a banda da vez
estamos no frio, mas é hora de ouvir Kent. “Vapen and ammunition” é hit aqui em Brasília, e o “Hagnesta hill” não tardará a ser.
Archives mensuelles: juillet 2003
completem a frase
cada cabeça uma sentença, cada vaso uma…
rascunho
todas as minhas mentiras são apenas desejos. meu desejo por você é verdadeiro, e se um dia eu quisesse expô-lo, mentiria pra você, mesmo sabendo que, de tanta sinceridade, não conseguiria esconder.
ciência
caramba, agora que eu me toquei: estou em Brasília! éééééééé!
vivendo e aprendendo
Marcio e eu fomos, junto com Tiago, Cassiano e mais um bróder que vai se submeter a uma cirurgia semana que vem, a uma festa na QI 13 do Lago Norte ontem. um lixo. explico: era 5 reais pra entrar, ok. mas cerveja a 2,50 literalmente agrédi. pra piorar, nenhuma menina dava bola pra nenhum de nós – acreditamos que isso é culpa dos altos preços das bebidas, sem contar que não havia bebidas mais fortes à venda. sem álcool, a foda-de-punho não acontece, não dá mesmo.
como também não dá pra entender a falta de “critério” na hora de galera botar som. cheguei lá e tava todo mundo se acochambrando ao som de “Devil’s haircut”, do Beck. achei massa e saí dançando, mesmo sóbrio. dali a um tempo, começa a rolar muselectro daquelas que não dá pra dançar. e eu querendo berrar “John, I’m only dancing!”. táqueopariu, sem condição. depois uns hip-hops leeeeeentos, arrastaaaaaaados… sem condição. aí não sei se sussurraram “meu, o Palandi tá aí”, porque começaram a tocar algo que parecia muito com a minha coleção de cds. lembro de “Rise and shine”, dos Cardigans, “PDA” do Interpol, “Hard to explain”, dos Strokes e “Beautiful ones”, vocês sabem de quem (se não sabem, deviam saber). mas eu não vou em festa pra ouvir minha coleção de discos… embora, ok, “PDA” não tenha saturado e deva ser lembrado. só espero que neguinho descubra um dia que depois de “Beautiful ones” vem “Starcrazy” no disco.
voltando então à festa em si: encontrei uma galera das boas por lá, pena que o Práxis não apareceu. foi bom por ter conhecido o Paulinho Fim-de-feira, que ainda ameaçou o Marcio dizendo que vai fazer um texto chamado (perdão, meninas) “Pau no cu do Stone Temple Pilots: o ‘Tiny Music’ é uma merda”, e começou a falar bem do “Core”. aí o Cochlar assumiu o som… pra quem não é de Brasília, seguinte: o Cochlar quer que a gente acredite que estamos em 1968 e que tudo o que vem depois é paia. tocou alguma merdinha garageira, emendou “Bus stop”, do The Hollies (não confundir com a banda que formei aqui, The Haoules), quando lembrei do meu pai, que ama essa música. na terceira “pérola” sessentista, venceu um prazo de dez minutos que demos para o Tiago de esperá-lo pra ir embora, aí fomos mesmo, sem piedade. aí foi só cruzar o Lago, o eixo, passar perto da rodoviária, pegar o pijama e cair no sono, isso vinte pras cinco da manhã.
considerações finais:
1. a festa foi nota 5. minha média é 6;
2. gente sem noção era regra por lá. bons tempos em que isso era exceção no mundo;
3. se alguém quisesse um panorama do que as drogas podem fazer com alguém, perdeu a oportunidade de ver um desfile de gente seqüelada;
4. eu gosto de Brasília por outros motivos;
5. o prego do Gas nem pra colocar a loirinha plano B na nossa fita, maldito.
6. vou começar a fazer terrorismo e pouco caso de umas gentes no meu espaço no Naguerra.com. isso é uma ameaça. moo.
7. tudo que meus leitores não precisavam era disso: um post enorme e incompreensível. foi mal, galera. pqp…
Suede no Brasil, parte 2
jornal chileno de hoje (não sei qual), cortesia do meu amigo Lúcio Ribeiro:
Lo mismo debe haber pensado Daniel Faidella, productor catalán y creador del emblemático club Razzmataz de Barcelona, que este año, en alianza con el sobreexpuesto, Sergio Lagos dio vida a Evolución Internacional, la productora que trajo a Chile al citado Felix Da House Cat, entre otros próceres de la movida. En los próximos meses diversificará la oferta: está en conversaciones para que en octubre, Suede actúe por primera vez en estos lares.
só tenho uma coisa a dizer: mantenham seus dedos cruzados.
vida de compacto
notícia fresca: a coletânea do Suede vai se chamar “Singles” e, como o próprio nome diz, vai trazer os lados A dos compactos que a banda lançou entre 1992 e 2002, além de duas inéditas. a primeira delas será “Golden gun”.
prós:
1. “Stay together” estará no disco e será lançada no Brasil pela primeira vez;
2. talvez as versões radio edit de “Saturday night” e “Obsessions” também estejam lá (assim espero);
3. o disco terá, se compilar todos os lados A, vinte e uma faixas – uma boa compra, hã?
contras:
1. “The drowners” é uma excelente música, mas seus lados B, “My insatiable one” e “To the birds”, são ainda melhores.
2. uma coletânea sem “By the sea” e “Untitled” é… estranha.
3. “Positivity” é um saco. seu lado B, “Simon”, detona com ela.
provável tracklisting, então:
1. The drowners
2. Metal mickey
3. Animal nitrate
4. So young
5. Stay together (edit)
6. We are the pigs
7. The wild ones
8. New generation
9. Trash
10. Beautiful ones
11. Saturday night (radio edit)
12. Lazy
13. Filmstar
14. Electricity
15. She’s in fashion
16. Everything will flow
17. Can’t get enough
18. Positivity
19. Obsessions (radio edit)
20. Golden gun*
21. Teenage rose* ou Love the way you love*
* – inéditas
bege
eu estou pasmo com o Marcelo ontem, na formatura da Carol. caraaaaaalho…
ok, a prova viva
alguém me escreveu pedindo uma prova de que ainda estou vivo. sendo assim, só pra relaxar:
De: Lucia Sano
Para: Eduardo Palandi
Data: 25/07/2003 10:56
Assunto: sexta sem jukebox e sem palandi é demais para mim
Saudades, Palandi. vê se coloca pelo menos um post no seu blog dizendo que
está vivo, sim?
beijo,
Lucia
isso dito e isso posto, volto ao meu retiro espiritual, que, como prometido, só acaba lá pelo quinto ou sexto de agosto.
onde eu quero (e vou) estar

esta é a terceira ponte sobre o Lago Sul, em Brasília; é a última surpresa que esta cidade me aprontou até agora. desde a construção, em 1960, e principalmente enquanto se consolidava como centro urbano, Brasília é alvo de polêmica. uns amam, outros odeiam. estou no primeiro grupo desde que cheguei pela primeira vez a seu aeroporto, em 7 de julho de 2000, e sei que não vou demorar para morar ali, de forma definitiva.
Brasília, pra mim, merece todo o respeito que uma mulher merece: todo. porque é a mesma sedução, a mesma inspiração, as mesmas curvas – mas de jeitos diferentes. é a vontade de ser litoral, expressa pelo Paranoá e seus barcos, cada vez mais numerosos. é a vontade de ser interior, com aquela calma que o Eixão tem durante os finais de semana. e é o destino de ser capital e cidade grande, trazendo gente de todos os lugares do país e do mundo, misturando os sotaques e criando uma identidade própria – ao contrário do que aconteceu em São Paulo com os fluxos migratórios.
é bem verdade que Brasília tem seus defeitos, talvez o maior deles de não ter algumas das facilidades que as viúvas de São Paulo acham por lá. mas, arrisco-me a dizer, se F. Scott Fitzgerald vivesse pra conhecer o Plano Piloto, talvez “O grande Gatsby” fosse ali ambientado. esqueço de dizer: Brasília tem um glamour que nenhuma outra cidade brasileira tem, e está presente em sua arquitetura, em seu trânsito, em suas pessoas. guardadas as devidas proporções, é uma combinação da ousadia brasileira, do sonho americano e do glamour monegasco.
talvez eu esteja exagerando. mas a verdade é que meu coração está em algum lugar desse quase-quadradinho no centro-oeste do Brasil. e está na hora de fazer uma intervenção cardíaca. daqui a menos de duas horas começo a viagem para Brasília, da qual todos estamos carecas de saber/ler. volto nos primeiros dias de agosto, assim que matar as saudades desse caso de amor que, acredito, está mais próximo de se concretizar. se algum de vocês quiser souvenirs cerradinos ou marcar um encontro comigo lá, escrevam-me.
até a volta.
o herói do dia
a Globo acaba de encerrar a transmissão do Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, e o motivo desse post é exatamente ela. quem ganhou a corrida, como quase todo mundo já deve saber, foi um dos meus heróis, o grande Rubens Barrichello. a despeito de tudo o que falam dele e de muitos maus momentos, o Rubinho é meu herói.
pra começar, na sexta-feira o cara rodou e terminou o treino do dia na décima nona (e penúltima) posição. só não foi último porque o Justin Wilson, da Minardi, pior equipe do campeonato, abortou volta. foi o bastante pro Michael Schumacher dizer que o Rubinho, segundo piloto da equipe, nunca o ajudou, não é de nada, et cetera e tal. a Ferrari estava visivelmente descontente com nosso Rubinho, e ele simplesmente admitiu, no meio de toda aquela pressão: “errei”.
no sábado, com o treino definitivo para definição do grid de largada, Rubinho teve a desvantagem de ser o segundo piloto a sair para a pista, pegando-a menos emborrachada/aderente. nosso heroi não se fez de rogado e fez um ótimo tempo. um a um, os outros pilotos iam entrando, sem conseguir ameaçar sua pole-position provisória. até que Michael Schumacher entrou. vinha fazendo um tempo melhor do que o de Barrichello até que… errou e lambeu grama. não disse nada sobre ter errado depois. o primeiro lugar do treino era mandioca.
hoje, logo no começo da corrida, Rubinho caiu de primeiro para terceiro lugar. pessoas que desdenham dele, como meu pai, por exemplo, já teriam munição pra dizer “ah, o Rubinho já era”. depois de dois incidentes (o primeiro, com destroços de carro no meio da pista; o segundo, com um fanático religioso invadindo a pista com um cartaz onde lia-se “leia a Bíblia, ela está sempre certa”) que provocaram a entrada do safety car na pista, Rubinho adotou uma tática ortodoxa de paradas nos boxes e foi ganhando, na pista, brigas com Jarno Trulli e Ralf Schumacher (essa foi humilhante) e passou todos os retardatários com competência. depois da segunda parada nos boxes, descontou na pista uma desvantagem de nove segundos para Kimi Raikkonen e o passou sem dó.
daí para a frente, foi só me fazer tremer e gritar pro Galvão Bueno, secador como sempre, calar a boca – e, oitenta e oito minutos depois da largada, lá estava meu herói (e do meu querido amigo Felipe também) ganhando sua sexta corrida na carreira, num final de semana onde tudo parecia perdido quarenta e oito horas antes.
depois de tudo isso, há algumas coisas a serem ditas: a primeira é que eu gosto do Rubinho porque ele é humano. teoricamente, até o Schumáquina é, só que, no caso do alemão, a “perfeição” chega a ser irritante. sem contar que, em seus (raros) erros, o teutônico nada fala. pior que ele, nesse aspecto, só o irmão. segunda coisa, não é fácil lidar com tanta cobrança. o Rubinho tem um saco de diamantes pra agüentar todas as cobras e lagartos e demais répteis que dizem acerca dele, além de ter de agüentar coisas como o constrangedor Grande Prêmio da Áustria de 2002. em sã consciência, acho que só Gandhi conseguiria tolerar isso (esse é um bom argumento para indicar Rubens Barrichello ao Nobel da Paz). terceira, o Rubinho é common people, não tem estrelismo nenhum, ainda tira onda no pódio, sempre concede entrevistas e é franco a ponto de dizer que seu sonho de moleque não era chegar à Ferrari, mas dirigir a Williams.
por fim, Rubinho Barrichello é como o boxeador que apanha do Cornelius Carr no clipe de “Boxers”, do Morrissey. perde, é desacreditado, mas é o maioral, tanto pro moleque que lhe pede autógrafo no final do clipe quanto pro Morrissey, que vai dar uma força depois da luta. e por mais que no próximo Grande Prêmio as coisas voltem “ao normal”, com os Schumacher ganhando e o Rubinho fazendo papel de coadjuvante, é desse coadjuvante que eu vou sempre me lembrar. ou você lembra de alguma vitória do alemão da Ferrari em particular?
think about it
“one man’s freedom fighter is another’s terrorist” – Primal Scream, “Star”
geléia de cranberries
hoje eu tive vontade de acabar com este blógue. por pouco tempo, é verdade, mas tive. basicamente com raiva de umas coisas que andaram me acontecendo de uns tempos pra cá. mas é melhor seguir em frente. primeiro, porque eu bem sei o que é ficar sem o que ler. um monte de blógues legais acabaram recentemente, vários dos quais eu era leitor assíduo. no começo do ano acho que lia uns quinze todo dia, hoje só acompanho quatro. aí não tem jeito.
segundo, porque essa raivinha, como se sabe, é passageira (se uma pessoa tem raiva das coisas por mais de uma semana, ela não serve pra nada). e depois que passasse, ia me dar vontade de escrever. terceiro, amanhã pego a estrada rumo a Brasília, de onde só volto dia cinco de agosto. nesse ínterim, haverá poucos posts ou mesmo nenhum, porque o negócio, claro, é aproveitar. então, nessa viagem, creio que dê pra essa vontade de acabar com este blógue sumir, além de eu me acalmar com esse monte de bobagens que aconteceram. mas é coisa leve, no final; eu é que devo estar fazendo tempestade em garrafa d’água.
por fim, existe ainda uma quarta coisa a ser dita: se não é pra escrever, pra que é que se vive?
rodada Uruguai
eu adoro ler os dossiês de Comércio Exterior feitos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. só neles eu descubro coisas fascinantes como, por exemplo, que o Canadá proíbe a importação de colchões usados, por motivo de saúde. tenha acesso a esse mundão de informações aqui.
radio tunes
Verve – “Bittersweet symphony”
numa vernissage, depois de ter tirado umas fotos de corredores vazios num prédio em fase final de construção:
“- você é decorador de interiores?”
“- sou.”
“- e como você faz pra decorar o interior das pessoas?”
“- formação superior em psiquiatria.”
“- mesmo?”
“- não. tente aquele moço ali.”
Rammstein – “Du hast”
num bar onde nunca tinha ido, depois que uma loira bissexual me abordou:
“- olhando assim pra mim, você acha que um dia iria se apaixonar por mim?”
“- eu não me apaixono fácil.”
“- eu não sou o seu tipo de mulher?”
“- se você se refere a si mesmo como mulher, acho que não.”
“- você é gay?”
“- não.”
“- então qual o problema?”
“- problema nenhum, só que eu gosto de pensar que sou um menino e namoro meninas.”
“- ih, que criancice…”
“- não é bem criancice, é vocabulário.”
“- anota essas palavras no seu léxico então: vá se foder.”
“- com você eu até iria, você faz o meu tipo.”
“- …”
PJ Harvey – “Man-size”
sexta-feira, nove da noite, trancado em casa: a primeira voz que escuto num dia inteiro. e por telefone.
“- vai sair hoje?”
“- não. mas é capaz que a casa saia e me deixe aqui, descoberto.”
“- pô, legal. posso fumar maconha ao ar livre? te levo um pouco, se quiser.”
“- ao ar livre você não vai conseguir acender, acredite.”
“- você tá fumando.”
“- eu não, de onde você tirou isso?”
“- pra saber que eu não conseguiria acender…”
“- ah, não é por isso não. é porque minha vida não pega fogo mesmo.”
Interpol – “PDA”
dando carona num final de tarde nublado para uma amiga, no meu novo Honda Accord com oito anos de uso.
“- estou pensando em colocar um adesivo atrás do carro.”
“- pô, que mania que vocês homens têm de personalizar carro!”
“- não é personalizar. é fazer dele um blógue. só que com menos posts, e de linguagem mais universal.”
“- haha. pera aí, você tá tentando me fazer acreditar que um carro pode ser um blógue.”
“- of course I’m trying!“
“- mas você não vai conseguir.”
“- não existe lei que me proíba de tentar.”
“- pára, vai.”
“- com o quê?”
“- você entendeu.”
“- entendi nada, lalala”
silêncio. dois minutos depois:
“- o que você vai escrever no adesivo?”
“- ‘É VÉIO, MAS ANDA, É MEU, TÁ QUITADO, TEM CÂMBIO AUTOMÁTICO E NÃO É UM PONTO ZERO, IDIOTA.’”
“- AHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!”
“- não falei que era blógue?”
“- mas não é. é só uma merda. e engraçada.”
são vacilão
estou na casa da Natalia, ao lado de meu querido irmão de cor Lelo, e dentro em pouco degustaremos um yakisoba semi-profissional.
todavia, alguns devotos de São Vacilão não querem comer. vejam só o bodinho abaixo:
[Silent-Bob] mas eu acabei de dar meus últimos tostões pro meu irmão comprar gel
aí Renan, São Vacilão viu isso lá de cima, tu vai ter que se entender com ele quando for pro juízo final.
promessa
se eu conhecer o Brett Anderson esse ano, eu vou à pé daqui até Pindamonhangaba, debaixo de sol forte. trinta e dois quilômetros de caminhada.
golden gun
hoje, na versão papel da “Popload”, do Lúcio:
“Cogita-se que Suede (sim) e Yes têm shows pela América do Sul.”
isso dito e isso posto, três coisas devem ser ditas:
1. desde as dez da manhã, quando li tal coisa, não consigo raciocinar direito.
2. já coloquei meus contactos pra saber mais sobre esse rumor do Suede e apurei que eles têm 90% acertado de virem para o Chile, tocar lá. como ninguém vem pra América do Sul só pra tocar num país, o Brasil pode entrar lindamente na jogada, se esse lance do Chile se concretizar.
3. espero que todos os fãs do Suede espalhados pelo país estejam por lá. espero que a gente consiga transmitir pra banda o quanto gostamos deles, o quanto a banda é foda, e tudo o mais. arrumem um jeito de ir, seja onde for. essa pode ser a primeira e última vez que eles se apresentariam por aqui, tirando, claro, quando eles tocarem no meu casamento, em Brasília, daqui a uns pares de anos.
atualização importante: essa possibilidade de show(s) do Suede no Brasil seria já pra setembro.
the phantom menace
Jardel, ou você atualiza a sua coluna hoje ou eu vou te amarrar numa cadeira e te forçar a ouvir o cd do Gorillaz.
naguerrilha
parece que a “cena alternativa” de Brasília já tem um candidato a ombudsman, o grande Jorge Malcher. segue um relato do moço, originalmente disposto no livro de visitas do naguerra.com:
Analisando melhor essas intervenções atribuídas ao Komka, utilizando meu tino investigativo que desenvolvo cada vez mais assistindo a “O Jogo”, pude perceber que as duas mensagens (a provocação e a refutação) foram escritas pela mesma pessoa, ou seja: o próprio Komka. O sujeitinho quis dar uma de macho e botar a lenha na fogueira, mas, covarde que é, arrependeu-se e fingiu que a mensagem provocativa não era sua obra. Fez isso com o intento de confundir o povo. Qualquer protozoário pode perceber isso. Pois, se essas duas mensagens não foram obra de quem as assina, de quem poderiam ser? Do Práxis? Do Rollo?
Por eliminação, excluindo-se o signatário, no máximo poderiam ser atribuídas ao Maher. Pois este cada vez mais confirma seus crescentes conflitos de personalidade. Prova disso é que o dito-cujo incorporou o Joselito (do Hermes & Renato) defronte ao Gates na ocasião da Quarta Vinil de semana passada. Tal fenômeno parapsicológico fez com que ele quebrasse na calçada três taças de champanhe (surrupiadas numa vernissagem do Teatro Nacional) e soltasse um sem número de bombinhas achando que estava divertindo a galera que agonizava na fila por volta de meia-noite.
Tal atitude, inclusive, encaminhou fluidos negativos aos discotecários drogadictos Fernando Inglaterra e Cristóvão do Proto, que erraram a faixa de seus discos nada menos que 72 vezes na mesma noite (o extremo foi quando cometeram a façanha de tentar botar “Lemon” do U2 pra tocar 4 vezes e só conseguiram botar as faixas deprê do Zooropa). Isso sem contar os momentos em que colocaram músicas no ponto errado e botaram disco 33 e 1/3 pra rodar em 45RPM, mas aí eu acho que foram momentos conceituais da performance deles, enfim, não vou criticar a complexidade filosófica da obra desses artistas.
E por falar em Gates, foi lá que rolou, na última Segunda Lounge, a pré-estréia nacional do filme “Kidsgraça”, um retrato nu e cru de uma dura realidade: delinqüentes juvenis de Brasília entregando-se ao consumo de drogas pesadas em festas realizadas nas casas de bodinhos dos Lagos Sul e Norte. Dentre as cenas mais chocantes, célebres DJs e músicos da cidade utilizando uma lanterna para demonstrar como se faz uma felação. O filme também serve como denúncia da permissividade da polícia local em relação a esse bando de maconheiros e cheiradores.
Aguardem, para breve, no mesmo local, as estréias de três obras-primas que endossam e consolidam a próspera fase do cinema nacional: “Laranja Mecânica Reloaded” (que conta a história de um baculejo que tomei dum PM motoqueiro armado defronte ao portão do Id Café, ao som de “I Will Survive” cantarolada à capella por um coro de alegres funcionários do supracitado estabelecimento); o filme de ação “Retroceder nunca, apanhar sempre” (sobre um bodinho do Lago Sul que vai a Formosa só pra tomar uma coça); e o contundente documentário “Se Calígula morasse na Vila Planalto” (retrato fiel e sem retoques de uma série de seis orgias promovidas pelos membros do comitê de campanha de Demian Moura para prefeito da Península Norte, com direito a cenas de escatologia, satanismo, pansexualismo explícito, consumo de cocaína adulterada, corrupção de menores em um concurso de dança-de-salão erótica, um bingo cujo primeiro prêmio era a dentadura de um rapaz morto por uma gangue da Asa Norte e o incêndio criminoso de uma Kombi roubada, tudo ao som de várias fitas piratas de música sertaneja – que foram extintas na primeira iniciativa de que se tem notícia de se preparar um chá de fita K7, cena chocante também documentada no filme).
Finalmente, não podemos esquecer que o 36° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nos reserva a estréia do filme mais esperado do ano: o documentário dramático “Eu tenho uma banda” (protagonizado por Paulo Tanner, um sujeito que já se deixou chamar Plottersfield mas hoje se envergonha disso).
P.S.: E não é que esse DEMORÔ escreve parecidinho com aquele desgraçado do #OClubber#??? Será sua nova encarnação???
um louco armado
Coréia do Norte está pronta para fazer bomba atômica, diz China
da “France Presse”, em Pequim
A China, principal aliada da Coréia do Norte, afirma que Pyongyang possui agora plutônio suficiente para fabricar uma bomba atômica, segundo diplomatas citados hoje pelo “Asian Wall Street Journal”. Por esse motivo, Pequim teria iniciado manobras diplomáticas para desativar a crise nuclear norte-coreana e no sábado (12) enviou a Pyongyang seu vice-ministro de Relações Exteriores, Dai Bingguo.
Dai está agora em Washington para informar aos dirigentes americanos sobre sua reunião com o líder norte-coreano Kim Jong Il. Os serviços secretos chineses chegaram nestas últimas semanas à conclusão de que a Coréia do Norte produziu plutônio suficiente para uso militar e possui também os outros componentes necessários para fabricar mísseis com ogiva nuclear, segundo os diplomatas consultados pelo jornal, que não foram identificados.
considerações:
1. desde fevereiro, pelo menos, venho defendendo uma ação militar na Coréia do Norte. antes, inclusive, achava que um bem-sucedido bombardeio ao país, seguido da tomada do poder e execução do ditador Kim Jong Il (para alguns, “Menta Lee Il”) seria suficiente pra que o Saddam Hussein se borrasse de medo e entregasse o Iraque por vias pacíficas. hoje, com a guerra terminada e a administração temporária americana consolidada, a Coréia ainda não aprendeu nada. seria um bom motivo pro ataque.
2. ao contrário do que aconteceu no Iraque, onde havia apenas a suspeição da presença de armas de destruição em massa, a Coréia diz “na lata” que as têm. esse é o melhor motivo pra arrebentar o país.
3. à época em que defendia a “destruição total” da Coréia do Norte como forma de alertar o Iraque, meu amigo Marcio Porto (de quem tenho uma foto ideal para santinhos em sua campanha presidencial em 2018) dizia que a Coréia do Norte era, inicialmente, responsabilidade russa e chinesa. ainda hoje, nenhum dos países tomou nenhuma atitude, e eu aposto um quindim que a coisa vai continuar assim. sendo assim, por favor, Tio Bush, agora realmente é hora de agir. acaba com a Coréia, vai. e se a Coréia do Sul reclamar, como costuma fazer (gozado isso… a Coréia do Sul pode criticar abertamente sua vizinha do Norte, mas não deixa ninguém mais criticar), detonem Seul também. pelo bem da segurança mundial.
disputa
eu contra a Lucia, pra ver quem fazia mais posts interessantes hoje. três a um pra ela.
ai ai
que saudade do Paulo Francis.
grodigueira
tomara que o Luciano Vianna esteja certo e o Interpol toque no Tim Jazz. de preferência, no lugar do Rapture.
eu sei
você ainda não tomou jeito.