se os ingleses estão pechinchando…

… nós não podemos ficar pra trás. a Domino, gravadora britânica que durante muito tempo foi a “retransmissora” da Matador na Europa, lançou em finais do ano passado uma coletânea dupla, celebrando seu décimo aniversário. trinta e seis faixas de negos tora como Four Tet, Elliott Smith, Sebadoh, Pavement, Quasi e Smog. e é só elite: ninguém tem de levar a tiracolo chatices como Cat Power, Arsonists, Solex, Chavez e outras “tranqueiras” que têm lançamentos pela Matador.

pior de tudo: o preço de um cd simples na Inglaterra é de cerca de £ 10. e esta coletânea dupla é vendida… por £ 5 – o equivalente, no Brasil, a 26 brazilian dollars. ou seja, menos que o disco do Yeah Yeah Yeahs. vou tentar trazer um exemplar pra mim a qualquer custo…

novidade

dentro de (creio eu) uma semana este blógue estará em endereço e servidor novos, para melhor servir os leitores. mas calma: os que entrarem neste endereço aqui serão automaticamente redirecionados para a nova morada. lá eu vou poder deixar arquivos para que vocês baixem, vou poder atualizar isto aqui com maior rapidez e eficiência e algumas outras coisas de que só gente entendida no riscado como meu querido Ricardo sacam…

a boa do dia

é assistir o clipe de “Weapon of choice”, do Fatboy Slim. o clipe, pra quem não viu ainda (como eu não tinha visto até ontem) é estrelado pelo Christopher Walken, que é, dentre outras coisas, o cara. pra quem não quiser dar um procurão num programa de troca de arquivos, dá pra assistir na página da Astralwerks.

AAAAAAAAAHHHHHHHH

senhoras e senhores, temos um candidato ao disco do ano. seja em que ano sair:

Brett e Bernard juntos, de volta!

Brett Anderson está planejando um álbum solo – no qual é possível que estejam colaborações com seu antigo parceiro de banda, Bernard Butler.

Anderson “desmontou” o Suede ano passado, declarando que precisava “conseguir seu tesão de volta”. Agora, parece que Bernard Butler parece fazer parte dessa história.

Uma fonte próxima a Anderson disse à XFM: “Brett, pelo que eu sei, voltou a escrever com Bernard… pelo menos uma música.”

Os planos para o disco solo de Anderson vazaram quando o ex-Longpigs e colaborador do Pulp Richard Hawley escreveu em sua página que “Eu fui convidado para escrever com Brett Anderson músicas para seu trabalho solo; eu os manterei informados à medida em que as coisas acontecerem.”.

Ontem, a fonte da XFM confirmou a colaboração e revelou que Anderson e Butler estiveram a trabalhar juntos, dizendo que Brett estava “Querendo voltar ao básico, e parar de soar como o Suede por uns tempos. Ele está bem impressionado com os resultados – sua voz já quase soa como a de Johnny Cash! Quando as pessoas ouvirem, acredito que ficarão realmente impressionadas”.

No concerto final do Suede, ano passado, Anderson também sugeriu que a separação poderia não ser definitiva.

considerações:

1. disco solo do Brett? se for bom como os quatro primeiros do Scott Walker depois dos Walker Brothers, faster, please! se for como qualquer projeto paralelo de alguém do Sonic Youth, esquece. mas é o Brett, né? nele a gente confia.

2. Brett com Bernard de novo: por favor, chamem o Mat e o Simon, eles seriam uma grande banda de apoio. e que tal o Ed Buller pra produzir o disco?

3. o Richard Hawley era peixe do Pulp na época do “We love life” – então, por que não chamar o Jarvis Cocker pra dar uma contribuição? ou quem sabe o Scott Walker pra produzir… caramba, esse tipo de notícia dá tanta idéia…

4. o texto original da matéria, no NME, está aqui.

compras recentes

Toploader – “Onka’s big moka”. disco de estréia do quinteto inglês que o Jarvis Cocker odeia, é um meio-termo entre o britpop e o Jamiroquai (que é uma boa banda, só não é nada excepcional). contém o megahit “Dancing in the moonlight”, que foi até tema de novela das seis no Brasil – o disco saiu aqui, mas eu comprei foi a edição americana… por 8 centavos de dólar.

Stina Nordenstam – “Memories of a color”. primeiro disco da cantora sueca, esse data de 1991, quando ela ainda assinava apenas Stina. tá certo que o bom mesmo é o último, “This is Stina Nordenstam”, de 2001, com nosso ídolo Brett Anderson (o rapaz da foto à esquerda, no alto) em dois duetos, mas esse disco aqui já dá pro gasto enquanto eu não tenho dinheiro para edições suecas.

dEUS – “Worst case scenario”. assim como os outros discos já comentados, esse aqui também é uma estréia, a do combo belga que tanto me apraz, que já tem dez anos (e nem parece: 1994 foi agora há pouco, não acham?) e traz o sucesso college “Suds & soda”, que faz até neguinhos macambúzios como o Munha caírem pra dancinhas constrangedoras. também tem a belíssima “Via”.

Linoleum – “Dissent”. primeiro disco (mais um?) dessa banda inglesa que fez parte do pequeno revival da new wave com vocais femininos, que também trouxe o Elastica e o Sleeper à baila. curiosamente, todas as banda duraram pouco: o Sleeper gravou três discos, o Elastica dois e o Linoleum… só esse aqui, que data de 1997.

Chris Isaak – “Heart-shaped world”. esse aqui não é uma estréia, mas o terceiro disco do cantor americano que é tudo de bom (e, assim como o Hugh Jackman, é objeto de desejo da minha amiga Lucia). saiu em 1989 e vendeu horrores um ano depois, graças a um canalha chamado David Lynch, que fez o favor de incluir “Wicked game” na trilha de seu filme “Coração selvagem”. resultado: disco de platina pro Chris, “Wicked game” tocando em FMs brasileiras mesmo quinze anos depois e… até meu pai comprou esse disco. só que ele nunca deve ter ouvido “Don’t make me dream about you”, “Kings of the highway” ou “Wrong to love you”. pena.

cereja no bolo

ontem eu e minha mãe fomos até Cachoeira Paulista buscar o azulejo com os números da casa, pra colocar na fachada (duh, onde mais?). lindo. decorado com cachos de uva e folhas de parreira. desde já está condenado a ser a coisa que eu mais gosto na casa, meu pedaço de Portugal encravado na entrada de onde moro, tão longe. ai.

agora que o Ricardo comprou uma câmara fotográfica digital, vou tirar uma foto do referido azulejo e postá-la aqui neste blógue. não é querer ostentar, mas pqp… ficou bonita demais.

força

meu amigo Abel, vestindo uma camiseta do melhor disco da história, tentando fazer uma bruxaria conhecida por “pavão misterioso”. Abel, querido, acho que você ainda não é bruxo o bastante pra mandar uma, mas, de toda forma, adorei seu visú extra-grunge. 1992 forever!

Icelandic takeover

o Sigur Rós fechou um contrato com a melhor gravadora do mundo, a EMI. agora temos a banda certa no lugar certo, e é bom que a EMI mandioca se preste a lançar os próximos trabalhos dos espertos islandeses. o contrato não inclui Estados Unidos e Canadá, onde a banda é lançada pela MCA, nem a Islândia, onde continuam com a Smekkleysa.

o mais engraçado foi a notícia veiculada pelo Pitchfork. tem uns fragmentos sensacionais, do tipo:

- Post-rock journalists lobby for keyboard containing ó key

- the new rumor is that the album is also going to be a partial return to the sound of Ágaetis Byrjun (disappointing those fans who were hoping for a return to the guitar-driven rock sound of the band’s breakthrough album, The Bends).

- instruments used in the band’s experimental set include a pair of miked ballet shoes made by singer Jónsi Birgisson’s father.

hahahahaha, sensacional.

cinema para beber

“Dig”, um filme sobre o Dandy Warhols e o Brian Jonestown Massacre, ganhou o prêmio especial do júri do festival de Sundance. muito bom. parece que o filme enfatiza o contraste da auto-destruição do Anton Newcombe, cantor do BJM, e o sossego cool do Courtney Taylor-Taylor. pelo menos é isso que tá escrito no NME. alguém arrume pra esse filme passar no festival de Brasília esse ano, pelamordedeus.

aí o NME lembra que o Brian Jonestown Massacre, a despeito dos constantes boatos, NÃO acabou. e vai lançar disco novo daqui uns meses, que vai ser precedido pelo compacto “If love is the drug, then I want to O.D.”. sensacional, né? e ainda tem gente falando do White Stripes…

quando tudo parece fazer sentido

cada música da Black Box Recorder soa como um déja vu de coisas que não vivi. parecem caminhos que eu tive a oportunidade de escolher mas, por algum motivo (esperteza ou idiotice), eu não escolhi. com o futuro, acabei sabendo como eram esses caminhos, mas nunca do jeito que seria se eu os tivesse seguido, claro.

mas seria grosseiro dizer que ouvir essas músicas é contemplar o passado: é bem mais que isso. existe emoção ali, existe vida, existem pessoas que eu não conheci, noites que não passei bebendo e girando e olhando as meninas, lugares que não visitei, erros que não cometi, medos que não venci. como talvez existam universos assim em todas as bandas que gosto, em todas as janelas que ainda não espiei. o mundo é grande, não é? e não vai dar tempo de conhecê-lo inteiro… nem ao menos dez por cento… mas, já que vou ter de me contentar em conhecer só um pouco, que sejam partes boas como “The facts of life” e “I ran all the way home”…

não acreditem nele

Palocci descarta aumento de preços com alta da Cofins

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse nesta terça-feira não acreditar que faça sentido a ameaça de aumento de preço do setor produtivo por causa da elevação da alíquota da Cofins, de 3% para 7,6%, que começa a valer na próxima segunda-feira.

“Não creio que o setor produtivo, que reivindica há dez anos o regime não cumulativo desse tributo esteja agora usando a medida para gerar aumento de preço. Isso não faz sentido”, afirmou Palocci.

Segundo ele, a alíquota de 3% no regime cumulativo representava até 15% do preço final do produto. Com essa mudança “não se pode argumentar que o preço vai aumentar”. Palocci disse ainda que a inflação caminha para as metas do governo (5,5% no ano).

Segundo o ministro da Fazenda, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu parar temporariamente a trajetória de queda da taxa básica de juros da economia (Selic) não por medo da inflação, mas porque os benefícios das quedas ocorridas no ano passado (10 pontos percentuais) ainda não foram sentidas plenamente na economia.

considerações:

1. só mesmo sendo Eremildo, o idiota, pra acreditar que não vai haver repasse do aumento de impostos pra gente. isso já deixou de acontecer alguma vez?

2. o Copom diz que a economia mandioca não absorveu o corte de dez por cento dos juros feito em 2003. eu concordo. mas acho que isso não aconteceu porque cortar dez pontos é POUCO pro que o país precisa.

3. querido ministro, se a carga tributária aumenta, como é o caso desta alíquota da Cofins, os preços aumentam. como assim o senhor acha que “isso não faz sentido”?

chegou tarde, mané

o Terra tem uma “capa” diferente do portal, colocada no ar durante a madrugada, para promover compras feitas no site. o projeto se chama Corujão, e logo no título principal, “Ofertas da madrugada”, você já sabe a que ele se presta.

tudo bem, só que eu acabei de entrar no Terra (são nove e quarenta da manhã, horário de Brasília) e esta capa me apareceu, como se ainda fosse madrugada. e eu senti que isso foi uma indireta pra mim por eu ter acordado relativamente cedo, ainda mais porque estamos nas férias…

hit é hit – epílogo

o Red Hot Chili Peppers vendeu duzentos e cinqüenta mil ingressos pra duas digressões no Hyde Park, em Londres. todos os ingressos foram vendidos em quatro horas. média de dezessete por segundo. foda. mais aqui.

hit é hit

Era um fanhoso. Ele entrou na farmácia e pediu: (refrão) e o farmacêutico perguntou: (contra-refrão) (refrão) e o farmacêutico chamou o ajudante! E o ajudante perguntou: (contra-refrão) e o Caetano Veloso (refrão) e o ajudante então chamou o astronauta! E o astronauta também era um fanhoso! Que legal! E o Astronauta perguntou: (contra-refrão) (refrão) e então o mundo perguntou ao Dave Bowman o que foi que ele falou! Ele disse que quer um potinho de anhanha!

Circuladô de Fulô! De novo, Faiá, de novo! Circuladô de Fulô! Eu quero um potinho de Haroldo de Campos! Ele quer um potinho de Haroldo de Campos. E aí, Moreira, passou no teste da farinha? Passei, e tava tudo bem.

“Potinho de anhanha”, do Zumbi do Mato, cara. djenial. nunca vi um concerto deles, mas me esbaldei quando o Löis Lancaster foi dar som numa festa do Luciano Vianna e tocou “A marcha do demo”.

turismo

as frases do dia ontem foram vistas na rodovia Presidente Dutra, quando eu, Ricardo e o pai dele voltávamos de Juiz de Fora. no pedágio de Resende, encontramos uma Saveiro com placa de Amparo, uma cidade lá pro lado de Piracicaba (acho) e que tinha dois adesivos na escotilha do vidro traseiro, que diziam:

“Visite Amparo antes que acabe” e “Visite Amparo e ganhe uma multa”.

foi o suficiente pra que a gente risse até Cachoeira Paulista, uns quarenta quilômetros à frente. sensacional.

cine agréde

ao contrário do Alexandre, eu não suporto “Cidade de deus” nem “O senhor dos anéis”. assim sendo, torço por qualquer outra coisa contra esses dois filmes em todas as categorias que eles concorrerem.

atualização: e torço por tudo para que o “Lost in translation” foi indicado. e queremos o Bill Murray como melhor ator (Dadinho o caralho).