acumulando créditos
fiquei duas horas e trinta minutos na fila do Banespa local para pagar um imposto devido por uma pessoa da família de quem não gosto. mas tem coisa pior: o filho dela é que eu odeio mesmo. da próxima vez que o moleque vier à firma e começar a chutar os sacos de matéria-prima que meu pai usa, vou gritar com ele até a morte. e ainda vou falar na frente do pai dele “é por crianças barulhentas e burras como a sua que eu sinto vontade de fazer uma vasectomia”. pá.
Archives mensuelles: février 2005
já vi que não
Frank Sinatra – “I’ll never be the same”. ao lado de “My way”, a melhor interpretação do mestre. e a música do dia, especialmente no que diz respeito à letra:
eu nunca serei o mesmo,
as estrelas perderam seu significado pra mim
eu nunca serei o mesmo,
nada é o que um dia costumava ser
e quando os pássaros que cantam me disserem que é primavera,
eu não poderei acreditar em seu canto
uma vez o amor foi rei,
mas reis podem estar errados
eu nunca serei o mesmo,
há uma espécie de dor no meu coração
não sou mais o mesmo
desde que nos afastamos
apesar de haver muito que um sorriso pode esconder,
bem no fundo eu sei
eu nunca serei o mesmo
nunca serei o mesmo de novo
eu nunca serei o mesmo
nunca serei o mesmo de novo.
olá, fossa.
caderninho
“anotar todas as idéias que tiver”. anotei essa também. vai que eu esqueço depois e o caderno fica em branco…
clássicos da nossa era
clica aqui com o botão direito e baixa essa. linda demais. oferta válida até o final do dia de hoje – à meia-noite eu tiro essa mp3 daí, e se alguém reclamar eu apago do orkut.
ai
que vontade de tomar chuva.
running up that hill
bom, depois de uma noite conturbada, tudo pra que tenha um dia calmo. mas segundas-feiras, normalmente, são bem movimentada. acordei me sentindo morto. no psicológico. sem vontade nenhuma de fazer nada, sem ter como reagir, sem esboçar qualquer sinal de vida.
nada a acrescentar. escrevam-me, eu gosto das suas palavras. pelo menos da maior parte delas.
before the flood
alguém aí sabe do Alê? ele sumiu. quero notícias do Alê. para já.
hard time killing floor
alguém aí tem notícias do Alê? o cara sumiu. literalmente. não dá notícias, não aparece no MSN, não está na Santa Rita… Alê, meu querido, aparece! ‘bora ouvir um Led, maluco!
não, de novo não
são quatro da manhã e não consigo dormir. insônia pesada. rolo na cama, abraço meu travesseiro, bebo água… e nada. não acredito que esteja assim. muito menos pelo motivo pelo qual acho que estou assim. ah, não…
duirt me leat go raibh me breoite
perdi todos os leilões em que concorria no eBay, a saber: “Places”, do Brad Mehldau; “Yoshimi battles the pink robots”, dos Flaming Lips; “We are Scissor Sisters… and so are you!”, das Scissor Sisters (esse último, um DVD).
mas quem precisa de boa música quando se tem Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado?
(eeeeeeeeeeeeuuuuuu!!!!)
sobre refúgios e versos
eu não tinha o que fazer, apenas palavras por escrever. tranquei-me no quarto e fiz dois poemas pra ela. um, na verdade, foi apenas terminado: demorei trinta e sete dias para fazê-lo. pode parecer muito, mas se eu a vir por cinco segundos, passo minha eternidade fazendo outro. esse até leva o nome dela.
*
o sargento Teberga acaba de dizer a frase da semana: “amar é paia”. para, logo em seguida, acrescentar que somos todos paia. sem dúvida. um abraço a ele.
*
versos escritos, cabe agora a indagação: mostro os poemas a ela? por melhores que possam ter ficado, a sensação, como diz o Elton John em “Your song”, é a de que as palavras nunca vão alcançar os sentimentos que as inspiraram. provavelmente não mesmo, o que também é paia. ah, o amor…
*
por isso e por outras coisas, pode ser arriscado encontrar refúgio nas palavras. mas “Refugees”, primeiro compacto dos Tears (sai dia dezoito de abril), é um sopro de vida. depois de ouvir um fragmento na página, consegui achar quem tivesse a música inteira, gravada diretamente da Radio 2 da BBC, que a estreou durante a semana. ela tem um clima de “So young”, apesar da guitarra remeter levemente a “He’s gone”. é sobre refugiados, imigrantes, gente que não está em casa por algum motivo, como disse o Brett (mais detalhes aqui, mais tarde). a melodia remete a pessoas dançando no ar. uma valsa pós-moderna? um delírio espacial? olha, eu recomendo fortemente que oiçam o tema. é paixão como se vê muito pouco por aí.
e o disco, “Here Come The Tears”, sai dia dois de maio na Inglaterra, pela Independiente. no Brasil, deve sair no final de junho, ou começo de julho. é claro que não vou esperar…
serotonina
bom, num ato de extrema loucura, comprei três dos seis livros que compõem a bibliografia básica para o concurso do Instituto Rio Branco. agora é ler esses três e procurar os outros três – mais caros, diga-se – lê-los e tentar tudo na prova. passar de primeira é algo quase impossível, mas vou tentar até conseguir – ou então, até conseguir um emprego que pague mais do que os 4,6 mil iniciais do IRBr.
é uma pena que a bibliografia seja composta de gente esquerdista, retrógrada e cricri como Darcy Ribeiro e Celso Furtado. depois ainda perguntam porquê o Brasil não vai pra frente…
(p.s.: se não der certo, nem tudo está perdido. comprei um Alain de Botton em inglês no meio, haha)
nananina
muita coisa para dizer, e eu me sinto só, é só o que sei dizer.
inovação
a partir de agora, vou avaliar os filmes que assisti, à moda do Fábio Spalding. para tanto, usarei a mesma escala dele, mas um pouco mais evoluída graficamente. as cotações são como a seguir:
4 Spaldings: excelente. um primor de película.
3 Spaldings: belo. entretenimento dos bons.
2 Spaldings: regular. dá um caldo, mas nada memorável.
1 Spalding: ruim. deveria ter 50% de desconto na locadora. ou 80%.
1 Matiello: péssimo. vide “Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado”.
*
estreando a classificação:
“Albergue espanhol” (L’Auberge Spagnole)
França / Espanha, 2003
direção: Cédric Klapisch
dezesseis
acordei hoje sentindo-me envenenado. e cansado. e sem rumo, diga-se. acordei hoje com vontade de nunca mais comer nada rico em hidratos de carbono, vontade de ir gastar gasolina indo pra algum lugar distante e me esconder por lá até que me sinta melhor. pode demorar um dia, um ano, uma vida. mas é preciso, invariavelmente, porque é melhor do que sentir-se mal como agora.
*
será que consigo atrasar os dias e as decisões enquanto isso não passa?
no médico
fui ao médico, uns tempos atrás. no começo eu não queria ir, mas aí vi que não tinha nada pra fazer no horário e decidi ir, já que, na pior das hipóteses eu dirigiria ouvindo música e depois tomaria um capuccino. então tá.
cinco minutos antes do horário da consulta, saio de casa. sem pressa de chegar, porque duvido que o doutor vá me atender na hora certa. aconteceu uma vez, mas só porque a minha era a primeira consulta. a de hoje está marcada pras seis da tarde e só uma combinação improvável de uma tsunami com um repovoamento de Guaratinguetá por lordes britânicos pontualíssimos faria com que os horários passassem a ser cumpridos.
vou ouvindo meu “Summerteeth”, ainda que apenas as três primeiras canções. na segunda, percebo que fiz a escolha errada: como eu SEMPRE choro em “She’s a jar”, pega mal chegar com os olhos vermelhos. talvez ele me ache um descontrolado mental… sei lá. mas o Marcelo já dizia que, se é pra fazer alguma coisa, ou faz-se certo desde o começo ou faz-se m**** desde o começo. assim sendo, não mudo de música, apenas caio pra faixa da direita e vou devagar.
ora, vejam só: uma vaga no micro-estacionamento do prédio onde fica o consultório. não acho uma dessas outra vez na vida. faço a operação desmanche (desligar o ar-condicionado, o sistema de som, remover sua frente, desatar o cinto de segurança, olhar no espelhinho pra ver se meu cabelo está cuidadosamente desarrumado, esconder os cds no porta-luvas). paranóia. entro no prédio e subo pelas escadas – se tem algo irritante em edifícios é ter de esperar um elevador quando você quer ir apenas ao primeiro andar.
chego ao consultório, faço o check-in, respiro, espero. como imaginava, são seis da tarde e há três pacientes antes de mim: o das cinco e quinze, a das cinco e trinta e a das cinco e quarenta e cinco. perfeito. pontualidade britânica. no caso, de alguma colônia britânica fora da América do Norte. penso em ler alguma revista, mas só há revistas de atualidades médicas (!?!?!?) e umas Marie Claire de 2001. não, não dá. 2001 era quando se acreditava que uma bandelha chamada Strokes era do nível de, sei lá, uns Smiths da vida.
nisso, chega uma senhora com um moleque de quatro ou cinco anos, daqueles que todos vivem para puxar o saco. é a senha pra eu pegar uma Marie Claire, senão vou ser obrigado a me entreter com o garoto – como eu odeio crianças, isso está fora de cogitação. puxo a revista, sem capa, sem as primeiras páginas internas, e ponho-me a ler. antes, estimo que de nove a dez mil pessoas já leram essa revista, nos quatro anos em que a coitada está ali no revisteiro improvisado.
no começo da revista, uma matéria sobre a Islândia. é, agora acho que gostei. leio-a atenciosamente. ela e mais uma sobre a Marília Gabriela, uma mulher pela qual tenho uma curiosidade fora do normal: alguma coisa de muito fera ela tem, mas não faço idéia do que seja. e não estou falando do sangue de barata pra ficar beijando o Zé Mayer na novela não, hahahahahaha.
enquanto isso, o moleque reitera minha vontade de fazer uma vasectomia, enquanto passeia ruidosamente pela sala de espera do doutor, a chutar pernas e esfregar a sola de seus sapatos imundos no chão. oh, deus, que visão do inferno. não posso fazer filhos, porque não posso compactuar com esse tipo de comportamento. por mais que me digam que já fui criança um dia… o importante é que não sou mais.
bem, o doutor me chamou.
(continua)
finalmente…
A vida é uma merda? É. Mas não existe nada mais maravilhoso que estar vivo. Reclamar faz parte do dia-a-dia, assim como sonhar também deveria, mas muitos se esquecem. Porém, viver é um dos fardos mais maravilhosos que uma pessoa pode carregar. Woody Allen resumiu isso perfeitamente na abertura de Annie Hall, e eu já falei sobre isso em algum lugar. Então, se você me pegar reclamando muito, nem esquenta: pensa que essa carcaça tosca carrega uma alma realizada e feliz. Muuuito feliz. O trabalho é uma merda. A conta está no vermelho. A nova casa está uma zona. O estômago doi. Amigos pisam na bola enquanto deputados aumentam os salários de R$ 12 mil para 21 mil. A vida é uma merda, seguramente . Mas abraço a minha gastrite com os cinco dedos da mão esquerda, olho pra ela, e comento que sou feliz. Ela não acredita, e continua pressionando meu estômago. E eu só posso sorrir para ela, e ser feliz. E sonhar. E pedir para que você fique feliz por mim. :_)
meu grande amigo Marcelo Costa, num poste em seu blógue no Iscriminhéu. dito isso, só falta dizer duas coisas: primeira delas, eu amo a minha vida. segunda delas, até amanhã.
tabelas?
duas listinhas pra descontrair, então…
cinco melhores sucos (ou sumos, se você estiver em Portugal):
1. de melão orange, que minha mãe faz;
2. de laranja, sem gelo nem açúcar, de (quase) qualquer lugar;
3. de uva, orgânico, da Casa de Madeira;
4. de morango (com água), do Giraffas;
5. de maçã, da Del Valle.
cinco melhores refrigerantes disponíveis no Brasil:
1. Coca Light, claro – mas a tradicional, nada de limões;
2. Schweppes Citrus;
3. qualquer tubaína (minha preferida é o Guaranita);
4. 7UP
5. Coca Light, de novo – quem sabe com quatro gotas de baunilha, hein? :)
loucuras de verão
Em 1992, o IBGE detectava “sobra” de 2,7 milhões de mulheres na população brasileira, que era de 145 milhões. Onze anos depois, quando a população atingia 174 milhões, esse “excedente” feminino aumentou para 4,3 milhões.
(…)
É por isso que a reclamação comum feita por várias mulheres – de que está cada vez mais difícil encontrar um companheiro – encontra respaldo nas estatísticas do IBGE. O pior, se a análise é feita do ponto de vista feminino, é que esse excesso de mulheres não está restrito à população mais velha, faixa etária em que o homem morre mais cedo. Na faixa etária de 20 a 50 anos, onde se concentram os casamentos, também faltam homens no mercado: mais precisamente 2,5 milhões.
(extraído daqui)
pois bem, eu até poderia me aproveitar dessa situação de sobra. o “problema” é que já faz algum tempo que só existe uma mulher no mundo. como sempre foi comigo. aliás, não é problema nenhum…
suspiro
acabei de rever “Sociedade dos poetas mortos”, o melhor filme da história (melhor que todos que o Spalding viu, pelo menos). a cada vez que assisto, me emociono mais, entendo melhor o filme e descubro mais coisas – sobre o filme e sobre mim.
na boa, merece um poste muito melhor. mas eu não podia esperar para escrever. oh captain, my captain!
meu deus, como eu sou gostosa!
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You scored as Julie. You are obsessed with status and prestige because you are invested in what other people think. Learn to find happiness by figuring out (and pursuing) your own internal desires instead of society’s.
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What OC character are you?
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HAHAHAHAHAHAHAHAHA, se eu sou a Julie Cooper, beleza. melhor que ser o Caleb…
(esse teste foi uma dica da Camila)
chama o comercial
se você acha que o potencial de besteirol da raça humana já estava a se esgotar, clique aqui e veja a “fantasia” utilizada por uns rapagotes adeptos do cosplay, o hábito de vestir-se como personagens de videogames.
(dica do Ricardo, fazendo anos amanhã)
float on
- alimentação leve
- dezesseis minutos dentro da banheira de hidromassagem
- meu bootleg acústico do Oasis
- uma lata de chá sabor maracujá
tudo isso para ficar bem calmo. vou precisar de calma e de sorte e de algumas outras coisas, bem daqui a pouco.
maybe maybe
hoje, pela primeira vez em um bom tempo, tive orgulho de um poste desse blógue. pode ser que passe, pode ser que não seja nada. enquanto isso, deixa eu aproveitar bem esse momento…
de acordo
ei ei ei, Ives Gandra é nosso rei. esse texto é do “Jornal do Brasil” de hoje, e foi trazido pra cá pelo sistema de informações do PFL.
Patrulhamento universitário
Ives Gandra Martins
Gosto do ministro Tarso Genro e de Fernando Haddad. Não gosto da forma como estão reduzindo a qualidade do ensino universitário, à luz de um incorreto conceito de democratização da educação e da cultura, mediante a substituição do “mérito” pelo “assistencialismo”.
A título de colocar carentes, índios e negros na Universidade – sem necessidade de prestar os rígidos vestibulares exigidos pelas instituições – retiraram a oportunidade de 10% de alunos que poderiam entrar por mérito nos estabelecimentos e o seu direito, antes assegurado, de lá ingressar, para permitir que pessoas, sem o mesmo preparo, cursem escolas superiores. É de se lembrar que o governo federal não tem ainda elaborado um plano coerente para permitir que tais pessoas adquiram, no ensino fundamental e no 2º grau, o mesmo nível de educação e cultura das que freqüentam as escolas particulares.
Em troca de vagas confiscadas às universidades privadas – obrigadas a aderir ao PROUNI para evitar retaliações – oferece a muitas delas, que se organizaram como entidades beneficentes de assistência social, rigorosamente nada, visto que já gozam de “imunidade constitucional de tributos”. Em relação a estas entidades, existe uma vedação absoluta ao poder de tributar e, se o governo está, constitucionalmente, proibido de tributar, não está ofertando nada em troca das vagas de que pretende apossar-se. É puro confisco.
Com o projeto de lei de diretrizes e bases, que pretende apresentar ao Legislativo, retira, por inteiro, a autonomia das escolas superiores, garantida pelo artigo 207 da Constituição, substituindo o “mérito acadêmico” pelo “patrulhamento governamental” e “a liberdade de ensino” pelas “preferências ideológicas dos ocupantes do poder”. Isso porque, nos conselhos consultivos haverá uma menor participação dos mantenedores, e dois pré-reitores escolhidos, um deles pela comunidade acadêmica e outro pela “sociedade democrática”!!!
A universidade, que é nitidamente uma instituição de pesquisa e aprofundamento do ensino maior, na visão dos ideólogos do Ministério da Educação, deverá ser orientada pelos humores e pelas opiniões não acadêmicas da sociedade civil, representada por membros escolhidos pelo poder público, entre eles sindicalistas, alunos e funcionários, além de pessoas integrantes de ONGs que contem com a simpatia governamental. Os mantenedores, que hoje detêm 100% do controle de tais entidades, ficariam reduzidos a 20% de participação, apesar de permanecerem 100% responsáveis no plano tributário, trabalhista, civil, sempre que o conselho consultivo impuser diretrizes onerosas, com o respaldo do MEC. Já se vê que tal órgão terá fantástico poder de pressão.
Estou convencido que há todo um setor do governo Lula interessado em controlar a informação, a formação, a educação, e a cultura – técnica adotada por Stálin e pelos países vinculados à URSS. A sociedade já rejeitou o Conselho Federal de Jornalismo para evitar a pré-censura, já rejeitou a ANCINAV, que objetivava controlar a produção cultura e artística, não tendo, todavia, conseguido impedir o financiamento oficial aos invasores de terra e violadores da Constituição, representados pelo MST, nem a “politização” das agências reguladoras.
Se, todavia, não rejeitar o “patrulhamento ideológico” que o governo pretende impor à universidade, pelo anteprojeto apresentado, na parte maior e mais nobre da preparação cultural e científica de nosso povo, que é o ensino superior, o país conhecerá uma degradação do ensino sem precedentes, pela substituição do “mérito acadêmico” pela “preferência ideológica” e “da evolução do ensino” pela “garantia da mediocridade dos amigos do rei”.
Se o presidente Lula não perceber que as derrotas em Porto Alegre, São Paulo e na Câmara dos Deputados sinalizam que o povo brasileiro já se deu conta de que está em curso uma tentativa de controle absoluto da sociedade, poderá vir a amargar fantástica derrota, no pleito de 2006, como ocorreu no passado, quando, à guisa de projeto de governo, defendia medidas semelhantes às que agora pretende implantar. Até agora, parece não ter compreendido que a única parte que funciona no seu governo não é ideológica (a economia) e que os setores que não funcionam são capitaneados pelos vencidos nas eleições de 2002, que teimam em tomar como modelos de poder Cuba e Venezuela.
Se Lula refletir que o PT teve apenas 30% dos votos em 2002 e ele, pessoalmente, 60%, talvez entenda que está na hora de dizer, de uma vez por todas, um basta aos amigos do ditador genocida Fidel Castro, e começar a governar para o país e não para o PT.
Quando operou recentemente seu nariz, não buscou os médicos cubanos – a quem a ala ideológica do partido está preocupada em assegurar livre exercício profissional em nosso país, sem as condições exigidas dos que se formam em outros países – mas médicos formados no Brasil, antes do “patrulhamento universitário”.
