disco da manhã

Ed Harcourt – “From every sphere”. porque não consegui associar nada melhor e porque a única música memorável do “Siamese dream” se chama “Today” – e porque “Disarm” é uma chatice.

cansando

como já é sabido, meu final de semana foi um meio final de semana, já que tive aula ontem. mas tanto de sexta pra sábado quanto de sábado pra hoje, deu pra dormir entre oito da noite e sete da manhã, ou seja, vinte e duas horas de sono em duas noites. acordei bem calmo e disposto hoje (a ponto de desafiar o frio e fazer a barba às oito da manhã, haha), pronto pra encarar essa semana que, se não vai ser tão f*** quanto a outra a seguir, vai exigir um pouquinho de mim. por isso, os posts vão continuar ruins, tipo esse aqui.

ride

depois do almoço, Daniel e eu saímos pra dar uma volta de carro, fomos até o aeroclube. saudade de sair com ele, saudade de quando ele morava aqui (ele mora em Jacareí hoje… só vem visitar a família). depois do aeroclube, ficamos flanando pela Vila Paraíba vendo as meninas. não entendam mal, mas é bom demais. sem que ele soubesse, passamos em frente à casa de uma menina em especial. saudades dela, vontade de saber o que aconteceu. nunca rolou nada e infelizmente nunca vai rolar, mas ora, foda-se.

almoço

bom… aula hoje… aí depois dela, Virgínia me chamou pra comer goulash na casa dela. revi o Paulo e o Daniel, já tinha mais de mês que não os via. enquanto os dois rolavam na cama, custando a acordar, Paulo contava a epopéia em que ele havia se metido na noite passada. pediu pra que eu levantasse a blusa dele, pra ver se não havia nada ali embaixo. nada.

foi até o banheiro e trouxe um tubo quase vazio de Très Marchand, aquele desodorante mais fedido do que fantasia de baiana da Gaviões da Fiel. rindo demais, disse que era loló (lança-perfume, em algumas regiões do país) e que ainda tinha um restinho (e que tinha cheirado de galera durante a noite). enquanto o goulash não saía… degustamos o loló mesmo. e como eu já vinha rindo das merdas que ele fez antes de mandar ver no entorpecente, comecei a ter ataques de riso, e do rosado passei a ficar roxo e depois azul de tanto rir. mas essas “droguinhas” duram pouco tempo e, dez minutos depois, eu já estava normal.

mas o Paulo, que tinha voltado bêbado pra casa, combinando-se isso ao loló, conseguiu a proeza de entrar duas vezes no quarto da mãe pensando que era o próprio quarto, depois entrou-e-saiu do banheiro três vezes achando que era lá… aí a mãe dele acordou, acendeu a luz e apontou a direção do quarto pra ele, que foi cambaleando até a cama. não fosse a intervenção dela, ele estaria entrando e saindo do banheiro até agora…

ninguém merece

não bastando ter de acordar às sete da manhã num sábado pra ir pra aula, ainda tem que ficar um roedor histérico fazendo barulho pela casa toda e te acordar às cinco e trinta. ninguém merece.

informe publicitário

mensagem especial pra Carolina: vai fundo, seu roedor imundo está bem. enchendo o nosso saco toda madrugada, pulando no trinco da porta pra fugir de casa, cantando na hora de voltar até que alguém lhe abra a porta. mas tudo certo com o gato. até inventamos uns 27 apelidos pra ele, do tipo Faniquita, Dormita, Fugita, Enganita, Malita, Faminta, Oferecita…

ahimé

“ahimé” é uma expressão italiana que significa, grosso modo, “ai de mim”. os italianos, reis do miserabilismo, adoram utilizá-la e o fazem paulatinamente. com o Wilco confirmado no TIM Jazz, tudo o que tenho a dizer é: ahimé pra conseguir o dinheiro. mas eu vou conseguir.

coming around

eu te deixei de um jeito, você está de outro agora: você está bem demais, como eu nunca imaginaria. bem melhor do que quando eu te deixei. tão boa, mas tão boa, que estou pensando seriamente em te deixar de vez, pra que você melhore ainda mais.

(…)

crise de inadimplemento. corte a luz, corte os pulsos, corta essa e recorta o que está em volta. não queira saber de quanto são os juros, nem como se cortam coisas. encare o problema, ou você passa a fazer parte dele.

(…)

sinceramente, eu não sei o que faço com você. se penso de um jeito, se penso do outro, se não penso. existe uma barreira de corais de um lado e umas montanhas do outro, existem milhas entre as duas partes, e eu não sei o que tenho a ver com isso. eu quero você. eu quero você? não… sei. não me venha dizer que sou desconexo, porque nem você sabe onde tudo começa. e não, não é você. mas se fosse, eu adoraria. de toda forma, fica comigo, depois a gente vê o que faz, ok?