aniversário do meu pai, e lá vou eu ligar para ele. pergunta se estou na Telerj, e começa a falar de lá para mim, como se ele trabalhasse lá e eu fosse um interessado em ir para lá. meu pai é uma figura, mas parece que ele sempre toca no assunto para evitar que eu largue tudo e vá, sei lá, morar na Austrália, ou arrumar um emprego diferente. e que o presente de aniversário perfeito é, no final das contas, um stay the same.
do meu lado, só sei que posso dar esse presente por mais alguns anos. depois já não garanto nada.
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revi “Casino Royale” ontem à noite. pelas minhas contas, é a quinta vez que assisto esse filme, e continua muito bom. reparei em alguns detalhes, como o fato de que a parte do Dimitrios é, além de uma parte interessante do enredo, uma enorme seqüência de merchandising: do Ford Mondeo do aeroporto das Bahamas até o estande da Persol onde o lacaio do Le Chiffre compra um par de óculos escuros, passando pelo gim Mount Gay, pela garrafa de champanha Bollinger – que também patrocina o filme – e por todo o falecido Premier Automotive Group.
mas pelo menos ele tem bom gosto, não?
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hoje comecei a escrever uma matéria que estava adiando há meses. por sorte, continua atual, com algumas pequenas modificações. não costumo sofrer de preguiça, mas esse foi um caso crônico: eu não tinha motivos para adiar por tanto tempo assim. por outro lado, ter esperado tanto me rendeu a melhor oportunidade para escrevê-la. deve ficar pronta em uma semana, e ser publicada em três meses. mais Dorival Caymmi do que isso, impossível.