descobri hoje que tem uma frase, “o peixe vivo nada na água”, que é praticamente a mesma se falada em finlandês, estoniano ou húngaro, de modo que se algum nativo de um desses idiomas falar, os de outros podem entender numa boa. parece pouco, mas acho isso legal demais.
Archives mensuelles: août 2008
haplóide
setembro vai ser um mês atípico. pela primeira vez desde que entrei na Telerj, vou entrar em férias. mas não sei como é que se tira férias, não sei como se planeja coisas do tipo. tem um horizonte de coisas até o dia primeiro de outubro, quando voltarei, e decidi que passaria as férias trabalhando; descolei um estágio no departamento jurídico de uma empresa tão promissora quanto interessante, e espero aprender sobre direito societário e comercial do melhor jeito possível: na marra, ajudando a empresa. sem remuneração, sem coisa nenhuma, só pelo prazer de fazer alguma coisa.
férias mesmo eu terei em 2010, quando espero viajar (Austrália? olá) e me ausentar por um longo período, vou ver a possibilidade de tirar sessenta dias seguidos. por ora, vamos ver até onde minha cabeça e meu corpo suportam. será bem gostoso, e algo inédito.
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ao mesmo tempo, uma pequena calmaria se instalou dentro de mim desde ontem, sem hora para me deixar. enquanto isso, vejo a vida com lentes cor-de-rosa nos meus óculos Chanel (essa frase ficou bem suspeita, não), rebolo loucamente ao som de “Supermassive black hole”, do Muse, e penso em uns outros projetos para o final deste ano e o começo do próximo. estou com mais vontade de escrever textos longos, nem que leve maiores intervalos de tempo… e vou reaprender a escrever ficção. ontem, comemorando as férias vindouras, escrevi um soneto de escárnio, cheio de palavrões, que não publicarei aqui por razões óbvias. isso me fez um bem danado, por pior que tenha ficado: prova de que a vontade de encher a página ainda existe. já é um começo pra um livro, não?
enchente
hoje vai uma musiquinha bem angustiante, pra lembrar de como eram as coisas quando não morava em Brasília… :)
jet lag
correio
de: Craudio
para: Ivens
mensagem: quem ama dá de cinco no Gama.
pedal
alguém aí me lembra de comprar um melão laranja amanhã, pra fazer suco?
anis
a edição número 32 do “coisas que eu nunca te disse” foi ao ar no blog de uma amiga, que só pode ser lido com senha e cujo link eu não vou passar. porque assim evita mágoas, claro. mas não é nada de grave, e se eu não disse isso pessoalmente foi por preservação, nada mais que isso.
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saiu a bomba: perdi sete quilos em dois meses. sete. considerando que ganhei algo de massa muscular – e por isso a perda real é ainda maior -, estou surpreso. mas ainda há um longo caminho, mais uns cinco quilos a serem perdidos. celebrei a perda com uma garrafa de Gatorade frutas vermelhas (que eu só tomo de vez em quando, viu Boni?) e o mesmo rango de sempre. ganhar é bom, mas perder pode ser ainda melhor, dependendo do caso.
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alguém viu a matéria do CQC sobre o barulho nas obras do Metrô da jecolândia? eles botaram uma responsável pela área de relacionamentos com a sociedade pra dar entrevista no meio da bateria de uma escola de samba. bom demais, os caras são djenios. bem que eu podia chamá-los pra derrubar a entrada do Pontão do Lago Sul, não? :)
matéria
um final de semana daqueles lindos. caramba, foi bom demais. no sábado, apesar de ter sido acordado por brasileiros comemorando a medalha de ouro no vôlei feminino, o passeio pela exposição de carros antigos, no Pontão, foi bom demais. um monte de carros legais à beira do lago – que continua sendo meu cartão-postal preferido de Brasília – umas meninas com roupas de época fazendo figuração, um picolé de goiaba e um dia bonito: não precisava de mais nada. mas ainda tinham dois rabos-de-peixe vindos de cinco décadas atrás: um Cadillac De Ville e um Ford Thunderbird. uou.
à noite, uma festa no Lago Norte, na casa do Davi Barranco. a festa em si tava muito ruim (não deixem a Clarissa dar som, por favor. gosto muito dela, mas como DJ não dá. e nem deixem o Cochlar também), não tinha nem uma Coca-Cola pra beber. mas a companhia dos amigos era boa… e o desfecho da noite foi ainda melhor, nota dez mesmo. chegando em casa, constatei que o Brasil era prata no vôlei e fui dormir. eram quatro da manhã e fui acordar… às quatro da tarde.
com o domingo todo perdido na cama, fui assistir "O procurado" e gostei do filme e de tudo o que rolou em volta. como tinha comido bem pouco durante o dia, dei-me ao luxo de provar esse China Burger do McDonald’s: é bom, mas o gosto chinês do sanduíche era apenas um gergelim pouco pronunciado no molho. tá bom, McDonald’s é como o acústico do Capital Inicial, feito pra não ofender ninguém… mas esperava um pouco mais. só que foi pouco pra macular o final de semana. e você, como foi de sábado e domingo? conta aí nos comentários.
perímetro
ufa, consegui
doze horas de sono
parece que a semana, a última antes das férias, será bem produtiva
geito
(é, com “g” mesmo)
o Brasil acabou de ser campeão olímpico de vôlei feminino. ótimo, parabéns, eu só torço contra no futebol. mas aí o repórter da Globo, querendo falar com as campeãs, diz ao narrador “vamos falar com elas, mesmo que seja proibido”. o narrador responde: “se cassarem sua credencial não tem problema, porque amanhã você já não tem mais que trabalhar”. depois, vendo a algazarra das moças – dentro dos limites impostos pela organização, diga-se – o narrador, que é esse mesmo que você está pensando, manda um “é bom quando o Brasil ganha porque quebra o protocolo”.
do orgulho à vergonha (por causa desse maldito jeitinho brasileiro) em dois minutos. é um novo recorde olímpico.
diletantismo
este post, o único do dia (preciso dormir um pouco) é dedicado a todos os mercenários do mundo. seja bem-vindo, mercenário amigo, e boa leitura. caso você não seja, não tem problema também. boa noite e até amanhã.
vazando
(…) eu nunca precisei de motivos para ir embora de onde quer que me encontrasse. ir embora sempre me pareceu imensamente mais proveitoso do que permanecer. ir embora de uma cidade. ir embora de um jantar. ir embora de um espetáculo. ir embora da praia. eu gosto da praia. eu gosto de mergulhar no mar (…) mas muito melhor do que tudo isso é pagar os dez reais à barraqueira e voltar correndo para casa.
que eu sempre gostei do Diogo Mainardi, seja em colunas, seja no Manhattan Connection, seja nos podcasts, não é segredo; até comprei uma briga por ele na semana passada. coincidência ou não, a edição desta semana do podcast dele fala de algo que sempre achei que só eu sentia: o gosto por ir embora. na verdade, eu e a Sarah Nixey, da Black Box Recorder, cantando “I ran all the way home”. mas não… existe mais gente que sente o mesmo.
se você sente o mesmo, entre aqui e ouça o texto “tapar as vergonhas”, do dia 20 de agosto (ontem). é tão curto e tão bom que não dá vontade de ir embora antes do fim.
escala
a maioria das láureas brasileiras nas olimpíadas é de bronze. exatamente como neste blógue.
uai
eu costumava ser um renegado, costumava me enganar
mas não podia aceitar a punição, e tive que baixar a bola
agora eu sou careta, e sim, eu corto meu cabelo
você pode me achar louco, mas não estou nem aí
e te digo o que está acontecendo:
é moda ser quadrado
eu gosto das bandas usando ternos, vejo-os na tevê
estou trabalhando todo dia e prestando atenção no que como
eles dizem que é bom pra mim, mas não estou nem aí
eu sei que é loucura
eu sei que não dá em nada
mas não vou negar que
é moda ser quadrado
não é difícil imaginar, você vê isso todo dia
e aqueles que não são assim já se mandaram
você os vê na estrada, não parece muito divertido
mas não tente brigar: é uma idéia cuja hora chegou
não diga que sou louco
não diga que estou perdido
adote essa minha idéia:
é moda ser quadrado.
é moda ser conservador. como era em 1986, auge da era Reagan, quando "Hip to be square", do Huey Lewis & the News, saiu. cool.
tautologia
oi, tudo bem? ontem foi um dia um tanto indócil, mal parei em pé. mas vamos a um pequeno resumo de as coisas são:
- no trabalho… guerras políticas, poucas palavras no papel, pouco o que contar. a maioria das coisas está sendo noticiada pela imprensa, e o que aconteceu nos bastidores talvez seja mais adequado para um livro de memórias do que para este blog de memórias;
- na academia, recebi o diagnóstico: estou desidratado, retendo líquidos acima da média e com o rendimento levemente prejudicado, especialmente em atividades aeróbicas. cheguei em casa, tomei quase um litro de água e meio litro de Gatorade, além de passar hidratante e outras coisas sem muito a ver. amanhã, andarei com a garrafinha a tiracolo;
- conversando num daqueles momentos em que não dá pra conversar, me recomendaram que fizesse natação, pra resolver uns problemas de saúde. eu não sei nadar. será que é agora?
- saltos ornamentais são lindos, quando praticados pelas meninas. tô assistindo aqui e não consigo parar. dane-se o Fluminense!
quatis
o Ivens levantou um assunto interessante em um comentário: pão de queijo, caindo? bem, na verdade, pão de queijo no Brasil é algo quase timeless, um clássico mesmo: ele só está caindo porque o peso tem que cair, então não posso comer. para quem não está em dieta, como é o caso dele e de, imagino, 60% da população, pão de queijo continua em alta, ou na pior das hipóteses estável.
mudando de pato pra ganso, mas ainda na cozinha: o Craudio foi comer no La Chaumière e eu fiquei curiosíssimo para experimentar. muito curioso mesmo. até pensei em enforcar a dieta, mas é melhor continuar tendo foco e ralando na esteira. um dia, se eu sair da dieta, quem sabe…
ah, outra dica gastronômica: os bons supermercados hoje em dia vendem hommos tahine (pasta de grão de bico com gergelim) em lata. eu recomendo muito: cada grama só tem 1,6 caloria, o que é relativamente pouco, e é extremamente saboroso com limão ou umas gotinhas de azeite. o meu é fabricado no Líbano pela marca Zeenny e me custou pouco mais de 6 reais. mas rende, viu: já fiz uns cinco sanduíches de pão integral com porções generosas do tahine aí e a lata não chegou nem a um terço.
Colômbia
a Nina me recomendou que eu ouvisse uma banda francesa chamada Delano Orchestra. aparentemente é muito boa, mas não é só aparentemente. quando vi as relações deles com o Sparklehorse, então, aí fez muito sentido.
bombástico
apareci hoje no caderno de economia do Correio Braziliense. infelizmente, o link é fechado e só vale por hoje. mas até que a foto não ficou tão ruim quanto achei que fosse ficar. ouch!
lenta
a coisa mais engraçada do dia – que ainda está no começo – está bem aqui.
(dica do Luciano)
maneiro
legal demais essa medalha de ouro do César Cielo, não? vinte e um segundos em que a galera se arrupia toda. e depois fica vinte e uma horas falando do que aconteceu ali, até que venha uma outra medalha… ou algum fracasso. mas é bom saber que alguns atletas do Brasil não foram para lá a passeio bancado pelas estatais, como aquele cara do halterofilismo (candidato ao Failblog desde já).
mas e esse cara dos cem metros rasos do atletismo comemorando já antes do fim, hein? sinistro demais.
abadá
acabou a semana, e com ela o meu fôlego quase foi junto. digo quase, porque tive de me adaptar a uma mudança no trabalho: sair 15 minutos antes do expediente para não ser vitimado pelo desleixo alheio. é um saco, mas é uma forma de sobreviver nas sextas-feiras. nos outros dias, as coisas continuam sem atraso, sem vôos compartilhados, sem crianças chorando no assento ao lado, sem barrinha de cereal com amendoim.
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dormir doze horas e não ter horário pra nada? comer salada e tomar refrigerante sem açúcar? assistir marcha atlética na televisão? pô, tô dentro!
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uma nadadora brasileira, bem baranguinha, andou falando algo do tipo “eu não ganho medalha mas sou gata”, e tirou onda da Kirsty Coventry e das gatinhas australianas. parece que o comentário dela é sério candidato a fail of the year. se não tiver um prêmio assim, vamos criar um.
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a Flávia Delaroli é tão bonita, né? e não ficou pagando de gatinha enquanto chamava as recordistas de barangas. o mundo precisa de mais mulheres assim.
Soares
Bruno, meu caro: respondendo à sua pergunta, se o Lago Sul continuar a subir, ele chegará… ao Lago Sul :)
presente
acabei de ganhar uma Coca Light de presente de uma colega de trabalho. foi o presente mais original que ganhei em um bom tempo, e extremamente útil (ainda mais porque gelado). se você estiver em dúvida sobre qual presente me dar no aniversário, pense seriamente em uma Coca Light. mas nada de Light Lemon, Zero ou convencional, por favor. só a Light é desse jeito.
it’s the stupid economy
sobe:
- megafones
- distúrbios causados por noites ruins de sono
- Volvo S60
- frigideira
- açaí
- Lago Sul
desce:
- guarda-chuvas
- ter pesadelos
- manga
- George Foreman Grill
- pão de queijo
- apartamento sem garagem
dígitos
acabei de digitar vinte e seis páginas sobre o depoimento do Daniel Dantas na CPI
não consegui tirar uma foto com ele
conheci o Danilo Gentili
comi três barrinhas de cereal, um Del Valle de uva light e uma esfiha durante o depoimento
não deixei o suco cair na minha gravata Burberry
traduzi e editei três notícias sobre geologia em inglês – uma delas, a coisa mais técnica que já li na vida
comprei uma briga defendendo o Dantas, outra defendendo o Diogo Mainardi
e me surpreendi com o tanto de coisas que o empresário do Grupo Opportunity falou.
depois de 26 páginas digitando e outras tantas sonhando, amanhã eu escrevo aqui. apaga a luz, meu amor.