além-mar

vi o clipe de “Lucky”, do Radiohead, pela primeira vez. vi também uma montagem do “Matrix reloaded” com “Airbag” e legendas em castelhano.

procurando mais um pouco, achei uma outra montagem, dessa vez com o “Romeu e Julieta” do Zefirelli e “Exit music (for a film)”.

cláusula

uma reunião hoje cedo, e meu futuro pode mudar.

um projeto um pouco longe daqui (mais perto se a reunião der certo), e meu futuro também pode mudar.

uma resistência aqui – não tenho o que dizer a ela – e as coisas não mudam.

uma espera também por perto – nada a declarar – e aquela coisa do binômio espera/esperança me machucando o coração.

estou falando em código? desculpe. não tenho mesmo o que dizer.

bar Italia

então eu fui, com vários casais, ao bar que foi considerado pela Veja o “melhor bar para ir a dois” de Brasília, mas eu estava sozinho.

acho que sou masoquista.

mas havia ontem, no tal melhor bar para ir a dois, uma menina muito parecida com ela, de rosto pelo menos. era mais alta e mais pesada, mas o rosto, à exceção do nariz, era muito como o dela. e eu, que não devia dar a mínima atenção, acabei dispendendo uns vinte minutos olhando de leve para esta cover – que estava, claro, acompanhada. fiquei quietinho e esperei que a cópia fosse embora.

para então ficar pensando na original.

experiência

já tive, mais de uma vez, a impressão de que não ligo para as pessoas, de que não estou nem aí para elas.

deve ser verdade, a julgar pelo que minha apatia acabou de fazer com uma menina que trabalha comigo: por ela convidado a sair “de galera”, declinei. sinto muito, não estou interessado em confraternizar. acho que não estou interessado em nada.

(nota: primeiro post escrito em meu notebook)

I

(…)

Seja o que for, era melhor não ter nascido,
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.

(…)

Álvaro de Campos, nas Ficções do Interlúdio

checklist

- televisor
- aparelho de DVD
- notebook
- sofá 2 lugares
- mesa de refeições, quatro cadeiras
- mesa de apoio
- rack
- fogão com grill
- geladeira com degelo facilitado
- depurador de ar
- máquina de lavar roupas
- liquidificador
- George Foreman Grill

tudo isso já vai fazer parte da minha casa. mas calor humano, infelizmente, ficou de fora.

Kansas

um dos poucos políticos que eu ainda admiro, o presidente dos EUA, George W. Bush, vem fazer uma visita a Brasília no próximo dia 8.

não consegui armar nada da outra vez em que ele esteve por aqui, mas dessa vez não vai ter jeito: quero expressar o meu apreço por ele de alguma maneira. quem tá nessa comigo? Chads? Marcio? Marcelo? Victorhmmm?

epístola

há um pintor trabalhado no rodateto do meu novo apartamento no exato momento em que escrevo essas linhas, ainda no velho. o último inquilino decidiu que as paredes eram brancas e lisas, menos uma, azul e áspera. e pintou o rodateto no mesmo tom de azul em todos os lados… o resultado foi horrível, e meu apuro estilístico não permite esse tipo de coisa: tudo branco, e para já.

phedra

o prezado Victor Bicudo conta uma piada das boas:

um homem resolve levar seu filho de 4 anos ao psicólogo e explica a ele o problema do garoto:

“- doutor, meu filho tem quatro anos e até agora só aprendeu a falar uma palavra: ‘TRUCO’.”
“- só isso?”
“- é, pode fazer um teste.”

o psicólogo vira-se para o garoto:

“- qual o seu nome?”
“- truco!”, responde ele.
“- por favor” – dirigindo-se ao pai – “deixe-me ficar um pouco a sós com ele.”

o pai se retira e o psicólogo retoma a conversa:

“- quantos anos você tem?”
“- trucoooo!”
“- o que você fez hoje antes de vir pra cá?”

o garoto dá dois tapas na mesa e grita “TRUCOOOOOO!!!”. o psicólogo abre a porta do consultório e encontra o pai do garoto sentado.

“- então, doutor, o que o meu filho tem?”
“- olha, pela convicção, ou é zap, ou é copas.”

HAHAHAHAHAHAHA, LINDA ESSA…

138

o Rodrigo tem blógue. de novo. o que é sempre muito bom…

abaixo, uma amostra da ginga estilosa deste fã do Obina:

Com a experiência que só mais de 350 dias carregam, hoje conto vinte e um e sei que não se escreve em português como Nelson Rodrigues. Fosse ele inglês e criasse o Sobrenatural Hughes, a slut goat e o Ceguinho fã do Arsenal, eu me viraria de maneira a tornar-me bretão. Só Nelson Rodrigues me liga ao Brasil.

reprografia

ó Victor, pode ficar tranqüilo: eu me lembrei, na sexta-feira, de ligar pra minha avó. e agora, procurando informações sobre a cidade dela, onde os açorianos se estabeleceram e ficaram até a geração do meu pai, descobri que a bandeira paraibunense é bem parecida com a mexicana.

*

por falar em México, ontem rolou um almoço cincstrela no El Paso, Texas da 404 sul: nachos, fajitas, tacos al pastor, molho picante de queijo, batatas bravas com cheddar, um cardápio de primeira. e duas Coca Light pra rebater, claro: ninguém sai impune (leia-se “sem comer muita pimenta”) de um restaurante desses.

temperado

ontem rolou aniversário do enteado do Buff, o Emiliano, que completou doze anos. e ele decidiu que o aniversário seria comemorado com umas rodadas de truco! ótimo. lá fui eu para a 210 norte, armado de umas garrafas de Schweppes Citrus, ganhar dos patos. disputei quatro partidas, fazendo dupla com três pessoas diferentes, e ganhei as quatro partidas. esse ano, aliás, estou invicto no esporte. alguém aí disposto a ser desafiado?

sedici

uma das minhas palavras preferidas, em qualquer língua, é “sedici” (“dezesseis”, em italiano). gosto da pronúncia, do encaixe das sílabas, a impressão de que estamos falando qualquer coisa, menos um numeral – cujo valor, em si, não quer dizer nada pra mim.

*

dois meses e meio depois de ir a uma boate pela última vez, lá vou eu encarar um ambiente escuro de novo; desta vez a coisa era diferente: uma boate de playboys, no Lago Sul, e eu sóbrio, a barba por fazer, aquele clima de “não tô nem aí”. e o final, desta vez, foi mesmo diferente, longe do arrependimento de certas coisas que fiz na incursão noturna de dezembro: não rolou culpa de alguém, não rolou nada além do que devia rolar. mas dessa vez foi legal, melhor do que esperava, coisa de carnaval mesmo. sem contar que ver aquelas patricinhas subindo no palco pra dançar axé valeu a noite, e me deu idéia para começar uns dois livros – além de uma idéia do que fazer durante dois anos, todo final de semana.

interurbano

saiu hoje o primeiro livro da minha querida Mariana. ele é parte da coleção Mojo Books, onde vários autores recontam algum disco. baseada nisso, ela decidiu criar uma história sobre “Dressed up like Nebraska”, primeiro disco do Josh Rouse, lançado nove anos atrás. o livro está disponível em PDF na página da coleção, gratuitamente – basta se cadastrar. já baixei o meu aqui. parabéns, Mari. que seja o primeiro de uma série… :)