pra ouvir ano que vem
Elvis Costello – “When I was cruel”
Supergrass – “Life on other planets”
Velvet Underground & Nico – “Velvet Underground & Nico”
Ryan Adams – “Demolition”
2003, o ano em que saí de Aparecida. quem viver verá.
pra ouvir ano que vem
Elvis Costello – “When I was cruel”
Supergrass – “Life on other planets”
Velvet Underground & Nico – “Velvet Underground & Nico”
Ryan Adams – “Demolition”
2003, o ano em que saí de Aparecida. quem viver verá.
pedido
algum dos meus 700 amigos de Brasília pode me fazer o favor de pegar um autógrafo do Fidel? agradeço desde já. câmbio.
caminhos estranhos
acabou.
mobral total
e hoje eu pedi pra minha mãe explicar algo a uma pessoa. disse pra ela exatamente o que era, várias vezes, como deveria ser dito, o que era, etc. e tal. chega na hora, ela não explica nada direito, me arruma um pepino e o resultado é totalmente diferente do que eu queria. o que é que 2002 tá fazendo aqui ainda?
…
parece que eu perdi o chão.
sem explicação
hoje meu blógue ficou o dia todo fora do ar. alguém explica?
arrepio
jjgwhjbvfcwhjvgjsvgjwshjoctnwjhegvwuegtry8345237tvsghugfbarvfgwehjgvfhjsdbvgdjfsdbgjfs
parafuso
mamãe paranóica irmãs se degladiando o pai é a velha história ok amanhã passa até uva passa eu não sei até quando eu agüento eu não sei pra que lado fica a saída eu só vi aqueles animais correndo e pulando doutor eu acho que atravessei a rua errada a galinha passou na minha frente a galinha correu e se escondeu eu vi o céu mudar de cor vinte vezes antes de começar a chover refrigerante o céu parecia estar com raiva de mim as pessoas não me cumprimentavam o segredo do sucesso era não ter segredo algum um cara que escrevia livros de auto-ajuda foi devorado por leões eu acho que estava ali no meio eu me vi na televisão meu cabelo estava fora do ar meu cabelo estava fora de série a comunicação celular deu pau houve erro de comunicação uma pessoa teve lesão corporal um problema de cada vez uma vírgula antes e outra depois e temos um aposto no meio eu aposto que ninguém ganhou a mega sena eu acredito em duendes mas eles não acreditam em mim o dia d foi ontem o dia e é hoje e o dia f é amanhã a problemática não é problema meu o revide é um direito seu o shampoo estragou meu cabelo me deixou com os olhos vermelhos e todos pensam que eu fumei maconha os gritos não páram os carros não páram na faixa as certezas param quando nascemos as dores na batata da perna migraram pra garganta as letras do teclado foram trocadas o governo decretou estado de calamidade a serra veio abaixo a faixa branca do meio da rua foi pro canto as loucuras de fim de ano não acabaram no reveillon cavalo dado não se olha os dentes a confusão está só começando coca light onde está minha coca light onde estão meus professores quando foi que essa nóia começou quem é o responsável por ela existe culpa no silêncio ou eu estou imaginando coisas eu não sou um nugget eu não sou um biscoito eu costumava ser um ser humano não há amor entre vegetais não há pote de ouro depois do arco-íris não sei se vai dar pra fazer pra hoje infelizmente minha família está no hospital eu cheguei em casa e li o bilhete que eles deixaram a música latina não escorre mais dos alto-falantes os hippies morreram todos e eu estou soltando rojões por isso a vida corre mansa até chegar em barra mansa tem gente que fala sozinha tem gente que bate palma pra louco dançar tem gente que coloca ponto final em tudo e pronto eu coloquei um nesse texto.
musicforthemorningafter
Chet Baker era o cara.
quando o saco enche
na boa, ir pro Pantanal agora não seria má idéia. ou seria?
ahmmm, vejamos: ter de usar botas, ter de encharcar as botas, agüentar quarenta graus de calor, agüentar cinqüenta graus de calor, gastar com souvenirs, souvenirs que não são lá muito bonitos.
é, mesmo assim eu gostaria de estar lá.
dando pala
vamos ver até que ponto isso aqui é sério.
notícia do Suede
dia 29 vai sair no Japão um EP com os seis lados B do single de “Obsessions”, pra quem não quer comprá-los em separado. já está disponível pra pré-compra aqui. o tracklisting, pra quem não sabe japonês, é o seguinte:
1. Instant sunshine
2. Cool thing
3. UFO
4. Rainy day girl
5. Hard candy
6. ABC song
p.s.
p** na bunda do cara que fez esse teste aí de baixo. eu posso não ter minha vida toda certa agora, mas eu não tenho baixo-astral, não penso negativo e não tenho depressão. e não escrevo FRAZE COM Z, BURRO DESGRAÇADO ORIUNDO DO INFERNO
completei
a coleção de cds dos Manic Street Preachers. faltavam os dois primeiros, “Generation terrorists” (1992, eu achava que era 91) e “Gold against the soul” (1993, eu achava que era 92). importados, fora de catálogo nos EUA pelo menos desde 1997. paguei 24 reais em cada, e tem mais na loja (lá tem o “The holy bible” também, pelo mesmo preço). o Gui vai ficar doido. enfim… sabem qual a diferença entre o “Generation terrorists” e o “Use your illusion 2″ do Guns and Roses? o vocalista. é hard-rock poser na cabeça (estou vendo a Nara se levantando e abrindo o Winmx), daqueles com camisa de oncinha e calça de couro (que eles usavam mesmo). e o Richey James, ah… que saudade dele :~
não há perdão pra quem escreve “fraze” com Z

Em que droga você é viciado?
que dor
andando por Guará hoje com o Ricardo, encontrei com um pessoal que se formou comigo no terceiro colegial tomando chope numa pizzaria local. várias meninas (Andreza, Lívia, Biane, Maria Fernanda) e dois caras, Dudu e Stefan. não queria que nenhum desse me levasse a mal, mas o fato é que, desse povo todo, eu só gostaria de manter contacto com a Lívia e o Stefan, porque eles não me abandonaram quando eu tava mal. anyway, eu tive de fingir que estava adorando tudo aquilo (e eu até adoraria, se aquela turma ainda significasse pra mim o que era antes), que não tinha nenhum problema na minha vida e de que eu vou conseguir tudo que quero. ok, eu vou conseguir me mudar pra Brasília, arrumar um bom emprego e me manter íntegro (sempre o impasse do comprar sem se vender…). enfim, aparentemente eu ajo da forma certa perante eles, mas eu sei que, dentro de mim, tudo mudou e eu não vou ter muito prazer ao revê-los.
em miúdos: é aquela m**** do “estranhos entre si”. perdemos a intimidade, perdemos o fio da meada, perdemos papo pra conversar, perdemos a inocência (essa era inevitável, mas todas as outras eram evitáveis). como eu li em algum blógue recentemente, mesmo com todas as juras eternas de amizade, a distância ganhou. é algo que, embora eu tenha que entender, eu prefiro não pensar. porque qualquer tentativa de retomada de velhos tempos vai ser: a) uma forma de regredir e brecar a evolução e b) só vai piorar as coisas. então, como já disse o Morrissey em “I know it over”, “it takes strenght (guts) to be gentle and kind”, e não magoar ninguém a não ser você mesmo quando isso acontece. eles estavam combinando um churrasco pro ano que vem, eu vou dar um jeito de sumir se souber detalhes.
pedido
por favor, não fujam de mim em 2003.
agora tá fechada
finalmente, a lista definitiva, que eu só fui fazer depois de ver umas outras (risos):
INTERNACIONAL – DISCOS
1. Elvis Costello – “When I was cruel”
2. Idlewild – “The remote part”
3. Norah Jones – “Come away with me”
4. Flaming Lips – “Yoshimi battles the pink robots”
5. Doves – “The last broadcast”
6. Queens of the Stone Age – “Songs for the deaf”
7. Suede – “A new morning”
8. Ben Kweller – “Sha sha”
9. Silverchair – “Diorama”
10. Primal Scream – “Evil heat”
por pouco não entraram: Neil Halstead – “Sleeping on roads”; Gemma Hayes, “Night on my side”; Bright Eyes – “Fevers and mirrors”.
INTERNACIONAL – MÚSICAS ESPARSAS
1. Suede – “Untitled” (a balada do ano)
2. Doves – “There goes the fear” (pelo clipe e pela letra)
3. Supergrass – “Grace” (HIT)
4. Norah Jones – “One flight down” (uma atualização de “Hymn to her”, dos Pretenders)
5. Foo Fighters – “Sister Europe” (cover de alguém, saiu como lado B de single, pode?)
6. Idlewild – “You held the world in your arms tonight” (porrada!)
7. Eminem – “Without me” (amo esse clipe também)
8. Silverchair – “Across the night” (pretensiosa e deliciosa)
9. Flaming Lips – “Yoshimi battles the pink robots, pt. 1″ (a maconheira)
10. Sophie Ellis-Bextor – “Get over you” (POP)
por pouco não entraram: Gemma Hayes – “Back of my hand”; Travis – “Love will come through”; Coldplay – “The scientist”.
NACIONAL – DISCOS
1. Engenheiros do Hawaii – “Surfando karmas & DNA”
2. Bidê ou Balde – “Outubro ou nada”
3. Casino – “Casino”
4. Violins – “Violins and old books”
5. Stela Campos – “Fim de semana”
estúpido
caramba, eu passei a maior vergonha do ano agora. a Isabela ligou aqui em casa, minha mãe falou que era a Isabel, e eu achei que fosse a Bel mesmo. aí eu só fui me ligar nisso dois minutos depois, quando estava devidamente tudo bagunçado. esse é o típico momento airbag, no qual eu quero um airbag bem grande pra me afundar no meio dele de vergonha e só sair de lá noutra encarnação. eu pedi desculpas e ela disse que não tem nada a ver, mas o fato é que eu infelizmente não vou esquecer disso. queria saber se o James Bond passa por isso. e ah, Isa, desculpa, desculpa mesmo, ok? :/
cansou de jingle bells?
então cante comigo essa musiquinha:
o Brasil vai lançar foguete
Cuba também vai lançar
quero ver Cuba lançando
quero ver Cuba lançar
(repete até alguém perder a paciência)
e agora…
tá armando de chover, hora de desenterrar (!?!?) o “Dog man star”. só com uns disquinhos pra agüentar fim-de-ano. acaba, 2002, acaba!
os maiorais
enquanto fez sol, eu ouvi Manic Street Preachers. desenterrei o “This is my truth tell me yours” e me lembrei de quanto gosto desse disco e de como conheci a banda. a primeira Bizz que comprei foi a de dezembro de 1998, que falava sobre um revival anos 1980 no Brasil. ela tinha uma resenha do “This is my truth tell me yours” (nota 8), e logo que eu li as características do disco e da banda (eu nunca tinha ouvido falar deles), já sabia que ia gostar.
uns meses depois, graças à Mariana, consegui uma mp3 de “Born a girl”. pronto, me apaixonei, e olha que eu já sabia que o disco não era só de baladas como ela. reli os nomes das músicas e tentei imaginar como era “You stole the sun from my heart”. mais uns meses e eu achei o disco pra vender no catálogo do Musiclub, um serviço que a Abril tinha pra venda de discos por telefone. meu pai me deu o disco e a música era quase do jeito que eu tinha imaginado. da primeira vez que ouvi “The everlasting”, chorei na parte dos violinos no final, depois fiz um clipe na cabeça pra “Tsunami”. ano passado, o Zé Flávio tinha me falado de como “I’m not working” cai certinha pra abertura de novela da Globo, e é verdade mesmo… enfim, puta disco. perde pro “Everything must go” e pro “Generation terrorists”, mas tem mais valor sentimental.
frase idiota que me veio à cabeça e não tem nexo algum
“o nabo é um vegetal niilista”
convite
pra quem tem conexão por banda larga, recomendo visitar o Microbians. não, a telefónica não trouxe o speedie pra Aparecida, eu vi na casa da Larissa. o Microbians é um site de design para internet, mas de extremo bom gosto e sem aquelas coisas de Flash pra lá e Flash pra cá. só não dá pra ver em 56k porque 56k FEDE.
esperança 2
hoje eu estava, pra variar, desesperançoso quanto ao meu futuro. mas tem coisas que conseguem me ligar e me deixar feliz e com alguma esperança quanto a ele. não a de ser presidente do grupo LVMH, mas talvez a de ser um consumidor das coisas do grupo.
primeiro foi aquele livro “Kurt Cobain – fragmentos de uma autobiografia”, do Marcelo Orozco. porque dez anos antes de morrer o Kurt Cobain era um nada, e virou o que virou. não que eu queira matar-me, como ele, mas eu venho de um lugar que, assim como Seattle e adjacências, é a escória do mundo. então, vendo o que houve na vida dele, dá pra perceber que nada é impossível. tem horas em que eu choro lendo esse livro, é comovente pra cacete. seja nas explicações de cada letra como nas apresentações e cronologia. a vida dele foi realmente triste.
depois, foi o sorvete que minha mãe (graças ao grande Zé Maria) me trouxe de Campos do Jordão (cidade que eu não visito faz doze anos e isso tem que mudar). sorvete Haagen-Dazs, o meu preferido. ela trouxe do sabor que é mais fácil de ser achado no Brasil, o de chocolate belga. da vez em que eu fui a São Paulo e passei na sorveteria deles com a Camila, custava R$ 4,50. agora minha mãe falou que foi mais de 7 reais. olá, dólar alto!
enfim, por quê um sorvete me animaria? simples. infelizmente o Haagen-Dazs é difícil de ser encontrado no Brasil. só em algumas capitais, em cidades estratégicas no litoral, em Campinas e em Campos do Jordão, que eu saiba. assim, eu percebo que até pra tomar o sorvete que eu gosto (e que só perde pro de creme com chocolate do Liberty Mall), eu tenho que sair daqui e arrumar um emprego legal. isso me motiva mais… ter de brigar até pelo sorvete, pô! enfim, sair daqui pra ter acesso às coisas que eu quero e pra mostrar que não, eu não gosto desse subúrbio escroto onde nasci e estou até hoje, e que, nem que eu tenha de brigar com meio mundo e a família inteira do meu pai, eu vou sair dessa escória. e tenho dito.