isola

(o título do post pronuncia-se “ísola”, porque é “ilha” em italiano)

leio no Globo de hoje que a Playboy vai fazer uma proposta à jornalista que teve um fí com um senador da República e era bancada por uma construtora que fazia lobby com ele. que bom que o Aran e o pessoal da redação decidiu isso. achei que só eu tivesse achado a moça linda.

bom dia

uma notícia bobinha, pra começar devagarinho essa quinta-feira:

Homem com tuberculose foge de avião pela Europa
Autoridades de saúde da Europa, do Canadá e dos Estados Unidos estão em busca de 80 passageiros que viajaram de avião em cadeiras próximas a um homem infectado com um tipo raro de tuberculose.

O homem, que viajou de Atlanta, no Estado americano da Geórgia, para se casar na Grécia, está agora sob os cuidados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Seu nome e nacionalidade não foram divulgados.

Ele tomou no dia 12 de maio o vôo 385 da Air France, de Atlanta para Paris, e no dia 24 embarcou de Praga para Montreal no vôo 0104 da companhia aérea tcheca CSA. Entre essas viagens ele pegou pelo menos mais quatro vôos na Europa, das companhias grega Olympic, da CSA e da Air France. Do Canadá, viajou de carro para Nova York, onde se entregou às autoridades sanitárias. Serão contatados os passageiros que viajaram nas duas fileiras da frente, nas duas de trás e na mesma fileira do paciente, além da tripulação.

Ele tem um tipo de tuberculose “altamente resistente” a antibióticos, segundo disseram autoridades de saúde americanas, e teria sido instruído a não viajar de avião por poder expor outras pessoas ao contágio.

O homem, porém, disse à imprensa de Atlanta que os médicos só lhe sugeriram que adiasse o casamento na Grécia. Ele disse não saber que sua tuberculose era tão perigosa. Só quando estava na Itália, afirmou, foi comunicado pelas autoridades sanitárias dos EUA de que novos testes haviam revelado que sua doença era do tipo “altamente resistente”.

Carlota

depois de duas semanas sem o cd da Carla Bruni no carro (deixei a minha cópia de presente), fiz outra cópia pra mim e voltei a sentir aquela sensação. aquela que dura pouco mais de três minutos e que vem sob a forma de um poema da Dorothy Parker e um arranjo lindo. e, no mar cinza de carros que é o Eixo Monumental pela manhã, me senti no céu.

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já faz uns dias que comi, mas preciso dizer: o Chicken Royale, do McDonald’s, é espetacular. chega a disputar com o Cheddar McMelt minha preferência quando vou lá. é grande e é caro, mas vale cada centavo – e eu não preciso pedir mais nada além do trio dele, como às vezes acabava por fazer.

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amanhã tem um curso chato pela manhã, no qual fui inscrito pelo chefe (outra vez). hoje fui até a sala dele e disse que não estou a fim de aprender, mas de trabalhar. quero um serviço braçal, não quero ouvir palestra: preciso de um pouco de choque de realidade, de Edward Norton em “Clube da luta”, qualquer coisa assim. não de morrer de tédio num curso que jamais usarei.

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viram o Silvio Santos no “Pânico”, domingo passado? magnífico. mostrou tudo aquilo que me faz admirá-lo: grandeza e bom coração (ao pedir donativos para o Retiro dos Artistas), bom humor (ao rir sem parar da dupla do programa e concordar em fazer a dança do siri), gosto pelo luxo (ele saiu com a esposa e a filha num Lincoln Navigator. sorry, periferia), aquele jeito cool. parece que nesse domingo tem mais Silvio Santos no programa – ou seja, a não perder.

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paguei, no final do ano passado, 13 reais por uma coletânea com 28 temas do Nat King Cole. não me lembro de ter aplicado tão bem esse valor em toda a minha vida.

Deborah

desenvolvi um pouco meus dotes culinários, e, essa noite, fiz um talharim ao alho e óleo que ficou bem gostoso. estou aprendendo isso de conseguir fazer o tempero impregnar no macarrão e os dois se tornarem uma coisa só, deliciosa. acompanhei a massa com um belo contra-filé mal passado… e a fome estava resolvida. cozinhar, quando se tem um pouco de paciência e bons ingredientes, é uma delícia.

Catalina

o que é essa menina que foi vice no Miss Universo, hein? que mulher linda, maravilhosa, perfeita. dá pra dizer o mesmo de muitas outras, em especial as representantes de Colômbia, Cingapura e Venezuela. mas, pela primeira vez em um bom tempo, senti orgulho de ser brasileiro.

Sofia

fazia tempo que não ia até o Pão de Açúcar, que, a despeito de ser o supermercado mais próximo da minha casa, é também o mais caro e o mais bombante, além de ter poucas vagas pra estacionar. mas a necessidade às vezes faz a situação, então passei por lá ontem, seis e meia da manhã, para sacar uma grana e dar um reload na despensa. e fiquei perplexo ao ver que chegaram uns quinze tipos de biscoito diferentes, todos importados da França: aquela rede Casino (pronuncia-se “cacinô”), dona de parte do Grupo Pão de Açúcar, mandou para as lojas daqui os biscoitos de fabricação própria, que chegam pela metade do preço de um bom biscoito alemão e são quase tão gostosos quanto.

comprei cookies de chocolate: são bem frágeis e quando abri já estavam bem esfarelados, mas são uma delícia. ainda vou provar altos deles, sem contar que preciso comprar um pacote daqueles portugueses – Vieira de Castro, é esse o nome? – que estão numa promoção espetacular por lá. e viva a gordura trans!

Melissa

então eu fiz aquele relatório, quinta-feira passada, e o entreguei para o chefe, que viu nele uma série de imperfeições e ainda listou uma pá de coisas que deveriam constar no mesmo, para que a coisa fosse pra frente. só que, para dar continuidade ao tal projeto, eu precisava de alguns dados, que foram devidamente solicitados na sexta-feira pela manhã.

e nada de eles chegarem no próprio dia, porque dá leseira. ontem acabei ligando para a dona do Ministério da Saúde que ficou incumbida de me passar os dados, e ela disse que “não se esqueceu”, mas que ainda não tivera tempo. ótimo. passei a tarde buscando numerozinhos para uma tabela que nada tinha a ver com as calças e esqueci desse projeto.

eis que hoje, às oito pras nove da manhã, meu chefe bombou, na minha caixa de mensagens, uma mensagem com todos os dados pedidos, com um “vá em frente!!” da parte dele.

eram cento e cinqüenta e sete páginas de legislação aplicável. sim, 157. e lá fui eu com o radarzinho ligado, procurando descobrir o que é que me iria servir no meio de tanta prolixidade. pouco depois – pouco mesmo – restringi o interesse a 20 páginas do total. imprimi-as, em modo rascunho e duplex (quatro por folha) e pus-me a grifar as partes realmente relevantes: quatro páginas e meia – lembre-se que começamos com 157.

finalmente, na hora de colocar aquilo no meu texto, fui lixando mais e mais coisas, sem retirar o sentido, e tudo coube em cinco parágrafos. e já entreguei o texto pro meu chefe, que agradeceu com um “você é chato, hein?”.

não há, no serviço público, maior elogio à competência de um servidor do que uma frase dessas.

rapadura

sobre como manter sua sanidade…

*

cena 1: sexta-feira passada, 11 da manhã, no trabalho. meu chefe chega cansado e esbaforido, sem ter uma linha de raciocínio pronta, e me aborda aqui na minha baia:

“- Eduardo?”
“- presente.”
“- eu vou… eu vou…”
“- pra casa agora eu vou!”

risos de todo o departamento. o chefe vira-se pra Leila:

“- como você consegue trabalhar com isso aqui?”

*

cena 2: hoje, dez pra uma da tarde, estou na frente do meu prédio, prestes a voltar pro trabalho, quando escuto um moleque dizendo “pou!”. e “pou!”, quando você é moleque, quer dizer que você fingiu dar um tiro em alguém. olho para o bloco da frente, e um garoto de uns cinco anos estava “atirando” em mim.

como se sai de uma situação dessas? virei pra ele, fingi ter sido atingido e mandei um “AAAAAAAAAAAAAAAAAAH” medonho. ele se empolgou e mandou outro “tiro” em mim. desviei. deu um terceiro tiro, mandei outro “AAAAAAAAAAH” e emendei:

“- vou embora antes que você me mate.”, entrei no carro e voltei pra Telerj.

the science of sleep

(para ler ao som de “Sleeping is the only love”, do Silver Jews, e “When you sleep”, do My Bloody Valentine)

A conquista da noite

Defendo o sono sempre que posso. Não brinco. Não posso brincar. Sou um ex-insone e sei bem o que custa. Só insones verdadeiros valorizam o sono com o respeito que o sono merece.

Tudo começou sem explicação racional. Certo dia, o sono foi embora. Contemplei o tecto do quarto durante uma noite inteira. Vieram mais duas. À terceira, a minha vontade era morrer. O problema da insónia não está propriamente na noite. A noite é simples: a escuridão é amiga dos olhos, o silêncio é uma canção de embalar para uma cabeça cansada. O problema do insone são os dias: o terror do dia que chega, a luz que vai furando as persianas do quarto como balas de ouro que trazem consigo o ruído do mundo. Carros. Sirenes de polícia. Vozes. Conversas. Telefones que tocam. Telefones que imaginamos tocar. E a certeza – a longa certeza – de que a noite chegará. E, com a noite, a evidência de uma nova cruzada. Uma solitária cruzada. Não existe solidão comparável à do insone. Na vida normal, conhecemos pessoas, perdemos pessoas. Ficamos sós. Tudo bem. Ou tudo mal. Mas a solidão do insone é uma solidão desabitada de pessoas. Somos nós e nós e nós. O mundo dorme e nós somos sós.

Disse que tudo começou sem explicação racional. Minto. Lembro agora que a insónia veio com o medo. Da morte, claro. Não sei se li demasiado Shakespeare para saber que os crimes, como em ‘Macbeth’, se cometem à noite. Adormecer para quê se o sono só traz esquecimento? Se o sono é um simulacro da morte? Melhor não dormir. Melhor não morrer. O caso é cientificamente interessante – disse o analista. O caso é mitologicamente relevante – diz Peter Barber, em artigo recente para o ‘Financial Times’. Como relembra o autor, os filhos de Nyx, a deusa grega da noite, eram Hypnos e Thanatos. O Sono e a Morte. Só depois chegou Morfeu, o deus dos sonhos, o filho do Sono.

Não mais. Conta Peter Barber, em tom cético mas ligeiramente festivo, que o sono e os sonhos podem ser relíquias no espaço de dez anos. A ciência não pára. O mundo também não. E uma pílula pode resolver o problema dos homens. Dos homens que dormem. E dos homens que não dormem. A ideia é mimetizar quimicamente o sono, proporcionando o que apenas obtemos com oito ou dez horas de travesseiro: descanso.

Esqueçam o travesseiro. Para quê gastar um terço da vida a dormir quando é possível furar os dias, e as noites, perfeitamente acordados? Será, como dizem os cientistas, a ‘conquista da noite’, a barreira última do desenvolvimento pós-industrial. Os nossos antepassados regulavam a vida, e o sono, pelo ritmo natural da luz natural. Deitavam-se com a noite, acordavam com a madrugada. Esse mundo passou quando a lâmpada de Edison lançou uma maldição sobre os homens, criando um sol privado em cada habitação. O desafio, agora, é criar um sol privado no interior de cada um. Dormir para quê se é sempre dia dentro de nós?

Dias para trabalhar, explica Barber, porque as novas vigílias não se farão sem trabalho. A lógica é impoluta: viver mais é consumir mais; consumir mais é trabalhar mais. Nenhuma pausa, nenhum silêncio. Como formigas sem inverno. Como formigas de um verão permanente.

Mas não só. O fim do sono não será apenas um convite para uma vida de servidão. Será também o enterro da nossa humanidade mais literal. Disse no início que a minha insónia começou sem explicação racional. Mas eu sei como terminou. A indústria farmacêutica teve uma palavra no processo. O divã também. Mas a palavra decisiva foi a minha. A palavra decisiva é sempre a nossa. Chegou um momento – consciente, inconsciente – em que a insónia foi enxotada do quarto como se o medo fosse um animal feroz e sem rosto. O animal afastou-se. Só então o sono regressou. Verdade que não regressou sozinho. Com ele, regressou a morte. Uma vez mais.

Recebi-a como se recebem os velhos amigos: com confiança e sem temor. E ao cerrar os olhos como se fosse a primeira vez, entendi finalmente que o sono da nossa vida é, como na morte, uma suspensão da própria vida. Mas uma suspensão benigna, temporária e necessária, capaz de nos relembrar, como no amor, que a força da nossa humanidade também repousa nos momentos em que somos inocentes e vulneráveis.

virtude

certas vitórias são, a olho nu, pequenas. muito pequenas, microscópicas mesmo, como – perdão pela breguice da metáfora – grãos de areia.

essa semana eu tive duas delas. uma é ainda menor, certamente teria de ter vinte casas decimais se fosse quantificada. a outra deve ficar na escala do mícron (µ), ou seja, é um pouco maior. e na semana que se abre agora, estou pronto para mais algumas, pronto para ficar bem, pronto para reconstruir meus pedaços.

Alhambra

mais uma maratona encerrada, mais previsibilidade de combinações e resultados. mais quilômetros rodados, menos segurança e menos insegurança também – cada uma a seu modo, cada uma de seu jeito. aquela sensação de ser uma cobaia sociológica, a atração pelo risco, o guard-rail monegasco indicando que o continente acaba aqui ao lado. então coloque os patrocinadores de duas equipes em um único copo, adicione gelo e beba, para que o motor se sinta melhor.

(pausa)

fricção

não consegui sair ontem à noite, tamanho o cansaço acumulado. e frio, sadly, dá preguiça de sair também. isso não pode se repetir hoje. bora se mobilizar, galera!

*

com todo o respeito, qualquer um que tenha morado com o Lelo perde um pouco o respeito por pizza. ele come tanta pizza que perde a graça! e só agora, três meses depois, estou voltando a comer pizza – e claro que não é de quatro queijos.

*

acordei com problemas de audição e assim continuo até agora. um dos meus ouvidos está entupido… parece até que só ouço em mono. saco.

*

o quê? como assim eu estou com dificuldade para escrever mais que duas linhas de cada vez?

whiskas

tem uma gatinha rajada, cinzenta, que fica ali na região da entrada do meu bloco. não raro, quando saio de manhã pra ir pro trabalho, encontro-a dormindo sobre o tapetinho da minha portaria. o zelador e o vigia noturno do meu bloco dão água e comida pra ela, vez ou outra vejo um gato preto-e-branco com ela ali também.

faz uns dois meses que eu tentava me aproximar dela, fazer um carinho, qualquer coisa assim. e ela, assustada, sempre saía correndo. no dia em que consegui tocá-la de leve, rolou até um daqueles miados agressivos para a minha pessoa, uma complicação que só. mas às vezes a insistência em gostar de alguém dá resultados, e hoje, quando eu saía de casa, tentei fazer um carinho nela e consegui. dois, três. dei minha mão para que ela se acostumasse com o cheiro, acho que agora conseguimos nos entender. que bom assim…

cedilha

não vá trabalhar em circunstâncias que afetem o seu julgamento. caso a presença seja realmente necessária, faça como eu fiz hoje: mantenha-se discreto, em silêncio, ouvindo tudo. poucas perguntas, e que sejam todas à base de “por que?”.

uma campanha Eduardo Palandi pela segurança no trabalho.

drogas é legal

uns tempos atrás um colega de trabalho me passou aqueles arquivos mp3 de um DJ estadunidense que dizia ter conseguido transportar, para os arquivos de áudio, a sensação que temos ao consumirmos drogas. e que sim, dá pra ficar doidão sem prejudicar o corpo, bastando “tomar” aquilo. o cara comercializa tais arquivos numa página chamada iDoser, salvo engano, e esse colega havia conseguido as mp3 – sem pagar.

copiei-as para meu computador aqui do trabalho mas não havia provado nada até hoje, quando me lembrei da existência delas e decidi “dar um teco”. tenho aqui quatro arquivos: tchose, peyote, ópio e cocaína. como a única droga ilícita que eu tenho vontade de provar é o ópio (talvez pela aura poética que essa droga traga), decidi me engatar no ópio. maravilha.

e eis que começa aquele buzuzu na minha cabeça, um monte de zunidos, umas batidinhas fracas entrando e saindo… sei lá, muito fraco. fui sentindo, à medida em que o tempo passava, que o zunido entrava pelo meu ouvido esquerdo e saía pelo direito, levemente inclinado e percorrendo a parede interna da minha cabeça, pelo lado de trás. esquisito e bem xarope. não deu barato nenhum, só uma dor de cabeça por uns cinco minutos. e, claro, tive de me explicar aqui na Telerj: todo mundo deu uma sacaneadinha, mas chamei a galera pra um peyote amanhã na hora do almoço e não teve um que recusou, haha.

buongiorno

nada como um dia depois do outro. acordar e constatar que choveu sem parar na sua cidade durante a noite (adoro chuva!), que o Santos fez dois gols depois que você foi dormir e está nas meias-finais da Libertadores (e vai eliminar justo o time que você mais odeia no mundo), que as possibilidades são maiores do que se pensa e que logo logo estarei longe daqui. aaaaa-ha-ha, que dia delicioso. e não são nem nove horas ainda…

o mundo quando acaba

uma das coisas mais tristes na vida é ter que puxar alguém do mundo onírico de volta à realidade. dizer à pessoa que aquilo infelizmente (ou, em alguns casos, felizmente) não vai sair, que certas coisas não vão acontecer, que certas pessoas não vão reagir do jeito como elas esperam.

não gosto de fazer isso. pensando bem, ninguém gosta. mas está sendo preciso, já que isso tem sérias chances de me jogar num labirinto de mágoas. pedi ajuda hoje, vamos ver se as coisas dão certo. mas não vai ser fácil.

neodímio

um dia tem vinte e quatro horas.
destas, eu passo dez delas no trabalho (08h-18h).
sobram catorze.
destas, eu passo dez delas dormindo (21h-07h), porque preciso dormir dez horas por dia.
sobram quatro.
destas, uma delas eu passo me empoleirando pro trabalho (07h-08h).
sobram três.
nessas três, um oitavo do dia, supõe-se que eu deva viver um pouco. e eu vivo bastante.
tem dado tempo de fazer tudo nos meus dois empregos, de atualizar três blógues, de comer bem, me informar e saber dos meus amigos. e de sair com eles nos finais de semana, quando posso dormir doze horas por dia.
e não tem sido tão cansativo assim.

1995

o vídeo acima é de “Hold me thrill me kiss me kill me”, a melhor música que o U2 já fez. não, não é “With or without you”, não é “Lemon”, não é “Until the end of the world”, é essa aqui, de 1995. o clipe é uma porcaria, mas isso é o que menos importa quando você tem este exemplo magnânimo de canção.