nota

quem aparecer hoje:

- me cobrando alguma coisa sentimental
- comentando de alterações no meu comportamento
- com problemas que não são da minha alçada e/ou não há nada que eu possa fazer diretamente para resolvê-los
- como Estado-fantoche de outra pessoa

será ignorado, bloqueado e terá acesso restrito a mim por um tempo, para aprender a deixar de ser babaca. e sai da frente, que o meu humor hoje tá inexistente.

herança

minha irmã me informou hoje que o Maciel, um primo distante, conseguiu a certidão de nascimento do meu bisavô, Luiz Palandi (1884-1928) e, com isso, o caminho até o passaporte italiano ficou bem desobstruído. todos os outros documentos necessários estão no Brasil, e em um raio de onze quilômetros a partir da casa da minha mãe. desse jeito, creio que nunca mais precisarei de um passaporte mandioca… :)

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ela aproveitou e me mandou uma foto de dois dos irmãos do meu bisavô, a Rosa e o Giuseppe – este, com sua esposa também aparecendo na foto. no Brasil da época, a expectativa de vida era de cerca de quarenta e dois anos, e a foto não indica a data em que foi tirada. mas é curioso ver como as pessoas envelheciam cedo na aparência: o casal da foto deve ter cerca de quarenta anos, e aparência de cinqüenta e cinco, sessenta. e, como na época não havia M. Officer, Zara ou Buckman, a indumentária deles na foto era um problema…

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mas e aí, para onde eu vou com esse passaporte italiano? Nova Iorque? booooora, galera!

adenina

dia desses eu comprei uma gravata Burberry, original, no eBay. paguei 88 reais, incluindo aí o frete – felizmente ela não foi parada pela alfândega brasileira. comprei uma na padronagem típica da marca, o xadrez, e em uma cor difícil de se conseguir e bem fácil de se combinar.

já havia achado isso o máximo, mas agora o ego decolou: quarta-feira, na Zara, vi que uma gravata de seda deles custa 89 reais. e, se nos EUA uma gravata Burberry custa 125 dólares, no Brasil eu descobri que o preço é de 450 reais. cruzes. para fechar, na mesma Homem Vogue onde descobri essa cotação, o editor de moda diz que xadrez é tendência pra esse inverno, mais uma vez. que loucura.

timina

parece que a coleção de inverno da VR Menswear tem influência mod, segundo diz na página da Joyce Pascowitch. massa. tô vendo que meu buraco no cheque especial vai durar mais tempo do que eu pensava.

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bom saber que minhas negligências físicas ainda não deram em resultados catastróficos. ainda, ressalto. mês que vem o Pilates acaba e, embora eu goste bastante, ainda não criaram nada melhor do que um pumping iron para ficar em forma, ou pelo menos morrer tentando. espero que tenha aquela máquina de esqui na academia onde vou entrar, eu realmente não estou a fim de ir pra esteira. nem minha coluna.

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mas aí, uma pergunta: sou só eu ou vocês também acham que uma apresentação com trinta e oito slides de Powerpoint é enorme? minha chefe acha que não.

guanina

o Pedro Mexia citou, hoje, uma coisa que eu disse a ele no ano passado. e disse que leu aquilo e não podia negar. e não dá mesmo. nem por três vezes perante um espelho, nem por todo o amor do mundo ou o que for, e não se pode esconder. apenas conviver com isso e com a frase do William Faulkner, pelo resto da vida.

cocufières sans frontières

da coluna da Mônica Bergamo na Folha de hoje:

O ator Daniel Radcliffe, astro dos filmes "Harry Potter", está à procura de uma garota que conheceu recentemente em um evento do Australian Film Institute, e que lhe causou grande impressão. "Ela tinha aqueles olhos que pareciam querer me agarrar. Fui pegar seu telefone, mas não consegui encontrá-la. Andei uma hora pela festa como um triste e patético imbecil", disse ele ao jornal "Daily Telegraph".

pois é, ser corno não tem fronteira.

pamonha

uma das empresas mais respeitadas no setor de equipamentos de som é a Boston Acoustics, dos EUA. faz uma linha muito boa de amplificadores, caixas de som e sistemas integrados para que o áudio seja cristalino e potente. é deles, ainda, o projeto de som para o Chrysler 300C, dentre outros carros de sonho.

mas aí quem tá no Brasil vê qual é o endereço deles na internet e fica desconfiado.

toco

a edição desse mês da “Época Negócios” traz uma reportagem de trinta (!!!) páginas sobre os três executivos que formaram o núcleo do Banco Garantia e que, posteriormente, viriam a controlar as Lojas Americanas, a Brahma, a JHSF e outras grandes empresas no Brasil e no exterior. mais do que meras lições corporativas, é uma história muito bonita, pegando a trajetória deles desde o começo. uma história que só o capitalismo, a força de vontade individual e o entrosamento dos três, tudo junto, puderam fazer com que acontecesse.

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fora isso, algumas outras leituras, mas técnicas: estou estudando umas coisas do trabalho. coisas bem complexas e muito diferentes daquelas que eu vinha encontrando na minha rotina na Telerj mas que, de agora em diante, serão a minha nova rotina. estou com um certo frio na barriga, mas ao mesmo tempo estou deslumbrado: basta entrar de cabeça nesse mundo e a minha vida nunca mais será a mesma. de verdade.

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não sou eu nem é você, meu amor: são os milhares de dias entre nós, os calendários de anos passados que hoje não servem para nada, senão para lembrar dessa era. porque, de resto, esse tempo já era.

iluminuras

constatei, ontem à noite, que o farol dianteiro esquerdo do meu carro estava queimado. temi pelo pior: uma facada na hora de substitui-lo. e fui dormir preocupado com isso, de verdade. hoje cedo, não prorroguei o sono para resolver logo essa coisa: precisei de 14 minutos e 14 reais para liquidar o problema. menos do que eu imaginava, felizmente porque as fábricas seguem padrões de lâmpadas, e comprei uma General Electric H7 que resolveu meu problema sem que eu precisasse apelar aos cretinos da Peugeot. ufa.

lendo

(mais uma bela coluna do João Pereira Coutinho. bela como todas, arrisco-me a dizer. e eu quero esse livro)

Bendita seja a doença!
A gripe tem as suas vantagens: numa cultura pateticamente dominada pela velocidade e pelo tempo, a doença vem, instala-se pelo corpo e obriga qualquer moribundo a retomar contato com a sua precária humanidade.

Não sou exceção: deitado na cama, com o termômetro em aceitáveis 39º, o momento exige repouso, líquidos vários, alguns gemidos, um bom livro e um bom filme. O livro foi escrito por Joseph Horowitz, antigo crítico musical do "New York Times", e dá pelo nome de "Artists in Exile: How Refugees from Twentieth-Century War and Revolution Transformed the American Performing Arts" (artistas no exílio: como refugiados da guerra e da revolução no século 20 transformaram as artes americanas, HarperCollins, 480 págs., US$ 27,50, cerca de R$ 46,40, mais frete). Leio a prosa de Horowitz e lembro, instintivamente, as discussões correntes sobre a "globalização", ou seja, sobre a nefasta "americanização" do mundo, normalmente combatida com delírios e passeatas. Vocês conhecem a filosofia: a "cultura americana" é dominante e, pela sua lógica opressiva e imperial, acaba por submeter as culturas periféricas à tirania de um único gosto.

A conversa talvez seja interessante em asilos psiquiátricos. Não funciona no mundo real. Desde logo, porque não existe "cultura americana", um bloco uniforme que aponta para um único horizonte estético. Existem culturas heterogêneas, contraditórias no interior de um mesmo país. E, para agravar o quadro mental dos simples, o que passa por "cultura americana" é, na verdade, o resultado do contributo de diferentes artistas, de diferentes partes do mundo, com diferentes sensibilidades, que partiram em busca do seu espaço. Aconteceu na primeira metade do século 20, e Joseph Horowitz é primoroso em cartografar esse fenômeno. A Europa não teve vida fácil com totalitarismos políticos e duas guerras mortíferas? Fato. Mas a desgraça de uns, às vezes, é uma benesse para outros, e as turbulências européias levaram milhares de artistas e intelectuais para os EUA, uma experiência que, em solo relativamente virgem, permitiu um renascimento artístico que dura até hoje.

Horowitz é particularmente entusiasta de George Balanchine, o exilado russo que encontrou nos "belos corpos americanos" a matéria-prima do seu balé americano: uma dança poderosamente atlética e vital.
Mas não só Balanchine. O cinema de Hollywood (reinventado por Murnau ou Fritz Lang e servido pelos rostos de Garbo ou Dietrich), a literatura de Nabokov, as composições de Varèse e até a cenografia de Boris Aronson atestam a multiplicidade cosmopolita da América.

Escusado será dizer que este influxo de sangue mundial continua até hoje. Não apenas por que os Estados Unidos continuam a ser porta de entrada para artistas do mundo inteiro. Mas por que os próprios americanos "de raiz", aqueles que presumivelmente representam a "cultura americana", não existiriam sem a forte presença do mundo neles próprios. Não existiria Woody Allen sem Bergman; Marlon Brando sem Stanislavski; Stephen Sondheim sem Ravel ou Berlioz. Não é a "cultura americana" que domina o mundo. Ironicamente, talvez seja o mundo que forma e transforma a "cultura americana".

E o filme? Ah, o filme. Durante meses fui resistindo. Valeria a pena assistir a "Tropa de Elite", o filme de José Padilha que venceu em Berlim e deu polêmica no Brasil? Confesso: não sou cliente de filmes que procuram explicar o crime com a pobreza, uma tese que sempre me pareceu ofensiva para gente pobre, mas honrada. Um pobre não é, por definição, um assassino. Erro meu. O filme de Padilha surpreende. E uma seqüência é a "chave" para entender a obra: quando os universitários discutem, com aprovação do professor, "Vigiar e Punir", o estudo de Foucault sobre o sistema prisional como instrumento de submissão e poder. Toda a gente aplaude Foucault, transplantando as suas teses para o Rio dos nossos dias: a polícia é a face da repressão, os criminosos são vítimas e etc.

No meio dessa orgia de irracionalismo, é Matias, o policial-estudante que fala com experiência, quem coloca as coisas na sua devida proporção: os bandidos são bandidos; alguns policiais são corruptos; mas a fonte do mal está em meninos de classe média ou alta que "romantizam" a marginalidade e, ao mesmo tempo, alimentam o tráfico. Silêncio na turma. E aplauso em mim. "Tropa de Elite" é o filme mais adulto que vi no moderno cinema brasileiro. Bendita seja a doença!

derrapando

o grupo terrorista Movimento dos Sem-Terra promove, todo mês de abril e com a chancela do governo, uma série de invasões a toda sorte de propriedade privada, tendo ou não a ver com a “causa” que defendem. e chamam isso de “Abril vermelho”. pois abril também é um mês vermelho para mim, freqüentador do cheque especial nesse mês. mas eu me ergo e saio dessa, ao contrário dos terroristas, que se afundam no lixo que são.

*

hoje cedo fui solicitado para ajudar um colega de Telerj – mais graduado que eu, ressalte-se -, às voltas com um serviço mal prestado. a umas tantas horas, e sem que tocássemos em qualquer tema polêmico, ele começou a querer falar de política, democracia, Tocqueville (que ainda não li, pena) e coisas do tipo. não li o autor, mas sei suas posições. e esse colega de Telerj, já com mais de meio século de existência, distorceu pesadamente o que o cara disse em seus livros, e ainda me soltou um libelão anti-EUA na seqüência. ouvi aquilo quase sempre calado, pois não se deve contrariar um louco quando se está na frente de um. mas não tive pena dele: apenas fiquei pensando no fato de que, como já dizia aquela música do arco-da-nonagenária que papai adora, silence is golden. e ajudei o companheiro com sua demanda, antes de pensar que certas coisas não têm solução. bolor, por exemplo. além do lixo ali de cima, claro.

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enquanto isso, a semana, que era rica em decisões, vai se encerrando sem o martelo batido. eu não me surpreendo: tudo isso faz parte dos meandros da burocracia. mas se o que é meu está guardado, ainda que eu não possa tocá-lo imediatamente, estou vigiando aqui, com minha espingarda de dois canos e porte compacto. e espalhando mais uns cartõezinhos, claro, porque não sou trouxa.

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gravei hoje cedo, e vim ouvindo a caminho do trabalho, o “Superunknown”, penúltimo disco do Soundgarden (oi, Lucia). dizem que ouvi Pulp demais e Soundgarden de menos quando tinha dezoito anos, e isso é verdade. em compensação, isso me deu o wit do Jarvis Cocker, e agora é só ser macho feito o Chris Cornell para que eu me torne uma pessoa completa, embora ainda no cheque especial. de toda forma, o disco é bom demais, como já se sabe há quatorze anos, e olha que nem cheguei em “Black hole sun” pela manhã…

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por agora é isso. daqui a pouco poderá não ser mais. tchau!

endereço

coluna do João Pereira Coutinho, publicada na "Folha de São Paulo" da última terça:
Piccadilly Circus
Para H. L. (1965-2008)

Aconteceu nas vésperas de Natal. Eu deixei o colégio em Oxford, tomei um trem para Londres e cheguei na cidade pela hora do almoço. O meu vôo para Lisboa era ao final da tarde, e eu decidi, com a inevitável nostalgia da época, fazer umas compras finais. Entrei no Fortnum & Mason, um armazém junto a Piccadilly Circus, e escolhi: perfumes, chocolates, um lenço para a minha irmã. Depois pedi para embrulhar. Aguardei. E ela entrou. O cabelo era ruivo. Os olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma. Olhei, ela olhou. Demoradamente. Nos filmes, é fácil resolver o impasse: alguém se aproxima, alguém se apresenta. A trilha sonora costuma ajudar. Mas faltam roteiristas na vida real. E eu, preso ao balcão, aguardando o meu presente, não tinha uma só frase para oferecer.

Ela passeou pelo espaço. Sem pressa, sem interesse. Depois saiu por onde entrara, devolvendo o olhar. Com um sorriso. Devolvi também, disse à moça de serviço para esquecer o papel de embrulho e o pagamento com cartão de crédito. Espalhei umas notas pelo balcão, disse um "keep the change" ("fique com o troco", como dizem nos filmes), voei pela escadaria abaixo e saí para a rua. Piccadilly era um dilúvio de gente. Véspera de Natal, lembram? Caminhei até a esquina, procurando uma cabeça ruiva no meio da multidão. Encontrei várias. Não encontrei nenhuma. Cansado de procurar pelo quarteirão, sentei-me num banco do jardim de St. James, as malas pesando, um almoço de improviso num saco de papel. E frio, muito frio. Confirmei a hora do vôo e decidi que era hora de partir.

Sem entusiasmo. Sem ela.

O táxi parou. Entrei, murmurei "Heathrow", encostei a cabeça com um suspiro de rendição. Chovia, agora. Se não chovia, chove na minha memória. O carro começou a andar e, segundos depois, parou no primeiro semáforo. Nos filmes, esse é o momento das aparições: ele olha pela janela e encontra o que procurava. A vida não é um filme. Mas a vida imita os filmes. Então, eu olho pela janela e encontro o que procurava. Limpo o vidro com a manga do casaco. Confirmo. Confirma-se. O cabelo ruivo. Os olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma. E ela, só, sentada na mesa de um café.

O sinal abre, o carro prepara-se para continuar. O rapaz pede ao motorista para parar. O rapaz pede ao motorista para esperar. Sai do carro, aproxima-se da vitrine do café. Ele olha para ela. Sorri. Acena. Ela olha para ele. Sorri. Acena também. Ele entra no café. O que dizer? O que não dizer? Milhares de páginas lidas e escritas, e nenhuma frase para o salvar. Ele, um cronista? Não sejam ridículos.

Ele foi ridículo. "Eu a conheço?", perguntou, o supremo clichê. Arrependeu-se da pergunta, mas era tarde. Ela ria. Ele ria com ela. "Infelizmente, não creio", respondeu-lhe. Chamava-se Hannah. "Com dois agás", disse ela, desenhando o nome no tampo da mesa com a ponta do dedo. Estava de passagem por Londres. Como ele. Compras para a família. Como ele. Volta para casa no final da tarde. Como ele. Nenhum dos dois voltou para casa naquele dia. Sim, lembro-me de tudo. Ela também. Sentados no mesmo café, sete anos depois. De passagem. Sempre de passagem. Contamos histórias. Coisas feitas, coisas desfeitas. Alegrias. Tristezas. As pessoas que vieram. As pessoas que partiram. Fotografias dos filhos dela. "Esse é o mais novo", e aponta para um rosto de criança com o mesmo dedo com que desenhara o seu nome imaginário, numa outra vida. Eu limito-me ao comentário banal. Bonito. Parecido com a mãe. Parabéns. Mulher de sorte. E, por cada frase dita, o meu espanto cresce pela distância que existe entre o presente e o passado. Envelhecemos ambos. Mas a idade vale pouco quando é de estranheza que falamos. Dois estranhos.

A noite cai em Piccadilly. Véspera de Natal. Deixamos o café, caminhamos por entre compradores festivos e, num silêncio demasiado amargo para ser prolongado, ela pergunta, a medo: "Voltarei a ver-te? Ou só daqui a sete anos?" E ri como antigamente. Os mesmos olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma. Eu faço sinal para chamar um táxi, beijo-a no rosto e digo um "claro que sim" que não convence nenhum dos dois. Ela sorri. Eu entro no carro. Ela fica. O carro volta a andar. Não pára em nenhum sinal.

terra

o barulho da sola dos meus sapatos batendo no chão de madeira

o corrimão metálico em vermelho vivo, mais frio do que nunca

mil e uma piruetas no ar

plié
plié
plié

um trocadilho besta na minha cabeça

uh uh uh