uma matéria a respeito, de onde se pode tirar que eles estão nadando e andando para o fato de que tudo está ruim.

vejamos: a marca ficou fora do Salão do Automóvel, um evento de 600 mil pessoas, para fazer uma exposição dos carros no subsolo da Bienal, para 7 mil. alguém há de ponderar que é proporcional à quantidade de gente que efetivamente poderia comprar um Audi… só que nem todos que vão à Bienal têm dinheiro: metade ali é gente afetada e mal sobrevive fazendo arte. outra parte significativa foi lá só pra poder ver o R8, o esportivo da marca. no final das contas, mal daria pra vender 100 carros para essas 7 mil pessoas – e dos 100 compradores em potencial, 80 já têm Land Rovers, BMWs, Mercedes.

depois você vê a outra “estratégia” do marketing da Audi Brasil: patrocinar feiras de iates, mostras de arte e desfiles de moda. o erro é o mesmo da Bienal, embora em proporções ligeiramente distintas. ao promover o carro num desfile de moda, por exemplo, o máximo que vai acontecer é que duas patricinhas vão pedir um A3 Sportback aos pais ou ao cônjuge. aí tem a frase do diretor-financeiro da empresa, que também é presidente interino: “A Audi prefere trabalhar com mais lucratividade, menos concessionárias e isso significa menor volume de vendas”.

traduzindo, percebe-se que esse tal Jan Ebersold fala merda: um Audi A4 3,2, que é um carro do segmento D, custa R$ 230 mil, enquanto um Volvo S80 3,2, um carro do segmento E (maior, mais luxuoso, mais espaçoso), custa… R$ 199 mil. não dá nem para botar a culpa no motor, porque os dois carros possuem limitador de velocidade a 250 km/h. não dá nem para comparar com Mercedes-Benz e BMW: para quem não tem dinheiro para comprar nenhuma das três marcas, elas estão no mesmo patamar. e qualquer pessoa com grana para um sabe que a Audi está um degrau abaixo de ambas, no nível da Volvo – uma é a VW de luxo, a outra é a Ford de luxo.

desse jeito, é claro que a Audi vai continuar vendendo pouco, seus carros usados vão depreciar como se coreanos fossem, sua manutenção será cada vez mais onerosa, e toda aquela aura dos tempos da Senna Import vai se perder – até porque agora que o Bruno Senna está com um pé e meio na Fórmula 1, sua família não está mais comandando as operações da marca das quatro argolas no Brasil.

fulereno

oi, tudo bem? sei que as atividades por aqui não andam muito movimentadas, mas estou trabalhando, já há dois dias, em um post explicando tudo. domingo deve estar por aqui… tudo em câmara lenta, como diz o nome do lugar. me perdoa?

paládio

um dia de alguma movimentação
algumas mãos apertadas
o surgimento de uma questão vetorial a respeito de algumas esperanças
tempo bem aproveitado
um texto que surgiu a partir de nada, e que sexta-feira vai se tornar alguma coisa
chocolate em doses homeopáticas
as solas do sapatos gastas no corredor
e a vontade de voltar para Vênus, ou pelo menos ir até depois do Plano Piloto.

Rostov-on-Don

a Lisa me disse que ela fica um pouco frustrada de ter nascido para ser acadêmica e dar aulas, ao invés de para ser empresária. eu me sinto assim também, com a diferença de que nasci para ser assessor. o tragicômico da história, mais do que não ter nascido para isso, é saber dessa condição. mesmo assim, ela acredita que vai ser feliz, e eu tenho essa certeza – tanto para a vida dela quanto para a minha.

daí ela me falou da vontade que tem de, depois de encher as burras de grana com tecnologia, de investir em um determinado setor e, com o tempo, abrir um banco de microcrédito na Ásia. pelo sim, pelo não, já estou mandando meu currículo para ela, caso o banco abra filial em alguma república russa.

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aniversário do Victor hoje: liguei para dar os parabéns e ele soube em primeira mão da minha dor no braço esquerdo, fruto de algum exercício mal-feito na academia durante a sessão de ontem. a resposta dele foi, de certa forma, um consolo: no pain, no gain, disse ele, evocando o Arnold Schwarzenegger em “Pumping iron”. espero que a situação do braço melhore de verdade até o final da tarde, para que eu esteja lá cumprindo isso à risca.

se não der para o braço, paciência: há uma esteira ergométrica ali para isso. e, voltando ao assunto original, parabéns ao Victor.

Arkhangelsk

o dia começou a ser ganho ontem, quando vi no Correio Braziliense que aquele frio gostoso permaneceria até quarta-feira. aquela atmosfera cinza me animou a ir para o trabalho e me deixou concentrado nas coisas, focado no que era preciso melhorar, bem-disposto pra caramba. e, embora o dia não tenha sido um primor de produtividade – até porque a minha área precisa acompanhar um outro órgão, cuja vontade de trabalhar é alheia aos nossos interesses – foi bem legal.

quando o céu começou a se abrir e o sol apareceu já era tarde para me desanimar. espero que amanhã e quarta tenhamos mais gun metal skies, quem sabe até com um pouco de chuva.

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esses dias eu estava namorando um casaco Marc Jacobs que estava por apenas 80 dólares na Saks Fifth Avenue, até que de ontem para hoje acabaram as peças do meu tamanho. foi uma pena, mas por outro lado o meu bolso agradece: acabei ficando com o plano B, uma Levi’s 501 que sai por míseras 36 doletas na Amazon – sorte que não haverá gastos pro meu laranja de confiança buscá-la.

já ontem me deu uma vontade arrasadora de comprar o disco do Last Shadow Puppets e o último do Interpol. fui até à Fnac, que não tinha um e cobrava uma punhalada pelo outro… e não levei nenhum. mas a vontade ainda não passou. o certo é que tenho de colocar uma coisa na cabeça: enquanto não comprar meu iPod, não posso comprar nenhum cd. só assim para eu aprender a priorizar as coisas certas.

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coisas atrasadas: cortar os cabelos, levar o terno para a lavanderia, almoçar com o pessoal da XP. tem que dar tempo nesta terça. tem que dar. de quebra, visito a corretora e lembro que o lugar do meu dinheiro é na Bovespa, e não em um apartamento no Cruzeiro Novo. trabalhando na Telerj, o risco de perder o cargo é quase nulo, então um viva à possibilidade de correr riscos, enquanto não boto o bloco na rua da iniciativa privada.

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you’re so young, so sweet, so surprised
you look so young
like a daisy in my lazy eyes

ah sim, é por isso que quero o último do Interpol :)

Lajtabánság

final de semana cheio de aventuras para o paladar. começou com o Wrap and Roll na sexta-feira: é tudo o que você quer de um restaurante moderno, mas ainda não sabe. tem wraps deliciosos (recomendo o de salada caesar), tem risotos (que eu não provei), saladas (que eu também não provei), smoothies reforçados – o de doce de leite é um, com o perdão do trocadilho, um deleite.

a decoração é meio boate, meio consultório odontológico: móveis modernos e muito branco, mas nada que macule a qualidade da cozinha, que ainda tem sodas italianas, que eu adoro. finalizando, fica em um dos melhores lugares de Brasília: a QI 11 do Lago Sul, ao lado do showroom da Audi. é perfeito para um lanche sem compromisso, merecendo aí uma nota 9 – só não leva 10 porque a decoração deixou o ambiente artificial, porque a comida realmente é 10.

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no sábado, a bola da vez foi o Gendai, um novo japa na 403 sul – que já conta com o Nippon, que ainda não provei. o ambiente de lá, ao contrário do Wrap and Roll, é ótimo: mesas aconchegantes, climatizador na potência certa, iluminação que cria clima. trata-se de um rodízio on demand, mas que também tem pratos à la carte. no primeiro caso, você diz o que quer e lhe vão trazendo à mesa, sem que você precise desfilar na passarela dos pratos. uma salva de palmas para o formato e para a rapidez com que a comida, muito boa, chega até você. contra o Gendai, algumas coisinhas pequenas: primeira delas, os garçons falam demais, sugerem demais, têm textos decorados demais. segunda, é de uma rede de restaurantes, o que tira alguma coisa da espontaneidade, embora você pouco vá descobrir até o final. e o temaki de salmão com cream cheese é de comer ajoelhado. nota 8, porque me senti um tanto pesado após sair de lá – e olha que nem comi tanto. mas ainda é o bastante para um empate técnico com o Haná como meu restaurante nipônico preferido em Brasília.

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e hoje, domingo, foi a vez do La Chaumière, aquele pequeno restaurante francês da 408 sul: apenas sete mesas, participação direta dos proprietários na confecção dos pratos e no serviço, cardápio enxuto e sem concessões a modismos. certa vez o João Pereira Coutinho disse, a respeito do Sujinho (em São Paulo), que a bisteca do lugar deveria figurar no Smithsonian com a legenda “assim se comia bem no século XXI”. apesar de concordar com o cronista sobre esta, creio que deveria convidá-lo a conhecer o filé à Bérnaise do La Chaumière, que merece no mínimo a mesma láurea.

pois o pequeno restaurante, há vinte e dois anos figurando no Guia Quatro Rodas, tem ainda um pão de alho de entrada que é qualquer coisa de soberbo, um serviço de primeiríssima e o ambiente mais gostoso em que me meti durante todo esse mês. fiquei curioso pela sobremesa mas, abalado pelo delicioso filé (acompanhado de batatas sauté q.b.), não consegui arrumar espaço para um doce ao final. não importa: a boa impressão do La Chaumière já estava indelével em mim. nota 9,5, e uma posição entre meus três restaurantes preferidos no DF.

Norman Bates

tá aí um filão não explorado: o de antidepressivos veterinários. tem algum farmacêutico lendo este blógue?

Morte de dono leva papagaio a tomar antidepressivo

Um papagaio-cinza tem sido medicado com antidepressivo depois que o seu proprietário morreu na Inglaterra, há nove meses, informa o The Sun. De acordo com o jornal, Glum Fred estaria deprimido com a perda do seu dono, o britânico George Dance.

O animal passou a arrancar as penas do pescoço e a balançar a cabeça para cima e para baixo, sintomas possíveis de trauma psíquico.

Especialistas acreditam que Glum Fred entrou em profunda depressão e não consegue entender os motivos do desaparecimento de George, que o cuidou desde filhote. Segundo veterinários, as aves tropicais são muito emotivas.

“Ele está neste estado desde que o meu marido morreu. Fred e George eram muito próximos”, afirmou a viúva, Helen, ao The Sun. No entanto, o animal apresentou uma melhora depois que começou a tomar duas doses diárias de antidepressivo líquido.

Királyháza

tem algumas histórias que parecem absurdas demais, mas existem. estou lendo alguma coisa aqui sobre a cidade de Uzhhorod, no oeste da Ucrânia. a cidade começou o século XX como parte do Império Austro-Húngaro e, em 1919, depois da primeira guerra mundial, a Tchecoslováquia anexou o estado da Zacarpácia, onde fica Uzhhorod; em 1938, a cidade foi transferida à Hungria, permanecendo com os magiares… por sete anos, até que, com o final da segunda guerra mundial, foi incorporada à União Soviética. com a derrocada dos comunistas, em 1991 a Ucrânia proclamou independência e levou Uzhhorod, uma cidade cuja população é 77,8% de origem húngara.

entendeu ou quer que desenhe?

blindness

o Ricardo está indo pros EUA no mês que vem. só pedi duas coisas a ele: um par de óculos escuros e um removedor de manchas em roupas. parece que nenhum removedor nacional as tira a contento, e vi uma boa recomendação de um produto americano. espero que ninguém na alfândega encha o saco quanto ao conteúdo.

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incrível como um Sonho de Valsa pode te fazer ser bem melhor tratado. descobri isso essa semana, e daqui pra frente será assim. isso me faz lembrar de uma história: quase três anos atrás eu conheci um amigo que tinha um problema de saúde um tanto curioso: ele tinha tanto hipoglicemia quanto diabetes. ou seja, estava entre a cruz e a espada na hora de comer, e por isso nem podia consumir bebidas alcoólicas, pelo que me lembro.

eu sou uma pessoa doce, mas tento sempre lembrar do caso dele e não abusar da minha doçura – tampouco deixá-la cair em mãos erradas.

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comecei a assistir “Separados pelo casamento” e, apesar da Jennifer Aniston, não consegui suportar tamanha chatice. levou vinte e cinco minutos para que eu mudasse de canal, mas bem antes disso eu já estava com a cabeça em Vênus: o filme é ruim demais. tô vendo que esse final de semana terei de comprar o DVD do “Casino Royale” e começar a andar com ele para cima e para baixo…

rútilo

às vezes uma pequena mudança na rotina traz grandes efeitos. ontem precisei tomar um táxi para buscar meu carro na concessionária, onde ele estava para corrigir um pequeno problema, que eu mesmo causei. no caminho, o motorista falava do trânsito em Brasília, e quando contei o caminho que fazia para voltar da Telerj para casa, ele me deu uma sugestão: andar por baixo mais um par de quadras, antes de subir ao Parque da Cidade.

segui a sugestão dele. saindo da 304, passei pelo caminho indicado, e vi um monte de árvores floridas num canteiro central e, do lado direito, os alunos de uma escola saindo da aula. e me senti bem vendo aquela cena, por pior que o trânsito pudesse estar – estava um pouco mais lento que o normal. a paisagem daquele pequeno trecho entre a 304 e a 904 sul, que bem poderia estar em alguma cidade de médio porte dos EUA, me fez lembrar, mais uma vez, que eu amo essa cidade. na semana passada o Craudio disse, como se eu tivesse alguma dúvida, que Brasília é a cidade. e eu só concordei.

enquanto isso, no tocador de cds do meu carro rolava o primeiro do Interpol, uma pequena obra-prima. desde o final de semana passado estou com “Hands away” na cabeça, sem motivo aparente. gosto daquele clima de flutuação que fica durante toda a música, coisa das guitarras, aquela sensação de que a música te leva a flutuar, mas com uma sensação tensa, apesar do seu corpo relaxado. dizendo assim é estranho, mas não é porque sentimos algo que existem palavras para definir a sensação.

e de alguma forma, o disco, a paisagem, a direção do carro e a sensação causada por uma pequena mudança fizeram com que eu me sentisse feliz naquele momento e tivesse consciência disso.

*

pouco depois, decidi adiantar minha ida à academia. além de pegar menos gente lá dentro (academia boa é academia vazia, mind it), saí de lá bem na hora do poente. e foi gostoso voltar pra casa enquanto a luz natural se apagava, enquanto pensava que estou mais forte do que ontem. de qualquer forma. e essa mudança de horário, tão banal, também foi boa. se vou adotar o hábito é outra coisa, mas é bom saber que continuo me sentindo bem com essas coisinhas frívolas…

Auburn Hills

o herói do dia:

Noel Gallagher salva Bond Girl de furto em Londres

Noel Gallagher mostrou seu lado heróico e evitou que o cachorro de Caroline Munro, que interpretou a Bond Girl do filme 007 – O Espião que me Amava, fosse furtado em Londres, segundo o site Female First.

O cantor é vizinho da atriz e estava passeando pelo bairro quando viu jovens tentando roubar o labrador de Caroline, que estava dentro de um supermercado e tinha deixado o cachorro amarrado do lado de fora.

Os bandidos correram quando Gallagher chegou gritando. “Noel foi valente. Eles podiam estar com uma faca, mas ele não ligou”, disse uma fonte que presenciou a cena.

Murmansk

alguém pediu ao meu chefe uma missão que não era exatamente para a nossa área. meu chefe pediu para uma amiga fazer o serviço. ela estava ocupada, eu fiz. em meio a portas que não se abriam, à lama que a chuva formava, à exigüidade do tempo – e tudo isso sem metáforas, apenas o sendo literal. encerrada a prospecção da missão, vou lá debatê-la com o chefe e ele tece um elogio ao trabalho.

naquele momento era tudo que eu precisava. ele sobe para discutir com o chefe dele – que é o número 1 na hierarquia – e o chefe do chefe manda mais um elogio ao trabalho, que me é retransmitido às sete e quarenta da noite, depois de uma vigília necessária, na minha baia.

provavelmente a gente faz um bom trabalho todos os dias, mas é bom quando alguém lembra disso.

Vologda

acabei de voltar da academia… o instrutor me passou as séries 8 e 9. toda vez que começa uma nova série eu penso “agora meu corpo vai pedir arrego”. mas, que nada: eu respiro fundo, sem reclamar, e começo a fazer a série até meu corpo pedir arrego e para que pelamordedeus eu me arraste até em casa. o que eu realmente faço, mas só depois do dever cumprido. e hoje, antes de me dizer que a próxima série será mais leve, “porque seu corpo não pode trabalhar a 100% o tempo todo”, ele pediu para que eu evitasse, durante esta série, deslizes na alimentação.

sorri amarelo e pensei numa saladinha de carpaccio. fi-la assim que cheguei em casa e não ficou ruim, embora eu ainda tenha um longo caminho até virar o Craudio e começar a fazer coisinhas saborosas. mas uma hora aprendo, fazendo errado até dar certo.

*

vontade de escrever poemas, de voltar a estudar em italiano (e a escrever metade deste blógue em italiano), de ter um projeto com começo, meio e fim. de consumir mais alface americana, tomar açaí no café da manhã, aprender a nadar, escrever mais um livro – quem sabe dos poemas que eu fizer. de viajar a Portugal, alugar uma ponta de picolé no Lago Norte, passar um mês inteiro usando roupas azuis e brancas – e mais nenhuma cor. de mandar flores pra ela, beber lambrusco. é muita vontade, é pouco para mim, mas eu vou atrás de tudo isso: pode me cobrar, meu amor.

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“depois dos bananas de pijamas, o laranja de pijama” – Rafinha Bastos, sobre o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta – que está processando o Estado por permitir que fosse fotografado algemado, em um pijama.

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bem, já que ainda pode haver alguém lendo, vai uma dica de página a visitar: eu tenho uma queda por construções abandonadas, especialmente as industriais, e vi no English Russia a página do projeto Abandoned, de várias edificações russas cujas construções foram interrompidas. acho que a maioria das pessoas não gosta ou não se interessa, mas eu sinto uma certa tranqüilidade quando vejo esses prédios. e a sensação de que o tempo parou e que, em alguns casos, isso não é nem um pouco ruim.

Krasnoyarsk

dia desses eu contei a um amigo que, dependendo do nome de algumas meninas, dá para se adivinhar a idade dela, ou pelo menos chegar perto. tivemos aqui no Brasil uma série de ondas de nomes femininos durante a década de 1980, bem definidos, então a previsibilidade é das grandes. por exemplo: se você cruzar com uma Pamela ou uma Suellen, ela tem entre 25 e 28 anos. culpa do seriado "Dallas", que a Globo passou a exibir aqui a partir de 1980, e que contava com uma Pamela e uma Sue Ellen.

entre 1981 e 1985, o país viveu um boom de Dianas, evidentemente motivado pelo casamento do príncipe britânico. por conta da pronúncia do nome, temos hoje uma profusão de Daianas e Daianes, sendo que 95% delas nasceram durante esses quatro anos. entre 1983 e 1986, houve uma profusão de Carolines e Stephanies, graças às princesas jet-setters de Mônaco – Stephanie era a porralouca que gravava discos e Caroline teve mais um casamento de princesa; por tabela, as Carolinas, com "a" no final, também tiveram um pequeno impulso nos registros em cartórios de pessoas naturais.

outro nome que teve uma onda nos nascimentos, e que hoje tem várias representantes entre os 20 e os 23, é Jaqueline. não consegui identificar o evento que deu origem a essa explosão, e as minhas suspeitas sobre Jackie-O não bateram – afinal de contas, a ex-primeira-dama dos EUA só esteve em evidência no ano final desta febre, 1988, quando sua enteada Christina Onassis morreu. provavelmente existem outros nomes por aí que são frutos de uma época da história das revistas de fofoca, mas imagino que tenhamos vários casos de meninas de dez anos chamadas Sasha e de outras, recém-nascidas, chamadas Ivete.

rise up

e eis que um grupo de forró chamado Cangaia de Jegue pegou “Rise up”, uma farofa eletrônica do Yves La Rock que foi sucesso no ano passado, e fez uma versão em português, chamada “Dança do ice”. tirando pelo remix do Born Ruffians para “Keep cooler”, da Nancy, essa aqui é a melhor música do ano no Brasil.

(atualização às 21:29): o Craudio gentilmente me passou um link onde dá para ouvir a versão de estúdio da música:

 Cangaia de Jegue – Dança do ice

listinha

campeonatos de futebol mais legais de serem assistidos na tevê:

1. Champions League (Liga dos Campeões européia)
2. FA Cup Premier League (campeonato inglês)
3. Bundesliga (campeonato alemão)
4. campeonato brasileiro
5. Serie A (campeonato italiano)

garapa

ontem eu pensei seriamente na idéia de tomar sol. é, pegar um bronze, tostar um pouco, essas coisas. e confesso que a idéia ainda não saiu da minha cabeça por completo. mas meninas, por favor, continuem branquelas ou, se possível, num degradê de branco. o mundo agradece.

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querendo ter na coleção o primeiro do REM, estive agora há pouco na Fnac e peguei o “Murmur” para consultar o preço. quase não acreditei ao passar no visor e ler “DE 32,99 POR 32,90″. nove centavos de desconto, meu deus, é muita generosidade. fiquei tão emocionado que pensei, por um momento, em mandar o gerente da loja tomar naquele lugar mítico. certamente seria mais legal do que economizar nove centavos.

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fechei a porta do carro em cima da minha carteira e, resultado, o cartão de um dos bancos empenou e a porta não abre por fora. inferno astral depois do aniversário?

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alguém aí tá servido de um pastel de belém?