de vez em quando, mas bem de vez em quando mesmo, me dá vontade de escrever sobre música. senti essa vontade quando ouvi o Ladytron novo e, como foi mais forte do que eu, lá foi um texto pro Scream & Yell sobre o melhor disco do ano.
Archives mensuelles: octobre 2008
el viento
a seguir, neste blog:
- como voltar à cidade que você mais odeia e não tirar o sorriso do rosto
- como não usar terno e se sentir elegante
- tudo sobre autenticidade
- kebab: modo de usar
- virando a mesa
tudo isso, e quem sabe ainda mais, neste blog. mas a partir de amanhã, meu amor.
acabei de acordar
alguém me empresta um chocolate, pra eu rebater a cefaléia?
Marktgemeinden
vi ontem o novo Focus na rua. se você olhá-lo de lado, aquele trecho entre o começo do capô e o começo da coluna A é o mais bonito de todos os carros nacionais e um dos mais bonitos do mundo.
ah, Ford, por quê tiraste quatro airbags e o ESP da edição sul-americana? esse Focus novo já tinha endereço certo no Sudoeste…
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parece que deu disjuntor nos índices futuros do Dow Jones hoje. segurou-se na cadeira? é preciso. de toda forma, mês que vem tem mais coisas da minha operação triunfo na Bovespa.
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comi um panetone inteiro agora pela manhã. mas antes que alguém aí se surpreenda, era um de oitenta gramas, pouca coisa. mas começou a temporada. e por falar em temporada, com o Detran de Brasília em greve não há bafômetros nas ruas. so, drunk driving is allowed. TRANQÜILOHMMMMM.
nominal
a falta de crédito mundial atingiu até a Popbitch. os cretinos não me deram o crédito da dica da Fuck, aquela concessionária Fiat com nome bonitinho, que mandei a eles no começo do mês passado.
ai que sono
volto amanhã. boa noite e bons sonhos, meu amor. fica bem.
catedral
imprimi um mapa do Império Austro-Húngaro, mostrando como era a divisão étnica deles em 1911, e coloquei para adornar a minha baia. eu não entendo como um Estado desses durou quase sessenta anos. é pura nitroglicerina você juntar tedescos, húngaros, romenos, servo-croatas, rutenianos, tchecos, eslovacos, poloneses, eslovenos e uns italianos debaixo de um único governo – e ainda esperar que ele funcione.
e essa é a principal razão pela qual eu imprimi o mapa e o deixei aqui bem à minha vista: ele me faz lembrar que não basta resolver tudo no trabalho, tenho outras coisas na vida. e que, por mais que a vida não seja conciliar uma dezena de etnias debaixo de uma única nação, ela é tão desafiadora quanto isso, e pode ser mais bonita e duradoura do que foi esse império.
para quem quiser, o mapa está aqui.
líquido incerto
essa sensação de hospital, referida abaixo, me fez lembrar de sopa. e sopa, por sua vez, me faz lembrar de um adágio veneziano do século XII, quando a cidade já era uma das maiores potências do Mediterrâneo. seus governantes eram chamados doges (de onde vem dodge, inclusive da marca de carros), e eles adoravam trucidar seus adversários, aliás como qualquer raça de tiranos. e foram dos primeiros a darem valor aos suicídios forçados: da época vem a frase o mangia questa minestra o salta dalla finestra. em bom português, "ou come esta sopa ou pula da janela". não é preciso nem dizer que a sopa estava envenenada, e que a janela não era no térreo.
mas por que diabos estou lembrando disso agora?
iodo
bateu um clima de hospital por aqui, uns minutos atrás. tive a mesma sensação de estar num quarto, convalescendo – e olha que já tem tempo que nem gripe pego. mas era psicológico, e passou tão rápido quanto chegou, para o meu alívio.
reage, Rio
primeira coisa a se constatar: este blógue não anda muito interessante. aliás, não anda nada interessante. então vamos tentar entender o que está acontecendo…
no trabalho, alguma movimentação. vocês devem ter lido no final desta semana coisas sobre a Telerj no noticiário, provavelmente coisas ruins. recomendo o editorial de ontem da “Folha de São Paulo”, tão pesado quanto verdadeiro.
mas aí, não sei se pela forma como me envolvi nessas movimentações do trabalho ou pelo quê, mas ando me sentindo vazio fora dele. sem assunto para conversar com ela e com os amigos, sem me entusiasmar em sair de casa – até porque nem programas legais andam aparecendo. conversei sobre isso com a Lisa e falei de ontem, quando assisti o “Closer” na tevê: estava ali vendo o filme e constatei que a vida deles era bem movimentada. de repente, pensei “ah, mas são o Jude Law e a Natalie Portman, tá explicado”. e não pensei mais no assunto.
conversando com a Camila eu lembrei do meu pai, que tem uma rotina para o final de semana que beira o absurdo, de tão metódica, de tão irremediavelmente previsível. com todo o respeito a ele, eu não quero isso pra minha vida. e nem esse marasmo em que ela agora está.
mas ufa, sorte que amanhã é segunda.
zarabatana
ano passado um piloto da Ferrari chegou ao Grande Prêmio do Brasil, última corrida do ano, sete pontos atrás do Lewis Hamilton, líder do campeonato. e mesmo assim foi campeão.
esse ano, um piloto da Ferrari chegou ao Grande Prêmio do Brasil, última corrida do ano, sete pontos atrás do Lewis Hamilton, líder do campeonato. e mesmo assim será campeão.
Nescau II
“In the event that I am reincarnated, I would like to return as a deadly virus, in order to contribute something to solve overpopulation” – príncipe Felipe, marido da rainha Isabel II da Inglaterra… e o mais novo ídolo meu e do Craudio.
Nescau I
crítica especializada, no Brasil, é tudo um bando de bundão, qualquer que seja o assunto. mas é bom, de vez em quando, ver que existem críticos que descem o sarrafo em alguma coisa, com excelentes argumentos e nada de meias-palavras. o texto do Gustavo Henrique Ruffo sobre o novo Ford Edge, por exemplo, é uma delícia: uma aula de como falar mal de alguma coisa e ter razão – mesmo que a opinião do leitor seja completamente diferente.
dicromato de amônio
eu não via a hora de o trabalho acabar hoje. é gostoso, mas momentos de grande expectativa são sempre difíceis… e hoje não foi diferente. mas deu tudo certo, minha parte foi à altura do que foi preciso, tem uns bastidores legais para que eu conte, daqui a umas décadas. será que alguém ainda vai estar por aqui?
tchocolatl
tem um brownie em que eu adoraria dar uma mordida. ele está a mil quilômetros de distância, mas de alguma forma o gosto dele está sempre comigo.
Portugal Telecom
sentado no sofá, assistindo meu computador recarregando baterias depois de passar horas num deserto de tomadas no Congresso. morando sozinho, descobrimos que a comida não cresce na geladeira e que de vez em quando precisamos levar o carro para beber gasolina. com o 307 abastecido e mafuzado até o sexto, agora estou pensando na lista de coisas a se comprar… palha de aço, água sanitária, detergente, desinfetante, desodorante, recheios para sanduíche, tahime, açaí, o que mais?
vou ver se dá tempo de descer no mercadinho com coisinhas diferentes, pra sair um pouco da rotina. quem sabe ache alguma coisa que faça o deslocamento valer a pena. eu não gosto de fazer supermercado, mas confesso que hoje a idéia cai bem. talvez porque, shame on me, faltarei à academia. saí tarde do trabalho, amanhã será um dia muito longo por conta de um evento na Telerj, vou ter de dar uma mão a uma galera de outras áreas. deseje-me sorte, deseje-me que eu saia vivo de quinta-feira. e quando eu dormir, não me deixe sentir frio. na sexta-feira eu volto a cuidar de você e te levo pra almoçar.
*
saindo do Congresso agora à noite, encontrei uma moça que trabalhou na Telerj por uns tempos – antes de eu entrar para lá, inclusive. ela me pergunta da próxima seleção, passo algumas informações e contemporizo. ela realmente quer entrar lá, eu digo que entendo. então ela me pergunta se eu gosto, digo que sim, mas que é temporário e que a médio prazo estarei longe dali.
então ela me disse algo que me fez perceber o quão longe já andei, e que às vezes não tenho consciência. fico um pouco sem graça, mas isso não dura dois minutos: eu amo a minha vida, mas sei que ela pode – e vai – melhorar muito. se eu acreditasse em destino, diria que certas coisas que sinto nessas horas são obra dele. como não são, there is only myself to blame.
o que não é necessariamente algo ruim, nesse caso.
*
mais um dia de disjuntor na bolsa. pena que não estive acompanhando mais de perto, já que fiquei o dia todo mergulhado em alguns assuntos. mas amanhã vai ser um dia especial – igual hoje, embora nem sempre percebamos. pieguice? um pouco. mas me desculpe, é a vontade de fazer com que cada dia seja assim.
mandou mal
aí a Apple lança o novo Macbook, numa mistura horrorosa de cinza-alumínio com preto. e eu só consigo pensar num trecho do Evangelho segundo São Marcos:
“E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactáni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mc 15:34)
beca
alguns registros de coisas vistas pela janela:
- os sindicalistas-grevistas sempre usaram carros de som para chamar a atenção para seus umbigos, mas os dos bancários se superaram: a manjada tática de tocar uma única música o dia todo chegou ao ápice quando escolheram “Índia”, do Tiririca, para tocar ali perto da Telerj. e a irritação que ouvir o verso único “índia, seus cabelos…” traz é inacreditável;
- sorvete de mirtilo: já provaram? aqui perto de casa tem uma sorveteria sensacional, o Ateliê de Confeitaria, tocada por um português. e o sorvete de mirtilo (blueberry, se você for indie) é a grande pedida. se você for ortodoxo, pode escolher o de creme com castanhas ou um dos cinco (!!!) tipos de chocolate;
- na academia, fiz a série no capricho hoje. não que eu não faça nos outros dias, mas hoje foi, como diria Galvão Bueno, na ponta dos dedos. tudo tão direitinho que saí da academia como se andasse nas nuvens, ou então como se estivesse saindo do Blue Lagoon, aquele spa na Islândia que um dia vou conhecer – ou, se o país quebrar, vou comprá-lo;
- toda vez que eu vou pro trabalho ouvindo “Tainted love” no carro eu dou um jeito de bater palminhas junto com a música. bato o carro mas não perco isso por nada (ui);
- acabei de ver o Netinho, vereador eleito em São Paulo, numa reportagem do CQC. senti vergonha de pertencer à raça humana, logo em seguida reforçada pela Marta Suplicy.
tá bom
eu confesso:
palandi says: (22:12:05)
Lúcio
palandi says: (22:12:12)
preciso te confessar uma coisa:
palandi says: (22:12:15)
fiquei velho. é oficial.
palandi says: (22:12:34)
tava voltando pra casa, ouvindo Antena 1 (o que é coisa de velho desde o Kid Vinil, pelo menos)
palandi says: (22:12:39)
aí tava rolando uma música da Enya
palandi says: (22:12:53)
eu não só não mudei de rádio como ainda pensei “pô… até que essa é boa”
(padre Lúcio ainda não me mandou rezar a letra de “Reptilia”)
alcatrão
(dica da Gabriela. aliás, alguém tem notícia dela?)
Fórmula 1
chupa que é de uva vermelha, Hamilton.
555
que vontade de baixar o “Celebrity skin”, do Hole. será que vale a pena?
cobriram meu lance
Em crise, Islândia é colocada à venda em leilão
A Islândia, que pediu à Rússia um empréstimo de 4 bilhões de euros (US$ 5,49 bilhões) para ajudar seus bancos falidos, foi posta à venda no site eBay na sexta-feira. Os lances começaram em 99 pences, mas chegaram até a 10 milhões de libras (US$ 17,28 milhões) na manhã de sexta.
A cantora Bjork, que é islandesa, não foi "incluída" na venda, de acordo com o anúncio, mas mesmo assim houve 26 lances anônimos e 84 não-anônimos. "Localizada na faixa meio-atlântica do norte do oceano Atlântico, a Islândia oferece um ambiente habitável, cavalos islandeses e, admite-se, uma situação financeira um pouquinho atribulada", dizia o texto da oferta.
Entre as perguntas feitas pelos aspirantes a comprador, estavam: "Vocês oferecem seguro contra vulcões e terrremotos?" e "Existe a possível de meu pagamento ser congelado?", além de "Posso pagar só quando a encomenda chegar?".
gérbera
e então, ao que interessa… meu dia foi mais ou menos assim:
- acordei bem, depois de ter sonhado com ela, e fiz tudo o que tinha de fazer no início da manhã em câmera lenta;
- no trabalho, altos e baixos, trechos de alta velocidade com outros de curvas sinuosas e ritmo lento. e ouvi, pela primeira vez, meu atual chefe gritando – mas não foi comigo nem por minha causa, então tudo bem;
- aproveitando um desconto de 30% em um prato específico, fui almoçar com uma turma da Telerj no Villa Tevere, ali na 115 sul. comi um picadinho de filé com arroz de brócolis, banana e uma farofa nota onze, e que vale cada centavo nele pedido: parece um prato simples, mas o preparo dele deu uma certa sofisticação… e ficou delicioso, com cara de coisa fina. melhor de tudo, o restaurante tem um cardápio de primeira, e é um bom páreo para o Unanimità, da 408 sul, que conheci no mês passado em um esquema bem parecido;
- ontem obtive a sexta e a sétima séries de exercícios diferentes na academia, como forma de me adaptar ao novo ritmo. nove quilos mais magro e com o condicionamento cardíaco passado de “regular” para “bom”, tenho que trocar de série constantemente, para manter as exigências e poder perder ainda mais peso e medidas. a coisa tem se tornado cada vez mais difícil, mas tenho que conseguir… e vou;
- descobri que a quinta-feira que vem, aniversário da minha irmã, está marcada para ser um dos dias mais movimentados da história da Telerj. desde já estou preparando meu espírito, pois só vi algo parecido com isso uma vez – e foi extremamente cansativo;
- estou com vontade de ouvir “Chun-Li’s spinning bird kick”, do Arctic Monkeys, por isso deixei o torrent ligado para baixá-la. se eu não a conseguir, alguém pode me mandar, por favor?
(atualização, 23:25: consegui a música, obrigado)
filamento
a Lisa deu a dica ontem, hoje coloco aqui a coluna do Elio Gaspari de domingo último, pra ler com carinho:
O homem dos US$ 50 bilhões já ganhou na crise
Warren Buffett, o segundo homem mais rico da América (78 anos e US$ 50 bilhões), ganhou pelo menos US$ 578 milhões em dez dias com ações do banco Goldman Sachs. Há dois meses, um papel da Goldman valia US$ 179. Com a crise, ela caiu para US$ 121. Foi nessa hora que o biliardário fez seu lance, botando US$ 10 bilhões no negócio. Na sexta-feira, cada ação valia US$ 128.
Esse pequeno episódio indica que ainda falta muito tempo para a crise do fim do capitalismo e, como nunca, o melhor que se pode fazer é prestar atenção no comportamento dos verdadeiros capitalistas.
Buffet já foi chamado de “Forrest Gump das finanças” pela revista “Vanity Fair”. Seu salário (US$ 100 mil anuais, mais uns US$ 250 mil de benefícios) é o mais baixo da lista dos executivos das 200 maiores empresas americanas. Ele vive frugalmente na pequena cidade de Omaha e ensina: “É mais fácil criar dinheiro do que gastá-lo”. John McCain gostaria de convidá-lo para a Secretaria do Tesouro, mas ele deu US$ 4.600 para a campanha de Barack Obama. Uma migalha diante dos US$ 40 bilhões que já distribuiu para organizações filantrópicas.
Quem botou US$ 200 no fundo de investimentos de Buffett em 1965 tem hoje US$ 1,25 milhão. Ele consegue esse desempenho seguindo regras simples. Prefere investir nos Estados Unidos, não põe dinheiro em negócio que não consegue entender nem em empreendimento endividado. A maior parte de suas aplicações está em empresas que fabricam coisas que nunca deixarão de ser consumidas: comida, refrigerantes, cerveja e lâminas de barbear. Cantou a pedra do estouro da bolha tecnológica (mesmo assim perdeu algum quando ela explodiu, em 2001). Fora isso, compra ações de empresas que, a seu ver, não têm motivo para valer tão pouco. Esse foi o caso do lance na Goldman Sachs.
O que torna Warren Buffett um tipo inesquecível é a sua banalidade. As pessoas preferem ouvir idéias novas e, geralmente, complicadas. Quando um sujeito diz que comprou ações de uma empresa que produz lâminas de barbear e sabão porque as pessoas continuarão a tomar banho, parece um bobo. Qualquer bípede poderia ter aplicado mil dólares na Goldman Sachs ao saber que Buffett fizera isso. Teria ganho uns US$ 58 sem fazer nada.
Deve-se ter cautela com as previsões de Buffett para instruir decisões de curto prazo, pois ele não opera nessa faixa. Em maio passado, ele disse à repórter Cristiane Barbieri: “O Brasil estava fora do meu radar. Eu tinha uma visão atrasada sobre a economia brasileira porque países latino-americanos, de maneira geral, têm uma fama ruim em relação à estabilidade de suas moedas. Mas o mundo muda e o Brasil mudou”. O doutor acredita que daqui a dez anos o real poderá valer mais que o dólar. A ver, pois nos dez dias ao longo dos quais as ações da Goldman Sachs subiram 6%, o real perdeu 9% do seu valor.
Uma indicação de que as qualidades de Buffett vão além do trivial variado: Por muitos anos, ele viveu em perfeita harmonia com duas mulheres e, depois de viúvo, casou-se com a segunda quando ela tinha 60 anos.
Cinco pérolas de Buffet:
- “Se o mercado fosse eficiente, eu estaria pedindo esmola na rua”.
- “Quando a maré baixa é que você vê quem estava nadando nu”.
- “A cobiça, o medo e a maluquice estão nas pessoas, são coisas previsíveis. O que não se pode prever é a seqüência”.
- “Wall Street é o único lugar onde pessoas que andam de Rolls Royce se aconselham com gente que usa metrô”.
- “Com US$ 1 milhão e bastante informações privilegiadas, você pode quebrar em um ano”.
Quem quiser perder umas poucas horas com o personagem, pode ir atrás da edição em português do livro “Warren Buffett, o Maior de Todos os Investidores”, de Janet Lowe.