novo rock

aí o Vines, cujo segundo disco broxou até meu amigo Lúcio (maior entusiasta do primeiro), foi fazer uma apresentaçãozinha num hotel australiano. no meio da primeira música o baixista foi embora, o cantor ficou com raivinha e saiu chutando o equipamento de uma fotógrafa que registrava aquilo para uma rádio que subsidiava a apresentação. agora os rumores são de que a banda pode vir a se separar, o que seria ótimo. nas palavras do proprietário da rádio, que baniu os bobinhos da programação:

“Craig used to work at McDonald’s and I won’t be surprised if it all goes wrong and he ends up back there.”

eu não comeria um lanche servido por ele, e vocês? maiores informações bem aqui.

Marshall

uma vez o Gas chegou pra mim e disse “rapaz… tô aqui com um hit na mão… vai ser o ASA SUL HOMESICK BLUES…”

o tal hit nunca apareceu (em se tratando do Gas, isso é normalíssimo), e eu agora estava olhando páginas de imobiliárias brasilienses e fotológues de gatas do cerrado… e me bateu uma saudade louca de Brasília… em especial da Estrada Parque Dom Bosco, que separa as QLs (quadras do lago) das QIs (quociente de inteligência, digo, quadras internas). saudade de quando eu rasgo aquilo num automóvel. até agora, foi sempre no banco do carona, mas isso muda.

diante dessa saudade enorme de casa, decidi que minha nova banda, The Obafirmes, vai passar na frente do Gas e compor um “Asa Sul homesick blues”. quem viver, ouvirá.

sentindo na pele

-NetLig.RO.BRASnet.org- Saiba o que está se passando com a Rede BRASNET em http://www.brasnet.org/conteudo.php?id=725

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minutos depois…

-BRASNET- Gostariamos de informar a nossos amigos e usuários que continuamos sendo fortemente atacados, mas que estamos tomando várias medidas para conter os ataques e identificar os responsáveis. Agradecemos a paciência e o apoio de todos assim como os inúmeros emails que recebemos com dicas, contatos, sugestões e toda ajuda :que tem sido oferecida. Tenham todos um bom final de semana! :)

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PING? PONG!

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tem que saber dançar

já está todo mundo careca de saber que peitar os EUA não leva a lugar nenhum, e condena o país ao atraso. pena que o atual governo mandioca seja pródigo em desafiar Washington, por motivos que por várias vezes são fúteis. então, quanto surge algo concreto por meio de negociação, como no caso abaixo, eu até gosto de comemorar. então proponho um brinde, feito com suco de laranja brasileiro misturado com vodca norte-americana:

Brasil e EUA dão passo largo rumo à consolidação da Alca

Sul-americanos retiram queixa na OMC acerca de tarifa da Flórida sobre suco de laranja

Todd Benson

em São Paulo

O Brasil concordou na sexta-feira (28/05) em retirar uma queixa de 2 anos na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra um imposto do Estado da Flórida sobre o suco de laranja importado do Brasil, encerrando uma antiga disputa comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, os dois maiores produtores de cítricos do mundo.

Em uma carta conjunta à OMC, os dois países disseram que negociaram uma “solução mutuamente satisfatória” à disputa, na qual o Brasil contestava um imposto da Flórida de US$ 40 para cada tonelada métrica de suco de laranja brasileiro importado. O Brasil impetrou a ação na entidade internacional de comércio em agosto de 2002.

Os produtores da Flórida há muito argumentavam que as sobretaxas eram necessárias porque os produtores brasileiros não precisavam atender normas de saúde e segurança tão rigorosas quanto às dos Estados Unidos, o que tornava a produção de suco mais barata no Brasil. O dinheiro do chamado imposto igualador foi usado para financiar campanhas publicitárias que promoviam o suco de laranja da Flórida.

Em sua queixa à OMC, o Brasil, o maior produtor de cítricos e exportador de suco de laranja concentrado congelado do mundo, acusou que a sobretaxa era discriminatória e protecionista. Os importadores de suco de laranja na Flórida também criticaram o imposto e o contestaram na Justiça.

Isto resultou em quase dois anos de conversas bilaterais entre representantes do governo e da indústria de ambos os países, que culminaram em uma votação pelo Legislativo da Flórida, em março, que emendou a sobretaxa sobre o suco de laranja.

Agora os importadores de suco só serão obrigados a pagar um terço da sobretaxa e poderão exigir que o dinheiro do tributo vá para o Departamento de Cítricos da Flórida, para financiar projetos de pesquisa em vez de campanhas publicitárias. O governador Jeb Bush sancionou as mudanças em 12 de maio.

“Nós estamos encerrando o caso na OMC porque não há necessidade dele agora”, disse Clodoaldo Hugueney, o subsecretário-geral de assuntos econômicos do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em uma entrevista por telefone de Brasília.

“Nós atingimos nossas metas por meio do diálogo, e estamos satisfeitos com o resultado”, disse ele, acrescentando que espera que o acordo de sexta-feira ajude a colocar um fim a anos de acusações amargas entre as indústrias de laranja dos países.

O acordo remove um obstáculo importante para os esforços de criação de uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca) até a data almejada de janeiro próximo. As tarifas sobre o suco de laranja da Flórida há muito atrapalhavam as negociações comerciais do hemisfério.

“Parece que boa vontade e bom senso estão prevalecendo, e isto deverá nos ajudar a avançar em uma agenda menos conflitante”, disse Adermerval Garcia, presidente da Abecitrus, a associação comercial que representa os exportadores de suco de laranja do Brasil.

Garcia, cujo grupo fez lobby junto ao governo brasileiro para contestar as sobretaxas da Flórida sobre o suco de laranja na OMC, disse que não espera que o acordo resulte em um aumento imediato nas exportações de suco para a Flórida, mas sim em um aumento de receita.

No ano passado, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de suco de laranja congelado, gerando US$ 1,3 bilhão em receita, segundo dados da indústria. Cerca de 70% de tais exportações foram para a Europa, enquanto apenas 15% foram destinadas aos Estados Unidos.

A decisão de retirar a queixa do suco de laranja ocorre apenas um mês após o Brasil ter obtido uma grande vitória na OMC na questão dos subsídios americanos ao algodão. A decisão preliminar, que deverá ser mantida em junho, foi a primeira contestação bem-sucedida dos subsídios agrícolas domésticos de um país rico.

tradução: George El Khouri Andolfato

bombardeio sonoro

achei um disco pra ouvir esses dias: o “First band on the moon”, dos Cardigans. tá frio, eles são suecos, eles acham Burt Bacharach cool, eles redescobriram o Black Sabbath antes de rodarem “The Osbournes”. e ah, claro, eles bebem (bebiam) muita vodca, são masoquistas e a Nina Persson provavelmente era a mulher mais bonita do mundo em 1996. em que ano a gente está mesmo? 97, né? será que esse novo do Radiohead, que sai dia 1/7, presta?

inexplicável

tudo bem: Portugal é o país-irmão, nós já fomos Portugal, a GQ lusa é a melhor revista do mundo e blógues portugueses são melhores que os brasileiros. mas ainda assim, confesso, não consigo entender porquê tamanho interesse da mídia brasileira sobre o Rock in Rio Lisboa. dali, só queria ver o Paul McCartney e as bandas locais. e, de qualquer forma, estamos a uns sete mil quilômetros da capital portuguesa (cinco mil, se você está na região Nordeste do Brasil).

fora que o Suede nem vai tocar lá, hein…

puxando o tapete

quero escrever algo sobre Brasília. algo bonito, que faça jus à cidade.

mas preciso voltar lá pra fazer isso. daqui, por enquanto, o que posso é relembrar do quanto amo a cidade.

fáiti campal

tudo bem, eu sei que o correto é “fight”. mas brigas macarrônicas não exigem o inglês correto, exigem?

eram seis e dez da tarde e eu estava sentado aqui, em frente ao computador, quieto como uma coruja sem cordas vocais. de repente, meu pai irrompeu lá embaixo e pediu pra que eu descesse. apontou-me umas marcas negras no chão, bem embaixo de onde o carro que uso fica parado. começou a chamar minha mãe e eu (que usamos o carro) de irresponsáveis, que isso era vazamento de óleo, que ia causar borra no motor, que ele ia fundir. desespero. como assim? eu tenho aula pra ir.

aí xingou. um monte. irresponsáveis, desmazelados, vergonhosos, você-sabe-quanto-custa-um-motor-novo-desse-carro e mais umas outras que não me lembro. e mandou que eu ligasse imediatamente atrás da minha mãe, pra levar o carro ao mecânico amanhã cedo. liguei na floricultura, ela não estava. nem lembrei do telemóvel dela. e toquei minha vida.

só agora, uns vinte minutos depois, é que lembrei do portátil, e liguei pra ela. e, vejam só, ontem ela mandou o carro pra lavar (realmente, ele está lindo/limpo, por dentro e por fora) e o rapaz engraxou todas as peças do motor, por baixo do carro. e é isso o drama.

nessas horas eu lanço a pergunta: gritar e bater porta resolvem?

new born

essa é, sem dúvida, a melhor foto da Volvo V50 que já vi (apesar de ser pequena):

ela chega ao país a partir da semana que vem, na versão T5 (cinco cilindros em linha, 2.5 litros, 225 cavalos de potência) ao preço sugerido de 176 mil reais. o sedã S40 vem junto, por seis mil reais a menos.

parabéns

com o 3×0 de hoje, o Porto sagrou-se campeão europeu pela segunda vez, para delírio de metrossexuais como o Pedro, que hoje, provavelmente, deixará de passar uns cremes e de ficar horas em frente ao guarda-roupa para ir beber e “fumar à la Brett” enquanto comemora. pois parabéns a todo Portugal! espero que, em novembro, role um Santos x Porto em Tóquio! ô-lê-lê!

British racing green

depois de “Asbestos”, do Suede, a Inglaterra nos traz outra novidade sexual:

Consumidores denunciam campanha sensual da Jaguar

A Jaguar foi repreendida na Europa pela Advertising Standards Authority, reguladora de publicidade, por uma ação de marketing direto que realizou em fevereiro. A montadora enviou cartas anônimas aos potenciais consumidores, afirmando que, “na semana que vem”, eles receberiam “uma fotografia do seu par perfeito”. Muitos ligaram para a sede da ASA para reclamar que a campanha insinuava a infidelidade, diz a BBC.

O texto das cartas anônimas ainda complementava: “Todo mundo tem seu ponto fraco. O que levaria você à loucura? Seria o toque de pele com os dedos, um corpo elegante, curvas firmes e sensuais? Ou você gosta mesmo é do poder?”. As cartas dirigidas aos homens eram assinadas por uma “Elizabeth Jones”. Já as mulheres receberam correspondência de um “Ian Major”. A companhia diz que queria comemorar a data do Dia dos Namorados com uma campanha de humor.

obs.: e essa Advillage, hein? pra mim, parece que o uol ficou com dor-de-cotovelo do sucesso da Bluebus e decidiu que também teria uma páginazinha com uns lance aí do mercado publicitário.

arrolando

cinco países da Europa que ainda vou visitar*:

- Islândia

- Estônia

- Itália

- Bielorrússia

- Grécia

cinco músicas pra ouvir no carro hoje:

- “Ballad of Carol Lynn”, Whiskeytown

- “Strange meadow lark”, Dave Brubeck Quintet

- “Cherry blossom girl”, Air

- “Lovesong”, Cure

- “Spiders (Kidsmoke)”, Wilco

cinco coisinhas a se providenciar:

- um saca-rolhas (não tem nenhum aqui em casa, dá pra acreditar?)

- a última edição da GQ portuguesa

- assistir “Kill Bill” de novo e procurar no filme uns ensinamentos pra toda a vida (eu sei que eles estão lá, eu só não tive tempo de “pegá-los” da primeira vez que vi o filme!)

- ir provar a comida do Kyondai, o restaurante japonês que abriu em Guará.

- a versão masculina da camisa da Nerve que a Lucia colocou no blógue (estampa abaixo)