got to sleep
sábado, meia-noite, casa da Larissa, morrendo de sono. mas dormir agora é o que menos posso. até posso, in fact, mas não devo. já dizia Zeca Pagodinho, “camarão que dorme a onda leva”.
Archives mensuelles: novembre 2002
da série “uma letra do Suede pra cada coisa que eu sinto”
“e a bateria batendo em minha cabeça
pianos marcando o som
nessa prisão domiciliar”
(“The 2 of us”)
pode crer
nenhuma inspiração e uma coluna pra ZERO #5 que era pra ter entregue ontem. que droga… ei, me ajudem, mandem notícias sobre o rrrrróque. preciso completar isso até segunda na hora do almoço, o quanto antes :P
maaaaassa
confiram o primeiro post do Cha Cha Cha hoje. tô me borrando de rir.
refrão do dia
só o refrão, pra não ficar longo demais:
“you’ve got to tooooooleraaaate
all those people that you hate
I’m not in love wiiith you
but I wont hold that against you,
and let’s get juxtaposed, juxtaposed,
just suppose I’m juxtaposed with uuuuuuuuuuuu…”
Super Furry Animals – “Juxtaposed with U”. e ouçam o “Arepa 3000″ dos Amigos Invisibles também.
esqueci
com tanta tensão cercando a prova, nem falei do meu Adidas novo, que é a coisa mais linda. quando Marcio Porto for o primeiro brasileiro de passado indie a assumir a presidência e eu for nomeado governador-geral do território da Grã-Venezuela (capital: Caracas), vou solicitar à Adidas fazer uma série especial de lançamentos de calçados destinados aos filhos da geração indie 1993-2002. só com sobrenomes de indies famosos. Adidas Takeda, Adidas Petillo, Adidas Ribeiro, Adidas Gasperin, Adidas Zappia, Adidas Donato, Adidas Palandi e por aí vai. pras meninas, Adidas Piccolotto, Adidas Faller, Adidas Trevisan, Adidas Valle, et cetera. genial, hein?
new skin for the old ceremony
é o nome de mais um disco do gênio Leonard Cohen. de 1974 ou 1975, creio. fazer provas é uma velha cerimônia. comprei roupas novas durante a semana e fui lá fazer a prova com elas. tudo novo, do tênis à camiseta. talvez pra me dar alguma confiança ou coisa do tipo. quem lê esse blógue sabe do quão nervoso eu fiquei com essa prova. ontem fui dormir sem ter decorado nada. fui dormir no quarto da minha irmã, como faço às vezes enquanto ela está em São Paulo, e a cama dela é encostada na parede. hoje, à uma e quinze… eu bati a cabeça na parede. quando acordei, durante o banho, comecei a lembrar de toda a matéria (ou pelo menos da parte que estudei). ÓTIMO.
comecei a atribuir o fato à cabeçada noturna. mas… quando entrei no carro, dei outra cabeçada (e pensei: “pronto, uma anulou a outra e cá estou burro de novo”). entretando, não foi bem isso o que aconteceu: cheguei lá tremendo, quando o Irapuan perguntou como eu estava, respondi algo do tipo “tirando a angústia, a tensão e o temor reverencial (adoro essa expressão), tudo certo”. ele riu e se revelou o negativo da imagem que me haviam revelado antes: as pessoas que fizeram a prova antes de mim me disseram que ele estava grosso e sardônico, como bem o conhecemos durante o ano.
enfim: ele me tranqüilizou, me ajudou e me lembrei de praticamente tudo, fui muito bem na prova. de quebra, descobri que o professor curte um Hendrix e um Led (até disse pra ele que ia chegar em casa e ouvir o Electric Ladyland em homenagem a ele, mas eu não tive – e nem tinha cogitado até hoje – ter um disco sequer do negão). em todo caso, acho que foi o Hendrix que me salvou, involuntariamente, e mesmo que eu fique pra exame final com o Irapuan, já estou feliz da vida pela prova de hoje e principalmente aliviado.
pensando bem, o mérito pode não ser das roupas, da cabeçada, dos oito dias que passei estudando pra prova ou do Hendrix. sei lá. provas orais como a de hoje são apenas polaróides, como qualquer outra prova. eu saí bonito hoje? saí, “com certeza”. mas o fato é que com isso eu não fecho a semana no vermelho: passei todos os dias, de domingo a quinta, mandando mal, tirando coisas isoladas. e hoje, mesmo que minha nota tenha sido cinco (e não foi: duvido que tirei menos de oito), eu estou azul de felicidade, ouvindo só hits. quem vier me falar de Sigur Rós e Joy Division toma tapão. a vida é bela, se liga.
poeminha
eu odeio o “Mais”, caderno de haute culture que a Folha de São Paulo traz aos domingos. tirando, claro, quando rola Kenneth Maxwell e coisas sobre globalização em geral (cacete, eu adoro ler sobre o assunto…). normalmente eu não suporto o Millôr Fernandes na última página, gosto mais quando rola poemas. e nesse domingo que acabou de passar tinha um de uma tal Marília Garcia, lindo. queria escrever assim…
De dentro da caixa verde
I
como o sulco da caligrafia
chegando toda semana, como
o pulôver vermelho
que veste agora (não era
a volta pra casa, um consolo, nem
a limosine negra veio buscá-la
de outro poema)
uma noite que se estende
com os ruídos de um sono
distante – e se você levanta num
entressonho, parece outra cidade, quando chega
a luz do dia muito antes da hora – Não sei
em que mapa ficou Leeds
nem aquele passeio de mãos dubitativas
em torno da praça
II
de vestido amassado no pico
da montanha (o ponteiro dos segundos
rabisca o silêncio): – não sou
Felice, sorria com calma, de dedos
trêmulos – é uma relação
virtual, eu vibro como esta estrada. – olhos de gato
III
sobre a mala
a caixa de chá (não o desejo
de contar os aviões partindo
na pista sobre o mar) na passagem tinha impresso
o retorno (temos os dias contados? para
onde vai? sua voz de
neblina no escuro)
airmail
Interpol – “Turn on the bright lights”
esse disco parece uma continuação do “Heaven up here”, do Echo & the Bunnymen (1981). presente do Lúcio. só ele pra me fazer tirar o Dire Straits que tava rolando antes…
PÁRA TUDO QUE EU QUERO DESCER
de acordo com o site oficial do Suede e o New Musical Express, o disco preferido do ex-presidente americano Jimmy Carter (1977-1981) é… Head Music, do Suede.
nossa mãe tito misericórdia futebol clube prexeca!
da BBC:
Fim da proibição do chiclete em Cingapura gera polêmica
por Sonia Ambrosio, de Cingapura
O fim da proibição das gomas de mascar em Cingapura, que permitirá a venda chicletes para uso médico a partir de 2004, está dividindo a opinião pública no país, conhecido por suas regras rígidas de comportamento.
A vendedora Milini Choo, 23 anos, diz que o governo deveria liberar todos os tipos de chiclete. Já o comerciante Chia Che Keng, 38 anos, é a favor da proibição.
Cingapura baniu a importação, fabricação e venda de chicletes, alegando que gastava milhões de dólares com limpeza por causa da dificuldade de remover as gomas de mascar das ruas. A liberação do chiclete foi um dos mais difíceis aspectos dos dois anos de intensas negociações entre os Estados Unidos e Cingapura, segundo Tommy Kho, que representou o governo cingapuriano nessas discussões.
Uso médico
Para Tommy Kho, as longas negociações foram concluídas quando os dois lados chegaram a uma ‘solução habilidosa’ ao classificar certos tipos de goma de mascar como produtos de uso médico. Desse modo, apenas chicletes sem açúcar e prescritos por médicos e dentistas, com fins terapêuticos, poderão ser vendidos em farmácias.
A médica Lily Neo disse que, há anos, vinha pedindo ao governo que liberasse o consumo das gomas de mascar para fins terapêuticos. Uma delas seria a goma que contém nicotina e ajuda fumantes a lutar contra o vício. O farmacêutico David Woo disse que o setor de publicidade médica vem divulgando que o chiclete sem açúcar aumenta a produção de saliva e ajuda a combater bactérias que permitem o aparecimento de cáries.
Crime
O acordo comercial entre Estados Unidos e Cingapura, que derrubou a proibição, só entra em vigor em 2004. Enquanto isso, pessoas acusadas de importar chicletes podem ser condenadas a um ano de prisão e a pagar multa no valor de US$ 5 mil. A posse de chiclete, no entanto, não é considerada um crime, e turistas podem entrar no país com chicletes para consumo próprio.
Ao longo dos dez anos de proibição, a população cingapuriana encontrou diversas formas de burlar a lei. É comum, por exemplo, encontrar adolescentes cingapurianos atravessando a fronteira de Cingapura com Johor Baru, na Malásia, para comprar chiclete. Para a empresária Bilon Ng, de 40 anos e mãe de três adolescentes, a proibição do chiclete é ultrapassada. Já o marido de Bilon, Jack Ng, acredita que a proibição tenha ajudado a educar o cingapuriano sobre os efeitos indesejáveis de chicletes grudados nos assentos de cinemas e nas calçadas.
Livre comércio
O acordo de livre comércio entre Cingapura e os Estados Unidos é o primeiro do tipo em um país da Ásia e elimina tarifas no comércio de produtos eletrônicos, elétricos, químicos e de uso médico. O acordo inclui ainda os setores de turismo, telecomunicações e investimentos.
A proibição das gomas de mascar acabou se transformando em uma das mais famosas leis de Cingapura, país conhecido por ter uma das mais severas legislações para regular o comportamento público. Jogar lixo na rua, cuspir no chão, pichar muros, urinar em vias públicas ou fumar em pontos de ônibus são ações que podem ser punidas com multas pesadas e prisão.
A gota d’água para a proibição do chiclete aconteceu em 1992, quando jovens começaram a grudar gomas de mascar nas portas dos trens do metrô, o que impedia que elas se fechassem corretamente, causando atrasos e interrupções no transporte público.
site do dia
Advertising Slogan Generator: parece produto das Organizações Tabajara, mas é ainda melhor. Você coloca o produto/palavra, eles te dão o slogan pronto!
como exemplo, peguei pra cristo o site do Tax, o Spectorama. veja só as pérolas que o advertising slogan generator criou:
“Can You Tell Spectorama From Butter?”
“Everything We Do is Driven by Spectorama.”
“If You’ve Got the Time, We’ve Got the Spectorama.”
na minha cabeça, até um publicitário state-of-the-art com o Tax teria que quebrar a cabeça pra criar slogans magistrais como esse. clap clap clap!
tentando…
instalar e, principalmente, usar o ICQ 2002. tá difícil. não recomendo o Lite.
polaróide
“vinte e seis reais na minha mão
(indo) pra Lexington, 125
me sentindo doente e sujo, mais morto que vivo”
(Velvet Underground – “Waiting for my man”)
tirando a parte de ir pra Lexington, me sinto assim agora…
digno de prêmio
o Suede sempre mereceu todo tipo de prêmio. e agora a banda foi escalada para tocar na festa de entrega do prêmio Nobel da Paz, em Oslo, no dia 11 de dezembro, no Spektrum. o agraciado com o prêmio esse ano foi o ex-presidente ianque Jimmy Carter. se a festa passar em algum canal, por favor, rola de alguém gravar pra mim?
pra Lucia, que me puxou a orelha
haicai só tem três
olhos só tem dois
você só tem uma.
haicai escrito nas horas de angústia, hoje à tarde
um velhinho suicida
duas irmãs desaparecidas
vistas na cegueira
maçãs na goiabeira
e uma palavra bem escrita:
SEXO.
sooner than you think
é, passou. ainda bem. sério, eu sofri hoje à tarde. mas ainda bem que eu posso contar com vocês. valeu :)
(a prova continua na sexta)
agora é sério
estou doente, mas ainda não sei exatamente o que tenho. queiram os bons pensamentos que não seja a síndrome da fadiga crônica (a doença do Neil Codling) ou hipertensão. não consigo nem terminar os fichamentos, nem ler a matéria pra prova de direito civil. tive de pedir pra minha irmã jogar videogame sem som, pra minha mãe desligar o rádio. ela me fez um chá de camomila e eu destampei a chorar.
fazia três anos que eu não sentia algo assim. comecei a tremer, tomei todos os meus calmantes e chorei muito. liguei pra Zero e pedi um tempo da revista, pedi pra minha mãe se livrar de pelo menos quatro dos seis gatos aqui de casa. já peguei dois exames na escola e me sinto incapaz de me livrar das dependências pro ano de 2003.
não tenho exatamente um plano, mas sei que a situação pede algumas medidas. até a sexta-feira de tarde não vou ligar o ICQ e nem entrar no IRC, não vou atender ao telefone e não vou me esforçar demais num período de tempo curto. minha mãe vai marcar hora no médico pra mim pra semana que vem e espero que ele descubra o que eu tenho. duro vai ser convencer meu pai de que estou realmente mal (assim como minha mãe, que anda cética a meu respeito). de resto, é tentar viver com o mínimo de ruídos (isso implica em “não ouvir música”) e com o mínimo de fatores de estresse. se alguém tiver algo de muito importante a falar comigo, por favor, me mande por email, repetindo: nada de telefone, ICQ e IRC. parece frescura, mas, acreditem, estou mesmo mal.
antes que a Bagi e o Ruffles pensem na hipótese: não, eu não vou virar o Rodz e viver recluso pra sempre. é só até sexta, é só até a prova. torçam pra que eu melhore, sério. nem que seja só pra tocar esse blógue (que vai ser atualizado até lá, mas só se bater inspiração). obrigado e força sempre.
maravilha
Black Box Recorder vindo com disco novo, Beth Orton saindo no Brasil, Radiohead novo com tudo pra ser o melhor disco da história (eu nunca botei tanta fé na banda quanto agora).
pra piorar, Beck e Flaming Lips fazendo cover de “I got you babe”, de Sonny & Cher. seria só mais uma cover, não fosse o fato do refrão ter sido trocado de “I got you babe, I got you back” pra “I got you Wayne, I got you Beck”. DJENIAL.
quem disse que só rola coisa ruim na vida?
plantão de civil
faltam apenas 23% dos fichamentos, que beleza!
(ok, não sei se rio ou se choro)
mandando mal
gostaria de pedir desculpas a todos pela merda que eu venho sendo essa semana. péssimo amigo, ruim pra todo mundo. eu ando sem cabeça pra nada, sexta-feira é a prova mais foda da minha vida, eu vou tomar minha garrafa de vodca independente da nota que tirar, eu já estou pra dois exames (um deles porque o estúpido não me deu meio ponto). onde é que eu estava com a cabeça quando eu aceitei fazer isso?
mãe, eu tentei, acredite
eu estou fazendo o melhor que posso
eu estou envergonhado das coisas que fiz
eu estou envergonhado da pessoa que sou
(Joy Division, “Isolation”)
não é tão trágico assim, claro, mas que dá vergonha dá. damn it…
de como meus amigos são feras, parte 2
“eu, andando sozinho,
de noite com meus pensamentos
achei uma rosa,
e não sabendo em que sonho te dá-la
a deixo plantada aqui
pra você regar amanhã.”
(Daniel de Carvalho, o terror da estação 109). leia mais aqui.
de como meus amigos são feras, parte 1
“Acho que vou apresentar um teatro de marionetes de meia na minha monografia. Vai se chamar ‘Médico sabido contra bac bac ruim’” (Fabio Lemos, o terror do Grajaú)
magnética
é engraçado o fato de que algumas imagens causam obsessão, não? ontem eu recebi uma mais ou menos assim. e sabe-se lá quando uma obsessão começa ou acaba…