problema
sempre que quero ouvir o segundo disco da Fiona Apple, encontro problemas pra sair da faixa dois, “To your love”. linda demais. alguém me ajuda com isso? ah, eu não sei quando sai disco novo dela (lá se vão quatro anos). alguém me ajuda com isso também?
Archives mensuelles: janvier 2003
frase do dia
“Não penteio o cabelo desde criança.” – Carlos Miele, estilista, proprietário da M. Officer. um ótimo argumento pra quando eu sair do banho com preguiça.
bravata
mudando de assunto, meu “Heathen chemistry” chegou. desconfie de quem disse que o disco é ruim; ele é bom demais. as únicas que não passaram no teste foram “Force of nature” e “She is love”. de resto, são dez músicas matadoras (constam dez no encarte mas são doze e eu quero saber o nome da instrumental que fica no fim), incluindo várias pérolas do Liam que parecem ter sido compostas pra compensar “Little James”. tá perdoado, cara.
no mais, é como dizia Andrew Innes, guitarrista do Primal Scream: “adoro o Liam Gallagher. ele é o maioral!”. e o Oasis continua sendo uma banda na qual se pode confiar.
a equação na qual eu ainda confio
governo concentrado no social + abertura econômica + exportação. bem o modelo seguido por França, Espanha, Suécia e outros países europeus em meados dos anos 80, bem o que fez o Japão antes da crise. sem essa de estado mínimo, sem essa de socialismo. morram, bolcheviques :)
pode ser mesmo
repassado a mim pelo prestativo e bem-informado Guilherme Schneider (atualmente, sem website, pena):
Para general russo, guerra mudará ordem mundial
O presidente do comitê de Defesa do Parlamento russo, o general Andrei Nikolayev, advertiu, hoje, que um ataque dos Estados Unidos ao Iraque, que ele considera inevitável, “mudará todo a ordem mundial”.
“Está em jogo toda a ordem mundial depois da Segunda Guerra Mundial, pois o mundo mudará se começarem as ações militares contra o Iraque”, disse o militar e deputado. Ele acrescentou que “o mundo não mudou depois de 11 de setembro do 2001 (com os atentados em EUA), como afirmam os americanos, mas isso acontecerá se for permitido aos EUA levar a cabo esta guerra” contra o Iraque.
O deputado disse que “90 por cento dos Estados do mundo, inclusive alguns influentes como Rússia, França, Alemanha, China e Índia, não apóiam a postura de Washington, mas não poderão fazer nada contra a política dos EUA”. Para ele, ao atacar o Iraque, os Estados Unidos estarão impondo “uma nova ordem mundial”. Nikolayev se mostrou convencido de que os EUA “serão obrigados a lançar sua operação militar contra o Iraque no prazo de três ou quatro semanas”.
“Digo que será ‘obrigado’ a fazê-lo pois o presidente americano, George W. Bush, está hoje em uma situação na qual, por razões políticas, militares e outras, dificilmente poderá revogar a decisão de empreender esta ação contra o Iraque”, disse. Mas alertou que a guerra tornará totalmente desacreditado o sistema de segurança existente no âmbito da ONU, que os EUA pretendem driblar para lançar o ataque e estabelecer sua hegemonia mundial política, econômica e militar.
já tinha lido na “Folha de São Paulo”, ano passado, um sociólogo francês falando que os atentados de 11 de setembro mudaram a história dos EUA, mas não do mundo todo. concordo em parte com isso; só não concordo plenamente porque ainda é muito cedo pra avaliar se essa não é só, digamos, “a ponta do iceberg”, já que de repente depois de amanhã estoura a terceira guerra mundial por conta de coisas relacionadas aos atentados. à parte isso, o crescente sentimento anti-americano observado em alguns países da Europa, América Latina e na quase totalidade dos países muçulmanos, aliado à postura dos países que o general Nikolayev citou e alguns outros, pode levar a movimentos que de alguma forma tentem tirar dos EUA o status de única potência desse começo de século. posso não estar vivo pra ver, mas aposto que a China, em cem anos, se não for freada por um fechamento ao mundo exterior, por exemplo, tem chances de virar um país que concorra de igual pra igual com Washington. a União Européia poderia ser uma forma mais urgente de bipolarizar o poderio e as ideologias, mas esbarra em Tony Blair e seu Reino unido aos EUA na “luta contra o terror”. à Inglaterra caberia o papel de ponta-de-lança nessa bipolarização, coisa que é impensável enquanto a dobradinha Bush/Blair prevalecer. com o Japão numa crise que parece um grande sono e a Alemanha ainda distante de ultrapassar Tóquio e ter a segunda maior economia do mundo (coisa que também aposto que vai acontecer num prazo muito longo), quem não gosta dos EUA ainda vai ter de engoli-los por pelo menos mais duas décadas.
voltando ao problema do Iraque, só três coisinhas:
1. mesmo dentro dos EUA, a resistência à guerra é grande.
2. se Washington tem provas concretas da existência de armas nucleares e de destruição em massa no Iraque, por que é que o governo não colabora com os inspetores das Nações Unidas e dizem logo onde estão essas armas? por enquanto isso parece uma mistura ridícula de esconde-esconde com mad max e roleta-russa. seria bom que o Bush dissesse logo onde estão as coisas (até porque, se é mesmo verdade, aí sim a gente começa a discutir os bombardeios, certo?)
3. como é que ninguém perguntou pra Britney Spears o que ela acha da guerra? eu quero ouvir barbaridades proferidas por civis famosos!
apoio cultural
esse blógue é um oferecimento Love Kills, Starcrazy, Soulindão e GDF.
family tree
e além de incluir ali do lado a Jukebox do Jardel, hoje é dia de dar as boas-vindas também ao Bergin Hunt & Fish, do meu grande amigo e conselheiro amoroso nas horas difíceis (embora ele não saiba que faz isso, acho) Marcio Porto.
the facts of life
atualmente, o melhor dos caras que escreve dentre todos os nomes do jornalismo musical brasileiro atende pelo nome de Jardel Sebba. o moço, que sucede Álvaro Pereira Júnior (fase pré-San Francisco, 1996 a 1999) e Lúcio Ribeiro no posto de número 1 dentre os colunistas espalhados pela grande mídia, não escreve uma coluna “Jukebox” nova para o site da Superinteressante, há dois meses. em recentes conversas, o moço me garantiu que de hoje não passa. sendo assim, ajudem-me a ficar na marcação dele. o endereço de suas colunas é esse aqui e, embora tenhamos algumas divergências musicais (ele gosta do loser manos e eu do REM), isso é plenamente esquecido quando se lê um texto dele ou se conversa com ele. caso até a meia-noite, horário de Brasília, a nova coluna do Jardel não esteja no ar, ajude-me a encher a caixa postal do rapaz exigindo uma explicação para o ocorrido.
no mais, leiam, comentem, divulguem. as colunas do Lúcio (cervical e da Pensata) continuam boas, mas as do Jardel são ainda melhores. carnaval 2003 é Jardeleza.
disco da manhã
Muse – “Origin of symmetry”, bem alto, desde que eu acordei. não me surpreenderia se terminasse o dia ouvindo Slayer.
mais umas pra cabeça
eu por mim mandava pegar a cabeça de um dos caras que escreve na “Ilustrada”, promovia uma boa limpeza interna e usaria como bola de boliche. vejamos aqui duas atrocidades que o garoto (o mesmo) cometeu na edição de hoje. a primeira é sobre a coletânea “Forever delayed”, do Manics, a segunda sobre o DVD “Vieuphoria”, dos Smashing Pumpkins.
O MSP é o tipo de banda que fica em cima do muro: nunca cai na pauleira e nem suaviza de vez. Confunde os indies com sua sonoridade à Scorpions. Nesta coletânea, mais contradições: por que discurso tão punk se o critério da seleção das músicas é a posição nas paradas? Em todo o caso, duas ótimas canções inéditas.
pra começo de conversa, por quê dizer “mais contradições” assim, no plural, se só uma é apresentada? depois, como deve ser uma “coletânea punk”, se o problema é esse? e ser punk, então, é não fazer sucesso nas paradas?
D’Arcy fingindo que é uma menininha; James Iha passeando com o cachorro: cenas insólitas como essas, presentes no DVD, quase nos fazem esquecer o quão chato e “sério” o Smashing Pumpkins tornou-se mais tarde. Mas se o assunto é música, aqui estão apresentações no período 1992/94, quando o SP lançou suas melhores músicas.
ok, então uma banda ou um artista não pode ser sério. sendo assim, “The rising”, do Bruce Springsteen, nunca poderia ter saído. “Dog man star”, do Suede, não parece uma brincadeira, assim como nenhum disco do Portishead. não defendo que música pop deve ser algo sério, isso é uma loucura, mas aqui ele parece partir de algum axioma idiota como “toda banda devia ser engraçadinha”. além disso, o autor gasta mais o curto espaço que tem falando sobre as gracinhas esporádicas, ao invés de dar um panorama melhor sobre o conteúdo todo do disco. sobre a banda ter lançado suas melhores músicas no período 1992/94, não vou nem comentar nada…
pedra
não sabia que a coisa tinha batido tão forte assim.
contra-ataque
do “IDG Now!”
Donos do KaZaA processam gravadoras e estúdios
Os proprietários da rede de compartilhamento de arquivos KaZaA, a Sharman Networks, abriram um processo contra as indústrias fonográfica e de Hollywood, afirmando que elas não entendem a era digital e estão monopolizando o entretenimento, segundo o USA Today. A Sharman moveu uma ação nesta segunda-feira (27/01) em resposta a um processo de infração de direitos autorais movido contra ela no início de janeiro por diversas gravadoras e estúdios de cinema. As empresas acusam a rede de prover livre acesso a músicas e filmes com copyright para milhões de usuários nos Estados Unidos.
O processo foi aberto duas semanas após o juiz americano Stephen V. Wilson se recusar a isentar a Sharman de uma lei americana de violação de direitos autorais. A empresa havia argumentado que não poderia ser processada nos Estados Unidos, porque está baseada na Austrália e incorporada a uma ilha do Pacífico chamada Vanuatu.
Na ocasião, Wilson disse que a Sharman estava, sim, sujeita às leis de direitos autorais porque ela possui negócios e acordos substanciais na Califórnia, e suas ações são suspeitas por contribuir com a pirataria comercial dentro dos EUA. Em seu processo, a Sharman acusa as rivais de abuso, mopolização de direitos autorais e práticas ilusórias. A companhia diz que, na tentativa de brecar a cópia ilegal e manter sua posição dominante na distribuição de conteúdo de música e filmes, os pleiteadores levaram vantagens de forma desonesta.
Além disso, a empresa exije um julgamento com corpo de jurados, pagamento de indenização e taxas de advogados, e um mandado judicial permanente contra a indústria do entretenimento, de forma que ela não possa forçar nenhum de seus copyrights contra uma pessoa ou entidade. Os estúdios envolvidos no processo incluem a Metro-Goldwyn-Mayer Studios (MGM), Columbia Pictures Industries, Disney Enterprises e Paramount Pictures. As gravadoras são BMG, EMI, Sony, Universal e Warner.
PÁRA TUDO QUE EU QUERO DESCER
olha o que é o mundo. essa aqui eu achei no Morrissey-solo, com o original no The Guardian:
“And there is actually a Brazilian player by the name of Djalminha who is, apparently, an ENORMOUS Morrissey fan. Now let’s think about that for a moment. This is a man who comes from the land of sunshine and samba – but who finds inspiration in the work of a cardigan-wearing, miserabalist pseudo-intellectual veggie-saddo freak who peddles a utterly depressing line in rain-swept self pity, nostalgic bitterness and kneechewingly twee irony. That you can’t even dance to. Unless you’re a geek. Uh, hello?”
traduzindo: “E há, na verdade, um jogador brasileiro chamado Djalminha que é, aparentemente, um fã ENORME de Morrissey. Agora vamos pensar por um momento. Este é um homem que vem da terra do samba e do sol – mas que acha inspiração no trabalho de um miserável pseudo-intelectual sado-vegetariano que se veste com cardigãs e profere versos depressivos molhados por uma chuva de auto-piedade, nostalgia amarga e ironia. E que você não pode dançar enquanto ouve. A menos que você seja um geek. Uhm… olá?”
bem que a dupla Diego e Robinho podia se declarar fã de Muse e Smashing Pumpkins, por exemplo.
1995
vou comprar algum sedã de luxo ano 1995, dar uma revisão geral no carro, instalar um bom cd player e sair por aí ouvindo discos lançados até esse ano. já que tem gente que gosta dos anos 60, por quê eu não posso achar 95 o máximo?
meu amigo, meu herói
meu amigo Ricardo Rainha acaba de conseguir um feito histórico: ele simplesmente conseguiu invadir o iG e hackear uma das páginas de erro do portal. veja aqui.
quando o Brasil deveria seguir a Colômbia
nossos vizinhos do norte já tomaram uma providência pra melhorar o acesso à Internet:
UOL fecha na Colômbia
O Universo Online (UOL) se desfez do seu escritório na Colômbia. As operações locais foram adquiridas pelo provedor Andinet, de capital colombiano, por US$ 600 mil, segundo informações publicadas pelo site local Lanota.com. De acordo com a notícia, a transação permitirá que o Andinet duplique seu número de usuários e se trasforme no maior provedor privado daquele país. A notícia é do site IDGNow.
it’s morning
bom dia.
diz aí, Ryan Adams
“o mundo não é um monstro, e eu nem estou de todo assustado”.
…
queria um poema pra colocar aqui. umas velas pra colocar na mesa, uns discos pra colocar na vitrola, uns pôsteres pra colocar na parede, uns trocados pra colocar gasolina no carro, um carro pra colocar na garagem, um livro pra ler e colocar na cabeça, um licor pra colocar na taça. queria você pra colocar dentro de mim e ao meu redor. queria ter vergonha e não publicar essas coisas, queria não sentir nada, mas já vi que é difícil. ponto.
deic
tinha dois posts aqui. tinha.
funcionalismo
ah, fiz a inscrição pro concurso da prefeitura local, pro cargo de técnico em informática. mês que vem é a prova, torçam por mim.
polaróide
ele saiu de cabeça baixa, fechou a porta, pegou o elevador e se afastou de vez. e Mariana, a moradora do apartamento 303, estava sozinha de novo. talvez fosse melhor assim. três anos de namoro, três meses de brigas no final, cada um de um lado no final. e agora que a visita mais constante não volta mais, o apartamento parecia superdimensionado: muitas paredes para um coração vazio.
Mariana olhava os porta-retratos em cima do piano. preferiu não queimar nenhuma foto dele, só guardá-las em um álbum. mais tarde ela poderia encapá-lo e intitulá-lo “minhas conquistas”; quem sabe? e talvez um dia, quando já fosse uma septuagenária, o mostrasse a suas netas adolescentes enquanto falava de como era bonita a cidade de Brasília naquele ano de 2003, cinqüenta e um anos atrás. mas pra ter netas era preciso ter filhos, e pra ter filhos era preciso ter alguém ao lado. senão talvez não fizesse sentido envelhecer, talvez até não fizesse sentido viver. a amargura tomava conta de seu coração, e não fazia nem quinze minutos que o namoro havia acabado. lembrou-se do primeiro namorado, aos quinze anos, de como o havia deixado depois de trai-lo com um menino, quando seu coração estava cheio de dúvidas. quatro anos se passaram e as dúvidas foram se esvaindo ao longo desse tempo.
era quarta de noite, e Mariana ligava desesperadamente para suas amigas. não saberia exatamente o que dizer, talvez só que “a vida continua às onze no Gate’s”. todas viajando. era triste saber que as férias terminariam assim, sem namorado nem companhia alguma pra sair. mas ela não se fez de rogado: “vou sozinha mesmo”, disse a si mesma enquanto colocava o best of dos Smashing Pumpkins pra tocar. faixa 8, “1979″. trilha de outros tantos momentos que podem ter se perdido no tempo ou entrado no álbum.
arrumou-se, acendeu um cigarro e entrou no carro. Brasília continua bonita, mas ver a lua às margens do Paranoá sozinha era diferente. ainda assim, Mariana procurava esquecer e ligar o “foda-se”. ele não estaria por lá nessa noite, então vamos beber, dançar e ser felizes até o final da madrugada. não quis saber de esperar alguém na fila: entrou, pediu uma bebida e foi dançar ao fundo. no caminho, uma sucessão de amigos: Marcio, Marcelo, Otto, Carolina, Natalia. pra todos eles, Mariana não disse nada. “não estou mentindo” – pensou – “apenas omitindo a verdade”.
pelas horas adentro, o álcool a deixava sorridente e saltitante, talvez até leve. e depois da chuva de hits dos anos 60, finalmente alguém colocara algo decente pra tocar: “Tonight, tonight”. Mariana estava com um brilho diferente nos olhos, metade culpa do etanol, metade culpa do Billy Corgan. com o Gate’s superlotado e a fina flor da adolescência brasiliense se entreolhando, ela era a dona da pista até que, na música seguinte, seus limites a derrubaram. no caminho para o banheiro, agarrou-se a um rapaz.
“- procurando alguma coisa?” – perguntou ele.
“- você.”, respondeu.
ele não resistiu e a beijou. foi o único beijo, antes que ela completasse o percurso e o deixasse esperando à porta. sim, Mariana tinha gostado da atitude do moço, mas quando saiu do banheiro, a festa tinha acabado sem que ela percebesse. o som não saía mais das caixas amplificadas e todos haviam ido embora. pediu ao faxineiro para que abrisse a porta e saiu.
descalça, voltando pra casa a 30km/h, ela pensava na vida enquanto procurava um cd e sua cabeça. ao som da faixa 12, “Ava Adore”, ela percebia o quanto as últimas doze horas foram bem movimentadas. pena que não havia trocado nem doze palavras com o rapaz que a beijara. eram cinco e doze da manhã quando Mariana estacionou o carro embaixo do bloco e subiu sem cumprimentar o porteiro. mas ela, abençoada por Murphy, mal pode se recuperar dormindo da dor de cabeça: às nove horas o barulho de uma mudança a acordava. sem conseguir dormir, tomou um café da manhã à base de bolachas água e sal, Tylenol e suco concentrado. aproveitou e desceu lentamente para checar a caixa de correio.
“- procurando alguma coisa?” – uma voz masculina perguntou a Mariana. ela olhou e viu uma vaga lembrança da noite passada.
“- o que foi que eu respondi da outra vez?”
“- que me procurava. agora você me achou.”
“- não, você é quem me achou. como chegou até aqui?”
“- passei no achados e perdidos pra ver se tinha alguma pista de você, aí me deram o seu endereço.”
“- fala sério, vai.”
“- você mora mesmo aqui?”
“- moro.”
“- em que apartamento?”
“- 303.”
“- sou seu novo vizinho do 501.”
“- bem-vindo, vizinho do 501.”
“- eu sou o Alberto… e você?”
“- Mariana.”
“- precisa de ajuda na mudança?”
“- não, já acabou, só vim pagar o cara. e você, precisa de algo?”
“- preciso de uma mudança na vida.” – e deu-lhe a mão esquerda, enquanto apertava o botão do elevador com a direita.
“- pra que andar vamos?” – perguntou ele. e a resposta veio com um beijo.
indo às compras
mais três discos pra coleção: os lançamentos 2002 de Suede e Oasis e um do Chet Baker que não sei se é dos melhores. mas ele é djenio, dá pra comprar no escuro. fora que minha mãe comprou a coletânea do Elvis, melhor ainda. do you wanna dance?
entregando o ouro
querem o novo do Placebo? tá aqui.