cha cha cha
a Gabi me mandou uma direta no blógue dela, uns dias atrás, pra eu parar de reclamar da qualidade do meu blógue. vendo os dois postes de ontem, eu diria que gostei. mas ainda tá fraco, esse foi um bom momento isolado…
Archives mensuelles: mai 2005
between the bars
o primeiro contrato redigido a gente nunca esquece.
Grécia e Bulgária
e quando as tropas que se diziam aliadas deixaram o meu país, depois daqueles anos de fogo e chuva nas ruas, meu coração não vestiu preto ou sentiu saudades daquelas marchas, paradas e exercícios militares. não, não: ele batia aliviado, por saber que, devolvendo a soberania a quem de direito, era como se o mundo voltasse ao seu devido lugar. o engraçado é que meu coração pensou exatamente a mesma coisa quando da chegada dos aliados, mas talvez apenas porque as forças inimigas fossem um remédio mais amargo ou, como prefiro dizer, uma praga. mas para toda Praga existe uma primavera, e foi então que as flores voltaram a crescer. eu já não as tinha nas mãos, porque queria um jardim bonito pro caso de alguém passar ali no futuro. e eu sei que vai passar, e que não vai arrancar uma rosa sequer do jardim. e nem o meu coração de quem é o legítimo dono.
musicforthemorningafter
trinta de maio, mas se fosse nove de junho, vinte e quatro de junho, primeiro de julho ou doze de agosto, certamente seria a mesma coisa. são as horas que passam, o frio que me revira na cama, a busca pela coragem de encarar tudo e fazer rock and roll lá fora. eu quero acordar.
*
acordei. desci cambaleando do segundo andar, enchi um copo de água, um-dois-três e lá foi o líquido por dentro de mim. sacodir a cabeça não vai fazer o vento frio deixar de entrar em casa, achar que tudo vai se resolver não obsta a necessidade de trabalhar pra isso. talvez o caminho passe por uma bebida doce e a disposição de encarar o chuveiro, pra início de conversa. acabar com os lamentos em forma de miados, tocar o escritório, conter a vontade de chorar que aparece e vai embora como se fosse uma onda batendo nas pedras, antes que o “água mole em pedra dura” acabe por me encher de buracos, como se o vazio já não existisse.
*
o banho mais parece uma sauna, e eu me pergunto, com o shampoo em mãos, se beber metade do fraco vai me limpar de tudo aquilo que eu sinto. infelizmente, não há detergente no mundo que me faça um favor desses, então o jeito é me cuidar, qualquer que seja o perigo a ser enfrentado. entrar no barco mas não deixar que o lago decida vou parar, fazer a barba pela milésima vez e olhar pros dois lados ao atravessar a rua no Setor Bancário Sul (talvez olhar pro terceiro lado, o de cima, pra ver se não vem chuva ou um piano vindo do céu), ouvir o Nirvana tocar a couve de “The man who sold the world” e ter a leve impressão de que a música fala de mim. tomar mais coragem ainda, fechar o registro do chuveiro e vestir-me antes que a frente fria faça maiores estragos.
*
mas essa neblina não passa…
quanto tempo vai ser
até que eu te esqueça, boneca
aposto que ainda vai demorar
(…)
talvez você não tenha me lido direito
as luzes se apagaram e você não entendeu
eu toquei a sua música, eu errei a melodia toda
(…)
sinto como se me livrasse de todas as minhas coisas
como se desaparecesse em meio à neblina
os carros aceleram, meu estômago grita
como uma gangue de cães famintos
se eu tivesse uma pedra agora, seriam 50% de chances de ela estourar na sua janela. e 50% de que eu nunca a jogasse, em nada ou ninguém. e zero de eu enfiá-la no bolso e mergulhar no lago, rumo ao fundo. está frio demais, e eu não iria tão baixo por sua causa, pode apostar.
*
mas não, eu não vou me abater. estou a um nó de gravata de conseguir o que eu quero.
recados autocolantes
a melhor frase que eu já vi num perfil do orkut pertence ao Wolf e diz “antes que eu me esqueça: me esqueça”. acho isso genial demais…
queda de rendimento
o feriadão pesado me mandou direto pra cama. meu sono acumulado é tão grande que até parece que eu nunca durmi na vida. acho que é verdade. vou ali acertar as contas com o travesseiro e não volto mais.
sintetize
sexta à noite eu ouvi “Beat acelerado”, do Metrô, numa FM daqui, e constatei que, passados vinte e um anos do lançamento dessa música, ela continua sensacional. e não me saiu da cabeça desde então.
(essa é dedicada ao Pablo)
indescritível
a sensação de você ver um disco histórico sendo gravado na sua frente, ao vivo. lindo demais.
vale a visita
o Sestine, uma das grandes bandas de Brasília, está de websítio novo. confiram lá o novo visual e baixem os sucessos deles – apesar de ser uma banda nacional, é de primeira.
grapefruit
o café não fez tanto efeito assim…
negative creep
acho que hoje as coisas seguem ao som de “How can you mend a broken heart?”, dos Bee Gees. acho. não dou certeza disso não…
frango com tudo dentro
convencido pela Carol, decidi não cortar os cabelos de imediato, mas esperar que ele cresça um pouco mais “e aí vai ser possível fazer qualquer corte”, segundo ela.
mas aí uma questão suscitava debate imediato: o que fazer para controlar os meus cabelos até o ponto de abate? água já não era suficiente, e agora tive de adotar um hábito metrossexual: produtos para fixação capilar. estou em busca de algum que se adapte bem aos meus cabelos, pode ser gel, mousse, pomada, spray, qualquer formato. alguém aí tem uma dica? Fabiano?
diálogos pertinentes
hoje, estrelando João Paulo Gomes e Eduardo Palandi:
sanguedebarata@hotmail.com diz:
peguei um táxi até ipanema
sanguedebarata@hotmail.com diz:
“toca pra ipanema. sabe onde é aquele teatro que tem ali no final da vieira souto ?”
sanguedebarata@hotmail.com diz:
aí o taxista
sanguedebarata@hotmail.com diz:
“sei sim. mas, olha, posso te dizer uma coisa ?”
sanguedebarata@hotmail.com diz:
“pode”
sanguedebarata@hotmail.com diz:
“você não vai encontrar mulher direita em teatro não”
kevlarsjäl diz:
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
constatação
este blógue não tem assunto, não tem poética, não tem métrica, não tem o que fazer, não tem pé, nem cabeça.
mas eu ainda torço pra que um dia volte aos bons tempos, nem que eu tenha que ficar deprê de novo (hahahahaha). não, menos. e nem voltar pra Deprelândia, óbvio. até acho fé de fazer uma camiseta escrito DEPRELÂNDIA NEVER MORE, com uma foto do prefeito de Deprelândia (Aparecida, estado de São Paulo, lembram?) embaixo. ou então, uma foto de vista aérea da feira de Aparecida. rirrirri.
se liga, Betim
a Fiat precisa disponibilizar um Stilo com transmissão automática. até acharia fé de comprar um que tivesse isso – e dois anos de garantia, as well.
Nonaaaaaaaaaaaaato
o feriadão será atribulado. não bastasse dar continuidade aos negócios iniciados na semana-de-três-dias, ainda vou entrar em estúdio, em bares, em escritórios, em restaurantes de comida mediterrânea, em perfis alheios do orkut (HAHAHAHAHAHA), em festas mal-sucedidas, em reuniões de pauta, em alfa, em transcrições de audiocassetes e em roubadas.
não é que eu amo a minha vida?
só eu…
… pra trabalhar numa semana de 3 dias em Brasília, embora sexta seja um quarto dia. essa semana rolou muito, mas muito trampo mesmo: entrevistas, reuniões, dezenas de mensagens respondidas, mau-humor de clientes, vontade de desligar todos os telefones do mundo para sempre, perda de prazos, esporro nos subordinados, cabelo maltratado, análise curricular, a eterna busca por conhecimento e peixes grandes.
ufa, estou virando um adulto. achei que já fosse tarde…
verdade universal
número 1 do McDonalds com Coca-Cola é legal, não importa quantos anti-americanos digam o contrário.
bomba
disco do Sleater-Kinney produzido pelo Dave Fridmann e ganhando notão do Pitchfork.
putz, tô curioso.
\m/
caramba, me deu uma vontade ENORME de ouvir “A life less ordinary”, do Ash. talvez porque eu tenha me lembrado do quão EMPOLGANTE é essa música. talvez eu tenha me lembrado de que, quando o Ash tocou essa música no concerto, eu toquei AIR DRUMS e bati cabeça como se catorze anos tivesse (tinha dezenove). putz, vou ali no quarto pegar o disco, com licença.
juramento
prometi ao Marcio que daria um jeito de afinar a minha voz pra fazer o backing vocal da couve de “Coming around again”, da Carly Simon, que o Sestine prepara. rirrirri.
voltando
assim que estiver com meu carro, um dos primeiros lugares que ganhará minha visita será o mosteiro budista.
maybe richer, maybe wiser
um aviso silencioso
foi-me dado hoje cedo:
melhor tomar cuidado,
melhor perder o medo.
e se dormir fosse o último refúgio pra escapar de certas coisas, agora o último refúgio teria me fugido.
não me disseste nada
mas tiraste-me o sossego:
e a cena, tão engraçada,
transformou-se em desespero.
engoli seco e pensei “é, vou ter um longo trabalho daqui pra frente”. trabalho nunca me assustou, mas há outras coisas que me deixam, ahã, scared. mas vou contorná-las todas.
se desvio do teu olhar
não é por medo e nem descaso:
trato apenas de me cuidar
e proteger-me do arraso.
então tchau.
simples e direto
achei uma comunidade no orkut (fora a da família Palandi, claro), que tem tudo a ver comigo: a “Quero ser português“. porque, na boa, tá meio impossível ser brasileiro e ter orgulho. sendo assim, melhor voltar ao que era duzentos anos atrás. e torcer pra que Portugal derrote o Brasil na copa de 2006, claro…
números
ando com a preocupação de colocar dois postes por dia neste blógue, coisa que nem sempre vem sendo possível. é claro que eu não me mudei para ocupar-me deste blógue, mas ele merece um bom tratamento, já que é pra ele que eu acabo correndo sempre que faço merda.
*
eu gosto de Goiânia, ainda que não na mesma medida que Brasília. mas eu gosto, acima de tudo, das pessoas de Goiânia, tanto das que sempre viveram lá quanto das que estão lá há menos tempo do que os Strokes (queeeeem?) estão no mercado, por exemplo.
*
chamas. tu me chamas e eu reavivo a chama de lembrar de ti. é fogo, e no meio do cerrado eu me vejo desesperado por água ou algo que me faça esquecer de ti. esquecer, às vezes, implica em um porre de álcool. mas álcool é inflamável, então só aumenta a labareda que é pensar em você. um brinde, meu amor. se o copo tem água ou álcool puro, você só vai saber chegando perto. e aí quem sabe eu crau em você, hahahahaha. (censurado)
*
tudo está bem, tudo está muito bem. contanto que eu passe os dias úteis envergando um terno impecável, os cabelos cortados, o rosto cheio de Biotherm, a pele aromatizada pelo meu perfume e meu A-Klasse esteja esperando por mim na garagem, pra que saiamos pelas vias brasilienses ao som de um Frank Sinatra da melhor safra, tá tudo bem. uma hora na academia, banho e jantar no Marietta. o que vem amanhã, ninguém sabe.