two and two makes a five
dois: tem uma frase de “I know it’s over”, dos Smiths, que resume bem tudo que sinto por agora: I don’t know where else I can go. eu não sei. e também não sei se acabou, se vai ter mais, o que vai ser. nada.

*

dois: como já tem sido meio rotineiro, viajo hoje de novo pra Goiânia, onde juntar-me-ei ao casal Alexandre e Vanessa e parto para a deprelândia (Vale do Paraíba) amanhã de madrugada. não vai dar pra ver o mar, mas isso é passageiro.

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cinco: uma série de coisas deve acontecer em agosto. vou preparar meu estômago para essas pequenas revoluções que vêm por aí…

mandando bem
o cara do último parágrafo disse TUDO sobre a Índia… HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Pior livro de ficção do ano ganha prêmio

São Francisco – Um homem que comparou a anatomia feminina com um carburador ganhou o prêmio anual concedido para comemorar a publicação do pior livro do ano em língua inglesa.

Dan McKay, um analista de computação da Microsoft Great Plains, do estado norte-americano Dakota do Norte, derrotou centenas de concorrentes do Pólo Norte a Manchester, Inglaterra, para vencer o Concurso Anual de Ficção da Universidade Estadual de San Jose.

“Enquanto ele olhava para os amplos seios dela, ele sonhava acordado com os carburadores duplos Stromberg, de seu antigo Triumph Spitfire”, ele escreveu, comparando os seios de uma mulher a “pequenos protetores do escapamento”.

A competição destaca obras literárias de vários e duvidosos tipos – incrivelmente péssimas sentenças inspiradas no escritor menor Edward George Earl Bulwer-Litton, cujo romance de 1830 Paul Clifford começava assim: “Era uma negra e tempestuosa noite”.

“Nós queremos escritores com um pouco de talento, mas sem bom gosto”, disse o professor de Inglês da universidade, Scott Rice. “E a frase de Dan foi ridícula”. McKay estava na China e não pôde ser encontrado para comentar seu status como mais novo pior escritor do mundo. Ele vai receber US$ 250.

Rice disse que o desafio começou com a escolha do pior parágrafo, mas os juízes logo perceberam que ninguém teria que passar por tanta prosa ruim.

“O sol nascente engatinhava sobre a ponte e entrava pela terra infértil e quente por todos os cantos e buracos, como gordura em uma grelha do Denny´s no rush da manhã, mas até as onze horas, quando eles trocam para o cardápio do almoço”, escreveu Lester Guyse, um investigador aposentado de Portland, Oregon.

“Esse foi o menos preferido dos cinco que inscrevi, mas você ganha da maneira que pode”, disse Guyse.

Ken Aclin, de Shreveport, Louisiana, venceu o Prêmio Grande Panjandrum por suas chocantes figuras de linguagem e uso abusivo de adjetivos. Ele escreveu que a Índia “fica pendurada como uma toalha molhada no suporte de toalhas da Ásia”. “Eu apenas vi aquela toalha pendurada no banheiro e ela se parecia com a Índia”, ele disse.

comédia corporativa
da coluna da Mônica Bergamo, na Folha de hoje:

FORA DO AR

Por pouco, o empresário Constantino de Oliveira, da Gol, não fez propaganda da concorrência na fábrica da Boieng, em Seattle, na segunda. No local para encomendar 38 aviões, levou no paletó uma caneta com o logotipo da Varig para assinar o contrato. Acabou usando outra

agora cabe aqui a pergunta: o que essa caneta fazia no paletó dele?

revolução
e hoje meu tio Valmir (ele mesmo, o baixista do Supergrass) me escreveu dizendo que conseguiu, numa das lojas da Fnac em Portugal, meu disco do Quinteto Tati. êêêêê!

e disse que foi difícil, que o pessoal das outras lojas que ele consultou em Lisboa sequer conhecia a banda. vacilo…

the living dead
nada de olheiras. não durmo, mas porque me condiciono a isso. quando posso, sonho, mas faço questão de deixar os sonhos na cama e não me lembro de nada que acontece quando adormeço. a vida real já tem coisas demais para ser lembrada, por isso não sei se vale a pena ficar discutindo sonhos, interpretando-os – ou mesmo lembrando deles.

mais de meia hora rolando na cama, brigando contra o cansaço, procurando acordar de todo jeito. “depois do alarme do celular eu vou!” – e assim ganhei doze minutos de tolerância. precisei de outros dez, ainda, mas cá estou. hora de trabalhar. não ganho dinheiro abraçando o travesseiro.

à moda antiga
letras e palavras e problemas e cavalos e coisas que vêm à galope mas… pera aí, por onde é que eu entrei nessa mesmo? tem coisa errada, só tem.

*

resgatei meus cds de mp3 e desenterrei o “She haunts my dreams”, do Spain. mais especificamente a faixa 3, “Before it all went wrong”, a coisa que mais ouvi entre 2002 e 2003. essa significa bastante pra mim, como um monte de outras. lembro de ter viciado a Natalia na música e na banda, e depois ela comprou todos os discos. e eu repetindo a letra que diz que deve haver um jeito de eu me sentir como me sentia antes de tudo dar errado.

*

o trabalho massacra. mas liberta. eu estou bem, embora minha cabeça esteja explodindo e não seja capaz de realizar nem mesmo cálculos aritméticos de baixa complexidade. o coração não pensa, mas se ele já fazia merda antes da cabeça estar assim, imagino agora…

*

meio pelo sim, meio pelo não, muito pelo talvez, uma foto da Maggie Gyllenhaal:

eu preciso de uma menina assim na minha vida. uma menina de olhos azuis, mesmo que não tenha olhos azuis. ela vai saber. eu é que não sei se um dia saberei da existência dela.

*

no final das contas, não sei se isso foi um post à moda antiga. de qualquer forma, um brinde à minha imaturidade.

doidera
sábado tem festa triplex. DE NOVO. mas, que coisa, eu não vou. estarei em Goiânia no dia.

mesmo que estivesse em Brasília, não sei se iria. corro riscos, e dessa vez a entrada custa dez reais.

curioso: quando entrei pra escrever sobre esta festa, aqui no Blogger, apareceu a hora em que o post entraria no ar – 4:11. e a festa é na 411 sul…

ah, claro
voltei de Goiânia com uma coletânea linda que o Alexandre me gravou e uma cópia do disco do Ludov. e duas pechinchas:

o primeiro saiu por 30 reais, o segundo por 12. já disse que adoro Goiânia?

dezesseis
uma coisa inusitada aconteceu ontem (domingo): durante uma matéria sobre amortecedores, no programa “Auto Esporte”, da TV Globo, a música incidental foi “Can’t get enough”, do Suede. ou seja: durante alguns instantes, os telespectadores da maior emissora de tevê do Brasil puderam admirar a fina arte da melhor banda da história. foi por pouco tempo, mas foi muito bonito.

fim / achismos
amar é dar o que não temos a quem não precisa.

essa frase é de um filósofo (acho) francês (acho) chamado Jacques Lacan (acho), e foi outra coisa que achei no “Fora do mundo”. e é uma verdade (acho).

um avião que entra no hangar
aqui em Goiânia (onde estou desde sábado), descobri que o Alê tem, em mp3, todo o “Preto com um buraco no meio”, disco de estréia do Casseta & Planeta. pelo que eu sei, o disco é de 1989, mas ele marcou minha pré-adolescência, cinco anos depois. um amigo de um amigo tinha o disco, e a gente ficava escutando o tempo todo. apesar dos hits do disco terem sido “Mãe é mãe” e “Eu tô tristão” e de “Com tanta gente passando fome” ter sido tema instrumental das chamadas do programa nos intervalos comerciais da TV Globo, a música que me marcou foi uma bossa nova chamada “Mobral”, a penúltima do lado B. ouço-a sem parar e lembro de como gosto da letra:

quando eu vejo qualquer coisa, começo a lembrar
de tudo o que rolou e do que ainda vai rolar
entre nós

não tenho mais sossego, não consigo trabalhar
é só fechar os olhos que eu começo a imaginar
nós dois

um avião que entra no hangar
um ganso se afogando em alto-mar
uma minhoca se esfregando num buraco
duas bolas na caçapa e um taco
uma pasta de dente espremida até o fim
uma índia segurando um aipim
um psicanalista com a boca no charuto
o líquido e o Produto Interno Bruto
bruuuuuuuto…

talvez um escritor, um intelectual,
encontre a imagem ideal
mas, pra falar de amor, só precisa sentimento
e ter feito pelo menos o Mobral
Mooooobraaaaaaal…

distingüir consoante de vogal
fazer conta até a casa decimal
um pouco de concordância verbal…

foi a música que mais me aproximei de aprender a tocar no violão, e felizmente não aprendi – a essa altura, seria um one hit wonder. mas ouvi-la, a despeito das bobagens da letra, continua me emocionando deveras… pena que continue inédita em cd.

concorrência desleal
então isso aqui estava muito parado e fui ali assistir tevê a cabo. mas cheguei lá e eis que os canais 40 (Globo News, com a CPMI dos Correios ao vivo) e 80 (Sexyhot, com um pornô qualquer) estão disputando pra ver qual é o mais sacana.

páreo duro. sadly.

sem título
o Alexandre disse uma coisa importante pra mim, no domingo: “Brasília não tem culpa de nada”. essa frase, que pode ganhar um sentido político, foi dita por causa de outras coisas, noutro contexto. algo na linha de “New York, New York”, do Ryan Adams, e serviu pra botar a cabeça no lugar. ele tem razão, Brasília é inocente, e eu acredito nisso. mas vamos evitar culpados, daqui pra frente.

maldição
a Popbitch da semana passada informou que o Brandon Flowers, cantor dos Killers, roubou minha idéia fashion do ano: usar óculos-de-sol femininos da Chanel. não sei qual(is) modelo(s) ele vem usando, e eu queria mesmo era um de armação preta, lentes cor-de-rosa e o duplo C incrustado de cristais Swarovski na lateral. tudo de bom. mas aí vem esse maldito new romantic e, só porque tem grana, toma-me a frente…