surdo 4, o desafio final
mas aí eu cansei de ouvir rádio russa que toca coisas em inglês e fui procurar algo mais perto… algo islandês. achei uma página com algumas dicas… aqui é o caminho.
Archives mensuelles: décembre 2003
surdo 3
bom, aí eu achei o website oficial da Radio 3 aí de baixo, e, ao som de um megamix dance de várias músicas dos Beatles, de deixar o Jonas de cabelo em pé, achei uma seção de fotos da galera da rádio. bizarro, não? pois é, mas não é tão bizarro quanto ouvir “Hard day’s night”, “Ob-la-di ob-la-da”, “Get back”, “Ticket to ride”, “Eleanor Rigby” e “Day tripper”, todas emendadas e com os vocais originais, com um batidão por baixo. ê mãe Rússia…
surdo 2
as rádios russas parecem ser bem parecidas com as brasileiras. ouve essa aqui e tira a prova. a única coisa que eu entendi é que a emissora se chama Radio 3 e que um dos caras que ligou pedindo música se chama Sergey. vou pedir ajuda ao dicionário Predtechensky e tentar sacar algo mais…
surdo
em Petropavlovsk, capital da península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, já é 2004. em Kiritimati (Ilhas Christmas), Kiribati, também. mas por que eu não ouvi fogos ainda?
piada
nem eu entro no meu canal de irc…
chá de fita cassete
que a Mojo é uma revista “mó legal”, todo mundo sabe. mas será que há viv’alma no Brasil que banque uma assinatura dela? oitenta e cinco libras… pqp…
delírios modernos
você sabe que uma banda começa a distorcer sua cabeça quando se pega procurando demos, bootlegs, sessões para rádio e coisas do tipo. aí ontem o Soulseek voltou ao ar e eu fui procurar demos do Suede. achei até uma de “He’s dead”, lado B do segundo compacto, “Metal mickey”. pulei de alegria, baixei e fui ouvir. sem querer soar pedante nem indie demais, mas é melhor que qualquer música dos Strokes. ou do Rapture. e do Yeah Yeah Yeahs.
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baixei também o “Sea change”, do Beck. é um bom disco, e até melhor do que eu esperava pelas quatro músicas que já havia ouvido. mas daí a chamar de obra-prima, como fez a Spin ano passado, não rola. e o melhor disco dele, até prova ainda a ser produzida de contrário, continua sendo o “Mellow gold”.
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Decemberists. péssimo nome para uma banda. um cara com quem sempre troco mp3 me recomendou a banda e lá fui eu, alegrinho, baixar o disco. quando ouvi a primeira música, “Shanty for Arethusa”, achei um lixo. o problema é que a segunda, “Billy Liar”, é ótima. a terceira e a quarta são lindas e, além disso, têm nomes lindos: “Los Angeles, I’m yours” e “The gymnast high above the ground”. no mínimo, preciso ouvir com mais atenção.
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alguém soube mais algo dessa história do Fountains of Wayne vir gravar o clipe de “Mexican wine” no Brasil? eles queriam locação com helipontos, sei lá…
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tem certos vícios que não dão trégua nem em feriados, final de ano ou dias em que a temperatura ultrapassa os trinta e dois graus. no meu caso, o vício é comprar cd. com alguns amigos no exterior, então, a situação se agrava. pena a CDON ser tão complicada pra aceitar pedidos, senão o vício bateria ainda mais fundo.
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“- você tem muito cd, meu filho.”
“- não, pai. o senhor é que tem pouco.”
esse diálogo rolou esses dias atrás, entre eu e meu progenitor, que agora não quer mais que eu compre cd – mesmo eu fazendo isso com o dinheiro do meu trabalho. não gosto de desobedecê-lo mas, dessa vez, pt saudações.
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Jardel, por onde você anda? me escreva de volta! e ah, feliz foda-se!
peace of mind
de uns dias pra cá, anda difícil escrever. não tenho nada pra fazer e às vezes esqueço que mesmo essas situações merecem alguma nota, algum comentário, ou evocam alguma outra vez… e por aí vai. talvez esteja sem paz de espírito, na verdade.
ontem, saindo do banco, passei no estúdio de piercings do meu amigo Fernando, mas só pra cumprimentá-lo. desejei feliz ano novo e ele disse que não suportava esse tipo de comemoração. pronto: era a senha pra eu dizer numa boa que também não gostava. e que odiava domingos e feriados, porque eram dias feitos pra se passar com um espanador do lado, juntando pó, especialmente numa cidade como essa aqui. no final das contas eu disse “foda-se o ano novo”, e ele me disse “feliz foda-se”. gostei da expressão.
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nos últimos dias o point da rapeize por aqui tem sido o bar e bilhar do Bororó, na longínqua terra do Jardim Rony, só alcançável de carro. fui lá com o pessoal domingo, matei duas bolas, vou voltar hoje à noite. fazer nada de galera ainda é melhor que fazer nada sozinho. e por quê só vêm “Matrix Revolutions” e “O senhor dos anéis” pros cinemas daqui? o estoque de filmes bons se perdeu durante o ano?
fechando o ano
consegui hoje no eBay a primeira parte do single de “Positivity”, do Suede. agora faltam, acho, vinte e sete compactos, haha.
vapour trail
às vezes, bem às vezes, sinto que o caminho é mais longo do que imagino. nessas horas não costumo ficar pensando em como vai ser lá pra frente, nem em quão longe é de verdade, mas eu respiro fundo…
bazófia
Ricardo está aqui em casa. o que tem para fazer aqui? niente. por isso, tomamos a liberdade de mostrar-lhes uma foto do que estamos a fazer nesse exacto momento:
animal
oi, só queria registrar que hoje, às catorze e vinte e seis da tarde, horário brasileiro de verão, eu, Eduardo Palandi, vinte e dois anos e quarenta e seis dias, bati pela terceira vez seguida meu recorde de velocidade com meu carro. primeiro cheguei a 156 km/h, depois a 158 km/h e por fim ao meu objetivo, as 100 milhas por hora (161 km/h). a façanha final foi registrada na Rodovia Presidente Eurico Gaspar Dutra, na cidade de Guaratinguetá, ao som de “Charmless man”, sucesso de 1995 do grupo inglês Blur. é lógico que algum espírito de porco haverá de dizer que gente sem charme como eu é que fica fazendo essas coisas com o carro. acho até que vou concordar, hein?
sentimento do dia
“tô na zorra”.
desocupa
saí de galera ontem… e fomos à Cachaçaria “entornar umas”. depois de duas horas e meia fazendo isso, pedimos a conta, que veio no valor exacto de 66,66 BRD. juntamos 62 reais em notas mais 4,66 em moedas… e começamos a imaginar que, se fizéssemos um pentagrama com as moedas, ninguém mais ninguém menos que o SATÃ EM PESSOA viria à mesa e saudaria a nós, cordeiros do deabo incumbidos de semear a discórdia e os mandamenos do ANHANGÁ TINHOSO cá por Hollywood. no final das contas, ficamos todos arrupiados de medo (ou seria incontinência urinária causada pelo etanol? dúvida…) e não fizemos a logomarca do LUSBEL, então ele nem foi lá falar com a gente…
aéreos
já tem gente dizendo que o fracasso de comunicação da Beagle 2 com os cientistas aqui na Terra era previsível de se acontecer. dizem que é porque a melodia usada para contacto era uma música do Blur. dizem até que, fosse uma música do Suede, haveria contacto perfeito. não só isso, haveria a constatação imediata de que há vida em Marte e que lá as coisas são muito mais glam do que aqui.
subterrâneos
passando por uns fotológues hoje (antes que alguém pergunte: eu visito vários, mas nunca vou fazer um), me ocorreu uma coisa…
bom, não sei explicar muito bem, mas é basicamente o seguinte: tem gente que acha que a felicidade (a alegria, em geral) é besta… uma grande besteira, e tal. e eu concordo. mas… será que isso é um problema? puta merda (perdão pelo termo, girls), qual o problema em gostar desse tipo de besteira? será que a gente tem que ser sério, carrancudo e não ter senso de humor pra apreciar uma besteira dessas?
acho que não, né?
horas e vezes
(dedicado aos jovens casais)
às vezes eu espero o dia virar noite
e você vem logo pra mim
como se as sombras te trouxessem
logo você, a luz dos meus dias
dia vezes dia
várias vezes ao dia
uma vez após a outra
como um dia após o outro
pendurado nas grades
contando as horas no relógio de sol
pra que o dia e a noite se completem
e o fim morda o rabo do começo
mas seja noite, seja dia
penso em ti pra pensar em mim
e tão completas são as horas
que eu perco a noção de tempo.
o cúmulo do indie
é essa resenha (portuguesa) do disco dos Raveonettes. seria hilária, se piada indie tivesse graça. veja aqui.
vade retro
vendo as brigas do RPM, o relançamento do Sparkies (“mordeu, gamou”, lembram?), o sucesso dos emuladores de videogames antigos e o clipe de “Plan A”, do Dandy Warhols, fico morrendo de medo de estar realmente dentro de um revival dos anos 1980. não, não, tudo menos isso, por favor…
1970 versus 2003
ah, claro, o placar da disputa: “Let it be” original 10×7 “Let it be… naked”. e isso só me atendo à parte musical. se fosse considerar as capas, era 10×5.
saldo do dia
- meu pai cantando “Cold-blooded old times”, do Smog, no carro
- uma onda geral de desânimo que pegou minhas irmãs
- os tios competindo (sem saber, é claro) para ver quem era o mais chato
- eu com cara de pastel me perguntando se é crime ter o “Let it be… naked” antes do original
- eu com cara de pastel me perguntando por que alguém mexe em “The long and winding road”
- uma indigestão, efeito colateral directo da mousse de maracujá assassina
- cãibra nos músculos faciais, de tanto sorriso amarelo que dei
- cortes no orçamento
- indisposições com o grande Valmir, por conta de umas divergências radicais.
ai ai
mal posso esperar
ano que vem tem mais
:/
a sorte é que… acaba ano que vem.
azareio
na wishlist do amigo invisível, coloquei que queria o “Let it be”, dos Beatles. e me deram o “Let it be… naked”. São Vacilão, lá do céu, manda lembranças.
a arte dos eufemismos
pouco dinheiro pra mim tem nome: “esmola”.
mas…
há uma luz no fim do túnel: ano que vem não tem outra estréia do Senhor dos Anéis! HAHA, SE FERRARAM!
