cardápio
a pedida do dia é um rango lá de Gante.
Archives mensuelles: octobre 2005
ornitorrinco
Goa tem abrigado, nos últimos tempos, uma nova modalidade de turismo, que nada tem a ver com suas belezas naturais e nem com gente doidona que quer dançar o trance: o turismo de monção. noutras palavras, Goa está recebendo turistas do Médio Oriente que vão pra lá para… ver a chuva, artigo raro nas paragens de origem. então tome gente de Dubai, Qatar, Bahrein… todo mundo mostrando a chuva pra molecada, já que água, pra eles, só aquela do golfo, depois do oceano de farofa que é a vegetação da região.
isso vem sendo muito bom pro estado, já que as monções correspondem à baixa estação da turma que viaja com o rabo cheio de drug. você pode ler a matéria aqui. depois que li-a, fiquei com vontade de fazer o mesmo no Brasil: quero trazer brasilienses para Deprelândia, para que os primeiros possam ver a chuva, artigo raro no Planalto Central, em todo o seu esplendor. desde sábado, só chove aqui.
membership rewards
tô gostando dessa história de ser “correspondente” do Diário da Manhã no róque. pelo visto, eles também. hoje saiu minha matéria sobre a apresentação do Elvis Costello em São Paulo, dêem uma olhada. lá não tá escrito, mas eu liguei pro Alê durante “So like candy” e “Alison”… e deu caixa. metaforicamente, isso quer dizer que ele está por cima das situações descritas por essas músicas. na prática, isso quer dizer que a bateria da Nokia não presta.
reformar, refazer, recomeçar
tudo por uma nova sociedade.
nem rola
a falta de plane(j)amento dessa volta fez com que eu não conseguisse passagem de volta para Brasília amanhã. ou seja, é mais um dia em deprelândia… :/
311 sul
pra que é tudo isso mesmo?
Jerusalém
então hoje rolou o casamento da Virgínia, e lá fui eu ser o padrinho. no civil, claro. não sabia bem o que fazer, mas aí me disseram que era só assinar o livro e não fazer gracinhas. mesmo assim, não deu pra resistir e eu falei “tsc tsc tsc” na hora em que a oficial do cartório disse que o regime adotado pela Virgínia e pelo Thiago era o da separação total de bens. quem entendeu a piada riu, especialmente as mulheres. detalhe que eu e a Isabel chegamos um pouco atrasados porque eu achei que era no outro cartório de Deprelândia 2, mas nada que comprometesse o cronograma.
depois daquilo, forçando o climatizador do carro, fomos pro rega-bofe num buffet (pronuncia-se “buféte”) em Deprelândia. o menu, reduzido, incluía frango assado e arroz com legumes – que não comi. preferi ir de lagarto recheado, arroz branco e batatas, esses tubérculos onipresentes na alimentação ocidental. rolou ainda uma farofinha meio úmida e salada – eu não vou a rega-bofes para comer folhas, sinto muito. então comemos, bebemos Coca-Cola, falamos mal dos outros e assistimos uma galera se embebedar até as cinco da tarde, quando o aluguel do espaço do buffet expirou e tomei o rumo de casa.
engraçado é que sempre que rola um casamento eu fico imaginando se um dia vou me casar: será? duvido. como diz o Marcelo, tenho muita auto-piedade, e como diz o Pedro, falta objetividade. esse negócio de relacionamentos é complicado demais – ou então o complicado sou mesmo eu. pode ser. talvez eu ainda tenha, como o Hugh Grant, que passar por mais três casamentos e um funeral até que o meu saia. o segundo casamento, o do Alexandre, é em maio. eu não faço questão do funeral, até porque não sinto vontade de matar ninguém, a não ser no sentido literal, aquele que provavelmente só eu entendo quando falo. sei lá. não me imagino me relacionando com alguém. a Carol diz que eu sou muito imaturo pra essas coisas, deve ser verdade. também é verdade que eu não faço nada pra reagir e que eu tô de saco cheio dessas coisas, provavelmente da minha vida e desse poste também. então chega, vou lá assistir “Alguém tem que ceder” – mas esse alguém não sou eu, já que não reúno, no momento, condições emocionais para tanto.
meeting
este blógue anda com poucos postes porque é um porre escrever aqui no pc de deprelândia. depois que você se acostuma a um Pentium com 3,0 ghz e tecnologia Hypertreading, nunca mais quer saber do seu Celeron de 500 mhz. e nem lembrar que ele tem um oitavo da memória do Pentium brasiliense.
*
set list sugerido para esses dias:
Elvis Costello – “So like candy”
Bryan Ferry – “Where or when”
Muse – “Feeling good”
Wilco – “Hummingbird”
Kraftwerk – “The model”
*
a inspiração acabou. a culpa é das alunas do Mackenzie.
eu não sei como ver a página dois
mas a um está aqui. meu primeiro texto no Diário da Manhã :~~
before the flood
fui salvo.
minha mãe, que presenciou o massacre dos meus cabelos, perguntou como é que eu queria que o meu ficasse. mostrei uma foto do Ryan Adams a ela, que teve a brilhante idéia de fazer chapinha nos meus cabelos. ficou maneiríssimo. não ficou igual ao Ryan porque eu teria de repicar os cabelos, coisa que farei assim que eles crescerem o tanto necessário. enquanto isso, saio por aí feliz com a solução encontrada :)
tragédia
depois da apresentação do Elvis Costello, na quarta, vou ficar quatro meses sem sair de casa. cortei o cabelo hoje e ficou uma tragédia. um desastre. um lixo. sendo assim, nada de vida social até que o cabelo cresça, nada de exibição em câmara de vídeo no MSN, nada de fotos.
duas linhas
- hoje é aniversário do Abel, então parabéns a ele;
- se você viu o show do Arcade Fire, parabéns a você. só que o Wilco, ah, o Wilco…
sai dessa
se os ingleses estão usando, você vai ficar pra trás?
(eu vou)
bloody awful poetry
e o prêmio “poeta do mês” vai para… mim mesmo, que rimei “already” com “agrédi”.
numa relax, numa tranqüila, numa boa
a boa notícia vem da Folha de São Paulo de hoje:
“Tim Maia Racional”, histórico disco de 1974 que nunca havia sido lançado em CD, ganhará versão digital em novembro, via Biscoito Fino. O outro volume de “Tim Maia Racional”, de 1975, ainda não tem data para ser lançado, pois a gravadora ainda não acertou contrato com os herdeiros do cantor. A Biscoito Fino promete, além da versão CD, cópias em vinil do álbum.
só quem ipod
Liv . diz:
mas aí
Liv . diz:
vai dando sinonimos pra ipod
kevlarsjäl diz:
tocador de mp3, jukebox portátil, objeto de desejo, gadget, brinquedinho cobiçado
Liv . diz:
prossiga
kevlarsjäl diz:
salvação da apple
Liv . diz:
(metade disso já foi usado)
Liv . diz:
HAHAHAHAHAAH
kevlarsjäl diz:
ué, tô mentindo?
kevlarsjäl diz:
sensação do momento, discoteca de bolso (ergh!), melhor motivo pra não comprar cds por causa de uma música só
Liv . diz:
HAHAHAHAHAHAHAHA
kevlarsjäl diz:
“o deus do lúcio ribeiro” também é válido
(um minuto depois, quem é que entra no MSN?)
kevlarsjäl diz:
não morre mais
kevlarsjäl diz:
acabei de pensar em você
chamada geral
estou indo amanhã cedo, em companhia do amigo e rockstar Marcio Porto, para o Rio de Janeiro, assistir à apresentação do Wilco no festival da Tim. de lá, sigo na segunda para deprelândia, sozinho, onde vou assistir… nada. ou melhor, vou lá ver a grama crescer, a tinta secar, essas atividades tão fascinantes do mundo deprelandense. e na quarta sigo para São Paulo, para assistir ao mestre Elvis Costello – fico até sexta de manhã na capital mais feia do país.
sendo assim, cariocas e paulistanos: vamos combinar de fazer coisinhas? atenção aí Pedro, Gabriela, Gabriel, Boca, todo mundo… vamos sair por aí e fazer algo inútil. por favor. de toda forma, entrem em contacto comigo, ok? meu mail é aquele mesmo de sempre…
quero ser agrédi
preciso de uma camiseta e de uma jaqueta bem trendy se quero mesmo entrar nessa de ser o Ryan Adams. as calças e os tênis eu já tenho, os cabelos estão quase lá… ah, é mesmo… falta a inspiração :/
tesoura
meu cabelo está crescendo continuamente desde março, com uma breve aparada atrás e nas pontas no começo de agosto. sendo assim, agora na primeira semana de novembro eu completo oito meses de capilaridade… e ainda não sei o que fazer com ele.
inicialmente, a idéia era não ter idéias. eu iria ao cabeleireiro com a Carol e ela falaria algo legal pra bicha da tesoura, aí era só eu pagar e dizer que estava satisfeito com o resultado. mas até agora não fiz isso, e não sei se vai rolar. ontem olhei pra foto do Brett Anderson no encarte do primeiro do Suede (1993, crianças) e pensei “é isso que vou fazer com o meu cabelo”. mas esse entusiasmo com o cabelo do senhor Anderson não durou além de hoje na hora do almoço, quando saí do banho, mandei ver no condicionador e comecei a pentear os cabelos à la Brett.
que decepção. o cabelo (repartido no meio, penteado para os lados, licked) fica um horror em mim. ou então eu penteei errado. decidi abortar a idéia e procurar uma nova referência para os meus cabelos… e não demorei a encontrar: vou ficar com o cabelo Ryan Adams, agora.
e como é o cabelo Ryan Adams? é grande, mas curto atrás, propositadamente bagunçado as hell e com um corte bizarro, que não sei descrever. mas é o do Ryan Adams fase “Love is hell”, não essa coisa estranha que ele virou no “Jacksonville city nights”. definido isso, vou pra tesoura semana que vem. só falta agora achar minha Parker Posey…

“vai votar a favor do desarmamento? olha só o que eu faço contigo, então…”
miséria
ao som de “Winning a battle, losing the war”, dos Kings of Convenience, pergunto-me se não teria sido melhor que eu fosse ao concerto deles no Rio, nesse domingo vindouro. não sei. mas essa é só uma batalha, posso assisti-los durante o tempo que durar a minha guerra…
rastreado por Cristo
Idosas levam 24h para chegar em casa após missa
Três idosas levaram 24 horas para chegar em casa depois de saírem de uma igreja. Alice Atwater, 72 anos, Florence King, 86 anos, and Ruthelle Outler, 84 anos, se perderam no caminho quando voltavam para casa, na Flórida, Estados Unidos.
O trio saiu da cidade de Upson County para ir a uma missa a uma distância de 20 milhas em Griffin, na Flórida, segundo o jornal Macon Telegraph. De carro, as senhoras chegaram a contornar o estado vizinho do Alabama. “Nós tentamos achar o caminho de casa, mas quanto mais tentávamos, mais nos afastávamos”, explicou Atwater.
Com o desaparecimento das idosas, a família acionou a polícia que encontrou o grupo exausto, especialmente Atwater, que dirigiu durante 24 horas seguidas.
cebola
aí meu pai me liga, bufando, reclamando que o carro que “escolhi” pra ganhar não é bicombustível, me xingando por todos os problemas do mundo. bom, se ele quisesse me dar um bicombustível, teria de pagar oito mil reais a mais no carro. aí ele ficou quieto.
é sorte que meu carro não tenha uma versão flexível, não confio em tecnologia nacional.
laranja
cuidado: Dramin desacelera.
gênio da raça
amanhã cedo, assim que os Correios abrirem, enviarei à Academia Sueca um pedido para que concedam o Nobel de Literatura do ano que vem para o Ryan Adams. só dois versos dele, pra que não haja dúvidas sobre o merecimento:
if loving you’s a dream that’s not worth having
then why do I dream of you?
(em “Meadowlake street”)
corno collection
deixe-me ir, só estou te deixando mal
não tenho nada a dizer a você agora
eu perco os sentimentos que me deixam mal
quando estou a salvo
está amanhecendo e todos os pássaros cantam
eu não estou complicando nada
eu terei outra e então irei pra cama
mas sonharei com você
(…)
e eu posso sentir a doce ilusão surgindo
doce confusão, honey
doce ilusão caindo
e eu não tenho nada a não ser amor por você agora
esse é um trecho de “Sweet ilusion”, um Ryan Adams safra 2005 que anda se aplicando à minha vida em 2005. um brinde.