trópicos
ela disse que viria aqui fazer pão de queijo. será que eu entendi isso do jeito certo?
Archives mensuelles: juin 2006
ignóbil
não sei o que é pior: meu time (Portugal) com um jogador a menos contra a Holanda ou essa peste de Galvão Bueno chamando o Sneijder de “snêider”. qualquer pessoa com o mínimo de noção de qualquer idioma anglo-saxão sabe que a pronúncia certa é “snáider”. pra quem não ligou uma coisa a outra, “sneijder” é o equivalente do alemão “schneider” e do brasileiro “silva”…
the bitches brew
o comissário João Paulo Gomes manda avisar que a Nancy, banda dele, já tem seu espaço no MySpace: LIXORAMA é a senha.
vergonha
O desastre do governo Lula nas Comunicações
por Ethevaldo Siqueira
O melhor exemplo do descaso do governo Lula com as Comunicações é a situação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Totalmente acéfala há mais de 15 dias, a agência vive a situação de “buraco negro”, em que seus atos e documentos não podem sequer ser assinados, já que o mandato do presidente interino, Plínio Aguiar Jr., terminou dia 8 deste mês.
Como em outras áreas do governo, a escolha de dirigentes da agência é feita com base em barganhas e disputas partidárias e sindicais. No ano passado, por exemplo, o ministro Hélio Costa vetou o nome do ex-deputado Paulo Lustosa, escolhido pelo PMDB para assumir a presidência da Anatel. E foi radical: “Ele só tomará posse se passar sobre meu cadáver”. Diante do impasse, Hélio Costa e o PMDB optaram por Antonio Bedran, assessor jurídico da Anatel. Mas, aí, entraram em cena os sindicalistas do PT e vetaram Bedran, considerado tucano. Um terceiro candidato à presidência da agência, José Leite Pereira, profissional de carreira, competente e sério, conselheiro-diretor desde 1997, acaba de ser vetado também pelos sindicalistas.
Desprofissionalizada e esvaziada em suas funções, a agência é hoje uma caricatura do que foi no passado. Com os drásticos cortes de orçamento, não pode sequer fiscalizar o uso do espectro de freqüências (e o Brasil tem hoje mais de 20 mil rádios piratas). Seu call center foi interrompido por falta de pagamento aos fornecedores, no ano passado.
TV DIGITAL
O processo de escolha do padrão de TV digital compromete a imagem do País, tamanha a falta de isenção e de ética do ministro Hélio Costa, que há seis meses faz defesa aberta de um dos três padrões concorrentes.
Preocupados com a condução do processo, os ministros Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, e Dilma Roussef, da Casa Civil, resolveram participar mais ativamente das negociações com os representantes dos três padrões – norte-americanos, europeus e japoneses – visando, entre outros objetivos, à instalação de uma fábrica de semicondutores no País. Mas, até aqui, não obtiveram grandes resultados.
Em sua defesa apaixonada da solução japonesa, Hélio Costa chega a ofender investidores e empresas européias que simplesmente propõem alternativas ou sugestões diferentes. Numa dessas explosões, chegou a pedir à Nokia – maior fabricante de celulares do mundo – que saia do Brasil se não quiser apoiar o sistema japonês. É claro que sua atitude foi condenada por outros ministros, pois aquela empresa finlandesa produz no País e exporta quase US$ 1 bilhão em telefones celulares, anualmente.
Se confirmada a escolha do padrão japonês (ISDB), o maior risco para o Brasil é o isolamento internacional, pois o País será o primeiro no mundo a adotá-lo, além do Japão, enquanto o padrão norte-americano (ATSC) já foi escolhido por cinco países e o europeu (DVB) por mais de 100, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Nem na América do Sul ou na área do Mercosul, nossos vizinhos estão dispostos a seguir o Brasil.
Nesse clima, sob pressão de Hélio Costa e das emissoras de TV, Lula inclina-se pelo padrão ISDB, até sem a contrapartida da fábrica de semicondutores, e convida autoridades japonesas para vir ao Brasil esta semana, para assinar o acordo. No fundo, ele parece temer algum tipo de represália das emissoras de TV, que apostam no lobby de Hélio Costa.
SEM PROJETO
Sem projeto para o setor, o governo de Lula transformou o Ministério das Comunicações e a Anatel em moedas de troca. O ministério foi dado inicialmente ao PDT, com Miro Teixeira. Depois, ao PMDB, com Eunício Oliveira e Hélio Costa.
Investimentos setoriais? Zero. Nem um centavo dos R$ 4 bilhões acumulados pelo Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) foi aplicado em projetos setoriais, como prevê a lei que criou esse fundo.
Na área institucional, o presidente nada fez para aprimorar o modelo vigente, como, por exemplo, elaborar e debater um projeto de Lei Geral de Comunicações capaz de unificar e harmonizar a legislação do setor.
A privatização das telecomunicações – tão combatida pelo PT – tem trazido benefícios extraordinários ao próprio governo Lula, pois, além de ter permitido ao País quintuplicar sua infra-estrutura setorial, aumentou em mais de 300% a arrecadação de impostos nessa área, nos últimos 8 anos.
Confira, leitor. Segundo dados oficiais, levantados pela consultoria Teleco (www.teleco.com.br), o Brasil tinha 24 milhões de acessos telefônicos (fixos e móveis) no dia da privatização da Telebrás, em julho de 1998. Hoje tem 130 milhões. A rede telefônica de 1998 gerava R$ 9 bilhões em impostos, anualmente. A rede atual, muito maior, gerou R$ 31 bilhões, em 2005.
Lula desconhece as prioridades das Comunicações e, pior, recusa-se até a ouvir críticas e sugestões dos petistas mais qualificados nessa área – como os deputados Walter Pinheiro (BA) e Jorge Bittar (RJ). Ambos esperam há meses uma audiência com o presidente.
Em síntese, nenhum outro presidente da República mostrou tanto desprezo pelas Comunicações.
útil
aliás, a senha da “Veja” dessa semana é ABEL FIGUEIREDO. bom proveito :)
teste do consumidor
Danette sabor brigadeiro: reprovado. mas o almoço de amanhã já está aprovado, e com louvor…
Burliuk
não me admira que acusem os advogados de não terem ética. a aula de ética / estatuto da OAB que tive hoje no cursinho era tão chata e enfadonha que rolou debandada progressiva, e eu não agüentei nem até a metade: dei no pé bonito.
corno collection
ela se foi. mas antes de ir, me ensinou que devo untar a forma, pro pão de queijo não grudar.
não se mova
rolou um documentário legal ontem na Deutsche Welle, sobre navios-cargueiros. mostrou o aprendizado da molecada que quer tocar um, mostrou como são carregados os contêineres, falou um pouco do mercado logístico na Alemanha. bem sucinto, já que só durou meia hora, mas bem esclarecedor para gente que, como eu, quer mexer com comércio internacional.
yummmm
se não fossem a Feist e o Kings of Convenience, além dos meus heróis ali do lado, eu já teria desistido dessa história de canções.
aliás, eu tenho que pegar o meu disco do Kings com o Marcelo, tá com ele faz um tempão…
espiritual
o medo é grande. mas a vontade é ainda maior.
piacevole
alcuno per favore datemi una sigaretta?
lontananza
anch’io credo che lei stà con la TPM.
lentidão
sessenta e quatro coisas sobre o Macca, que faz sessenta e quatro anos hoje. parabéns a ele.
(dica do Bruno)
j: a letra que não existe no alfabeto italiano
eu sempre tenho a mania de achar que as coisas vão ser diferentes. mas bem, elas não são. isso faz parte da essência, não há como mudar.
indigitado
I wrote a post some days ago and posted it at Fabio’s blog, once I considered it wouldn’t be good to put it here. it is too personal to be written on my own face, so I thought it would be better to write over other people’s faces. haha. as I am on a “fuck off day”, I suddenly thought it would fit nicely here. but no, no, I don’t want to die tomorrow so the post will stay out of here. bye.
Hotel Nacional
então a tarde foi assim: meu plano original era ficar em casa, ouvindo um Slowdive e cozinhando – tenho uma receita de macarrão por testar. então o Buff me chamou pra almoçar vatapá e assistir ao jogo na casa dele. como resistir? daí fui pra lá, onde encontrei também o casal Rollo e Camila. almoçamos (um vatapá dos deuses… sensacional), acompanhamos o jogo, que infelizmente terminou num 2-0 para o Brasil, e fomos chamados para um truco na doze, como nos velhos tempos.
mas havia muita gente no apartamento, uma pena. inclusive umas pessoas que eu nunca mais queria ver na vida. nenhuma que me fizesse voltar na mesma hora – elas existem – mas foi o suficiente para que eu me sentisse bastante desconfortável ali dentro. pior de tudo, não podia voltar pra casa porque, para garantir que eu iria mesmo, foram todos no meu carro… e se eu voltasse, estragaria a tarde de geral. então tentei ser sociável, distribuir sorrisos, fazer comentários engraçadinhos, enfim, aquilo que se espera de mim – enquanto sentia uma faca me rasgar o coração. sim, eu sou dramático, mas ser sociável, certas horas, é uma bela duma tragédia grega mesmo.
e é isso, um pouco de reclamação da vida no pior dia da semana. que sorte que amanhã é segunda e eu volto a me sentir bem.
gentleman’s quarterly
“you must remember this, a kiss is just a kiss…”
é, Bryan Ferry, deve ser. só sei que bem, estou me sentindo um pouco como o Rick Blaine no “Casablanca”, então paciência. toca de novo, Sam.
fin de rapport
não tem muito o que falar aqui, talvez se tenha apenas o que ouvir: o tal do silêncio. então é só desligar o computador, apagar a luz, escovar os dentes e ir pra cama, sozinho.
einspritzung
talvez, no final, seja só o ciclo. e eu não sabendo interpretar sintomas.
deadweight
eu uso o mesmo perfume desde 1998. e com a proximidade do fim do atual vasilhame, fico-me a perguntar se devo insistir na fragrância ou trocá-la por outra. ultimamente, perfumes novos têm sido lançados a rodo, coisa que era pouco freqüente quando pedi à minha avó para que me trouxesse o primeiro vasilhame desse perfume, quando ela foi a Israel.
minha primeira opção para substituir meu perfume de eleição era o Burberry Brit, da Burberry, por três motivos: primeiro, seu frasco evoca o Burberry Plaid, sendo, assim, maravilhoso. segundo, a propaganda é assaz estilosa, mesmo com aquele feioso cujo nome não me recordo agora. terceiro, o cheiro é interessante. entretanto, li na VIP, aquela revistinha de meia pataca, que este era o perfume certo para caso você quisesse passar um ar de baladeiro, príncipe da noite ou algo assim.
pera aí, pera aí: eu sou neocon, durmo cedo, voto na direita e não bebo. essa imagem de ladies’ man é exactamente o que não desejo transmitir. assim sendo, o Burberry Brit caiu fora, com alguma dor no meu coração. o mesmo artigo recomendava, para conservadores da minha estirpe, o Higher, da Dior. então, da penúltima vez em que estive no aeroporto de Guarulhos, pedi para “provar” o perfume, cuja embalagem é semi-horrorosa.
meu deus, que lixo de perfume. fiquei então a pensar que a pessoa que escreveu o artigo era petista e só recomendou isso aos neocons porque acha que a gente fede.
depois de muito estudar, considerei quatro opções, mas ainda não provei três delas. ei-las, com seus prós e contras:

1. Very Irrésistible, da Givenchy
(+) o anúncio é protagonizado pela Liv Tyler. você acha que ela, meu deus, ELA, sairia por aí a anunciar qualquer porcaria? só isso já é um argumento fatal.
(-) a Liv Tyler não existe. e se existisse, não moraria em Brasília e dificilmente me daria mole. sem contar que na descrição da Sacks ainda diz: “os olhos perplexos da linda mulher é o que faz seus olhos (do usuário do perfume) tão radiantes”. que linda mulher? a Liv Tyler? essa galera tá doidona…

2. Pour homme, da Van Cleef & Arpels
(+) a Van Cleef & Arpels faz parte do meu top 3 joalharias, ao lado da Cartier e da Tiffany & Co. e é, das três, a que melhor lida com pérolas, as criaturas mais belas da Terra. fora isso, a resenha da Sacks diz: “para o homem clássico, elegante e requintado”. tipo o que eu quero ser.
(-) a embalagem do dito cujo é de dar dó em qualquer brasileiro. não é nem simplicidade, é feia mesmo.

3. Dior Homme, da Dior
(+) das três novidades, é a que tem o recipiente mais bonito (bonito não: lindo). fora isso, minha mãe me ensinou na adolescência: “é Dior, é bom, meu filho”. sem contar que dos três é o mais caro, então é bem capaz que seja o melhor. fora isso, os compradores dizem que é um perfume difícil… my kind total.
(-) o medo de ser nouveau rich flanando por aí com ele. e o de outros setenta amigos seus usarem o mesmo perfume, numa reedição da clássica “síndrome de Azzaro”.
*
a quarta opção, como mencionado, é manter o perfume actual e, com isso, ter uma marca registrada. o lado bom é que ele é realmente delicioso, e pode ser que alguém já tenha se acostumado com ele, fora eu. o lado ruim é que é o mesmo perfume que o Jô Soares usava, na época em que o comprei (torço para que ele tenha mudado de cheiro). sei lá, mil coisas. se alguém aí tiver uma sugestão de perfume gostoso para me mandar, adoraria saber, desde que: 1) não seja o mesmo perfume que a pessoa usa, e 2) não seja Fahrenheit, CK One, Azzaro ou qualquer desses perfumes que todo mundo usa.
curry
a Lucia que não apareça no MSN, tenho uma encomenda pra ela me trazer de Bs As.
bocós sans frontières
porque ser burro não tem limites…
Dono de carro roubado faz placa de “Frorianópolis”
Um veículo Toyota/Corolla preto roubado foi recuperado esta manhã por policiais rodoviários no km 439 da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo. O carro trazia grafado em suas placas o número MHM 0058, com localidade “Frorianópolis”, e não Florianópolis. O condutor do veículo foi preso.
A Polícia Rodoviária Federal descobriu, por meio da numeração do motor e do chassi, que as placas originais do veículo eram na verdade de São Bernardo do Campo (SP) e que o Toyota havia sido roubado em maio do ano passado.
O condutor confessou que comprou o carro, avaliado em R$ 50 mil, por R$ 5 mil, e o entregaria em um shopping em Florianópolis para uma pessoa desconhecida. Ele foi preso e autuado em flagrante por uso de documento falso e receptação de carro roubado.
Alhambra
texto meu no caderno de esportes do Diário da Manhã. coideloco.
feira da barganha
eu ainda não entendi, depois de dois anos, qual é a do “A ghost is born”, disco de pós-rock que o Wilco, uma das minhas bandas preferidas, gravou. as músicas que se parecem com o Wilco das antigas, como “The late greats”, “Hummingbird”, “Hell is chrome” e “Theologians”, são lindas. as suítes demoradíssimas são decepcionantes. como a indústria fonográfica brasileira lança discos para serem vendidos a 43 reais ou mais, desembolsar esse valor por um disco que me desperta amor e ódio ao mesmo tempo estava fora de cogitação.
aí hoje eu entrei no eBay, em busca de um disco da Nina Simone, e resolvi digitar Wilco só pra ver no que dava. resultado: achei a edição australiana do “A ghost is born”, em formato digipak e com um cd bônus com cinco músicas, por 7 dólares australianos – ou 12,50 reais, se preferir. e só faltavam três horas para o encerramento do leilão… aí chutei o balde e dei o lance. resultado: por 24 reais (12,50 do disco mais 11,50 do frete) levei uma edição superior, com mais músicas e mais bonita. e ainda tomei o cuidado de despachar o disco para deprelândia, onde a alfândega não pega nada. aquele idiota chamado Lênin dizia que é preciso quebrar ovos para se fazer uma omelete – mas eu não precisei quebrar nenhum para conseguir essa belezinha aqui.