tempos modernos

quando visitei a Grimey’s, loja de discos bem famosa em Nashville, saí de lá com quatro CDs, três deles para mim. dois eram de artistas locais, indicados por um dos vendedores, o Rodrigo (filho de bolivianos), mas não lembro dos nomes porque os discos ficaram na mala do Alexandre e não vieram comigo para o DF. o terceiro era o “Scott 4″, do gênio Scott Walker.

na loja vi diversos anúncios com dois favoritos do público atualmente: Jake Bugg e James Blake. ando mais interessado em ouvir música clássica do que qualquer outra coisa, mas um pouco (um pouco, um pouco) de pop nunca fez mal a ninguém, e pensei em levar os dois discos para casa. não levei, e estavam até baratos. fiquei uns dias pensando nisso, depois esqueci.

hoje lembrei disso e fui ao Youtube ouvir os dois artistas em questão. e me veio um alívio do tamanho de um bonde: são duas porcarias. economizei uns US$ 25, ou quase o que me custou uma garrafa de champanhe Nicolas Feuillatte em Nova Iorque.

Fairbanks

voltando ao Brasil no último domingo, a 1200km da família, não pude passar o Dia das Mães com a minha. na verdade, minha mãe tem uma floricultura, então o feriado é motivo de muito trabalho para ela. mas, evidentemente, sempre ligo e a felicito.

mas o que vai ficar da data em 2013 foi saber, pela minha irmã, que meu pai disse no almoço “esse é o primeiro dia das mães em que eu não ligo para a minha, nem passo com ela” (minha avó paterna morreu em 28/8 do ano passado). é claro que sei que a vida da gente é finita, mas é sempre horrível a sensação de não poder fazer nada, além de ouvir, por alguém que você ama quando fala alguma coisa dessas.

batente

uma foto dos bastidores do documentário que fui rodar na América com o Erick e o Alexandre, tirada do Instagram deste. à esquerda, entrevisto Royce Taylor, tenor que integrou os Imperials, banda de apoio de Elvis, o rei, na década de 1970.

bastidor

e o cara é fera demais. pensando bem, nós também somos :)